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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

PRÊMIOS G&B 2010

E chegou o momento tão aguardado por todos os parceiros (ou por ninguém, sei lá) da entrega dos Prêmios G&B àqueles que mais se destacaram na música no ano que recentemente se foi. E, uma vez mais, foi muito difícil me decidir, entre os inúmeros laçamentos de 2010, aqueles que mais fizeram a minha cabeça: do soul/funky de Cee-Lo Green ('Lady Killers'), Sharon Jones & The Dap-Kings ('I Learned The Hard Way'),  Sade ('Soldier Of Love'), Alicia Keys ('The Element Of Freedom') e Macy Gray ('The Sellout') ao pop/blues/hard/heavy/psych/prog de Black Mountain ('Wilderness Heart'), The Union (s/t), Hogjaw ('Ironwood'), o primeirão da Kill It Kid e a confirmação da Arcade Fire com seu 'The Suburbs', Elton John & Leon Russell ('The Union'), Hill Country Revue ('Zebra Ranch'), Black Rebel Motorcycle Club ('Beat The Devil's Tatoo'), Kula Shaker ('Pilgrims Progress'), The Reign Of Kindo ('This Is What Happens'), Lucifer Was ('The Crown of Creation'), Mangrove ('A Distant Dream Of Tomorrow'), Dirty Sweet ('American Spiritual'), Crystal Caravan ('Against The Rising Tide'), Slash ('Slash's Rock 'n' Fuckin' Roll'), Joe Bonamassa ('Black Rock'), Robert Plant ('Band Of Joy'), Black Country Communion ('Black Country'), Gandhi's Gunn ('Thirtyeahs'), Mindflow ('365'), The Brew ('A Million Dead Stars'), Monster Magnet ('Mastermind'),  Hypnos 69 ('Legacy'),  Karma To Burn ('Appalachian Incantation'), Firebird ('Double Diamond') e Avenged Sevenfold ('Nightmare'), apenas para citar algumas das excelentes  bolachinhas lançadas no período, tivemos petardos para todos os gostos, duvidosos ou não.
Portanto, todos os escohidos aqui devem-se única e exclusivamente a um crivo absolutamente pessoal. É claro que a participação de todos com opiniões, sugestões e otras cositas más foram fundamentais mas...o G&B está muito longe de poder ser considerado uma democracia, pô! Resumindo: li todos os argumentos e...caguei solenemente para todos! Sacanagens à parte, o que quero dizer é que, não havendo uma eleição formal, todos os debates e embates que rolaram pelos comentários certamente influiram em minhas conjeturas mas, ao fim das contas, a batida do martelo coube a mim, egrégio CEO do G&B.
Isto posto, the winners are...

PRÊMIO RABO DE RAPOSA

Year Long Disaster - 'Black Magic: All Mysteries Revealed'

Alguns podem ter até considerado este exxcelente exemplar de rock na veia uma barbada  em muito devido aos meus (e de muitos parceiros) entusiasmados comentários. No entanto, garanto que teve adversários à altura e sua vitória deu-se no photochart. Se você ainda não conferiu e ficou curioso, é só dar uma chegada aqui e chapar com a pancada do roquenrou engajado e sem frescuras dessa banda. E olha que tem pedigree! Ainda assim, acredito que esta perfeita amostra de que o rock ainda pode ser o bastião de muitas gerações é só um aperitivo do que ainda está por vir através de sua fusão com a unanimidade Karma To Burn. Mas isto é papo para depois.

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PRÊMIO SEMENTE

Langfinger- Skygrounds

Este, e (quase) todos os demais premiados aqui, foi dos que brigaram impávida e corajosamente até o último milésimo de segundo pelo prêmio máximo. Confesso até que foi o que mais tempo permaneceu na pole position. A excelência do repertório, a produção de uma crueza impecável, o vigor demonstrado em cada interpretação...tudo isso me fêz revezá-lo constantemente com o seu maior adversário. Ao final, resolvi o embate de maneira diplomática: criei o quesito 'antiguidade é posto', desclassificando-a em favor da Year Long Disaster e seus 2 trabalhos a mais na bagagem, e o Prêmio Semente para trazer os holofotes para o sangue novo e nesta seara não existiram adversários à altura da Langfinger e seu 'Skygrounds'. Além de termos mais uma banda instigando a curiosidade quanto ao seu futuro aos que se permitirem experimentá-la. Onde? Aqui, ó!

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PRÊMIO DA LATA

Sully Erna - 'Avalon'

Sobre este discaço, não escondi meu entusiasmo desde a primeira vez que o ouvi, por uma indicação de meu spacey broDim Maddy Lee quando de sua última entrada em nossa atmosfera. Não há como deixar de premiar um trabalho notadamente feito com carinho extremado por alguém do qual não esperava nem um milésimo da qualidade apresentada neste 'Avalon', primeiro trabalho solo de Sully Erna, antes apenas um vocalista pouco além de mediano da bem abaixo da média Godsmack. Para quem curte climas épicos e étnicos bem dosados e fantasticamente executados, é um prato cheio.
Sendo assim, uma vez mais valendo-me da prerrogativa de comandante-em-chefe da Nação G&B, criei este Prêmio Da Lata para funcionar como uma 'menção honrosa'. E foi imbuído deste mesmo espírito 'castro-chavista' que decidi-me  por dividir este prêmio com a...

The Soulbreaker Company - 'Itaca'

...que se, a princípio, me causou uma certa estranheza devido a algumas alterações de rumo na sonoridade que me fez tomado de paixão por esta e-s-p-e-t-a-c-u-l-a-r banda basca, aos poucos fui sendo conquistado por tamanha versatilidade e inusitado de sua sonoridade. Ao final, já agradecia por tanta diversidade, o que deixa a The Soulbreaker Co. em um patamar único no universo hard prog. Ademais, 'Itaca' é a confirmação de Jonny Moreno como um dos grandes gogós da atualiadade.

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 PRÊMIO PALHOÇA

Alter Bridge - 'III'

Sei que quase causei um AVC no meu parceiraço Dagon (vulgo Nikiti Guy ou Arariboia Man) ao aventar a possibilidade de outorgar este indesejável prêmio ao 'Return To Zero', de outra banda que gosto bastante, a Spiritual Beggars. Mas o que me fez optar por este ambicioso e fraquíssimo 3º trabalho de estúdio da Alter Bridge foi, simplesmente, um só: ele é inescutável! De tão chato, jamais consegui sorvê-lo de uma tacada só. Acho que apenas de 3 em 3 faixas e ao custo de muito sacrifício. 
Por sua vez, da bolachinha de sua rival ainda consegui salvar da guilhotina umas 3 ou 4 faixas; assim mesmo, considero imperdoável a traição dos suecos ao alterar de maneira tão radical sua sonoridade, fazendo-os soar quase que como um pastiche de Bon Jovi.
Por dúvida das vias, evitem consumir estas drogas que já vieram malhadas antes de nascer.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

ALTER BRIDGE-3 (2010) (+ 3 Bonus Track)

Confesso que não pretendia disponibilizar esse último trabalho da banda de Mark Tremonti e Myles Kennedy por aqui. A bem da verdade, achei que, após as notícias de um retorno da Creed e com Kennedy envolvido em diversos projetos paralelos, não haveria mais o que postar da Alter Bridge. E foi então que comecei a ouvir rumores de que um ambicioso projeto conceitual versando sobre fé, morte, trevas e demais temas usualmente utilizados em álbuns do gênero estaria a caminho. Logo pensei: 'Caraca, os caras são abusados!'. Afinal, álbuns conceito são uma faca de dois gumes: em primeiro lugar, porque costumam criar muita expectativa e, em segundo, porque a maioria não consegue alcançar seu objetivo. É por isso que uns poucos conseguem seu lugar ao sol e um número menos expressivo ainda acaba por ser considerado obra-prima.
Infelizmente, o terceiro trabalho de estúdio desta excelente banda de hard/heavy enquadra-se exatamente na estatística de percentual mais elevado. E em uma de suas piores colocações, se algum carcamano um dia se propusesse a criar um ranking do estilo. E por vários motivos: o já citado teor manjado dos temas; os refrões melosamente dramáticos e de fazer corar de vergonha o maior fã de AOR do planeta; as melodias arrastadas, desinspiradas e pretensamente sabbathianas; os vexaminosos, de tão pobres, tiques progressivos que, sei lá o porquê, parecem sempre se fazer obrigatórios neste tipo de trabalho...ou seja, tudo muito previsível e rodeado de clichês. Existem bons momentos? Claro que sim, mas sempre decorrentes da qualidade de seus músicos, e isso é muito pouco pois a boa música é, fundamentalmente, formada de boas composições.
Ainda levo muita fé na Alter Bridge, até porque curto o trabalho de Tremonti e considero Myles Kennedy um dos grandes gogós da nova geração, mas é inegável que este álbum foi um enorme equívoco. A ponto de o credenciar como seríssimo candidato ao Prêmio Palhoça 2010.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

ALTER BRIDGE-ONE DAY REMAINS(2004) (Repost) + BLACKBIRD(2008)


Originalmente postado em 16/08/2006.

Você, como eu, considerava o Creed um sub-produto ordinário e mal acabado do Pearl Jam ? Então, abra sua cabeça pois, caso contrário, vai passar batido por este post e deixar de conhecer uma excelente banda de hard-rock, já que o ALTER BRIDGE é, em 3/4 do seu line-up, o Creed. Mas o som....bem...o som é outra história.
Tudo começou quando, com a dissolução do Creed, Mark Tremonti (guitars), Brian Marshall (bass) e Scott Phillips (drums), após um longo período de férias, começaram a fazer despretensiosas jams e, curiosamente, destas começaram a emergir sons recheados das influências 'setentistas' que todos sempre tiveram mas que haviam abandonado quase que por completo à época de sua finada banda. Certos de que a química entre eles não só ainda funcionava como poderia gerar algo muito diferente do que faziam, resolveram procurar um vocalista e encontraram em Myles Kennedy a voz ideal para essa nova proposta sonora. Daí para o 1ºCD, 'One Day Remains', foi um pulo.
Ouça sem preconceito. Não há nenhuma novidade no som dos caras, é apenas um excelente cd de hard com ótimas músicas e muito bem executado - Tremonti, em especial, arrebenta. Preciso dizer que é para ouvir no "talo"?

One Day Remains(2004)


Esse é o novo tapa na orelha do Alter Bridge. Está a alguns anos-luz da qualidade de 'One Day Remains' mas, ainda assim, é um bom trabalho até porque competência não falta aos caras. Passaram no teste do segundo cd? Digam vocês.