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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

CURTIS HARDING

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Uma indicação de Joe Bonamassa não costuma ser recorrente. Portanto, quando ele a fizer, convém, ao menos, uma leve pesquisada. E foi assim que conheci este talento, já quase um quarentão, nascido em Michigan. Filho de um mecânico e uma cantora gospel, daquelas itinerantes, que costumam rodar em vans pelas estradas do sul do USA, parando onde seu canto se torna necessário. E foi esta rotina que Curtis Harding viveu até completar 14 anos, quando a família resolveu sentar praça em Atlanta. Até então, o contato de Curtis com a música secular era, praticamente, nula. Sua irmã mais velha, rapper amadora, foi a responsável por apresentar-lhe o blues, a soul music e o r&b clássicos.
E foi assim que, no início do século, iniciou sua carreira, primeiro através do hip-hop, que o levou a uma bela amizade com Ce-Lo Green, com quem gravou e seguiu em turnê como backing vocal. Em 2008, resolveu aportar em Toronto, impressionado pelas oportunidades da cena local. Revigorado, retorna, pouco mais de 1 ano depois, a Atlanta e forma a Night Sun, com o propósito de proporcionar a fusão de r&b com o garage rock e, mais uma vez, trabalhar e compor com Ce-Lo. A Night Sun chegou até a gravar um single mas o enorme sucesso de 'Lady Killer', álbum de Ce-Lo de 2010, em que atuou e compôs, projetou-o à carreira solo.
E assim nasceu, após 2 semanas de trabalho árduo em estúdio, o álbum 'Soul Power', um poderoso portfólio, impregnado de ótimas canções com um amplo leque de influências, de Marvin Gaye e Curtis Mayfield a B.B. King e Bill Withers. Tudo emoldurado por uma urgente contemporaneidade. Muito bem recebido internacionalmente, com direito a videoclipe produzido por Hedi Slimane, fotógrafa e curadora do Yves Saint Laurent Paris Music Project de 2015, do qual tornou-se o rosto.
Para o segundo álbum, 'Face Your Fear', lançado em 2017, Harding valeu-se de um time de peso, a começar pelo produtor e multi-instrumentista Danger Mouse, que com Ce-Lo -também presente- formava o Gnarks Barkley E os prognósticos confirmaram-se...com sobras.
Atualmente, é headliner em festivais de porte médio e agregou muto prestígio por toda a Europa. Além de abrir para Lenny Kravitz e o já citado Joe Bonamassa que, de certa forma, o apadrinham.