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segunda-feira, 30 de agosto de 2021

CHRISTONE INGRAM-662 (2021)


Tanto tempo para lançar um primeiro álbum -afinal, sua carreira começou aos 15 anos-, o excelente 'Kingfish' em 2019, e parece que o bonachão Christone Ingram, também conhecido por -isso mesmo!- Kingfish, tomou gosto pela coisa. Se não, por que um novo álbum apenas 2 anos após debutar em grande estilo? Seja qual for o motivo, '662', uma referência ao código de área para todo o delta norte do Mississipi, onde situa-se sua Clarksdale natal, mostra uma evolução enorme, atrevendo-se, inclusive, a incluir um número bem superior de canções ao violão que em sua estreia. Além disso, é inegável, sua voz ganhou corpo. E isto pode ser perfeitamente comprovado em 'Your Time Is Gonna Come', um delta blues acachapante, ou no blues com pitadas de r&b 'That's All It Takes'. Mas os destaques são muitos, incluindo a faixa título, 'She Calls Me Kingfish' e a levada shuffle de 'My Bad'. 
Ouça '662' de cabo a rabo e escolha os seus...se for capaz!



segunda-feira, 2 de março de 2020

CHRISTONE INGRAM-KINGFISH (2019)


Sim...é claro que Christone 'Kingfish' Ingram não é nenhuma novidade para quem acompanha a cena blues contemporânea. Afinal, já há quase uma década, Kingfish, apelido herdado, e adotado por ele, de seus professores no Delta Blues Museum, vem se apresentando pelo circuito da região, sempre com estrondoso sucesso. Sucesso exponencialmente turbinado com o compartilhamento nas mídias sociais de registros amadores de suas apresentações. Daí para, ainda um adolescente, tornar-se alvo de disputa como endorser e, até mesmo, endorsee de algumas das mais conceituadas griffes de equipamentos e instrumentos musicais foi um pulo. E com isto também choveram convites para apresentações em TVs,  participações em álbuns e turnês como atração de abertura para nomes do quilate de Eric Gales, Bootsy Colins, Keb Mo', Gary Clarke, Jr e Buddy Guy.. Ou seja, nada muito diferente do périplo tradicional de inúmeros prodígios no instrumento...alguns destes, hoje, muito bem estabelecidos, como Joe Bonamassa -o grande nome do gênero, na atualidade- e Kenny Wayne Shepperd; outros, já encaminhados, como Davy Knowles e Marcus King e uns, alçando seus primeiros voos, como Catfish e Chris Buck. Christone Ingram chega como mascote, mas com um trabalho extremamente maduro para uma estreia, das composições às performances com as 6 cordas, e demonstrando um crescimento vocal surpreendente, para dizer o mínimo.
Acho que sua escolha por uma música "triste e para velhos", como costumavam afirmar seus amigos de infância e adolescência, fãs de hip-hop, foi mais do que acertada. O que vocês acham?