
Não sei se foi esse domingo tão especial para meu Glorioso, mas a verdade é que me sinto generoso e, sendo assim, decidi compartilhar algo que consegui pela bagatela de...3 'merréu'! Bom, era 5...mas quem não chora...
E foi apenas nesta sexta-feira passada.
A verdade é que não faço a menor idéia se é fácil ou difícil conseguir este álbum nestes tempos cibernéticos, e isso é o que menos importa. O que realmente importa é que se trata de um registro de uma lenda do blues: Sonny Terry.
Sonny, gaitista e vocalista, formou com o guitarrista Brownie McGhee uma das mais prestigiadas duplas de bluesmen da história mas, após a dissolução, ele meioqueficouassimtipodevagarquaseparando -é, bluesman é que nem bahiano: deu mole, não sai da rede -essa foi só pra não perder a piada.
Foi então que apareceu um guitarreiro albino chamado Johnny Winter propondo-se a produzir seu próximo álbum e prometendo que, de quebra, ainda levaria um negão pra fazer uns 'baixinhos básicos': Willie Dixon. E, coadjuvando, o caçula Styve Homnick seguro nas baquetas.
Feito isto dirigiram-se para o estúdio mais próximo e, em apenas 3 dias, gravaram todo o material contido neste cd. Alguns, em apenas 1 take!
A idéia original era de que fossem recriados à perfeição o clima e a sonoridade anasalada daqueles primeiros registros do blues. E a produção simples, mas de uma precisão cirúrgica, de Winter conseguiu isso -além de dar um toque especial 'esmerilhando' na guitarra e no dobro.
Recoste-se em seu sofá predileto, permita-se uma dose generosa de bourbon, acenda um 'cigarrão'(ítem opcional) e sinta-se à beira do Mississipi. Você merece.
WHOOP!