segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

APERTADO & PILADO BY G&B: PARTY ROCK '70 - Re-re-postagem


E a compilação predileta dos melhores churrascos, comemorações diversas e raves roquenrou está de volta!!!
Espero que agora com links definitivos, apostando na regularidade do alemão Dot Com e seu Mega, mesmo que ainda em uma interminável fase beta.

Sendo assim, só me resta desejar um
2  0  1  4 
MUITO ENFUMAÇADO A TODOS!!!!

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Re-postagem de 26.12.2012

A esta altura todos já temos certeza de que o mundo não acabou nem acabará tão cedo, seja devido a calendários ou por astros 1.000.000.000 de vezes a envergadura de nosso nanico planeta. Então porque não comemorar os suspiros aliviados por 2012 e arrombar os portões de 2013 com o melhor do rock festeiro dos 70's reunido em 7 CDs, o suficiente para uma autêntica rave roquenrou. Talvez o maior sucesso de downloads do meu, do seu, do nosso G&B, esta compilação contabilizava -antes de seu último hospedeiro bater com a cachuleta- a incrível marca de mais de 6.000 downloads...para cada volume!!!
Relatos de sua utilização em churrascos na laje, festas de casamento, surubas, termas, pole dances, 'peladas' de fim-de-semana, 'farofadas' praianas, batizados, chacinas e atentados terroristas, entre tantas outras datas comemorativas, são comuns. Mas seus poderes ilimitados podem causar efeitos indesejáveis, tais como suicídios de vizinhos, internamento compulsório de síndicos e até mesmo desabamentos -lembram-se de alguns eventos recorrentes aqui pela serra fluminense e na Cidade Sorriso? Dizem que...pois é...chuva? Ok, então nem vou citar os três prédios da Cinelândia...
Em contrapartida, a exclusiva compilação 'The Best Of Party Rock '70' tem o poder milagroso de salvar a reputação de qualquer festa, mesmo as mais soporíferas das confraternizações corporativas, muito comuns neste período do ano.
 Isto posto...

VAMO FAZÊ MUITA FUMAÇA 
EM 
2      0      1      3!!! 
  

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Como sei que a gallera tem uma certa preguiça de mergulhar a fundo em um blog para pesquisar postagens, trago à tona um antiquíssimo post -e tão bom que os links continuam funfando- perfeito para suas festas de final de ano. Àqueles que ainda não possuem essa compilação, um conselho:
Não percam!
 
 É de rachar o assoalho!


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Originalmente postado em 28.12.2007

Imagine a seguinte situação: a sua festa de reveillon está com quase tudo em cima. Os queijos, frios, pastas, brioches e torradinhas comprados naquela deli de sua preferência estão a postos, aquele whisky 12 'bala' tá na mão, o chardonay na temperatura ideal, a cerveja e o prosecco estalando, aquela brenfa 'do veneno' já no esquema e a trilha sonora...bem...
NÃÃÃÃOOOOO!!!!
O que fazer? Conformar-se em passar aquele último suspiro do ano ouvindo Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Exaltasamba, Banda Calypso, sambas-enredo, forró universitário, Latino, funk carioca e que tais gentilmente (sic!) ofertado por algum energúmeno convidado por seu concunhado? Ou uma seleção do melhor do Party Rock produzido na década de 70, daqueles impossíveis de ficar parado? Se você frequenta o G&B e nossos sites parceiros, com certeza cravou esta segunda opção. Sendo assim, seus 'pobrema se acabarum-se'! Ééééé, mermão, porque neste post, já editado à esta mesma época no ano passado -e de grande repercussão já que cada link contabilizava até o fechamento deste post uma média de 1600 downs-, aos primeiros 3 volumes originalmente disponibilizados acrescentei mais 4 fechando a saga com chave de ouro e, para os que se ligam no assunto, com um número cabalístico e que irá garantir quase 9 horas do mais puro roquenrou pra chacoalhar o esqueleto!!!
Chega de verborragia e se atraquem aos links desta verdadeira...



RAVE ROCK'N'ROLL
e
UM
BÓTIMO 2009 A TODOS!!!!

CD1
1.Rock And Roll(G&B full mix)-Gary Glitter
2.Let Your Yeah Be Yeah!-The Brownsvill Station
3.Locomotion-Left Side
4.The Locomotion-Grand Funk Railroad
5.Movin' On-Bad Company
6.China Grove-The Doobie Brothers
7.Go All The Way-The Raspberries
8.No Matter What-Badfinger
9.Hey You-Bachman-Turner Overdrive
10.Rock'n'Me-The Steve Miller Band
11.Long Cool Woman In A Black Dress-The Hollies
12.Watch Out-ABBA
13.No More Mr. Nice Guy-Alice Cooper
14.Honk Tonk Women-The Rolling Stones
15.Metal Guru-T. Rex
16.Fox On The Run-The Sweet
17.Black Night-Deep Purple
18.Born to Be Wild-Steppenwolf
19.Uncomplicated-Rick Derringer
20.In The Mood-Rush
21.You Really Got Me-Van Halen
22.Saturday Night's Alright For Fighting-Elton John
 


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CD2
  1.Rock'n'Roll Hoochie Coo-Rick Derringer
2.American Woman-The Guess Who
3.We're An American Band-Grand Funk Railroad
4.Hair Of The Dog-Nazareth
5.Slow Ride-Foghat
6.Hold Back The Water-Bachman-Turner Overdrive
7.Do Ya-Electric Light Orchestra
8.Smokin' In The Boys Room-The Brownsville Station
9.C'mon Feel The Noize-Slade
10.48 Crash-Suzi Quatro
11.Do You Wanna Touch Me-Gary Glitter
12.Get It On (Bang-A-Gong)-T. Rex
13.Spirit In The Sky-Norman Greenbaum
14.Why Dontcha-West, Bruce & Laing
15.All Right Now-Free
16.Can't Get Enough Of Your Love-Bad Company
17.Nothing To Lose-Kiss
18.Dance The Night Away-Van Halen
19.Smoke On The Water-Deep Purple




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  CD3
  1.Listen To The Music-The Doobie Brothers
2.Don't Shut Me Out-Bread
3.Stuck In The Middle With You-Stealer's Wheel
4.A Horse With No Name-America
5.Venus-The Shocking Blue
6.If You Can't Give Me Love-Suzi Quatro
7.Stumblin' In-Suzi Quatro & Chris Norman
8.Mamma Mia-ABBA
9.Mama Mia-Left Side
10.I Wanna Be With You-The Raspberries
11.Some Kind Of Wonderful-Grand Funk Railroad
12.Stealin'-Uriah Heep
13.Good Time Sally-Rare Earth
14.Down Down-Bachman-Turner Overdrive
15.Jet Airliner-Steve Miller Band
16.Brown Sugar-The Rolling Stones
17.Woke Up This Morning-Nazareth
18.Roll Over Lay Down-Status Quo
19.School's Out-Alice Cooper
20.I Wanna Be Sedated-Ramones
21.Hello!Hello! I'm Back Again-Gary Glitter


 


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 CD4
1.Rock Steady-Bad Company
2.Keep On-Bang
3.Hush-Deep Purple
4.After Midnight-Eric Clapton
5.The Mexican-Babe Ruth
6.Day Of The Eagle-Robin Trower
7.Immigrant Song-Led Zeppelin
8.Barracuda-Heart
9.Black Betty-Ram Jam
10.Radar Love-Golden Earring
11.Ballroom Blitz-The Sweet
12.Little Bit Of Love-Free
13.30 Days In The Hole-Humble Pie
14.Woman From Tokyo-Deep Purple
15.Doctor Doctor-UFO
16.Maid In Heaven-Be-Bop Deluxe
17.Long Train Runnin'-The Doobie Brothers
18.Don't Stop-Fleetwood Mac
19.The Witch Queen Of New Orleans-Redbone
20.It Don't Come Easy-Ringo Starr
21.Layla-Derek & The Dominoes




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CD5
  1.Long Live Rock'n'Roll-Rainbow
2.Cat Scratch Fever-Ted Nugent
3.T.N.T.-AC/DC
4.Shout It Out Loud-Kiss
5.Rock The Nation-Montrose
6.Lady Love-Robin Trower
7.This Fly Tonight-Nazareth
8.Tie Your Mother Down-Queen
9.Telegram Sam-T. Rex
10.Holiday-Nazareth
11.The Jean Genie-David Bowie
12.Roll Away The Stone-Mott The Hoople
13.Wishing Well-Free
14.Son Of A Gun-Black Oak Arkansas
15.Elected-Alice Cooper
16.(There's Gonna Be A) Showdown-New York Dolls
17.All Night Long-Rainbow
18.Roll With Me-Johnny Winter
19.Hollywood Nights-Bob Seger & The Silver Bullet Band
20.Street Rats-Humble Pie
21.I Didn't Know I Loved You ('Til I Saw You Rock'n'Roll)-Gary Glitter

  


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CD6
1.It's Only Rock'n'Roll(But I Like It)-The Rolling Stones
2.Rockaria-Electric Light Orchestra
3.Roll Over Beethoven-Electric Light Orchestra
4.Rock'n'Roll Damnation-AC/DC
5.Since You've Been Gone-Rainbow
6.How D'You Ride-Slade
7.Rebel Rebel-David Bowie
8.Honaloochie Boogie-Mott The Hoople
9.Cocaine-Eric Clapton
10.Still The Same-Bob Seger & The Silver Bullet Band
11.Who'll Stop The Rain-Creedence Clearwater Revival
12.Blind Eye-Uriah Heep
13.Band On The Run-Paul McCartney & Wings
14.Sultans Of Swing-Dire Straits
15.Boogie With Stu-Led Zeppelin
16.What's Your Name-Lynyrd Skynyrd
17.C'mon Everybody-Humble Pie
18.Run Run Run-Jo Jo Gunne
19.Suffragette City-David Bowie
20.Rock And Roll-Led Zeppelin



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CD7
1.Rock And Roll All Nite-Kiss
2.Do You Love Me-Kiss
3.Blockbuster-The Sweet
4.Skweeze Me Pleeze Me-Slade
5.Dog Eat Dog-Ted Nugent
6.Highway To Hell-AC/DC
7.In The Street-Big Star
8.All The Way From Memphis-Mott The Hoople
9.Whatever You Want-Status Quo
10.Show Me The Way (Live)-Peter Frampton
11.Whisky In The Jar-Thin Lizzy
12.Dreams-Fleetwood Mac
13.Sweet Home Alabama-Lynyrd Skynyrd
14.Hot And Nasty-Black Oak Arkansas
15.Billion Dollar Babies-Alice Cooper
16.Thunderbox-Humble Pie
17.More Than A Feeling-Boston
18.Carry On Wayward Son-Kansas
19.Rockin' All Over The World-Status Quo
20.We Will Rock You-Queen



KEEP ON ROCKIN'!!!!

Dedico este post a todos os parceiros que estão sempre por aqui dando uma força especial com seus comentários e sugestões mas, em particular, a alguns que já considero meus mais novos amigos de infância: Ser da Noite, Maddy Lee (a.k.a. Marcello) e Miguelito, El Gran San Bernardo Chihuahua Yorkshire Terrier FURÃO!!!


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

BLACKFEATHER-AT THE MOUNTAINS OF MADNESS (1971) / Re-postagem


Após quase 15 anos de idas e vindas pela Grande Rede em busca de velhíssimas velhidades, novas velhidades, velhas novidades e novíssimas novidades, posso afirmar que a Blackfeather e seu 'At The Mountains Of Madness' está entre os maiores tesouros descobertos ao longo de todo este tempo. Arriscaria mesmo afirmar ser o maior!

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Originalmente publicado em 12.12.2011

A Austrália tem um histórico de belos serviços prestados ao rock. E a grande rede tem feito um bom trabalho ao ampliar o espectro do OZ rock para muito além de AC/DC, Buffalo, INXS, Bee Gees, entre tantos outros e trazendo para a linha de frente nomes como Spectrum, The Flying Circus, Chain, Kahvas Jute, Ariel, Masters Apprentices...e por aí vai.
E a Blackfeather está entre as que mereceriam um reconhecimento internacional substancialmente maior, principalmente em sua formação clássica com Neale Johns (vocais), John Robinson (guitarras), Bob Fortescue (baixo) e Al Kash (bateria/percussão), responsável por esta pequena jóia hard prog baseada na novela de mesmo nome de H.P. Lovecraft, 'At The Mountains Of Madness', que ainda contou com o auxílio luxuoso de um Bon Scott ainda de fraldas tocando pandeiro e timbales na lindíssima 'Seasons Of Change'. Já na abertura com a faixa-título, percebe-se estar diante de algo não só muito à frente do cenário que se apresentava à época como, ainda hoje, exalando um frescor impressionante, quase um proto-System Of A Down. Com um timbre versátil e recheado de soul, Johns dá um espetáculo à parte por toda a bolachinha e é impossível não se encantar com a salada sonora que permeia todas as faixas, apaixonar-se pelo lirismo da já citada 'Seasons Of Change' ou intrigar-se, ao ponto de tentar antecipar-lhe os movimentos, com a intrincada suite 'The Rat', que fecha de forma magistral este tesouro, tardiamente descoberto por mim.
No entanto, apesar do prestígio com a crítica e a boa repercussão de 'Seasons Of Change', até hoje um hino na Austrália, as sempre implacáveis divergências musicais determinaram o fim desta formação e um novo direcionamento mais pop sob as rédeas de Johns. E apenas 2 álbuns após, 'Boppin' The Blues' e 'Live At Sunbury', a Blackfeather teve decretado o fim de sua carreira discográfica.
Mais um seríssimo candidato à primeiríssima edição do Prêmio Apertado Mas Só Acendido Agora.


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VÍDEO




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

THIRTY DAYS OUT / Re-postagem & Atualização

Re-postagem com cheiro de novidade devido à inclusão também de um link para 'Miracle Lick', segundo e derradeiro álbum dos novaiorquinos da Thirty Days Out. Com isto, a curta discografia dessa subestimada banda está completa e à disposição da gALLera.
Façam bom proveito!

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Originalmente publicado em 02.01.2012.


A Thirty Days Out e seu primeiro e auto-intitulado trabalho, lançado no prolífico ano de 1971, já são figurinhas fáceis na Grande Rede há um bom tempo, ainda em toscas ripagens de vinil e, posteriormente, em seu lançamento em CD pelo sempre caprichoso selo Wounded Bird Rec.. Mas tenho uma história com essa bolacha e, assim, não poderia deixar de disponibilizar esse belo registro aqui no meu, no seu, no nosso G&B.
À época em que descobri esse LP dando mole na Bausak, tradicional sebo localizado no Catete durante os 70 e boa parte dos 80 e onde fiz muitos bons (e maus) negócios, o que mais me chamou a atenção foi a interessante arte gráfica em que, além do acabamento envelhecido, destacava-se o modelo de empacotamento somente alguns anos depois também utilizado pela Raspberries para seu clássico 'Side 3'. Mas assim que a agulha começou a singrar seus sulcos ainda bem preservados, percebi que o investimento era válido e tornei-me proprietário do, muito provavelmente, único exemplar existente na Cidade Maravilhosa desta obscura banda novaiorquina formada por John Micaleff (vocais/guitarras),  Jack Malken (guitarras/teclados/vocais), Monte Melnick (baixo/vocais e, posteriormente, road manager da Ramones) e Phil Lowe (bateria) ainda em sua estreia. Trata-se de um trabalho conciso e com profundas raizes no country rock mas adicionando elementos não muito comuns ao gênero, chegando a algumas aproximações com o progressivo. Chama muito a atenção a excelência da produção, com todos os instrumentos muito bem timbrados, e o alto nível das composições; além disso, a execução perfeita dos arranjos (incluindo naipes de cordas em algumas faixas), contando também com a ajuda dos experimentados Larry Knechtel e Jim Dickinson nos teclados, e as belas harmonizações vocais, foram fundamentais para o excelente resultado final.

Somente há pouco mais de 2 anos, soube que a Thirty Days Out havia lançado ainda um segundo disco -'Miracle Lick'- já no ano seguinte e que, segundo apurei, serve-se do mesmo prestígio conseguido quando de sua estreia. Infelizmente, apesar dos meus esforços, não consegui um link sequer para esta bolachinha, apesar de lançado em CD pela mesma Wounded Bird. 
Fica, portanto, o apelo, mesmo que já não estejamos no período natalino.

NEW!!!
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VIDEO



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

CRÁSSICOS XXII: HOME / Re-postagem


Mais uma re-postagem, também de uma das mais acessadas páginas desse imenso boteco chamado G&B.

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Originalmente publicado em 22.01.11

Hoje, aos 22 dias da segunda década de um século que sequer engatinha ainda, completo 52 verões e, como é costume por aqui, quem ganha presente é a gAllera. E para turbinar este dia, o pacote virá travestido de 22ª edição dos Crássicos G&B e dedicado a uma banda com a qual tenho uma história bem interessante, quase tanto quanto sua própria história e a evolução (ou será mutação?) de sua sonoridade.
Há uns 6 ou 7 anos, em um daqueles (nem sempre) divertidos almoços de família, meu irmão caçula me fez a seguinte pergunta: "Júnior (é assim que sou conhecido em família), se lembra de um disco de uma daquelas bandas que eu dizia que deveriam erguer um monumento em praça pública em sua honra porque só você comprou seus discos, chamado 'The Alchemist'?"*. E eu: "Claro...é a Home. Por quê?". E a resposta veio na lata: "Pô, você descola tanta coisa difícil pela internet, já conseguiu esse? Se sim, grava pra mim.". O pedido de um irmão caçula é quase sempre prioridade mas, neste caso específico, passou a sê-lo para mim também porque este trabalho de 1973 desta excelente banda londrina sempre esteve entre meus favoritos no prog. Mas em uma época de bandas não tão largas assim e sistemas de download hoje jurássicos, foi uma tremenda dificuldade conseguí-lo; mas após algumas semanas esbarrei em um excelente rip recheado de scans e pude presentear meu irmãozinho com uma versão em mini-LP de seu objeto de desejo e ainda matar a saudade de um trabalho primoroso de uma banda recheada de craques em seus instrumentos. A começar pela soberba dupla de guitarras formada por Mick Stubbs, que ainda se incumbia dos excelentes vocais, e Laurie Wisefield -sim, aquela fera de fraseados certeiros, estupendos arpeggios e surpreendentes harmonias que posteriormente viria a substituir Ted Turner na Wishbone Ash-,  passar pelos teclados sinfônicos de Jimmy Anderson e desembocar na cozinha comandada por Mick Cook e Cliff Williams -aqui, mostrando um pouco mais do que em seu emprego posterior na banda dos irmãos Young. Mas este talento pouco valeria se não houvesse material com a mesma qualidade a ser trabalhado e, por este ângulo, 'The Alchemist'  -um álbum conceitual baseado na novela 'Dawn Of Magic' de Louis Pauwels- é um manancial de belas composições perfeitamente emolduradas por arranjos em muito beneficiados pela diversidade de formação de seus integrantes, levando alguns a classificá-lo exageradamente como country prog.
Bem, neste ponto deveria estar finda a resenha mas agora vem a segunda parte de minha história com esta banda. É que, há alguns meses, comecei a tropeçar em links para um álbum chamado 'Pause For A Hoarse Horse'(1971) de uma banda de mesmo nome (bem, Home não é exatamente um nome assim tão original, certo?) mas frequentemente classificada como country rock com pitadas de psicodelia e blues. É claro que, a princípio, pensei tratar-se de outra banda, mas bastou uma googada rápida para descobrir que aquela obscura banda que julguei ser apenas mais uma das inúmeras de um só disco tão comuns nos seventies era a mesma que, antes, já havia lançado 2 discos de estúdio -o já citado 'Pause For...' e um auto-intitulado em 72- e, recentemente, havia despejado um 'Live BBC Sessions' com parte do material gravado quando do lançamento de seu segundo álbum e ainda uma versão alive de 'The Alchemist' na íntegra.
De primeira, comecei a audição daquele desconhecido, para mim, debut e -incrível!!!- a cada faixa mais me encantava aquela sonoridade tão distante e, a um só tempo, tão próxima de como os conheci 2 discos adiante. Não...em nenhum momento 'Pause For A Hoarse Horse' passou-me a sensação de ser apenas o primeiro passo de uma banda em busca de uma identidade; longe disso, apesar de não ser um álbum conceitual, esta estreia me deixou uma sensação de maturidade e unidade difíceis de serem reconhecidas em um primeiro trabalho. Na verdade, em uma segunda orelhada consegui perceber que todos os elementos básicos que apreciava naquele trabalho responsável por me introduzir à banda -as intrincadas tramas de guitarra e as quase sublimes harmonizações vocais, só para citar algumas- já se faziam presentes 2 anos antes. Mas as diferenças é que fazem deste primeirão um novo velho 'crássico' para mim, a começar por uma presença infinitamente maior das guitarras -aqui bem mais cheias do já alardeado tempero country- e a predominância do formato canção em arranjos tão concisos quanto complexos. Em pouco tempo, músicas como 'Tramp', 'How Would It Feel', 'In My Time', 'Mother' e a estupenda faixa-título não desgrudarão de seus neurônios.
Em 1972 desovam um álbum auto-intitulado que, agora sim, pode-se dizer que julgá-lo como pouco inspirado -apesar de excelentes momentos em 'Dreamer', 'Rise Up' e a suite 'My Lady Of The Birds'- ou classificá-lo como típico trabalho de transição, não seria incorreto. Mas, ainda assim, um disco que desce bem redondinho.
Lançaram ainda 'Live BBC Sessions', impressionando pela competência da banda em reproduzir com perfeição seus trabalhos fora da zona de conforto proporcionada pelos estúdios, com seus integrantes demonstrando total domínio na execução de seus instrumentos.
E pensar que conheci 3/4 dos trabalhos da Home com um hiato de, aproximadamente, 37 anos. E tudo graças à grande rede.
Santa Internet, Batman!!!






* Algumas das bandas a que meu irmão se referia, todas ainda no berço: Queen, Be-Bop DeLuxe, Esperanto, Dire Straits, Bad Company, Gentle Giant, Kool & The Gang, Earth Wind & Fire, Supertramp e mais algumas dezenas neste mesmo nível. Das duas, uma: ou sou um visionário ou meu irmão nunca entendeu nada de música. Aposto na segunda hipótese.

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

MASTERS OF THE AIRWAVES-MASTERS OF THE AIRWAVES (1974) - G&B Remasters / Re-postagem

Seguindo com a sequência de re-postagens, uma das publicações mais acessadas do seu, do meu, do nosso G&B. Desculpas a todos pelo longo período de espera. Isto deveu-se à necessidade de ripar a partir do meu CD, visto que não se encontrava mais em meus HDs. 
Divirtam-se!

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Originalmente publicado em 14.11.2008.


Mais uma grata surpresa que tive há uns 2 anos quando, procurando por trabalhos da Masters Of Reality, deparei-me com esta bela capa, um link para um vynil rip até que bem honesto devido ao bom estado da matriz e do equipamento mas contendo alguns estalos e desníveis de frequências, posteriormente devidamente reparados por mim, e...nenhuma informação além do ano de lançamento. Pensei: por que baixá-lo? por que não baixá-lo? E acabei optando por fazer o down meio que cheio de reservas e não me arrependi em nada. Não que seja um disco imprescindível, uma obra-prima injustiçada, discoteca básica dos esquecidos pela História, mais uma vítima da ganância da indústria musical entre outros tantos blás. No entanto, a sonoridade desta banda de Sacramento, CA, tem nuances muito interessantes, a começar por Jimmy Berick e seu inusitado timbre de guitarra devido ao uso não de um exemplar tradicional de 6 cordas -nem mesmo de 7, 10 ou 12- mas, sim, de um pedal steel guitar de 16 cordas com twin neck contendo outras 16 cordas apenas ressoando quando do acionamento daquelas primeiras ligadas ao braço principal. E a precisão de sua execução é invejável e comparável a só conseguida com uma guitarra tradicional. Nem imagino qual seja o aspecto deste 'bebê de rosemary' mas o resultado é interessantíssimo. E 'chora' alto o danado!

Modelo de 10 String Pedal Steel Twin Neck .

O restante da formação -Jon Flack (vocais), Randy Rand (baixo, pré-Autograph) e David Rada (bateria, vocais)- cumpre muito bem seu papel de secundar Berick -a despeito de alguns excessos de floreios por parte de Flack- em temas hard prog em sua maioria muito bons e que surpreendem pela qualidade da gravação, ainda mais se levarmos em consideração terem sido registrados -na sua totalidade!- em um estúdio montado na garagem de Berick. Segundo consta, houve uma pequena disputa entre várias majors pelo passe da banda, saindo vencedora a Epic. Lamentavelmente, devido a divergências, dissolveram-se logo após a turnê de lançamento e este seu único trabalho continua sem reedição digital prevista.
Vale realçar que estas informações -ah! também está entre os discos prediletos de Kerry Livgren (Kansas) e Greg Lindstrom (Cirith Ungol)- só consegui muito tempo depois em alguns dos inúmeros sites de prog espalhados pela rede. Resumindo, é um trabalho que desce redondo principalmente depois de um bom papo com o 'zé', acompanhado de uma boa 'gelada' e do 'cebolão' do Outback.


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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

CRÁSSICOS XX: ROSS / G&B Remasters / Re-postagem

Mais uma re-postagem atendendo a pedidos, desta vez de um dos mais assíduos visitantes e parceiro de primeira hora do G&B, o mineirim rubro-negro Marcelo Marliére. Mas, diga-se de passagem, poucas re-postagens são tão merecidas quanto a destes trabalhos liderados por Alan Ross.

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Originalmente publicado em 01.09.2009

Estes 2 discos seriam objeto de postagem na próxima edição do Crássicos G&B; no entanto, como a edição de #20, comemorativa dos 3 anos deste espaço brenfoetílicomusical, foi arbitrariamente detonada pelo blogger (não deixaram nem um bilhete carinhoso de despedida ou mesmo dignaram-se a um telefonema no dia seguinte, chuifff...), resolvi antecipar esses petardos para que o niver do meu, do seu, do nosso G&B não ficasse sem um merecido registro.
A maneira como conheci essa banda foi bem interessante. Entre 73 e 76 -acho que já disse isso aqui- tive uma nano-equipe de som que atuava de forma semi-amadora fazendo festas para amigos e amigos dos amigos ao mesmo tempo em que era pau para toda obra da equipe de som que carrapetava nas matinées de domingo do Fluminense, o legendário ... Sorvetão Dançante! O nome do baile era meio frutinha mas a pista bombava com o melhor do party rock, funk (de verdade!), r&b, world beat (embora ainda não se chamasse assim) e do bom pop da época. A partir de um determinado momento, passei a ter meus 15 min. (talvez nem isso) de fama junto às pick-ups e, certo dia, após meu curtíssimo, quase imperceptível set, um rapaz gorducho -já o conhecia de vista- veio me parabenizar e começamos a trocar ideias sobre música e fiquei chapado com a quantidade de bandas que ele não só conhecia como afirmava ter discos de todas elas. No dia seguinte, após a aula, fui para sua casa...bem, aqui cabe um parêntesis...na verdade, uma verdadeira mansão na Rua Paissandu/RJ. Ávida e vorazmente, comecei a vasculhar sua vasta coleção, ao mesmo tempo em que lutava contra um imenso sentimento de inferioridade que subitamente se abatia sobre mim, e, dentre vários itens maravilhosos, um destacou-se. O motivo foi o de sempre quando não conheço um disco e (quase) invariavelmente se mostra infalível: um belo trabalho gráfico, até hoje uma das capas mais belas -e também assustadoras- que conheço. O nome do disco? Ross. Simples assim.
No momento em que, após introdução com um crescendo climático, soaram os primeiros acordes do riff recheado de wah de 'Alright By Me', percebi que não conseguiria deixar de ouvir aquele disco, imported e ainda lacrado, na íntegra. Ainda chegamos a ouvir mais um outro disco enquanto sua mãe nos entupia de lanche para aplacar a nossa adolescente larica, mas somente conseguíamos falar sobre aquele disco. À saída, a grande surpresa: Caique -este era seu apelido- me entrega aquele bolachão de bela capa surrealista de presente. Foi o começo de uma boa porém curta amizade pois apenas alguns meses depois toda a família mudou-se para Sampa.
Agora vamos ao pouco que, devido à minha memória já batendo pino e à grande rede, sei sobre essa banda inglesa: em 73, após gravar o estelar e excelente 'Whistle Rhymes', o maior baixista de todos os tempos em todo o universo e todas as dimensões paralelas, cruzadas e convergentes, John Entwistle, resolveu simplificar pois queria excursionar e era inviável fazê-lo com uma banda com medalhões como Peter Frampton, Rod Coombes, Keith Moon e Jimmy McCulloch. A solução encontrada para o sucessor, 'Rigor Mortis Sets In', foi trabalhar com músicos mais acessíveis e dispostos a encarar a estrada apenas pelo simples prazer de estar ao lado de um dos maiores ídolos do rock. E é neste instante que surgem Alan Ross, um excelente jovem guitarrista, compositor inspirado e bom vocalista oriundo de bandas obscuras e o tecladista e também vocalista Bob Jackson. Ao término da turnê de divulgação e banda desfeita, Alan e Jackson já nutriam uma grande amizade, a ponto de vários dos temas compostos por Alan já terem se tornado íntimos de Bob. Então, porque não aproveitar a súbita notoriedade profissional adquirida durante todo o ano de 73 e parte de 74 e colocar aquele trabalho para decolar? E assim fizeram: com a adesão de Steve Emery (baixo/vocais) e Tony Fernandez (bateria/percussão) e, algumas demos depois, asseguram um contrato com a RSO. Infelizmente, apesar da qualidade do material -recheado de um pesado groove pouco explorado à época e magistralmente produzido por Robert Stigwood, o big boss em pessoa- e terem aberto vários shows para o astro da gravadora, Eric Clapton, o disco passou incrivelmente desapercebido.

Inconformados com tamanha indiferença, mas contando com a incrível inspiração do prolífico Alan e ainda totalmente apoiados pelo patrão Stigwood, que uma vez mais encarou a produção e ainda bancou os arranjos de cordas de Jack Nitzsche, partem para o registro de um 2º trabalho, desta feita um álbum conceitual tendo por base um clássico conto de Edgar Allan Poe, e, já em 74, 'The Pit & The Pendulum', um belo exercício de diversidade estilística que, com menores teores de groove, um peso mais bem dosado e até pinceladas de jazz/prog rock, em nada deixa a dever ao petardo de estreia, chega às prateleiras. Em muitos aspectos é mesmo superior.

E, uma vez mais, o descaso recai sobre o excelente trabalho da banda e o esfacelamento torna-se apenas questão de tempo. O golpe de misericórdia foi o convite a Jackson para integrar a Badfinger, onde, por sinal, desenvolveu um belo trabalho. Quanto a Alan Ross, após alguns discos solo também fragorosamente ignorados, diz-se ter se refugiado com a esposa em um santuário equestre em uma cidadezinha no interior da Inglaterra. Pois é, a sorte não sorri para todos mas, ao menos, alguns podem orgulhar-se de ter deixado um belo legado. E acho que Alan Ross é um destes.








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VIDEOS


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

SIMON McBRIDE


Sei que ando devendo muita coisa, e grande parte diz respeito a uma de minhas maiores paixões, o blues. Mas existe um forte motivo para isso e com o qual talvez os puristas do gênero não concordem: a falta de talentos que realmente clamem por atenção. Excelentes músicos não faltam ao gênero; afinal, trata-se de um estilo direcionado a músicos e/ou apaixonados por música orgânica, com alma. Mas aqueles que lhe incendeiem até os cabelos ruins do corpo, são pouquíssimos. E isto sem sequer levar em consideração a falta de bons compositores. 
Mas foi de Glasgow, Irlanda, tradicional reduto de alguns dos maiores nomes do blues, entre eles o lendário Rory Gallagher, que surgiu uma das grandes esperanças de renovação no gênero: Simon McBride. Aos 34 anos e já há 18 na estrada, iniciados com a mesma Sweet Savage que já havia revelado Vivian Campbell, chegou a liderar a banda de apoio do conterrâneo blue eyed soulman Andrew Strong por 6 anos antes de dedicar-se à carreira solo, desta vez integralmente direcionada ao blues e rock que o fizeram se apaixonar pelo som metálico das 6 cordas de aço estalando nos captadores. Mas ele sabia que não poderia ser apenas mais um em cenário tão inflado e colocou como prerrogativa privilegiar o lado mais autoral em todos os seus trabalhos e apenas recorrer a covers quando algo pudesse ser realmente acrescentado. E assim nasceu 'Rich Man Falling' em 2009, chegando como um furacão nas prateleiras de blues mais antenadas. 
Para não perder o embalo, já no ano seguinte desova 'Since Then', candidato a diversos prêmios em vários cantos do mundo e responsável por levá-lo a dividir letreiros com nomes do porte de Joe Bonamassa, Derek Trucks e Jeff Beck e tocar em alguns dos mais prestigiados festivais ao redor do mundo. E foi durante o tour de 2011 que cada um de seus shows foi gravado para gerar 'Nine Lives' (2012), 9 faixas criteriosamente escolhidas entre centenas de horas de registros ao vivo e 4 registros acústicos solo, incluindo uma bela releitura para 'Rich Man Falling'.
E ainda no mesmo ano, McBride despeja 'Crossing The Line', desde o lançamento colhendo elogios em toda a mídia especializada e fechando 2012 no topo das listas de melhores álbuns de inúmeras publicações, incluindo a conceituada Classic Rock Magazine.
A julgar pela regularidade cronológica de seus lançamentos, este ano ainda podemos manter esperanças de um novo álbum. Mas por enquanto, fiquem com a pegada lancinante dos primeiros quatro trabalhos deste irlandês que honra suas tradições como poucos.






Crossing The Line Promo

One More Try

Power Of Soul ('Nine Lives' preview)