Diante do impacto causado pela apresentação de Pepeu Gomes, ao lado de Baby (ex-Consuelo e atual Do Brasil) e o filho do ex-casal, Pedro Baby, no último Rock In Rio, tornou-se obrigatório para mim subir novo link para esta compilação made by G&B com todos os 44 registros instrumentais da carreira solo deste que considero, com sobras, o maior guitarrista brasileiro de todos os tempos.
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Publicado originalmente em 05.09.2006 e republicado em 22.02.2007.

Antes que alguém reclame que disponibilizo pouco de nosso querido, mas complicado, país, me adianto e posto todo o repertório instrumental solo deste monstro da guitarra: Pepeu Gomes. Sou guitarrista e, para mim, Pepeu é o maior neste instrumento no Brasil e está entre os melhores do MUNDO, não só porque toca muito mas, principalmente, por ser dono de um estilo único, por ter abraçado influências de todas as variantes musicais deste país rico em sons e tê-las subvertido com um punch totalmente rock'n'roll. Pode-se perfeitamente afirmar que a história da guitarra brasileira se divide em antes e depois de Pepeu Gomes. Desde quando fugiu de seu lar baiano, ainda adolescente, a história de Pedro Aníbal de Oliveira Gomes é recheada de vitórias que passam pelo seu primeiro grupo, Os Minos, ainda com seus irmãos, os também talentosíssimos Didi e Jorge; pelo antológico show Barra 69, em que acompanhou o hoje ministro fanfarrão Gilberto Gil; a formação de um dos maiores grupos deste país (só Os Mutantes lhes igualam em importância), os Novos Baianos; a equivocada, mas divertida, dupla com Baby Consuelo (recuso-me a chamá-la 'do Brasil') e uma irregular, porque muitas concessões foram feitas, carreira solo. E é justamente desta que vamos falar. Por acaso, além de Lulu Santos, alguém se recorda de outro guitarrista que tenha sido comercialmente bem sucedido solo? Se lá fora já é difícil, imaginem aqui!!! Pois é, Pepeu é extremamente bem sucedido pois, apesar de alguns deslizes, já foi gravado por muuuuiiita gente boa, seus discos solo venderam uma enormidade e contém alguns sucessos eternos e, o melhor, ele nunca deixou de enxertar dois ou mais temas instrumentais em cada álbum -isto sem levarmos em consideração seus trabalhos totalmente instrumentais, como 'Geração De Som', sua estreia em carreira solo, e 'On The Road'. Não há muito mais a acrescentar que uma imersão em seus temas instrumentais, sem sombra de dúvidas seu maior legado, não o faça à perfeição. Portanto, ouçam, e reverenciem, as inúmeras faces instrumentais deste mestre que vai do choro ao fusion, do bandolim à guitarra impregnada de fuzz -não sem antes passar pela guitarra baiana- como quem toma uma cerveja tranquilo no boteco da esquina.

