Não pensem que essa excelente banda indonésia trata-se de apenas mais um festival de música estranha para gente esquisita. Apesar e por conta da utilização, além da formação clássica de guitarra/baixo/bateria, de algum ferramental típicamente indonésio e da pluralidade de informações que séculos de colonizações das mais variadas certamente agregaram à sua sonoridade, a música da Discus é estranhamente assimilável com muita facilidade, ao menos aos meus ouvidos, mesmo nas passagens musicalmente mais complexas e/ou quando se expressam em sua língua natal. Pouco consegui descobrir acerca de seus 8 integrantes, liderados pelo respeitadíssimo, pelo que apurei, Iwan Hassan (vocais/guitarras/guitarra-harpa de 21 cordas/rindik balinês) e que conta, ainda, com uma gostosíssima cantora/dançarina, Nonnie, e belos fraseados de violino a cargo de Eko Partitur; nem mesmo o porquê do hiato entre seu primeiro trabalho, de 99, e seu último lançamento até o momento, '...Tot Licht!', de 2004. Consta ainda estar na ativa, mas não encontrei vestígios de um novo trabalho a caminho.Para ser sorvido devidamente enfumaçado. E, por enquanto, that's all, folks!


