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segunda-feira, 15 de julho de 2013

RENAISSANCE-GRANDINE IL VENTO (2013)

Não vou aqui desfilar a vida pregressa deste lendário representante do primeiro escalão do rock progressivo. E a julgar pela enorme quantidade de material disposto na grande rede, a postagem de sua discografia também seria absolutamente redundante e contraproducente. Na verdade, esta publicação se propõe tratar apenas da constatação de que uma de minhas bandas prediletas da adolescência, que revelou ao mundo 'A' voz feminina do rock progressivo (a despeito de ícones como Kate Bush, Maddy Prior e Sandy Denny, as duas últimas em sua variante mais folk) e fez com que até nossos pais espreitassem às portas de nossos quartos para deliciar-se com as belas passagens de cada novo trabalho da Renaissance, lançou um trabalho que, se não em pé de igualdade com obras-primas de sua discografia do nível de 'Ashes Are Burning', 'Scheherazade & Other Stories' e 'Turn Of The Cards', traz uma grande carga de conexões com a memória afetiva de seus fãs devido à excelência dos temas e melodias e o rigor de suas execuções. Ou seja, tudo - longas peças de cunho sinfônico, deliciosas e  assoviáveis passagens folk, teclados de timbres vintage, orquestrações tão simples quanto primorosas e, como de hábito, pegando carona em passagens eruditas e, claro, Annie Haslam- que qualquer admirador da Renaissance espera de um disco da banda. Sim, é verdade que Haslam já não tem o frescor de seus 20 e poucos anos na voz, mas ela continua lá, única, angelical e embalando nossa imaginação rumo ao desconhecido, longos 12 anos após o lançamento do bom 'Tuscany'. 
Junte todos os motivos expostos acima ao fato de o coração da banda, Michael Dunford, ter parado de funcionar em novembro de 2012, já com 99% do álbum concluído, e a audição deste que podemos chamar de canto do cisne de seu principal compositor torna-se obrigatória. Mas, acima de tudo, muito prazerosa.