sexta-feira, 29 de agosto de 2008

UM RETORNO DE PESO!!!!


Gallera, vejam que ótima notícia:

"Amigos...Parece que finalmente teremos um final de ano bem PESADO! Precisamos da ajuda de vcs...Estou procurando cantor no Rio de Janeiro, com atitude e carisma, que goste do LCP e do PESO, para futuro projeto. Vcs sabem muito bem que Projeto é esse! Parece que a "Busca do Tempo Perdido" vai finalmente fechar o ciclo de 30 anos! Obrigado a todos os amigos! Demos para:

geraldodarbilly@gmail.com"

É uma belíssima oportunidade de fazer parte de uma das bandas mais cultuadas do país. Mais do que isso: é fazer parte da história do rock brazuca! Na minha modesta opinião, o Peso foi, é e sempre será a melhor banda de blues rock que já tivemos por aqui.
Não imaginam como estou feliz em ser o portador desta boa nova.
Ah, se eu soubesse cantar...

É aconselhável uma boa esquentada no gogó com um 'tiro' de Jack Daniels.

Edson d'Aquino

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

PATA DE ELEFANTE (Repost)


Originalmente postado em 04/07/2008.


Continuando a saga das guitarras, taí mais uma suruba instrumental de hard, surf music, country, blues, funk, Morricone, pop e o que mais aparecer pela frente dessa gauchada da melhor qualidade. E desde sua excelente estréia os guris Daniel Mossman (guitarra/baixo), Gabriel Guedes (guitarra/baixo) e Gustavo Telles (bateria) só melhoraram! Do mais puro southern blues recheado dos já tradicionais e furiosos fraseados em slide de 'Carpeto Volatore' à aparente simplicidade iê-iê-iê infestada de metais de 'Até Mais Ver', viaja-se por boleros à Dick Dale como 'Bolero Das Arábias', pelo country blues de 'Bang Bang', a levada contagiante à Ventures de 'Hey!', o humor zappeano de 'Pesadelo Hippie' e por um heavy funky matador como o da faixa título. Um trabalho, a exemplo de seu predecessor, feito com um extremo cuidado, da concepção à execução. É, com certeza, uma banda nacional que faço questão de acompanhar. E tenho certeza que vocês também o farão.
Desde já, declaro este álbum um dos clássicos do rock brazuca!

O Ministério Da Brenfa adverte:
Este disco contém mais de 15.723 substâncias de alto poder viciante.
Consuma com moderação.



Um Olho No Fósforo, Outro Na Fagulha(2007)



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Originalmente postado em 23/07/07



Dando sequência à contagem regressiva para o primeiro aniversário do meu, do seu, do nosso G&B, continuo tentando mandar bem, agora com este excelente power trio instrumental gaúcho que finalmente aporta por aqui após muito tempo insistindo com o energúmeno, degenerado, pustulento, excremento, e outros adjetivos menos pronunciáveis, Miguelito -ou Sarah Celeste, como queiram- para me enviar este primeiro e único, espero que por pouco tempo, trabalho dos caras. Gostaram e desejam saber mais a respeito destes talentosos músicos brazucas? Então, visite-os no Pata de Elefante.




terça-feira, 26 de agosto de 2008

CRÁSSICOS XV:PESO-EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO(1975) - G&B Remasters - Repost

Originalmente postado em 26/05/2008

Aproveitando a necessidade -devido à morte súbita do Shareonall- de hospedar um novo link para esta pérola do rock brazuka, incluo aqui o depoimento de mestre Geraldo D'Arbilly, baterista da banda.

"Muito obrigado pelo carinho de todos!!! Coloquei o link no meu site.
Um grande abraço na galera que curte o Peso!!!"
Geraldo D'arbilly, ex-batera do Peso

E vejam que bela notícia mestre D'arbilly nos manda:
"Queridos amigos!
Em primeiríssima mão, acabei de receber um email do Gabriel O'Meara, marcando uma reunião comigo, Constant e Carlos Scart para o dia 2 de Dezembro!
O que será que vai sair daí????
Abraços em todos!"
Geraldo D'arbilly

Aproveitem e façam uma visita ao site deste grande músico e produtor:
www.geraldodarbilly.com 
Agora, só nos resta torcer!!!






Há muito -sendo mais exato, desde o ano passado- que não fazia uma postagem da séria série Crássicos G&B. Sendo assim, para abrir com chave de ouro a edição 2008 desta seção, escolhi o que considero um dos melhores trabalhos de rock já lançados por uma banda tupiniquim: 'Em Busca Do Tempo Perdido', do Peso (ou O Peso, como alguns preferem). Ok, vocês devem estar pensando: "Porra, de novo esse disco? Todo blog que entro tem esse disco do hipopótamo!!!". Bem, se assim é, deve realmente haver algum excelente motivo. Mas é bom lembrar que nem sempre foi assim. Há até uns 10 anos, este LP era item de colecionador. Por sorte minha, fui o feliz proprietário de 2 exemplares, um deles lacrado até o ano de 1998 quando adquiri meu primeiro gravador de CD e comecei a fuçar programas de manipulação de áudio e descobri o hoje jurássico Soundforge 4 (ou SANTOforge para os mais íntimos).
Meu próximo passo foi adquirir coragem para deslacrar aquele objeto de culto e digitalizá-lo. Para tanto, apesar de possuir um bom equipamento, abusei da paciência de um parceiro, André e seu Technichs MK II, e assim promovemos uma ripagem, por si só, extremamente satisfatória devido à 'virgindade' do vinil e ao excelente equipamento utilizado. Mesmo assim, gastei na pós-produção em torno de 60 horas pendurado em um Pentium I, com 64mb de RAM e batendo cabeça com o tal do Soundforge 4 até que ficasse satisfeito com o resultado. Bom, não preciso dizer que essa minha digitalização poderia derrubar o preço do exemplar em vinil e, antes que isso acontecesse, desfiz-me de um dos meus exemplares (o mais surrado, é lógico) e desovei o CD-R remasterizado no mercado -com capa em padrão mini-LP, rótulo e encarte!!!
E que surpresa descobrir que haviam tantos admiradores do Peso perdidos por aí. Tá...tudo bem...admito que ganhei um troco bacana mas, nessa época, quem tivesse um gravador de CD acabava por fazer desses 'trabalhinhos'. Atire a primeira pedra quem não o fez!!!
Agora, voltemos o filme para contar um pouco da minha relação com a banda, até mesmo para tentar justificar o porquê de meu entusiasmo com seu trabalho. Estamos em 1975 e eu, um descolado adolescente de 16 anos e já testemunha ocular de diversos e antológicos shows nacionais e internacionais, adquiri ingressos para um festival no campo - ainda em General Severiano! - de meu querido e Glorioso clube, Botafogo de Futebol e Regatas, com algumas das melhores bandas brazucas da época, além de Raul Seixas, Erasmo Carlos, Rita Lee, etc. Estou me referindo à primeira edição do Hollywood Rock! Entre as bandas escaladas baixariam por lá Vímana, Veludo, O Terço, Mutantes - todos já bastante meus conhecidos e grandes representantes do prog rock brazuca que dominava a cena àquela época - e apenas uma solitária representante do bom e velho blues rock: PESO! E foi paixão à primeira orelhada. Um caso de amor enlouquecido. Até porque foi a primeira vez que assisti uma banda nacional fazendo hard, blues e southern no mesmo nível de uma boa banda gringa, com timbres e riffs de guitarra matadores, bateria trovejante, um baixo com pulsação e groove animais, um sofisticado piano em marcação boogie, belos fraseados de Hammond e uma voz poderosamente encharcada de álcool. E naquela noite não somente eu pensava assim, já que foi indescritível o sucesso, a despeito de alguns problemas técnicos, alcançado naquela apresentação por Luiz Carlos Porto (vocais), Gabriel O'Meara (guitarras), Constant Papineanu (teclados), Carlos Scart (baixo) e Geraldo D'Arbilly (bateria), com todos pulando e cantando o refrão da, até então, ilustre desconhecida, mas predestinada a ser tornar um hino, 'Cabeça Feita'. A partir de então não perdia mais um só show do circuito ZS dos caras e tão logo a bolacha chegou às prateleiras, eu já estava de posse do meu exemplar previamente encomendado na lojinha do Luiz na Galeria Condor. Não parava de escutar aquele trabalho tentando tirar cada nota executada por O'Meara, principalmente a introdução e os solos de 'Blues'. Daí o motivo da aquisição de um segundo exemplar e mantê-lo lacrado por mais de 20 anos.
De tanto estar na fila do gargarejo, passei a espertamente chegar mais cedo ainda aos teatros para ajudá-los a descarregar equipamento, o que me credenciou a assistir muitos shows no esquema 0800. Pena esta excelente fase ter durado tão pouco - em menos de 2 anos as mudanças na formação tornariam-se uma constante e até o amigo de longa data Zé Da Gaita chegou a atuar como vocalista até à implosão em definitivo - pois tinham um potencial enorme.
Este disco é uma das maiores provas do completo descaso da indústria fonográfica nacional para com seus tesouros. De outra forma, como justificar que uma obra em pé de igualdade com clássicos do porte de 'Fruto Proibido' (Rita Lee & Tutti-Frutti), 'Made In Brazil' (Made In Brazil), 'É Proibido Fumar' (A Bolha) e 'Você Sabe Qual O Melhor Remédio' (Tutti-Frutti), só para citar alguns dos itens obrigatórios em qualquer cdteca de rock (com 'R' maiúsculo) nacional, continuar inédita em CD até hoje?
Esta versão que disponibilizo é exatamente a minha digitalização original com mais uma passada de régua no Soundforge 9 - encontrei apenas 3 pequenos clicks, já devidamente removidos - para imprimir um pouco mais de pressão, mas sempre respeitando as características originais da gravação. Ah, também dei uma melhorada nas fraquiiiinhas 'Pente' e 'Suzi', faixas comumente adicionadas a este álbum mas na verdade muito anteriores, e as incluí como faixas bônus. Mas os resultados, nestes casos, não foram dos melhores
Tenho plena consciência de que o distanciamento crítico é o melhor caminho para o fortalecimento ou a total ruptura de conceitos que criamos a respeito de obras que amamos ou detestamos. No caso deste trabalho, apesar da ingenuidade e alienação de seu texto, o laço se fortaleceu constantemente durante todos estes anos pois sua qualidade é inquestionável, não só para os padrões -musicais e de produção- da década de seu lançamento, mas como parâmetro para a música que estamos sendo obrigados a consumir hoje neste país.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

JO JO GUNNE (Repost Turbinado)

Originalmente postado em 25/01/2007.

Na verdade, não se trata de um repost pois todos os links estão funfando e tudo devido à altíssima procura por estes discos. Basta dizer que cada link está com uma média de 700 downs. A exceção é o único cd não disponibilizado na postagem original: 'Big Chain', um presente do parceiro Ser Da Noite a.k.a. Morcegão, pois estou adicionando o link apenas hoje e, portanto, está partindo do zero.


ATRAQUEM-SE DJÁ A ESTES LINKS!!!!




JO JO GUNNE é uma banda de hard boogie, baseada em LA, formada a partir da saída, em 71, de Jay Ferguson (vocais, teclados) e Mark Andes (baixo, vocais) da lendária Spirit. Para completar o line-up, convidaram o irmão de Mark, Matt Andes, para as 6 cordas e Curley Smith para as baquetas. Devido ao enorme prestígio de Ferguson como frontman e principal compositor do Spirit, rápidamente assinam com a Asylum e, já em 72, lançam seu primeiro álbum que emplaca, de cara, 'Run Run Run'. No entanto, após o lançamento, Mark decide sair e, em seu lugar, entra o texano Jimmie Randall trazendo mais potência para o som da banda.
Em 73 lançam 'BITE DOWN HARD', outro excelente álbum, que mantem o sucesso obtido na estréia. No entanto, em um erro de estratégia, ainda neste mesmo ano lançam 'JUMPIN' THE GUNNE', um pouco mais pesado e tão bom como os anteriores, mas que não obteve a mesma receptividade. Após este álbum, é a vez de Matt pedir o boné e ser substituído por John Staehely, também ex-Spirit, que impregna de vez a banda em peso. Lançam, então, 'SO...WHERE'S THE SHOW', já totalmente hard, e, em seguida, separam-se.
É isso mesmo: uma história curta e com alguns (poucos) percalços. Ficou a aura cult e respeitosa a uma excelente banda que, como tantas, sucumbiu a um mau gerenciamento de carreira.
Jay Ferguson, hoje, é um requisitado trilheiro. O tema da série 'The Office' é um de seus últimos trabalhos.
Em 2005, lançaram um novo álbum, o excelente 'BIG CHAIN', com todos os membros da formação original e já emendaram um tour. Quase todo o álbum constitui-se de inspiradíssimas releituras de seu próprio material mas há pistas de um trabalho totalmente inédito no ar.
Foram cinco álbuns com três formações diferentes e todos beiram a perfeição. Acredito que poucas bandas conseguiram essa façanha.
E está tudo por aqui.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

CRÁSSICOS VI:10cc-THE ORIGINAL SOUNDTRACK(1975) Repost



Originalmente postado em 06/01/2007



Se você já era nascido nos anos 70, com certeza conhece este álbum. Não? Não tem problema... conhece, ao menos, uma canção deste clássico: 'I'm Not In Love', regravado dezenas de vezes e tendo como cover mais famoso o feito por The Pretenders.
O que a maioria não sabe é que antes de gerar esta obra-prima de composição, interpretação, arranjos e engenharia sonora, estes quatro ingleses aí da foto ralaram para caraca no mercado musical.
O 10cc surgiu da união de quatro mentes brilhantes, Eric Stewart, Graham Gouldman, Kevin Godley & Lol Creme, todos já extremamente experientes no meio musical seja como instrumentistas ou como compositores. Vejamos: Eric Stewart foi guitarrista/compositor/vocalista do The Mindbenders ('Game Of Love', 'Groovy Kind Of Love'); Graham Gouldman escreveu pérolas pop como 'For Your Love' e 'Heartful Of Soul' (The Yardbirds), 'No Milk Today' (Herman's Hermits), 'Look Through Any Window' e 'Bus Stop' (The Hollies), etc.; Kevin Godley e Lol Creme passaram por várias bandas durante os anos 60. Em 68, encontram-se para diversos trabalhos conjuntos que incluiam a produção de toneladas de canções bubblegum para a Marmelade Recs. Finalmente, em 72, já como 10cc, lançam uma paródia ao doo wop chamada 'Donna', de relativo sucesso mundial e, logo depois, 'Rubber Bullets' e não pararam mais. Ocorre que, até este momento, o 10cc -apesar da evidente sofisticação das composições e arranjos- era apenas mais uma banda pop fazendo muito sucesso. Organicamente, a banda era dividida da seguinte forma: Stewart & Gouldman eram a porção pop e Godley & Creme a facção experimental.
Este lado pop proporcionou, no ano seguinte, o lançamento do primeiro álbum, auto-entitulado, e, em 74, lançam 'Sheet Music', já com um pé nas experimentações que viriam a se materializar plenamente, no ano seguinte, com o lançamento deste 'The Original Soundtrack'. É tão diferente de tudo que haviam feito até então que ouso catalogar este álbum como progpop. Como de hábito, tocam todos os instrumentos, dos habituais guitarra/teclados/baixo/bateria a uma penca de outros, digamos assim, mais exóticos. As composições são inspiradíssimas e adornadas com arranjos vocais e instrumentais de uma complexidade e beleza extremas. No entanto, chama muita atenção o trabalho de produção/engenharia sonora. Nesta cópia remasterizada e com duas faixas bônus, então...
Em 76 lançam 'How Dare You!', mantendo o altíssimo padrão de seu predecessor -para alguns é até superior- mas as relações entre as duas facções já estavam deterioradas e a metade experimental resolve pular fora -tornaram-se renomados diretores de videoclipes e lançaram alguns poucos trabalhos na linha new wave (blaaaargh!!!) como Godley & Creme- e a carreira da banda torna-se irregular, apesar de alguns excelentes lançamentos e a manutenção das turnês.
No meu entender, apesar do álbum ter sido um imenso sucesso -puxado pelo eterno hit 'I'm Not In Love' (com certeza, uma das grandes baladas de todos os tempos), o reconhecimento à excelência desta obra foi parcialmente ofuscado pelo lançamento, praticamente ao mesmo tempo, de um álbum que tornou-se um clássico instantâneo: 'A Night At The Opera', de um tal de Queen. É como se, em um só ano, tivessem sido lançados dois 'Sgt. Peppers...'.
Acho que podemos dizer que em 1975, no mínimo, tivemos uma excelente safra.


sexta-feira, 15 de agosto de 2008

FOXBORO HOT TUBS-STOP, DROP AND ROLL!!!(2008)


Quem por aqui gosta de Kinks? E The Who fase bem mod garageira? Small Faces também cai bem? E o bubblegum de Tommy James & The Shondells? Se você respondeu sim a essas perguntas, Foxboro Hot Tubs é uma excelente pedida.
E tudo começou pelo simples prazer de tocar. Em fins de 2007, Strychnine Twitch, um cantor/compositor/guitarrista americano aficcionado pelas bandas que rondavam as paradas de brit pop e american garage, resolve juntar uma galera que curtia o mesmo som e começar a tocar e compor despretensiosamente. E chegaram à conclusão que o som estava bem bacana e talvez merecesse um teste de aceitação. Qual, então, deveria ser o próximo passo? Prensar um cd? Nada disso! Gravaram 3 canções, montaram um site transado e se jogaram de cabeça na grande rede. Afinal, o som pode até ser retrô mas não por isso suas mentes necessitam ser retrógradas. Resultado: sucesso!
Neste instante, pegos de surpresa com o sucesso virtual de 'Mother Mary', o cd tornou-se consequência natural da brincadeira. E foi justamente a partir do lançamento deste 'Stop, Drop & Roll!!!' que começaram as especulações de que seriam, na realidade, um projeto paralelo de uma banda americana muito bem sucedida.
Finalmente, já com 'Mother Mary' estourada nas rádios indie e com mais um single extraído do álbum -'The Pedestrian'- trilhando o mesmo caminho, o segredo foi desvendado. A FHT nada mais é que Billy Joe Armstrong (aka Strychnine Twitch - vocais/guitarra), Mike Dirnt (baixo/vocais), Tré Cool (bateria), Jason White (guitarras/vocais) e Jason Freese (teclados). Quem são esses? Nada mais, nada menos que a Green Day turbinada com seus dois fidelíssimos músicos de estúdio e palco.
E estão de parabéns! Fizeram um daqueles deliciosos discos capazes de fazer qualquer um sair quicando pela casa desde o primeiro acorde. Garantia 'certa, inquestionável e inequívoca' de queima de umas boas calorias.
Experimentem já neste fim-de-semana acompanhados de uma 'gelada'.




quarta-feira, 13 de agosto de 2008

KING'S X (Repost)


Originalmente postado em 16/06/2008



Quando meu irmãoSinho Maddy Lee enviou-me por e-mail um link para o recém-lançado álbum deste estupendo power trio concluí ser chegada a hora de postar sua discografia. E aqui estou prestando tributo ao excelente trabalho de Doug Pinnick (vocal/baixo), Ty Tabor (vocal/guitarras) e Jerry Gaskill (bateria/percussão/vocal) e que, apesar de ilustres desconhecidos por esta terra brasilis, são prestigiadíssimos no meio musical norteamericano, europeu e asiático a ponto de, em recente enquete da VH1, terem alcançado a 83ª posição dentre as maiores bandas de hard rock e álbuns como 'Gretchen Goes To Nebraska', 'Dogman' e 'Faith, Hope & Love' ranqueados entre os mais influentes do rock, de acordo com algumas revistas especializadas.
Tudo começou em finais dos 70 quando, moleques ainda, começaram a fazer trabalhos como session men em Springfield, não a fictícia homônima dos Simpsons mas uma pequena cidade de um dos estados mais religiosos dos EUA, o Missouri e que, após várias alterações no nome e um álbum sob a alcunha Sneak Preview, chegaram ao singelo King's X -existem várias versões para a escolha deste nome mas ficaria modorrento enumerá-las aqui.
Com a certeza de que nada aconteceria se optassem por continuar naquele pequeno pedaço de chão perdido no meio do nada, partem para Houston e, após alguns dissabores, conhecem Sam Taylor, o homem por trás da ZZ Top, que, entusiasmado com o trabalho original em todos os sentidos -um mix de hard, r&b, brit e indie rock embalado por harmonias vocais incomuns a estes gêneros- empreendido por aqueles jovens e talentosos músicos, decide alocá-los debaixo de suas asas e logo lhes consegue um contrato com um pequeno selo. E assim nasce 'Out Of The Silent Planet' que, mesmo tendo recebido excelentes críticas, vende menos que o esperado.
Em seguida, no entanto, mandam para as prateleiras 'Gretchen Goes To Nebraska', o álbum que formatou a sonoridade da banda. Para Jeff Ament, baixista do Pearl Jam, este trabalho foi o marco inicial do grunge. Exageros à parte, até porque em nada lembra a sonoridade que costumou-se atribuir ao movimento (?), é um trabalho excepcional. Assim como seu próximo álbum, 'Faith, Hope & Love', onde -apesar de já ser um componente comum em todos os seus trabalhos- dão especial atenção às letras com conteúdo religioso, fazendo com que também passem a frequentar os gospel charts. Por isso, quase receberam a pecha de christian rock band.
E parecia que tudo estava indo de vento em popa. Afinal, estavam excursionando com AC/DC e Living Colour e algumas de suas músicas sendo inseridas em trilhas de filmes. Entre outros tantos sinais de prosperidade, no entanto, as desavenças com Taylor -já naquele instante, considerado um quarto componente devido à sua influência sobre a banda- começam a ficar piores e, em meio a este clima turbulento, lançam 'King's X' -primeiro pela Atlantic-, um belo disco mas recheado de letras amargas sobre bases low e midtempo que acabou por causar estranhamento entre seu público, ainda em formação. Era chegado o momento de se despedirem de Taylor e entregarem-se a umas boas e merecidas férias e/ou projetos pessoais.
E esta pequena pausa foi providencial pois, em seguida, lançam 'Dogman', um trabalho bem mais pesado mas mantendo suas principais características -as harmonias vocais sobre bases pesadas e arranjos bem estruturados- e trazendo um Ty Tabor mais ousado. O resultado foi uma extensa turnê culminando com uma excelente apresentação no Woodstock '94. Apesar da excelente recepção, este trabalho não satisfez por completo a gravadora -Atlantic- e em 96 lançam seu último álbum pela major, 'Ear Candy'.
Decidem, então, retornar a uma gravadora de menor porte -Metal Blade- e, já em 98, desovam 'Tape Head'. Já aqui passam a compor em conjunto e determinar quem -entre Doug e Ty- cantará o que. Antes, compunham em separado e cada um -ambos excelentes vocalistas- defendia suas próprias composições.
E assim, com tranquilidade, lançaram 'Please, Come Home...Mr. Bulbous' e 'Manic Moonlight', todos excelentes exemplares do hard rock à King's X. Para 'Black Like Sunday', resolvem ressuscitar músicas pré-King's X, regravá-las com novos arranjos e, em alguns casos, novas letras.
Mas como uma banda considerada das melhores em cima de um palco ainda não havia eternizado um registro neste formato? Pois era chegada a hora e, para tanto, todo o tour de 2002/2003 foi gravado e seus melhores momentos compilados em 'Live All Over The Place', um cd duplo que demonstra plenamente a força dos kings sobre platéias as mais variadas.
À esta altura, o prestígio de todos os membros da banda é inegável e os trabalhos solo -o mais prolífico é Tabor que já há algum tempo investia em projetos pessoais- tornam-se inevitáveis, mas sempre preservando e priorizando a banda.
Mais uma mudança de gravadora, agora a Inside Out, e soltam em 2005 'Ogre Tones', mais uma excelente bolachinha com a assinatura personalíssima da banda e de volta à estrada com o set list apresentando o novo álbum na íntegra.
E, finalmente, mais um magnífico trabalho -'XV'- recém saído do forno, e que só consolida a grande reputação de Doug, Ty e Jerry pois conseguiu bater, em sua semana de lançamento, as vendas do redentor novo álbum ('Good To Be Bad', já postado por aqui) do Whitesnake.
Para quem não conhece a King's X e não faz idéia por onde começar, um conselho: deguste 'Live All Over The Place' e tenho certeza que acabará baixando o restante.


domingo, 10 de agosto de 2008

CRÁSSICOS XVI: PRETTY THINGS-SILK TORPEDO(1974)

Devido aos percalços provocados pela interrupção das atividades do Shareonall, o que me está tomando um tempo enorme na reabilitação de links, esqueci por completo do aniversário do meu, do seu, do nosso
Gravetos & Berlotas
.
Como não poderia deixar passar em branco data tão importante, em muito pela quantidade de novos amigos que fiz durante estes 2 anos de atividade, fica este post como uma 'lembrancinha' desta data. Até porque recebi este disco de presente e nada mais justo que compartilhá-lo com vocês.


Sei que enchi o saco de todos os parceiros e blogueiros atrás desse disco. Alguns caras pálidas como Miguelito e Ser Da Noite até conseguiram me convencer a ripar meu vinil e passar uma régua pelo Soundforge. Já havia até adquirido coragem para a empreitada mas a estava esperando passar. Fui salvo pelo gongo quando o cumpanhêro Velho Roqueiro -do excelente Old & New- atendeu minhas preces e despejou esse disco, muito especial pro véio aqui. E não há um motivo para tanto estardalhaço que não o fato de que, sem saber nada sobre a banda à época, adquiri o LP pela bela capa -quase sempre dou sorte com esse método- e por ser o primeiro investimento da Swan Song, selo criado por Peter Grant e uma bandinha xexelenta de nome Led Zeppelin. E a escolha não podia ter sido melhor pois ambos eram fãs de longa data de The Pretty Things (como eram conhecidos estes ilustres incompreendidos no início dos 60) e estavam se desmantelando e sem gravadora. Ah, sim, e por ser um grande disco de uma excelente banda.
Da introdução com o space boogie 'Dream/Joey' à antibelicista 'Belfast Cowboys' percebi que estava diante de uma grande banda e corri atrás de algumas informações que a mídia musical rudimentar naqueles criativos anos '70 poderia me fornecer e fiquei estarrecido por nunca ter ouvido falar nada a respeito. No currículo dos caras encontra-se uma bela passagem por toda a psicodelia, um guitarrista que tocou com Jagger e Richards em um embrião dos Rolling Stones, vários sucessos medianos e alguns poucos grandes, a admiração de pesos pesados como Pete Towshend e a primeira rock opera de fato, a já clássica 'S.F. Sorrow'. É mole?
Os fãs mais ardorosos da banda não alinham este 'Silk Torpedo' entre seus melhores trabalhos mas, para mim e para todos em que 'apliquei' esse disco ainda em vinil, é uma pequena pérola muito bem escondida, até mesmo nestes tempos de informações a uma velocidade estonteante.
Se gostarem e quiserem a discog, é só pedir.


quarta-feira, 6 de agosto de 2008

MOSTLY AUTUMN (Repost)


Originalmente postado em 23/04/2008



Quando dois amigos que iniciaram seus primeiros passos na música ao mesmo tempo e com a única ambição de tocar as canções de sua banda predileta poderiam imaginar que tornariam-se um dos expoentes do renascimento do rock progressivo?
Pois foi tentando aprender as delicadas melodias do Pink Floyd que os ingleses de York Bryan Josh (vocal/guitarras/violões/teclados) e Liam Davison (guitarras/violões/vocais) criaram a base da receita do Mostly Autumn. Adicionaram umas pitadas generosas de Fairport Convention, Lindisfarne e Steeleye Span e a receita estava pronta mas, para que o molho ficasse perfeito, colheram no meio do caminho algumas especiarias como Iain Jennings (teclados/vocais), Kev Gibbons (whistles-uma espécie de pífano muito utilizado no folk celta), Bob Faulds (violino), Stuart Carver (baixo), Alan Scott (bateria) e seu principal tempero: Heather Findlay para os vocais, letras, violões, whistles, bodhrän, pandeiro e muito carisma e sensualidade.
Em 98 lançaram seu primeiro álbum, que conquistou adeptos de imediato, e começaram a receber convites de diversos festivais dedicados ao prog em todo o mundo. Com a repentina notoriedade, algumas mexidas na receita faziam-se necessárias e, a cada álbum, tornava-se visível o crescimento da banda e o reconhecimento tornou-se unânime com o lançamento de 'The Last Bright Light', em 2001, considerado seu melhor trabalho até o momento. Apesar das mudanças, a espinha dorsal da banda -Josh, Heather, Davison e Jennings- continuou mantendo o sabor base do molho.
A partir de então o prestígio da banda vem aumentando constantemente traduzindo-se em participações, já como headliners, em alguns dos mais prestigiosos festivais ou dividindo o palco com Blackmore's Night (segundo consta, mas custo a acreditar, tornaram-se grandes amigos do irascível e genial Ricardinho Maispreto), Jethro Tull e Fairport Convention e permitindo a criação de sua própria gravadora, por onde será lançado amanhã seu novo trabalho 'Glass Shadows'.
Sei que muitos devem estar imaginando tratar-se de mais uma daquelas bandas a versar sobre fadinhas e duendes em melodias inspiradas no sub-celtic pop engendrado por Enya e seus clones. É verdade que alguns (poucos) temas utilizam-se dessas figurinhas mitológicas mas a sensualidade e a dinâmica da música do Mostly Autumn passam ao largo do gênero e fazem uso das influências do celtic folk com muita propriedade.
Particularmente, teria omitido o 'Pink Floyd Revisited' por considerá-lo perfeitamente dispensável mas, como sei que haveria uma chiadeira geral entre os fãs, decidi incluí-lo.


terça-feira, 5 de agosto de 2008

SHAREONALL

Como vocês já devem ter percebido, o hospedeiro Shareonall 'babou'.
Portanto, não me resta outra alternativa que não seja levantar novos links em substituição aos que foram deletados -mais de 70!- tanto em posts já publicados bem como para mais de 10 links cujas postagens estavam em fase de produção.
Sendo assim, solicito um pouco de paciência pois, além do trabalho hercúleo e solitário, é preciso lutar contra o desânimo que se abate ao nos depararmos com uma situação dessas.
Imaginem quantos milhões de pessoas, direta e indiretamente, foram prejudicados por uma empresa que arrecadou muitos euros e acabou por lesar não só seus assinantes como também os que usufruiam do seu conteúdo. E o que dizer de empresas que, a um custo altíssimo, confiaram todo seu banco de dados aos cuidados dos HDs virtuais de um host sem escrúpulos pois escondeu eventuais problemas que pudessem estar enfrentando, não dando chance a que fossem salvos, ao menos, os links distribuídos. E estamos falando de um empresa alemã!!! Fosse brasileira estaríamos ouvindo frases como 'tá vendo? nada nesse país dá certo!' ou 'se é picaretagem, é do Brasil!'.
Não custa fazer um alerta: o Sharebee, por utilizar-se de modelo idêntico, pode sofrer do mesmo revés. Aconselho, além de salvar o link do próprio hospedeiro (no caso o Sharebee), que copiem em blocos de notas os links espelho para os quais seu arquivo foi distribuído.
Mas a luta continua. E vamos à ela!

sábado, 2 de agosto de 2008

YEEEEEEAAAAAHHHHHH!!!



EU FUI!!!













Da séria série...
Não basta ser pai, tem que pagar mico customizando camisetas com os nomes das bandas prediletas de seu filho.







Inesquecível! Não encontro melhor palavra para descrever o dia 30.07.2008. E por, pelo menos, dois excelentes motivos: o show de uma das bandas que mais admiro atualmente e o prazer de estar proporcionando a quem mais amo -com a providencial ajuda de um 'VÓtrocínio'- sua estréia em grande estilo nos espetáculos de rock de grande porte.
Devo confessar que estava apreensivo com o show. Seja por achar que encontraria uma fauna de 'patrícias & maurícios' que nem sequer tinham idéia do trabalho da banda; por temer um Vivo Rio quase às moscas por tratar-se de uma banda, apesar de já com quase 15 anos de estrada, apenas recentemente introduzida ao mainstream pelas mãos de 'Supermassive Black Hole'; pela péssima fama da acústica do local; e o comportamento da banda fora de uma arena -seu habitat natural.
Meus dois primeiros temores logo se dissiparam quando, já na monstruosa fila de entrada, verifiquei que todos conheciam tanto quanto eu -provavelmente, até mais- do trabalho desenvolvido pelo trio. Chegou a formar-se um fórum sobre qual seria a música de abertura: 'Knights Of Cydonia' (meu voto) ou 'Hysteria' (essa a aposta de meu hedbanger-já não tão mirim).
Em pouco mais de 40 minutos, finalmente chegamos ao foyer e, após uma visita básica ao banheiro para o escoamento de duas latas de suco de cevada, nos dirigimos para a pista -neste instante ainda confortável- mas, para desespero de todos os presentes, irrompe pela boca de cena de dimensões apenas razoáveis, o responsável por esquentar o público para a atração principal: Jay Vaquer, o filho pouco talentoso de Jane Duboc e Gay Vaquer -de respeitáveis contribuições à música brasileira em seus currículos- e emo profissional. Após quase 40 minutos de uma platéia com os dedos médios enrijecidos, Jay & sua apenas competente banda são, deselegantemente, expulsos do palco pela produção que acendeu todas as luzes da casa e desligou o som no meio da -assim me pareceu- última música de seu sofrível set. Estamos combinados que não existem paralelos no panorama mundial para a música absolutamente pessoal e intransferível da Muse mas...Jay Vaquer? E, dessa vez, um de meus receios se confirmou parcialmente: o som, devido à acústica problemática, não era dos melhores. Mas, ao menos, bem superior ao da Fundição Progresso.
À esta altura, com a pista ainda confortavelmente lotada, somos, suavemente, empurrados para a frente até chegarmos à grade de divisão com a pista VIP (vulgarmente conhecida por 'gargarejo'). É lógico que tentei apelar -em vão- para a sensibilidade de um dos seguranças para que nos deixasse atravessar para este espaço, visivelmente mais seguro e confortável. Temendo pela integridade física de meu filho, visto nem ter começado o show principal e já estar começando a ficar desconfortável devido à grade, decidi -mesmo sob protestos do fedelho- dirigir-nos mais para a lateral direita e por ali ficamos.
Neste instante, macaco velho que sou, comecei a notar movimentações frenéticas no palco -bem simples, com todos os equipamentos à mostra e apenas um telão ao fundo- e uma parte da equipe técnica, já com tudo montado, extremamente preocupada com os canhões de de efeito pirotécnico, resultando em um atraso de 40 minutos.
Problemas solucionados, exatamente às 22:40, minha previsão se concretizou: após um breve trecho da apoteótica 'Dance Of The Knights' de Prokofiev sob nuvens de fumaça, soam os primeiros acordes da galopante e morriconeana 'Knights Of Cydonia'. E, pela primeira vez em 37 anos de muitos shows e a exemplo do que ocorre em todas as suas apresentações, assisti a uma multidão cantando em perfeito uníssono todo um riff de guitarra! Definitivamente, estava em casa...
Com 'Hysteria' em seguida, o público já estava completamente tomado. A catarse a que já havia assistido em seus dvds, e que pensava quase impossível acontecer por aqui, se confirmava e nenhum dos presentes parecia sentir falta da opulência de seus shows em arenas. Cada letra era cantada na íntegra. Cada riff, repetido por milhares de air guitars. O virtuosismo de cada músico exaltado por urros e comentários entusiasmados entre os intervalos das músicas.
E chegamos ao único hit em terras brazucas, 'Supermassive Black Hole', e a casa, como esperado, quase vem abaixo. Seguem-se mais duas das prediletas dos fãs, 'Butterflies & Hurricanes' e 'Sunburn' -adornada com alguma pirotecnia-, preparando para a jazzy standard 'Feeling Good' que, por sua vez, entrega de bandeja a delicada 'Invincible', cantada pela platéia com a suave reverência usualmente devotada a um hino. Impossível não se emocionar.
E aí, meus amigos, chegamos a mais um dos tours de force de quaisquer de suas apresentações: 'New Born'. Tudo bem que o piano branco de armário utilizado por Matt deixa muito a desejar em termos de timbre se comparado ao Kawai normalmente presente nos espetáculos top, mas isso somente interessa a chatos como eu pois a canção surtiu o mesmo efeito hipnótico de sempre na platéia.
E a partir daí seguiu-se uma fileira de pancadas -'Starlight', 'Time Is Running Out' (com uma interessante introdução bossa nova) e 'Plug In Baby'- como que já anunciando o último sopro daquela noite memorável. E 'Plug In Baby' confirmou-se como a última do set list ao receber o reforço de uma penca de imensas bolas de gás circulando ludicamente pela platéia. Mas a todos parecia óbvio que haveria bis. A questão era: 'Quantos?'.
Em menos de 3 minutos esta pergunta começou a ser respondida quando Dominic irrompe o palco com uma cartola verde-amarela e uma bandeira brasileira às costas, intima Matt e Chris e -como no terceiro bis do histórico show em Wembley- estraçalham em 'Stockholme Syndrome' e 'Take A Bow'. E só!
Só? É lógico que cada um de nós sentimos falta de algumas músicas -no meu caso, 'Bliss', 'Apocalypse Please', 'Blackout' e 'Muscle Museum', pelo menos- mas como lamentar 16 temas em 100 minutos de um show impecável? E que respondeu plenamente a um dos meus temores expostos acima: os caras mandam muito bem em qualquer palco e estão prontos para qualquer platéia. Ao ponto de tirarem de letra as já citadas deficiências acústicas da sala.
Mas o maior espetáculo da noite foi o semblante extasiado de um menino que pela primeira vez assistiu a um show de uma de suas bandas prediletas. Isto, sim, fez valer cada centavo investido nos ingressos. E, de quebra, ainda me senti com menos 25 anos pesando sobre meus pés. Muito embora tenham retornado em dobro no dia seguinte travestidos em dores por toda a carcaça.
Mas o que importa é estar com a alma lavada.



"It's a new dawn, It's a new day, It's a new life
For me
And I'm feeling good"

'Feelin' Good'

(Anthony Newley/Leslie Bricusse)