Demorou mas, finalmente, veio à tona 'Cult Of Disorder', novo trabalho de uma das mais destacadas bandas brasileiras de hard rock da atualidade. E como valeu a pena esperar por este álbum! Como se não bastasse a impecável produção - do mesmo experiente Jay Baungardner de seu 'Vol. I' de 3 anos antes agora dividindo os louros com Daniel Pampuri -, a pena de Enrico Mineli, Filipe Pampuri, José Rondo e o já citado Daniel está afiadíssima. Os 2 anos divididos entre concepção, composição, estrada, produção e gravação foram, sem dúvida, muito bem aproveitados, apesar de Rafael Kumelys ter ficado pelo caminho. De um início apenas promissor, mas sem novidades para o que já estamos acostumados a esperar da banda, com 'Against The Tide', 'Cult Of Disorder' segue com a primeira grata surpresa na pegajosa 'Why?' despejando todo o peso da cozinha de Rondo e Daniel. A seguir, dois bons, mas sem atrativos maiores, temas downtempo, 'Howling At The Sun' e 'Forsaken And Dazed', antes de desaguar na correta 'Cold Rain', segundo single extraído do álbum, providencialmente seguida de uma magistral 'Self Gov't', meio que prenunciando novos rumos para a segunda metade do álbum.
E, de fato, a partir de uma acachapantemente zeppeliniana 'Primal', primeiro single, a coisa toda chega a um nível de comprometimento em que todas as faixas começam a adquirir contornos de clássicos pessoais instantâneos. Afinal, como não se arrepiar com a interpretação arrebatadora de Mineli para a belíssima 'Brother Of Mine', silenciar-se respeitosamente diante da beleza soturna de 'Take Me Down', admirar a ousadia do toque grunge (uma das influências de todos) tão bem conduzido pela banda em 'Heaven Can Wait' e se encantar com os inéditos, até o momento, matizes alt rock de 'To The End'? E quando já julgava que nada mais me surpreenderia, Enrico Mineli me nocauteia com uma interpretação para lá de contundente para 'Soul On The Run', uma balada alt country dilacerante, belo desfecho para um álbum que beira a perfeição.
Desta vez, excepcionalmente, não disponibilizarei um link mas o stream oficial de 'Cult Of Disorder' na íntegra, que recebi por e-mail encaminhado pela própria banda, e o clipe para a phodástica 'Primal'.
Gostou e deseja saber mais sobre a Cruz, e ainda obter acesso ao link com o primeiro álbum da banda? Basta dar uma esticada por aqui.
E, de fato, a partir de uma acachapantemente zeppeliniana 'Primal', primeiro single, a coisa toda chega a um nível de comprometimento em que todas as faixas começam a adquirir contornos de clássicos pessoais instantâneos. Afinal, como não se arrepiar com a interpretação arrebatadora de Mineli para a belíssima 'Brother Of Mine', silenciar-se respeitosamente diante da beleza soturna de 'Take Me Down', admirar a ousadia do toque grunge (uma das influências de todos) tão bem conduzido pela banda em 'Heaven Can Wait' e se encantar com os inéditos, até o momento, matizes alt rock de 'To The End'? E quando já julgava que nada mais me surpreenderia, Enrico Mineli me nocauteia com uma interpretação para lá de contundente para 'Soul On The Run', uma balada alt country dilacerante, belo desfecho para um álbum que beira a perfeição.
Desta vez, excepcionalmente, não disponibilizarei um link mas o stream oficial de 'Cult Of Disorder' na íntegra, que recebi por e-mail encaminhado pela própria banda, e o clipe para a phodástica 'Primal'.
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