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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

BLUES PILLS-HOLY MOLY! (2020)

E a tão aguardada sequência para 'Lady In Gold', após a inesperada saída de Dorian Sorriaux no topo da exposição midiática da banda, para uma carreira solo dedicada à...folk music (?!), finalmente veio à luz. Agora, contando com a migração de Zach Anderson para as 6 cordas e a aquisição de Kristoffer Schander para pilotar o baixo, o combo liderado ppela poderosa voz de Elin Larsson e contando ainda com o endiabrado André Kvarnström nos tambores, fez seu trabalho mais pesado, e panfletário, até o momento.
Abrindo com a incendiária e libertária 'Proud Woman', 'Holy Moly!' emenda a quase hardcore -por mais estranho que este termo soe para uma banda com o padrão sonoro da Blues Pills- 'Low Road'. Mas sabe aqueles baladões blues rock? Pois é...estão em profusão por aqui, da sofreguidão da lindíssima 'Wish I'd Know' à psicodelia fuzzy de 'Dust' e minha prediletaça 'California', digna de uma Jefferson Airplane e com uma interpretação arrebatadora de Larssön, e o peso muito bem dosado de 'Song From A Mourning Dove'. E o que dizer das surpreendentemente sacolejantes, mas nem por isso menos pesadas, 'Rhythm In The Blood' e a psychdelic rock'n'soul 'Kiss My Past Goodbye'?
Quer saber? A verdade é que 'Holy Moly!'...é bom pra caralho!!! Pronto...falei!!!

OUÇA MUITO ALTO!!!



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

BLUES PILLS-LADY IN GOLD (2016)

E a banda que já há algum tempo tomou de assalto os players de todo hardeiro de responsa, lança seu segundo álbum, primeiro composto por material integralmente inédito. Uma vez mais produzido por Dan Alsterberg, 'Lady In Gold' incorpora novos elementos ao blues rock clássico da Blues Pills, entre os mais notáveis uma forte pitada de lisergia à west coast, um pouco mais da soul music pela qual Elin Larsson é profundamente influenciada e -boas, por sinal- intervenções de pianos, Hohner Clavinets, Mellotron e, principalmente, Hammond B3
Abrindo os trabalhos já com a chiclete faixa-título, a produção caprichada mas enxuta, domou um tanto demais as guitarras 'kossofianas' de Dorian Souriaux, mas a qualidade das composições e o esmero na busca dos climas e timbres mais adequados reduziram sobremaneira qualquer efeito ruim que esta decisão pudesse trazer. A verdade é que, como em seus lançamentos anteriores desde 2011, quando se agruparam para a difícil tarefa de manter uma banda multicultural, o ouvinte será tomado de assalto pela voz de Larsson e pela proposta sempre recheada de ótimas intenções em cada nota. A saudar, também, a entrada de André Kvarnström -um monstro!- em substituição a Cory Berry.
Acredito que boa parte dos admiradores de primeira hora estranhará um pouco esta nova proposta, mas, passado um leve susto inicial, a considerei extremamente saudável, até para comprovar que a banda, formada por músicos bem acima da média, reuniria condições de formatar arranjos mais sofisticados e produção mais limpa sem necessariamente descaracterizar-se em suas proposições básicas. Muito provavelmente, para o próximo trabalho, conseguirão chegar a um híbrido ainda mais consistente e, de quebra, acrescentarão muitos outros elementos. É a trajetória normal de uma banda e nem mesmo tempos de comunicações a velocidades medidas em gigabytes pode alterar. E petardos do porte de 'Little Boy Preacher', 'Burned Out', 'Won't Go Back', 'Elements And Things', 'Bad Talkers' e, meu momento predileto, a sequência matadora 'I Felt A Change'/'Gone So Long', como que formando a 'Stairway To Heaven' que toda banda almeja escrever um dia, são capazes de fazer a felicidade de qualquer mortal.
O tipo de álbum que cresce -e muito!- a cada nova audição...





segunda-feira, 18 de agosto de 2014

BLUES PILLS-BLUES PILLS (2014)

Após um longo périplo, e parafraseando o sempre oportuno D2, à procura do link perfeito, finalmente no meu, no seu, no nosso G&B, o tão aguardado lançamento em nível mundial da banda que vem sacudindo, já há uns bons 2 anos, os corações e mentes dos mais antenados no que de melhor tem sido feito no seleto mundinho rock: a multinacional sediada na Suécia Blues Pills. E serão justamente os admiradores da banda que, certamente, não conseguirão disfarçar uma pontinha de decepção com tão aguardado lançamento. Não, nem de longe trata-se de um trabalho ruim, muitíssimo pelo contrário; apenas esperava-se muito mais, em face do que a banda já havia apresentado em apenas 2 fantásticos EPs e um acachapante DVD registrado no Rockpalast. Parte desta decepção deve-se ao fato de apenas metade do álbum ter sido dedicado a material inédito, mas o pior é constatar que as novas versões para algumas das músicas mais emblemáticas da banda não acrescentaram nada aos seus originais - na verdade, em minha opinião, 'Devil Man', em seu original uma espécie de hino para seus fãs, foi cruelmente assassinada pela produção de Don Alsterberg (da também sueca Graveyard), desperdiçando, assim, uma boa oportunidade de transformá-la no 'chiclete' do ano. O grande alento para os admiradores de primeira hora (no qual me incluo) do trabalho de Elin Larsson, Dorian Sorriaux, Cory Berry e Zack Anderson foi perceber que o pouco de material inédito é, de fato, de qualidade incontestável. O single 'High Class Woman' tem tudo para iniciar a almejada popularização da banda sem necessariamente fazer concessões mercadológicas para tanto e as pedradas sonoras 'Jupiter' e 'Ain't No Change' e a bluesy 'No Hope Left For Me', além da acelerada e já velha conhecida de versões ao vivo 'Gypsy', são a prova definitiva de que a Blues Pills chegou para ficar e está pronta para conquistar o seu lugar, valendo-se dos equívocos estratégicos para ensinamentos valiosos.
Gostou? Tem mais aqui!



segunda-feira, 5 de maio de 2014

BLUES PILLS

Muito provavelmente, os mais antenados já conhecem esta fantástica banda franco-sueco-americana de psych blues rock há algum tempo. Isto porque seu sucesso entre os amantes do melhor que o universo rock tem apresentado ao mundo foi imediato. É claro que muito disso, em um primeiro momento, deveu-se ao incrível talento (ok...e à beleza também!) da sueca Ellin Larsson. Mas isto, tão somente, não justificaria o frenezi que que estes jovens músicos vêm causando nas plateias (e também entre a crítica) europeias e norte-americanas. A verdade é que desde que a cozinha - Cory Berry, baixo/Zack Anderson, bateria - da cultuada banda americana de psych rock, Radio Moscow, em uma de suas incursões pela Europa, descobriu na voz de Larsson, trazendo ainda a reboque o prodígio francês de apenas 17 anos Dorian Sorriaux (guardem esse nome!!!), o veículo perfeito para o som que sempre quiseram fazer e que as limitações da formação de sua banda de origem e o temperamento de seu dono, Parker Griggs, tornavam impeditivo, a corajosa decisão de dedicar-se full time a este novo projeto tomou corpo rapidamente e assim nascia, em fins de 2011, a Blues Pills.
Logo, composições brotavam em pilhas, sempre procurando agrupar harmoniosamente todas as influências que a formação musical de seus integrantes pudesse contribuir. E assim, com apenas 2 EPs de estúdio, 'Bliss' (2012) e 'Devil Man' (2013), e o recente EP ao vivo 'Live At Rockpalast' na mochila, a Blues Pills parte para voos maiores e o lançamento mundial, prometido para ainda este semestre, de seu primeiro álbum completo tornou-se uma consequência natural, estando entre os mais aguardados pelos apreciadores de um rock que não se rende a tendências ou modismos, pois pretende-se apenas honesto, sanguíneo e excelentemente executado. 
Se você está entre os que ainda não conhecem a Blues Pills, faça um favor a si mesmo e baixe sua ainda pequena discog enquanto seu novo trabalho encontra-se no forno. É, simplesmente, imperdível!!!




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