
Depois de muita brenfa, praia & cerveja que tal uma dose cavalar de Blood, Sweat & Tears? É hora de baixar a bola e essa banda seminal do jazz-rock -prima-irmã de Chicago, Ides Of March, Blues Explosion, Three Dog Night, The Blues Project, Electric Flag, CCS, e outras que despontaram a partir de finais dos 60- é perfeita para aqueles momentos mais relax e em que, geralmente, nossas necessidades recaem sobre um som mais sofisticado.Inicialmente, tudo parecia ser mais um dos projetos do inquieto Al Kooper: fundir o vigor do rock, do r&b e do pop com o modelo estrutural das big bands, incluindo seus espaços para longos improvisos e metais furiosos. E ao longo de seus mais de 40 anos e inúmeras formações, a B,S&T contou com nomes do quilate de Randy Brecker, Jim Fielder, Steve Katz, Gary Foote, Fred Lipsius, Jerry LaCroix, Larry Willis, Joe Henderson, Jaco Pastorious, Steve Khan, Mike Stern, Don Alias, Mic Gillette e Bobby Colomby, entre muitos outros, para essa tarefa. A grande maioria ainda em início de carreira. Seu primeiro álbum, 'Child Is Father To The Man', apesar da sofisticação, tornou-se uma surpresa de vendas com sucessos como 'I Can't Quit Her' e 'I Love You More Than You'll Ever Know' -ambos da lavra de Kooper- e covers personalíssimos para faixas como 'Without Her' e 'Just One Smile'. Então o que levou Kooper a abandonar tão audacioso e bem sucedido projeto? Ocorre que, mesmo reconhecendo seu enorme talento, os demais componentes desejavam apenas mantê-lo como compositor e tecladista e consideravam imprescindível a adição de um vocalista; obviamente, a ideia não foi muito bem absorvida.
Mas o tempo era precioso pois, como já disse, não estavam sós neste novo som visto que várias bandas -cada qual com suas particularidades- pipocavam simultaneamente neste cenário que, de início surgido espontaneamente, incrível e rapidamente foi alçado à categoria de filão mercadológico.
A saída materializou-se no canadense David Clayton-Thomas, tão talentoso, carismático e hábil compositor quanto Kooper, mas a voz...quanta diferença! E ainda trouxe a reboque o clássico 'Spinning Wheel' (ainda guardo com carinho este compacto simples da CBS), já um pequeno sucesso local quando da gravação por sua banda anterior, para o excelente auto-intitulado disco de 70. E ainda apresentam uma versão inspiradíssima para 'God Bless The Child'. Ainda este ano, lançariam o apressado '3', excessivamente recheado de (ótimas, em sua maioria) covers, deixando dúvidas sobre a capacidade autoral da banda mas contando com mais uma boa composição de Thomas, 'Lucretia McEvil'. Mas 1971 é o ano de '4' que, ao contrário, é formado quase que exclusivamente por composições de membros da banda, juntos ou em separado, e mais uma vez outro tema de Thomas chega aos charts, desta vez é 'Go Down Gamblin'. O resultado não podia ser outro e Thomas parte em carreira solo, tendo como substituto Jerry Fisher pelos 3 bons discos voltados para uma sonoridade mais funky que se seguiram.
Após uma discreta, mas recheada de bons discos, carreira solo -lembro-me muito bem de sua passagem vencedora pelo FIC de 72 com a bem bacana e recheada de referências southern 'Nobody Calls Me Prophet'-, Thomas retorna em ótima forma em 75 para a gravação de 'New City'. O último disco oficial -'Nuclear Blues'- data de 80 mas em 91 é lançado o magistral ao vivo 'Live & Improvised', onde a potência da banda em seu auge -o registro data de 75, ano da turnée de retorno de Thomas- fica plenamente evidente.
Continuaram a reunir-se esporadicamente mas, em 2008, comemoraram seus 40 anos com apenas Steve Katz da formação original em seu line-up fixo.
Continuaram a reunir-se esporadicamente mas, em 2008, comemoraram seus 40 anos com apenas Steve Katz da formação original em seu line-up fixo.











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