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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

LAYLA ZOE-THE WORLD COULD CHANGE (2022)

Seguindo com a atualização de discografias, vamos de Layla Zoe, em minha modesta opinião a melhor cantora desconhecida de blues/blues rock da atualidade, e seu excelente -quase uma abissal redundância, em se tratando da ruivinha- novo trabalho, 'The World Could Change', contando agora com o retorno de um velho amigo, parceiro e colaborador, Henrik Freischlader
Como seu antecessor, o urgente, pungente, porém desleixado, 'Nowhere Left To Go', seu novo -e longo- álbum é um tratado profundo do agora, de tudo o que temos vivenciado nos últimos anos, de pandemias e desastres ambientais à ascensão do neonazifascismo e sanguinários conflitos bélicos. E Zoe nos cospe, em suas letras, muita amargura e raiva, mas sempre acompanhadas de um forte sopro de esperança. Como só o blues costuma fazer com propriedade, né mesmo?  



segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

LAYLA ZOE-NOWHERE LEFT TO GO (2021)


E, finalmente, o sucessor para o fantástico 'Gemini', inicialmente previsto para o 2º semestre do ano que não existiu, foi lançado. E percebe-se, a cada segundo de sua audição, marcas profundas deste período distópico, seja nas melancólicas letras ou nos inúmeros equívocos de produção, totalmente remota e sob a responsabilidade de 7(!!!) diferentes profissionais. Alternando composições sublimes e medianas, optando por uma paleta de timbres opacos e colocando a já poderosíssima voz da ruivinha exageradamente à frente na mix e, em muitos momentos, acrescentando dobras absolutamente desnecessárias, 'Nowhere Left To Go' deixa bastante a desejar.
Vale, e muito, como retrato do difícil momento em que foi produzido, mas um olhar mais atento aos detalhes, por parte da produção, teria feito muito pelo resultado final. 
Mas estamos falando de Layla Zoe...e Layla Zoe sempre vale a pena!



segunda-feira, 29 de junho de 2020

LAYLA ZOE-GEMINI (2018) & RETROSPECTIVE TOUR 2019 (2020)

Atualização em dose dupla (ou seria quádrupla, visto que ambos os álbuns são duplos?) da discog da ruivinha canadense que abalou a cena blues rock com seus drives matadores e apresentações comparáveis à força de um vulcão. E se 'Gemini' é, com certa folga -e em muito por abraçar o conceito de um lado dedicado à sua faceta mais raiz, enquanto o outro privilegia seus momentos mais bombásticos- seu melhor trabalho em estúdio, 'Retrospective Tour 2019', seu ao vivo (e também duplo, como os demais) é uma justa celebração a este importante momento na carreira de Layla Zoe e comparável, em performance e impacto, ao fantástico 'Spirit Of 76'. 
Desta forma, só me resta recomendar que deleitem-se ou incendeiem-se com a melhor blues woman desconhecida da atualidade...ao menos, até o lançamento de 'Nowhere Left To Go', inicialmente prometido para ainda este ano.











segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

LAYLA ZOE-SONGS FROM THE ROAD (2017)


E a ruivinha canadense do blues, após rodar o planeta em apresentações solo ou com a 'Blues Caravan', projeto de sua atual gravadora -a germãnica Ruf Recs- que, em sua última edição, contou também com Tasha Taylor e Ina Dorfsman, lança um pequeno aperitivo antes de dedicar-se à pré-produção de um próximo trabalho de estúdio. E, mesmo em seu habitat natural e contando ainda com a fantástica banda que a acompanha desde 2015 -Jan Laacks, Christoph Hubner e Claus Schulte-, 'Songs From The Road' é um tanto inferior a 'Live At The Spirit Of 66', lançado em 2015 e um dos melhores alive que ouvi em décadas. Apesar disso, serve como extensão deste por contar com grande parte de material oriundo de seu último álbum de estúdio, 'Breaking Free', de 2016, que ainda não havia sido lançado à época.
Se você gostou deste, tem muito mais da ruivinha aqui e aqui.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

LAYLA ZOE-BREAKING FREE (2016)


E saiu do forno o novo álbum de estúdio de Layla Zoe e sua super banda, a mesma que gravou o magnífico 'Live At Spirit Of 66'. E, uma vez mais, Jan Laacks (também parceiro e produtor em todas as faixas), Gregor Sonnenberg e Hardy Fischötter fizeram toda a diferença. E ainda contaram com o bottleneck do fantástico Sonny Landreth em 'Wild One' funcionando muito bem como a cereja do bolo.
E o resultado é quase irrepreensível, da abertura com a empolgante 'Backstage Girl' à linda balada 'He Loves Me', Layla & cia acertam a mão em excelentes composições, arranjos enxutos e potentes e interpretações inspiradas, com destaque para 'Highway Of Tears', pungente blues com mais de 11 minutos de emoções transbordando. O único senão ficou por conta da interpretação equivocada para 'Wild Horses', aquela mesma imortalizada pelos Rolling Stones.
Para quem curtiu, aqui tem mais da joia rubra do Canadá.



segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

LAYLA ZOE


O ano de 2016 mal se inicia e já encaçapo mais uma das minhas divas do blues. Desta vez, uma sardenta de longas madeixas ruivas, nascida no Canadá e já com extensa carreira estabelecida no Velho Continente, praticamente tendo a Alemanha como uma espécie de bunker. Já acostumada, desde a mais tenra idade, ao espanto que causava com suas incendiárias aparições em sua British Columbia natal e arredores, onde começou a ser conhecida como 'Queridinha do Blues', sempre estimulada pela coleção de álbuns de blues e soul de seu pai, devorados sem parcimônia ao longo da infância e adolescência, sua carreira obteve um notável impulso ao vencer, em 2006, um concurso de composições dedicadas ao gênero na...Finlândia!!! A partir de então, passou a percorrer todo o circuito blues europeu, de Polônia e Austria à Rep. Tcheca e França. A seu currículo, ao longo dos quase 10 anos que seguiram, além de 6 excelentes álbuns e até mesmo uma passagem por uma edição do 'Canadian Idol', os 2 últimos de estúdio -'Sleepy Little Girl' e 'The Lily'-, já sob a batuta do conceituado guitarrista e produtor alemão Henrik Freischladder e ambos com boa penetração nas rádios especializadas, foram juntando-se nomes do porte de Sonny Landreth, o já falecido Jeff Healey e Susan Tedeschi. Alternando excelentes composições de própria lavra, seja solo ou em parcerias, e alguns standards, a discografia da ruivinha desce redondinha. E sua performance apaixonada, aliada a um timbre cru e de drive perfeito, é condição sine qua non para esse notável resultado.
No caso de dúvidas, sugiro começarem pelo ao vivo, e também seu mais recente lançamento, 'Live At Spirit Of 66', prestigiado club belga em que a sardentinha tem palco cativo. Aqui, como se não bastasse o perfeito apanhado de sua carreira, Zoe contou com o auxílio luxuosíssimo de uma fantástica banda formada pelo soberbo guitarrista Jan Laacks, Greggor Sonnenberg nos graves e Hardy Fischoetter esmurrando com precisão seus tambores, todos alemães e, seguramente, entre os melhores músicos que ouvi fora do circuito USA/UK do gênero em, ao menos, 20 anos.