segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

TYLER BRYANT & THE SHAKEDOWN / Atualização II

E Tyler Bryant, agora um 'rapaz de respeito' após seu casamento com a talentosíssima e linda Becca Lovell, com sua The Shakedown, com Ryan Fitzgerald em substituição a Noah Denney, lança mais um álbum. E, não poderia ser diferente, 'Pressure' é profundamente inspirado pelo momento delicado ao qual o mundo vem sendo submetido, a começar pelo título.
Para muitos, é seu melhor trabalho.
Divirtam-se!!!






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Originalmente publicado em 21.10.2019.

Novo petardo deste prodígio e sua fantástica trupe. Cada vez mais pesado, com fuzz em profusão, seja para abordagem de timbres clássicos ou efeitos inusitados provocados por subalimentação. 
O interessante é perceber o quanto esta abordagem heterodoxa cai bem no seu mix de southern, country e blues com a sonoridade mais contemporânea do alt/indie rock, proporcionando variada paleta musical.
Sem dúvidas, 'Truth And Lies' é a mais perfeita -e perigosa- trilha sonora estradeira lançada este ano!



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Originalmente publicado em 13.11.2017.



Quando esta jovem e diferenciada banda de Nashville foi anunciada, em substituição a uma queridinha indie-alt da última semana, no line-up do último Rock In Rio, logo pensei: "Finalmente, teremos rock de verdade nesta porra de festival!". E não deu outra! Aos poucos que tiveram o privilégio de assistir sua incendiária performance no Palco Sunset, in loco ou no esquema Sofá In Rio, como foi o meu caso, ficou uma evidente sensação de 'quero muuuiiito mais'.
Não à toa, o texano Tyler Bryant vem sendo saudado desde seus tenros 13 anos como uma grande promessa do blues rock. Com uma história curiosa, reza a lenda que Bryant apaixonou-se logo cedo pela guitarra e o blues, inspirado por um jovem senhor de 63(!!!) anos, Roosevelt Twitty, que lhe ensinou os fundamentos do instrumento e tudo o que sabia do blues. Não demorou para que se tornassem parceiros, apresentando-se onde os quisessem. E convites não faltaram.
Aos 15, Tyler era já uma sensação, tinha sua própria banda e excursionava por todo o Texas, que acabou por tornar-se pequeno para suas ambições. Sentia-se compelido, como qualquer jovem músico que, ainda aos 16, já tivesse tocado no Crossroads Festival a convite do próprio Eric Clapton e colhido elogios efusivos até mesmo de Vince Gill, a incorporar novos elementos à sua música e seu interesse pelo country/southern rock o levaria aos 17 anos para Nashville, onde logo esbarraria com o hiperativo baterista Caleb Crosby, que ainda traria a reboque Calvin Webster para as 4 cordas. E foi com esta formação que iniciaram a The Shakedown. Alguns meses depois, Bryant conheceria Graham Whitford (isto mesmo, filho de Brad Whitford - Aerosmith) e o convenceria a migrar de Boston para o Tennessee para assumir a 2ª guitarra. Em seguida, Webster seria substituído por Noah Denney. E é esta formação que já rodou o planeta sendo disputada como banda de abertura por nomes da envergadura de AC/DC a Jeff Beck e vem deixando as plateias extasiadas com suas ensandecidas performances nos festivais mais conceituados.
Aguardei pacientemente o lançamento de seu novo trabalho, o 5º!, para postar a discog deste prodígio prestes a completar já 15 anos de carreira e sua banda de craques.
Divirtam-se!!!    


























segunda-feira, 26 de outubro de 2020

VINTAGE TROUBLE / EPs, Singles & Covers (2018/2020)

E não é que a Vintage Trouble seguiu lançando novos trabalhos desde 2018?!?!
Pois chegou o momento de corrigir este lapso...e em grande estilo, com todos os EPs, Singles e Covers lançados pelo quarteto liderado por Ty Taylor. Incluindo uma demolidora versão para 'Rocket Man' e a belíssima 'Outside-In', versando sobre e gravada durante a pandemia de Coronavírus.


segunda-feira, 12 de outubro de 2020

SIENA ROOT / Atualização


Novo trabalho da banda que já se tornou uma instituição do país de Ingmar Bergman e ABBA. Na verdade, a Siena Root é uma imensa família, hoje contabilizando, aproximadamente, 12 integrantes, quando em apresentações ao vivo, tendo como núcleo fixo Riffer, Forsberg e Borgström. E a bola da vez no gogó -e também pilotando as teclas do B3-, algumas vezes em dueto com a excelente Lisa Lystam, front woman da Heavy Feather que já havia sido responsável pelos vocais no single 'In The Fire', de 2019, é Zubaida Solid. Não...é claro que não há como compará-las a Sanya. Mas cumprem seus papéis com muita desenvoltura e notável conhecimento da proposta musical da banda. 
E o material à disposição do conceitual 'The Secret Of Our Time', lançado há poucos meses, é, simplesmente, fantástico. Um retorno às raízes musicais mais libertárias da banda, com jams e lisergia em profusão. Destaques? Muitos...da abertura com o hardão psicodélico 'Final Stand' à lindamente contemplativa e uriahheepiana 'Imaginary Boders', os suecos despejam um repertório que mais nos remete a uma curadoria atualizada do melhor que o rock já produziu.
 
Divirtam-se!!!

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Originalmente, publicado em 19.03.2018.

Resultado de imagem para siena root 2017
Há, pelo menos, 10 anos, venho pensando em disponibilizar material desta banda natural de Estocolmo, Suécia, aqui nesta birosca brenfoetílicomusical. Mas o excesso de holofotes em cima de seus primeiros trabalhos, o que levava a uma enxurrada de postagens internet afora a cada lançamento, me criava a sensação de irrelevância. Junte a isto a quase completa ausência de informações sobre a banda, e o quadro de desperdício de tempo tomava conta.
No entanto, ultimamente, percebe-se, claramente, que muito dos materiais há poucos anos compartilhados efusivamente via blogs vêm perdendo espaço na grande rede. E a Siena Root está entre estas. É verdade que a instabilidade na formação da banda, notadamente entre vocalistas e que muitos afirmam ser proposital, ao longo dos anos tornou um tanto difícil a produção de uma resenha confiável; hoje, apenas o baixista Sam Riffer e o baterista, Love Forsberg, são remanescentes da formação original, que contava ainda com Oskar Lundström nos vocais e teclados e KG West nas guitarras, cítaras e vocais. E foi com esta formação que lançaram o duplo 'A New Day Dawning' em 2004, já chamando atenção pela fina mistura de blues, hard rock e psicodelia, devidamente emoldurados por tecnologia integralmente lo-fi, dos instrumentos aos equipamentos de gravação. 
Já no ano seguinte, Lundström sairia para a entrada de Sanya nos vocais, com West acumulando os teclados. Com esta formação, considerada, de forma unânime, a melhor da banda, lançaram o fantástico EP 'Mountain Songs'(2005), o sublime 'Kaleidoscope'(2006) e correram toda a Europa, tornando-se arroz de festa nos melhores festivais do continente, além de uma apresentação histórica no conceituadíssimo Rockpalast.
Em 2008, a cultuada Sanya é substituída pelo veterano da cena sueca, Sartez Faraj, que trazia também alguma intimidade com a guitarra, deixando West um pouco mais livre para os teclados e, também, a cítara, que vinha negligenciando devido ao excesso de atribuições. Apesar de correto, 'Far From The Sun', lançado em 2008, não correspondeu à expectativa. Na verdade, ocorreu uma certa rejeição a Faraj, visto que Sanya -de quem não encontrei mais notícias- era (e ainda é!) idolatrada pelos fãs da banda. O resultado foi a sua saída para a formação do irregular power trio Three Seasons.
E 2009 traz não somente uma nova formação, agora com Janet Jones Simmonds nos vocais, mas também um conceito ainda mais psicodélico e fortes nuances progressivas, incorporando ainda mais flautas, esquisitices sonoras e forte instrumentação indiana. O resultado é 'Different Realities', um trabalho ímpar na discografia da banda. E um de seus melhores, sem dúvida alguma.
Em sequência, já com o prestígio em altíssima conta, rodam o planeta em uma desgastante jornada. E a primeira baixa na formação, fora da esfera dos microfones, dá-se ao final de 2011, com a saída de um de seus nomes mais importantes, KG West, desgastado após quase 15 anos na liderança de projeto tão ambicioso e difícil de carregar. Após um pequeno período dedicado a recarregar energias, Riffer e Forsberg recrutam o veterano Jonas Åhlen (aka Joe Nash) para segurar o gogó e incorporam os antigos amigos Matte Gustavsson para as 6 cordas e Erik Pettersson para as teclas. E o resultado desta formação, foram o fraco single 'Conveniently Blind' e o apenas correto álbum-tributo 'Pioneers'. Mas a verdade é que a banda parecia haver perdido o rumo com a saída de West.
Mas uma banda já tão acostumada a adversidades, acaba por adquirir um altíssimo nível de resiliência e, em 2017, quando já não se esperava por mais notícias vindas do norte, finalmente encontram em Samuel Björö um responsável pelos microfones à altura de Sanya. E parece que isto foi percebido por toda a banda pois 'A Dream Of Lasting Peace', apesar de trilhar um caminho nunca antes seguido pela banda -a busca de uma roupagem mais pop e com fortes incursões no blues rock-, figura tranquilamente entre os melhores trabalhos da banda e um dos melhores álbuns do ano que passou. E tudo mantendo ainda a mesma proposta lo-fi do início de tudo. Na boa...Siena Root é totalmente excelente demais!!!





























NEW!!!



NEW!!!







segunda-feira, 14 de setembro de 2020

BLUES PILLS-HOLY MOLY! (2020)

E a tão aguardada sequência para 'Lady In Gold', após a inesperada saída de Dorian Sorriaux no topo da exposição midiática da banda, para uma carreira solo dedicada à...folk music (?!), finalmente veio à luz. Agora, contando com a migração de Zach Anderson para as 6 cordas e a aquisição de Kristoffer Schander para pilotar o baixo, o combo liderado ppela poderosa voz de Elin Larsson e contando ainda com o endiabrado André Kvarnström nos tambores, fez seu trabalho mais pesado, e panfletário, até o momento.
Abrindo com a incendiária e libertária 'Proud Woman', 'Holy Moly!' emenda a quase hardcore -por mais estranho que este termo soe para uma banda com o padrão sonoro da Blues Pills- 'Low Road'. Mas sabe aqueles baladões blues rock? Pois é...estão em profusão por aqui, da sofreguidão da lindíssima 'Wish I'd Know' à psicodelia fuzzy de 'Dust' e minha prediletaça 'California', digna de uma Jefferson Airplane e com uma interpretação arrebatadora de Larssön, e o peso muito bem dosado de 'Song From A Mourning Dove'. E o que dizer das surpreendentemente sacolejantes, mas nem por isso menos pesadas, 'Rhythm In The Blood' e a psychdelic rock'n'soul 'Kiss My Past Goodbye'?
Quer saber? A verdade é que 'Holy Moly!'...é bom pra caralho!!! Pronto...falei!!!

OUÇA MUITO ALTO!!!



segunda-feira, 31 de agosto de 2020

LYNNE JACKAMAN



E, finalmente, uma das divas prediletaças da casa lança um novo trabalho. Desta vez, o primeiro álbum solo da ex-frontwoman da Saint Jude, banda que, apadrinhada por Ron Wood e muito elogiada por Jimmy Page, conseguiu lançar apenas um belíssimo álbum em 2010 e um EP no ano seguinte, antes que o câncer levasse um de seus integrantes mais importantes, Adam Green, e, aos poucos, apesar da ajuda de diversos amigos músicos e fãs, acabou por definhar.
Mas, mesmo nos piores momentos, Lynne Jackaman jamais desistiu de seguir a bandeira do rock'n'soul empunhada por sua banda anterior e, após um EP -'No Halo' (2012)- sob a alcunha de Jackaman e dificílimo de encontrar boiando na rede, exatos 10 anos após, esta 'lil' blondie Aretha' conseguiu, enfim, lançar 'One Shot', há poucos dias. Quase que totalmente registrado nos lendários estúdios FAME, em Muscle Shoals, Jackaman fez valer, e muito!, cada segundo investido -a maior parte financiado via crowdfunding- naquele monumento à história da música mundial. Senão, vejam só o time de session stars -nada mais, nada menos que uma parte da Muscle Shoals Rhythm Section, a nata dos profissionais de estúdio- que a ajudou a obter a sonoridade vintage, mas nunca retrô, que desejava: Spooner Oldham, organista de 9 entre 10 sucessos do r&b, desde meados da década de 60; Clayton Ivey, tecladista predileto de Aretha Franklin e com bons serviços prestados a Boz Scaggs e Gregg Allman, entre muitos outros; o fantástico Bob Wray, baixista de Ray Charles e BB King; o genial Will McFarlane, de longa estrada com Bonnie Raitt e, como não poderia deixar de ser, a prata da casa, The Shoals Sisters, backing vocals para, entre tantos outros, Alicia Keys e Etta James. E a produção de Jamie Evans, com engenharia do cracaço Wayne Proctor, tornou tudo ainda mais fácil.
A receita de 'One Shot' é muito simples...e perfeita! Grandes canções, com refrões ganchudos, equilibrando pancadas de sacodir assoalhos, como 'Supernasty', lançada ainda como EP promocional em 2019, 'Nobody's Fault (But Yours)', 'Red House', 'Sooner Or Later' (primeiro single), a faixa-título e, ainda, uma surpreendente 'Nothing But My Records On', um poderoso tributo ao Philly Sound, com belas baladas, do porte de 'On Your Own Now', 'On My Own Stage' e, principalmente, a arrepiante 'Beautiful Loss'. Acrescentei, como faixa bonus, uma incrível versão para o sucesso de Marc Ronson (feat. Myley Cyrus), 'Nothing Breaks Like A Heart'.
Divirtam-se e...afastem os móveis da sala e ouçam alto pra caralho!!!