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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

PRISTINE-FIREBALL (2020) & THE LINES WE CROSS (2023)



Seguindo com as atualizações discográficas, a banda liderada pela ruivinha -mais uma, né?- com a voz mais foda de toda a Noruega, Heidi Solheim, é a bola da vez. Na moral, sei que é chover no molhado mas vou perguntar assim mesmo: seus aplicativos de streaming alguma vez lhe sugeriram esta banda, após ouvir aquele tremendo blues rock que você ama, magistralmente interpretado por uma de suas cantoras prediletas no gênero?  Não...claro que não, né? Muito provavelmente lhe sugeriram, quando muito, uma Adele -que eu amo mas, convenhamos, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, certo?- ou, nos casos mais graves, um novo lançamento da Anitta. Portanto, posso presumir que você, caso nunca tenha passado pela porta desta birosca brenfoetílicomusical pelos últimos 5 ou 6 anos, jamais ouviu falar da Pristine e sequer sabe que este país mais ao norte da Europa não vive apenas de bacalhau e black metal. Mas o meu, o seu, o nosso G&B está de volta justamente para reparar este, e outros, digamos assim, hiatos melômanos.
E, desta vez, a atualização vem em dose dupla, com 'Fireball', um EP de 2020, e seu mais recente trabalho, o ainda quentinho 'The Lines We Cross', e carregado de belas surpresas, como o uso mais constante de naipes de cordas e, até mesmo, orquestras de médio porte, como a The Arctic Philharmonic, já uma antiga parceira das loucuras da talentosíssima Heidi, sempre com excelentes resultados. Não há como deixar de destacar, nestes dois petardos, faixas como 'Fireball', 'Ghost With A Gun', 'The Devil You Know' e a 'kashmiriana' e insuperável 'Carnival' e seu magistral arranjo de cordas. Mas, acreditem, vai ser difícil saca-los do player antes do fim...

Se gostou e deseja conhecer ainda mais de Heidi & Cia, é só dar um rolê por aqui.



segunda-feira, 29 de abril de 2019

PRISTINE / Atualização


Mais uma pancada nas 'orêia' desferida pela banda liderada pela incendiária ruivinha norueguesa, Heidi Solheim, recém-saída do forno. E, de tão fodástico, periga ser o melhor trabalho já lançado por esta banda de blues rock que veio do frio. Mas uma coisa é incontestável: é o mais pesado!
A abertura com 'Sinnerman' já deixava pistas disso, com Solheim emulando uma Grace Slick impregnada de metanfetamina. E a quase stoner faixa-título, na sequência, confirmaria o prognóstico. Mas com achegada de 'Aurora Skies' traz de volta a lisergia, agora com pitadas de folk e. até mesmo. trip hop. Já em 'Blind Spot' a veia zeppeliniana dá as cartas de forma brilhante -algo que uma banda medíocre como a Greta Van Fleet jamais conseguirá absorver. Mas a cereja do bolo é, definitivamente, a pequena obra-prima 'Cause & Effect', um dos melhores exemplares de blues contemporâneo que tive a oportunidade de conhecer. Sua primeira audição me trouxe lágrimas aos olhos...e a segunda também.

Ouçam djá!!!








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Atualização em 10.07.2017.



E a incansável Heidi Solheim e seus irmãos em blues seguem com mais uma irrepreensível compilação de inéditas. E 'Ninja' é um legítimo e digno sucessor para 'Reboot', apesar de não ser uma continuação pura e simples daquele que é considerado seu melhor trabalho. Antes de mais nada, 'Ninja' é uma sequência natural, além de celebrar uma pluralidade de dinâmicas nunca antes apresentada pela banda. Da abertura com o groove, com direito a um clavinet, de 'You Are The One', à placidez da belíssima 'Forget' (como Heidi me lembrou Karen Carpenter, aqui...), é perfilado um leque em que cabem a quase heavy 'The Rebel Song', a psicodelia de 'Jekyll & Hyde', uma zeppeliniana 'Ghost Chase', o blues minimalista de 'Perfect Crime' e, até mesmo, 'Ocean', um spiritual contemporâneo como poucos.
Se você gostou da Pristine até aqui, não faltarão motivos para comemorar o lançamento de 'Ninja'.





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Originalmente publicado em 06.03.2017.

Quase que já se convencionou afirmar que o melhor rock da atualidade vem do frio escandinavo, notadamente da Suécia. Mas não faltam excelentes exemplares sob os domínios de seus vizinhos de porta. Mais voltados para o metal em todas as suas vertentes, o stoner e o prog, a Noruega surpreende com Pristine. Como o próprio nome sugere, Heidi Solheim (vocais), Espen jalobsen (guitarras), Anders Oskal (Hammond B3/teclados/pianos), Asmund Eriksson (baixo) e Kim Karlsen (bateria) reuniram-se em 2006 com o firme propósito de moldar um blues rock recheado de r&b, funk, soul, porém pesado, sujo e com muita psicodelia na receita. Um som único, imaculado, puro...livre das amarras do mercado. 
E, já em seu primeiro trabalho, com o sugestivo título de 'Detoxing' (2011), elevaram esta proposta à enésima potência. Com riffs matadores, a poderosa voz de Heidi e longas jams. Totalmente registrado ao vivo em estúdio, a qualidade de todos os integrantes é flagrante, apesar da crueza próxima de uma demo. Destaca-se também a excelente presença do B3 de Oskal, um mix estilistico de Ray Manzarek e Gregg Rolie. e ainda uma interpretação arrasadora de Heidi para 'Whipping Post'. O impacto de 'Detoxing' foi imediato e participações em festivais eurpeus e norte-americanos, e até mesmo pequenas turnês, aumentaram em proporções geométricas. 
E 'No Regret', de 2013, confirma tudo o que se esperava da banda. Um tanto mais polido, mas ainda privilegiando as longas (pero no mucho) jams, trouxe o primeiro hit da banda, 'Carry Your Own Weight'. E as oportunidades e premiações não cessaram.
Em 2016 mantém sua fórmula de sucesso imaculada frente à forte pressão da indústria (sim, continuam independentes através da Pristine Music) e 'Reboot' vem à tona recheado de belíssimas surpresas, a começar pela alternância climática da faixa título, quase um progressivo, com mais um primoroso trabalho de Anders Oskal no B3 carregado de Leslie. A não menos surpreendente 'The Middlemen' vem em seguida e nos enche de esperanças em dias melhores para o rock. Mas é claro que os riffs pegajosos não poderiam ficar ausentes e 'Derek' abre os trabalhos sem deixar dúvidas a este respeito, passeia pelas veias do punk em 'Bootie Call' e entrega o fechamento à beleza quase pastoral de 'The Lemon Waltz'. Em resumo, 'Reboot' não é apenas o trabalho mais maduro da discografia da banda até o momento mas, também, uma pequena gema preciosa do rock, como poucos na atualidade. E acredito que será difícil à própria banda superá-lo um dia...espero, sinceramente, que consigam. Afinal, ganharíamos todos.