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sexta-feira, 8 de junho de 2012

PLUM NELLY-DECEPTIVE LINES (1971) / Re-postagem


Originalmente publicado em 09.08.2010

Há quase 2 anos descobri esse petardo através de rips vergonhosos de vinil -daqueles que que nem mesmo um SoundForge consegue dar jeito- e desde então venho tentando conseguir este material em melhores condições, seja implorando em comentários de blogs parceiros ou através de torrents. E não é que a salvação chegou de um daqueles sites .ru na forma de um cd rip a 320k e com o artwork completo!? Pois é, mas como fazer para baixar se, além de totalmente avesso a pagar por downloads, sou um inimigo mortal do sistema de cartões de crédito? E foi exatamente neste instante que entrou toda a expertise da Primeira-Dama do G&B e CEO da S.E.F.O.D.I. (Secretaria Especial para Fomento, Operacionalização e Desenvolvimento em Informação) que, valendo-se de um arsenal de métodos cientificamente empíricos, logrou êxito total em ludibriar a segurança da máfia russa, como todos sabemos, formada por cruéis ex-integrantes da KGB. É verdade que já abandonamos nosso antigo lar, muito provavelmente jamais teremos um novo e seremos forçados constantemente a assumir novas identidades, mas esse disco vale todo e qualquer sacrifício.

Tomando emprestado o nome de uma minúscula cidade curiosamente situada parte no Tennessee e parte na Georgia, estes novaiorquinos -Ric Prince (vocais/teclados), John Earl Walker (guitarras), Steve Ress (guitarra/vocais), Peter Harris (baixo/vocais) e Chris Lloyd (bateria/percussão)- chegaram a alcançar um belo status no circuito e abriram e/ou excursionaram com monstros sagrados do porte de Hendrix, Bo Diddley, Buddy Guy, Kinks, Joe Cocker, John Mayall, Faces, Fleetwood Mac e atingiram seu ponto alto em um memorável concerto no Carnegie Hall, em que dividiram o palco com a James Gang. Infelizmente, apesar de performances incendiárias -com destaques absolutos para o pulmão privilegiado de Prince e a guitarra inquieta mas sempre certeira de Walker- e um arrasador disco de estreia, este 'Deceptive Lines', o hard (prog?) impregnado de certa dose de psicodelia da Plum Nelly acabou por permanecer naquele limbo destinado a muita gente boa do período e, mesmo ainda excursionando com algumas alterações na formação até meados de '76, não se tem notícia de nenhum outro registro da banda.
Acreditem ou não, Ric Prince, posteriormente, fez parte da primeira formação da Twisted Sister. De John Earl Walker sabe-se que lidera até hoje uma banda com seu nome e é requisitado session man; no entanto, dos demais não consegui descobrir mais nada (nem mesmo estabeleci um elo entre o excelente baterista Christopher Lloyd e o grande intérprete do Dr. Emmett Brown em 'De Volta Para o Futuro').
Mas uma coisa eu garanto: quem baixar pode até vir a não compartilhar de todo o meu entusiasmo, sempre crescente a cada audição, com o som desta banda mas, certamente, não se arrependerá.
Sssshhhhh....ouvi um barulho estranho....será que os russos já nos encontraram?




PS: após a programação desta postagem, o blog do parceiro Menegon -Venenos do Rock- gentilmente, a um meu pedido bem recente, repostou este material. Por isso, mesmo não tendo utilizado de seu link, não posso me furtar em agradecê-lo de coração pela presteza. Eu é que sou impaciente mesmo, véio.
Valeu, Menegon!