O filme narra a trajetória deste soberano, coroado aos 2 anos de idade (se não me falha a memória), destronado e exilado na juventude pela Revolução comunista -quando tornou-se um verdadeiro playboy- e seu retorno como prisioneiro a seu país natal. A plasticidade e a precisão histórica do filme de Bernardo Bertolucci são notórias, tornando-o um dos mais oscarizados da história cinematográfica -incluindo aí o de Best Score. Um verdadeiro clássico do cinema. E com uma trilha a altura.
A decisão de dividir as tarefas partiu de Bertolucci determinando que a Sakamoto caberia a ambientação de Pu Yi na China, sua infância, adolescência e parte da juventude. A Byrne o exílio e a Cong Su, em uma faixa apenas, o seu retorno.
É impressionante como, mesmo não assistindo o filme mas sabendo destes pequenos detalhes, o ouvinte consegue perceber as intenções do diretor.
É uma daquelas trilhas que, de tão belas, encantam mesmo fora do contexto do próprio filme.
Não foi a toa que 'the Oscar went to...'