E chegou o momento tão aguardado por todos os parceiros (ou por ninguém, sei lá) da entrega dos Prêmios G&B àqueles que mais se destacaram na música no ano que recentemente se foi. E, uma vez mais, foi muito difícil me decidir, entre os inúmeros laçamentos de 2010, aqueles que mais fizeram a minha cabeça: do soul/funky de Cee-Lo Green ('Lady Killers'), Sharon Jones & The Dap-Kings ('I Learned The Hard Way'), Sade ('Soldier Of Love'), Alicia Keys ('The Element Of Freedom') e Macy Gray ('The Sellout') ao pop/blues/hard/heavy/psych/prog de Black Mountain ('Wilderness Heart'), The Union (s/t), Hogjaw ('Ironwood'), o primeirão da Kill It Kid e a confirmação da Arcade Fire com seu 'The Suburbs', Elton John & Leon Russell ('The Union'), Hill Country Revue ('Zebra Ranch'), Black Rebel Motorcycle Club ('Beat The Devil's Tatoo'), Kula Shaker ('Pilgrims Progress'), The Reign Of Kindo ('This Is What Happens'), Lucifer Was ('The Crown of Creation'), Mangrove ('A Distant Dream Of Tomorrow'), Dirty Sweet ('American Spiritual'), Crystal Caravan ('Against The Rising Tide'), Slash ('Slash's Rock 'n' Fuckin' Roll'), Joe Bonamassa ('Black Rock'), Robert Plant ('Band Of Joy'), Black Country Communion ('Black Country'), Gandhi's Gunn ('Thirtyeahs'), Mindflow ('365'), The Brew ('A Million Dead Stars'), Monster Magnet ('Mastermind'), Hypnos 69 ('Legacy'), Karma To Burn ('Appalachian Incantation'), Firebird ('Double Diamond') e Avenged Sevenfold ('Nightmare'), apenas para citar algumas das excelentes bolachinhas lançadas no período, tivemos petardos para todos os gostos, duvidosos ou não.
Portanto, todos os escohidos aqui devem-se única e exclusivamente a um crivo absolutamente pessoal. É claro que a participação de todos com opiniões, sugestões e otras cositas más foram fundamentais mas...o G&B está muito longe de poder ser considerado uma democracia, pô! Resumindo: li todos os argumentos e...caguei solenemente para todos! Sacanagens à parte, o que quero dizer é que, não havendo uma eleição formal, todos os debates e embates que rolaram pelos comentários certamente influiram em minhas conjeturas mas, ao fim das contas, a batida do martelo coube a mim, egrégio CEO do G&B.
Isto posto, the winners are...
PRÊMIO RABO DE RAPOSA
Year Long Disaster - 'Black Magic: All Mysteries Revealed'

Alguns podem ter até considerado este exxcelente exemplar de
rock na veia uma barbada em muito devido aos meus (e de muitos parceiros) entusiasmados comentários. No entanto, garanto que teve adversários à altura e sua vitória deu-se no
photochart. Se você ainda não conferiu e ficou curioso, é só dar uma chegada
aqui e chapar com a pancada do
roquenrou engajado e sem frescuras dessa banda. E olha que tem
pedigree! Ainda assim, acredito que esta perfeita amostra de que o
rock ainda pode ser o bastião de muitas gerações é só um aperitivo do que ainda está por vir através de sua fusão com a unanimidade
Karma To Burn. Mas isto é papo para depois.
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PRÊMIO SEMENTE
Langfinger- Skygrounds
Este, e (quase) todos os demais premiados aqui, foi dos que brigaram impávida e corajosamente até o último milésimo de segundo pelo prêmio máximo. Confesso até que foi o que mais tempo permaneceu na
pole position. A excelência do repertório, a produção de uma crueza impecável, o vigor demonstrado em cada interpretação...tudo isso me fêz revezá-lo constantemente com o seu maior adversário. Ao final, resolvi o embate de maneira diplomática: criei o quesito 'antiguidade é posto', desclassificando-a em favor da
Year Long Disaster e seus
2 trabalhos a mais na bagagem, e o
Prêmio Semente para trazer os holofotes para o sangue novo e nesta seara não existiram adversários à altura da
Langfinger e seu
'Skygrounds'. Além de termos mais uma banda instigando a curiosidade quanto ao seu futuro aos que se permitirem experimentá-la. Onde?
Aqui, ó!
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PRÊMIO DA LATA
Sully Erna - 'Avalon'
Sobre este discaço, não escondi meu entusiasmo desde a primeira vez que o ouvi, por uma indicação de meu
spacey broDim Maddy Lee quando de sua última entrada em nossa atmosfera. Não há como deixar de premiar um trabalho notadamente feito com carinho extremado por alguém do qual não esperava nem um milésimo da qualidade apresentada neste
'Avalon', primeiro trabalho solo de
Sully Erna, antes apenas um vocalista pouco além de mediano da bem abaixo da média
Godsmack. Para quem curte climas épicos e étnicos bem dosados e fantasticamente executados, é um prato cheio.
Sendo assim, uma vez mais valendo-me da prerrogativa de comandante-em-chefe da
Nação G&B, criei este
Prêmio Da Lata para funcionar como uma 'menção honrosa'. E foi imbuído deste mesmo espírito 'castro-chavista' que decidi-me por dividir este prêmio com a...
The Soulbreaker Company - 'Itaca'
...que se, a princípio, me causou uma certa estranheza devido a algumas alterações de rumo na sonoridade que me fez tomado de paixão por esta e-s-p-e-t-a-c-u-l-a-r banda basca, aos poucos fui sendo conquistado por tamanha versatilidade e inusitado de sua sonoridade. Ao final, já agradecia por tanta diversidade, o que deixa a
The Soulbreaker Co. em um patamar único no universo
hard prog. Ademais,
'Itaca' é a confirmação de
Jonny Moreno como um dos grandes gogós da atualiadade.
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PRÊMIO PALHOÇA
Alter Bridge - 'III'
Sei que quase causei um
AVC no meu parceiraço
Dagon (vulgo
Nikiti Guy ou
Arariboia Man) ao aventar a possibilidade de outorgar este indesejável prêmio ao '
Return To Zero', de outra banda que gosto bastante, a
Spiritual Beggars. Mas o que me fez optar por este ambicioso e fraquíssimo
3º trabalho de estúdio da
Alter Bridge foi, simplesmente, um só: ele é inescutável! De tão chato, jamais consegui sorvê-lo de uma tacada só. Acho que apenas de
3 em
3 faixas e ao custo de muito sacrifício.
Por sua vez, da bolachinha de sua rival ainda consegui salvar da guilhotina umas 3 ou 4 faixas; assim mesmo, considero imperdoável a traição dos suecos ao alterar de maneira tão radical sua sonoridade, fazendo-os soar quase que como um pastiche de Bon Jovi.
Por dúvida das vias, evitem consumir estas drogas que já vieram malhadas antes de nascer.