segunda-feira, 29 de outubro de 2012

ZAZU-ZAZU (1975)

Quando encontrei este álbum debatendo-se na rede, logo pensei: "Finalmente, vou descobrir do que se trata isto!". E o motivo é que conheci este disco ainda na minha adolescência em uma de minhas idas semanais à Modern Sound -para quem não sabe, lendária loja de discos que existiu em Copacabana até pouco tempo atrás- para conferir as novidades mas não tive coragem de apostar no blind em um bolachão importado de uma banda absolutamente desconhecida, com uma capa tão ridícula e um nome mais apropriado a um grupo de axé music. Em visitas posteriores, cheguei a incitar, como que algo me dissesse que seu conteúdo seria compensador, um amigo a arrematá-lo mas não obtive sucesso. Após conhecê-lo há alguns meses, só posso dizer que meu instinto estava correto e que lamento não ter conseguido acesso ao seu conteúdo quando tive oportunidade. Mas antes tarde que nunca.
Formada em Chicago ainda no início dos '70 por John Melnick (teclados/vocais), Paul Ricupero (guitarras/vocais), Randy Curlee (baixo/vocais), e Mickey Lehocky (bateria/percussão), a Zazu foi contratada pelo pequeno mas prestigioso selo local Wooden Nickel. Com um estilo que muito bem poderia ser descrito como um mix de country, folk, southern, hard, jazz e prog, 'Zazu' -o disco- desce redondo, da abertura com a acessível 'Country Eyes' à saideira com a belíssima 'Morning Rain', passando por apenas um cover -'Midnight Train', de outra obscura e igualmente excelente banda, Brethren, do soberbo baterista Rick Marotta- mas seu ponto alto está certamente na suite 'Ittsnottasonatta, But It's Close' com seus 10:25m em nada entediantes.
Quanto aos músicos, é impossível destacar um ou outro pois são todos irrepreensíveis, balanceando muito bem passagens complexas com trechos mais ganchudos e sempre adornados com excelentes tramas de teclados e guitarras, uma cozinha que sabe tudo e harmonias vocais que deixariam Crosby, Stills & Nash orgulhosos.
Um belo disco, sem dúvida alguma, e que merece estar na coleção de qualquer um que aprecie música de boa qualidade, independente de gêneros.
Existem rumores acerca de um segundo disco gravado apenas 2 anos depois e nunca lançado devido à falência do selo. Quem sabe um dia... 


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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

MAYPOLE-MAYPOLE (1971)

Antes da I Guerra Mundial Virtual, ocorrida em fevereiro deste ano, o filho único de mãe solteira desta banda de Baltimore, MD, era arroz de festa em qualquer blog ou forum dedicado aos tesouros das décadas de 60/70 mas, devido a esta superexposição, nunca o disponibilizei por aqui, apesar de considerá-lo uma das obscuras preciosidades do período áureo da música. E não costumo dizer isto para qualquer um!
Formada em 1969 por Dennis Tobell (aka Demian Bell, vocais/guitarras/teclados), Steve Mace (guitarras/vocais), John Nickel (baixo/vocais), Kenny Ross (percussão/vocais) e Paul Welsh (bateria/vocais), todos experientes músicos, logo conseguiram posição de destaque no circuito musical da região com seu hard/heavy/psych de estruturas bem elaboradas, guitarras power blues e interessantes harmonizações vocais, assegurando, assim, um contrato com a Colossus MGM que os entregou aos cuidados do produtor Pat Perticone para registrar em apenas 3 dias todo seu belo material no lendário A&R Studios de NYC
Com apresentações incendiárias, críticas entusiasmadas e o relativo sucesso da contagiante 'Show Me The Way', logo são convocados a dividir palcos em turnês com Nazz, Redbone, Bob Seeger, Elephant's Memory, Nils Lofgren e The Kingsmen, entre outros, além de diversas aparições televisivas de alcance nacional. No entanto, isto não foi o suficiente para impulsionar as vendagens do álbum, grande parte devido ao desinteresse do selo, e a Maypole dissolveu-se já em 1972. Uma pena...mereciam melhor sorte.


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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

THE ARMADA-THE ARMADA (2008)

Em julho disponibilizei a discog de uma fantástica banda de origem canadense, The Tea Party, e fiquei de retornar com a postagem de um seu spin off, na verdade um projeto/apêndice das propostas musicais de Jeff Martin após a dissolução de sua banda de origem em 2006. Nômade e inquieto por natureza, Martin -após alguns álbuns solo e passagens pela Austrália, país com forte base de fans- isolou-se em uma fazenda centenária no interior da Irlanda a fim de radicalizar no mix de temas orientais e rock, base da sonoridade da TTP e uma obsessão que o leva a constantemente adquirir instrumentos exóticos e decifrar seus mistérios harmônicos através de seu ouvido absoluto. Certo dia, esbarrou com o baterista e produtor irlandês Wayne Sheehy em um pub e a afinidade foi imediata; dali para sessões intermináveis em estúdio não demorou muito e logo o baixista e tecladista Gareth Forsyth se juntaria à dupla para a produção de 'The Armada', o álbum. Lançado em fins de 2008, logo levou-os a uma turnê por Europa e Austrália, onde fixaram residência devido à necessidade de Martin em dedicar mais tempo a seu filho e onde afirma sentir-se no paraíso.
Tudo indica que The Armada, apesar do ao vivo 'Live At The Womadelaide' de 2010, encontra-se em compasso de espera, até porque uma turnê de reunião da The Tea Party teve andamento este ano, gerando até mesmo um álbum ao vivo, 'Live From Australia: The Reformation Tour 2012', e o anúncio de um novo álbum de estúdio para breve.

Only 
Hotfile & Megashares

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A HORA É AGORA!!!

NÃO ATACA, NÃO ABUSA, NÃO SUFOCA QUE EU NÃO DEIXO, EU VOTO 50 E FECHO COM MARCELO FREIXO!

É o cara!!! Alguma dúvida?




Como o Marcelo Freixo diz: 
"Os próximos 4 anos irão definir o que o Rio será pelos próximos 50 anos".

E agora veja isto:


É este tipo de administração que você deseja perpetuar?
Sua cabeça, sua sentença!



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

MUSE-THE 2nd LAW (2012)

STOP THE PRESS!!!
Enfim, o tão aguardado 6º trabalho de estúdio da Muse, uma das bandas prediletaças da casa. E chegou mantendo os mesmos padrões apresentados por 'The Resistance' 3 anos atrás: influências flagrantes de Queen, Bowie, eletrônico, funk, prog sinfônico, Jeff Buckley, erudito, etcétera e tal. A novidade fica por conta de uma antes insuspeita veia zeppeliniana, manifestada já na abertura com 'Supremacy'.
Em resumo, é a boa e velha Muse de sempre mas sem as surpresas pururucando em cada bit e às quais seus admiradores já estão (mal?) acostumados. Ok, é pouco para 3 anos de hiato mas é bom saber que o emblemático baixista Chris Wolstenholme não só está muito bem após o processo de rehab a que se submeteu como também contribuiu com 2 faixas,  'Save Me' e 'Liquid State' -esta última, uma das melhores, pecando apenas pelo fato de ser tão curta pois havia espaço para um maior desenvolvimento das ideias através de arranjos-, e Dominic Howard continua estraçalhando nas baquetas, confirmando ser um dos melhores em seu instrumento na atualidade. Minhas reservas vão para Matt Bellamy, a mente criativa do trio, que pareceu-me um tanto disperso, seja devido ao comedimento no uso de suas guitarras sempre impregnadas de referências as mais diversas, principalmente da surf music, ou mesmo de um melhor acuro autoral. Mas, tudo bem, é perfeitamente perdoável. Afinal, durante este período, conheceu a deliciosa Kate Hudson (aaaaafffff!!!), casou-se e ainda fez-lhe um filho. Como encontrar tempo e disposição entre fraldas e beijos?


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