Mesmo conhecendo o trabalho da CCS desde o lançamento de seu 1º Lp, nunca soube -até porque nunca procurei saber- a origem de tão prosaico nome. E foram quase 40 anos da mais pura ignorância! Somente há alguns anos descobri tratar-se da sigla para Collective Cosciousness Society. Sei lá quantos purple haze esses caras tomaram quando fizeram o briefing para a escolha do nome mas, com certeza, não foram poucos. Mas o que interessa é que aqui descobri Alexis 'The Great' Korner, um cidadão do mundo nascido em Paris, de mãe grega e pai austríaco, e que apresentou o blues aos britânicos, ainda em meados dos fifties. Cansado do horizonte proporcionado pelo gênero e encantado pelas possibilidades do jazz rock que já começava a despontar na cena americana através de bandas como Chicago Transit Authority, Blood, Sweat & Tears, Ides Of March, Blue Image, etc, aceita o convite do arranjador John Cameron e do lendário produtor Mickie Most de juntar-se ao bluesman dinamarquês Peter Thorup no projeto de uma banda com a função de reinterpretar standards do rock, r&b e o que mais lhes desse na telha para aquele emergente formato. Tudo em clima de uma grande esbórnia entre amigos.
E assim, cercados dos melhores session men disponíveis no mercado, incluindo o baixista Herbie Flowers e sua Blue Mink, iniciam-se as gravações e mal uma versão instrumental matadora para 'Whole Lotta Love' -lembro que durante muito tempo circulou um boato de ser esta, na verdade, uma versão executada pelo Jethro Tull e até hoje ainda rolam diversos gossips a respeito dessa faixa, com alguns garantindo que Ian Anderson participou dessa gravina- chega às rádios e 'CCS'(70), o disco, puxado também pelo prestígio de Korner e um repertório que se valia de clássicos do porte de 'Satisfaction', 'Boom Boom' e 'Living In The Past' (olha o Tull aí de novo), vende muito bem. Alguns shows são agendados mas a CCS era, na essência, um projeto de estúdio e o resultado é que todos retornam para seus projetos de origem.
Apenas em 72 reúnem-se para a gravação da continuação da saga, já desta vez predominando um excelente material de própria lavra em meio a mais alguns covers inusitados, com 'CCS II'. O saldo final, na minha modesta opinião, é superior à estreia.
Em 73 lançam o imodesto 'The Best Band In The Land', mantendo a mesma fórmula e igualmente estupendo, mas os tempos são outros e o exotismo da proposta inicial, e que tanto seduziu o público inglês, perdeu o viço, o projeto esgotou-se naturalmente e todos seguiram suas carreiras sem mágoas e guardando, certamente, boas recordações daquelas sessões de gravação.
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