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segunda-feira, 7 de maio de 2012

BLUE MAMMOTH-BLUE MAMMOTH (2011)

Sempre que possível, procuro manter-me informado a respeito do que está surgindo de bom na música tupiniquim. É verdade que o cenário não é nada animador, seja em que gênero for, da MPB ao rock, mas com muita perseverança é, sim, possível garimpar algo de bom para dividir com os amigos. E a bola da vez é carioca e atende por Blue Mammoth, certamente um nome de peso.
Criada em 2009 por André Micheli (vocais/teclados) e Julian Quilodran (baixo/cello/vocais), que desejavam compartilhar, com uma abordagem o mais profissional possível, a paixão que nutriam pelo rock progressivo clássico imortalizado por bandas como Jethro Tull, Emerson, Lake & Palmer, Yes, Genesis, Gentle Giant, entre tantos outros, a princípio, aproveitando-se do entrosamento de mais de 5 anos de convivência mútua em projetos diversos, levaram um bom tempo na construção dos temas e pré-produção do repertório. Durante este período, contaram com a ajuda de diversos amigos mas, chegado o momento de registrar em definitivo o resultado de tanto tempo de lapidação, recrutaram André Lupac (guitarras/flauta/vocais) e Thiago Meyer (bateria/percussão) para ajudar a conferir unidade ao material. E a qualidade de apenas 3 faixas jogadas na Grande Rede foi o suficiente para chamar a atenção da também carioca mas já de reputação internacional Masque Records e firmar contrato para o lançamento deste début.
O som da Blue Mammoth não apresenta novidades para o cenário prog, o que chama a atenção em sua estréia é a qualidade autoral de todos os temas -com destaques para 'The Sun's Face Through Dark Clouds', 'Metamorphosis', 'Resurrection Day' e a suite 'Quixote's Dream', onde se encontra minha predileta 'Hero'-, a muito mais do que convincente voz de Micheli e o exuberante desempenho de todos os integrantes, com ressalvas apenas à pouca ambição de Lupac em experimentar mais com timbres e trabalhar dinâmicas; afinal, os temas não apresentam uma exagerada complexidade, fluindo muito bem sem o abuso de convenções. Na verdade, a quase ausência destas, em determinados momentos, aproximam alguns arranjos um tanto demais do sempre perigoso terreno neo prog.
Certamente, a Blue Mammoth apresenta muitos recursos e tenho certeza de que ainda ouviremos muito seu nome em um futuro bem próximo. Confiram.