Originalmente postado em 28.01.2010
Quando recebi um e-mail de meu irmãoSinho Maddy Lee indicando-me um link para um CD que havia descoberto e pelo qual estava completamente viciado, jamais poderia imaginar tratar-se da Short Cross e seu magnífico filho único de mãe solteira 'Arising', hoje já quase um quarentão. Como que em um daqueles típicos transmimentos de pensação que dizem ocorrer entre irmãos de sangue, retornei dizendo que não só conhecia essa pequena grande jóia do power prog blues -aê, Dagon, mais uma para aquele "Compêndio de Siglas & Rótulos Imbecis" que estamos escrevendo- impregnado de um groove viciante e estupendos trabalhos de guitarra, sempre à frente de arranjos matadores executados à perfeição, já há um bom tempinho como, também, uma postagem de uma versão em 320k e com encarte completíssimo -não me perguntem qual cofre arrombei para surrupiar essa preciosidade pois já tem mais de ano!- já estava agendada para fevereiro. A julgar por sua efusiva manifestação em seguida, acredito que esteja sem dormir até hoje e, preocupando-me com a saúde mental da Lady Lud obrigando-se a lidar com suas crises de ansiedade cada vez mais frequentes, decidi antecipar a sua publicação. Mas falemos da Short Cross.
Formada por 4 estupendos, apesar da tenra idade, músicos americanos de clubs -Gray McCallem (vocal/bateria), Velpo Robertson (guitarras/vocais), Butch Owens (teclados) e Bird Sharp (baixo/vocais)- e, portanto, acostumados com um extenso repertório de covers, sua origem remonta a...bláblábláblá. Se quiserem saber mais baixem essa porrada nas orelhas pois, além de levar para o seu uai-treco um total de 13 pepitas de próprio garimpo de altíssimo valor musical, o rico encarte reconstrói com precisão de ourives toda a odisséia desta que está, seguramente, entre as melhores velhíssimas novidades que conheci na última década...no mínimo!
PS:desnecessário dizer que essa postagem é dedicada ao meu irmãoSinho e caranguejo exilado no frio Maddy Lee, né?

