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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

PURE REASON REVOLUTION-VALOUR EP (2011)

Foi com pesar que, há algumas semanas, li a notícia de que a Pure Reason Revolution encerraria suas atividades já este mês com uma série de shows e o lançamento de um EP com sua renda apurada através de downloads totalmente revertida para as organizações Royal British Legion e War Child. As razões que levaram Jon Courtney/Chloë Alper & Cia. a decisão tão radical ainda me são desconhecidas mas a verdade é que, desde o lançamento de 'Hammer And Anvil', as coisas não andavam muito bem entre os dois devido à forte aproximação de Courtney com Tom Bellamy, ex-The Cooper Temple Clause, que co-escreveu-produziu todo o material com seu mais novo amigo de infância. Nem sequer prepararam uma turnê de lançamento, limitando-se a datas esporádicas e nem sempre cumpridas, como no caso do Reading Festival. 
Responsável por um dos melhores lançamentos prog deste século até o momento, 'The Dark Third' de 2006, a PRR, em seus trabalhos seguintes, investiu, a meu ver, demasiadamente em eletrônica mas, ainda assim, conseguiu manter o interesse de corações e mentes mais abertos.
Este 'Valour EP' nada mais é que um apanhado de interessantes, por fugirem do estereótipo das pistas -'Gaudette' a capella ficou um esculacho-, remixes de 5 de seus melhores momentos e 1 excelente faixa inédita, 'Tempest', provavelmente sobra de algumas das sessões para 'Hammer And Anvil'.  

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PURE REASON REVOLUTION-HAMMER AND ANVIL (2010)

STOP THE PRESS!!!
2
Confesso que não estava atrás de material novo da Pure Reason Revolution, talvez devido ao resultado apenas mediano de seu trabalho de 2009, 'Amor Omnia Vincit', mas -de repente,  não mais que de repente- meu Spacey BroDim Maddy Lee, resolve me pregar mais uma peça e me envia um link para 'Hammer And Anvil', novo trabalho da banda, e é óbvio que o baixei no mesmíssimo instante e...taí, gostei bastante. Ainda tem eletrônica em excesso? Sim, mas agora, na enorme maioria das vezes, acertando na dose. E até mesmo as influências neste, digamos assim, 'aprendizado' no gênero, foram diferentes de seu predecessor e, em minha modesta opinião, geraram resultados infinitamente mais satisfatórios. Se naquele, muitas passagens soavam como um New Order recondicionado, agora -talvez para agregar à sonoridade de seus primeiros, e inigualáveis até hoje, trabalhos a veia eletrônica que parece ter chegado para ficar em definitivo-  matizes do industrial de bandas como Ministry, Nine Inch Nails e Prodigy e ecos techno da Depeche Mode dão as cartas. E já na abertura, com a grudenta 'Fight Fire With Fire', deixam claro que o peso (agora ainda maior que nunca) voltou a ditar as regras na casa e que este pode, sim, conviver de forma harmoniosa com os inúmeros plics, plocs e outros barulhinhos. E o disco segue nessa levada, descortinando belos temas e sempre impregnado das vocalizações folk, na melhor tradição de uma Dream Academy (preciso postar a discog dessa boa banda dos eighties), de Jon, Chloë e Jamie em contraponto a toda a podreira das guitarras. Ainda está muito longe da qualidade das pequenas obras-primas 'Cautionary Tales For The Brave' (2005), 'The Dark Third' (2006) e 'Live At The NEARFest' (2008) -até porque acho muito difícil que um dia venham a bater a qualidade destes trabalhos recheados do frescor de algo realmente novo, diferente do que se apresentava no prog naqueles momentos- mas, como disse antes, o salto qualitativo com relação a seu predecessor é inegável, assim como é digno de registro o permanente exercício de inconformismo da banda, preferindo errar arriscando a permanecer em uma zona de conforto, mesmo que cheia de personalidade própria desde o início. E, desta vez e para felicidade geral de seus admiradores, os acertos foram em número muitíssimo mais expressivo que os erros.



 PS: e se quiserem os demais, é só dar uma passada por aqui.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

PURE REASON REVOLUTION


Como esse trabalho de uma das maiores promessas do atual cenário prog demorou a sair!!! E só está por aqui -em pré-lançamento, diga-se de passagem- devido à rapidez no gatilho do Sometime World e à sagacidade de meu irmãoSinho Maddy Lee, que me alertou tão logo o encontrou. Estava ansiosamente caçando-o sem nenhum resultado pela rede -só será lançado em meados de março- pois seus dois discos anteriores são estupendos. Até hoje não me canso de ouvi-los, apesar de tê-los conhecido há quase 2 anos. Ainda não degustei este 'O Amor Tudo Vence' como deveria mas algumas surpresas foram percebidas, principalmente na maior presença de teclados. Entretanto, as belas harmonizações vocais, as composições bem urdidas, os arranjos consistentes e o peso das guitarras estão todos aqui.
Vai ser um prazer descobri-lo junto com vocês.



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Bônus





Live At Near Fest 2007 (2008)

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Originalmente publicado em 21.09.2007

Essa galera aí de cima foi uma indicação da Ana (aka Ana Paloma/aka Deoliana) e, confesso, corri atrás sem muita expectativa e...SURPRISE!
Vou tentar explicar a sensação de ouvir Jon Courtney (vocais/guitarras/teclados), Chloë Alpen (vocais/baixo/teclados), Jamie Wilcox (vocais/guitarras) e Andrew Courtney (bateria), os talentosos membros dessa excelente banda inglesa criada em 2003 por colegas da University Of Westminster. Apesar de enquadrados pela mídia especializada no gênero new prog, diferenciam-se dos demais por dedicarem uma atenção muito especial às harmonizações vocais. Bom, até aí nenhuma surpresa a não ser pelo fato de soarem, basicamente, como uma cruza das delicadas harmonizações de Beach Boys e Mamas & Papas em uma jam com Porcupine Tree e Pink Floyd sobre uma base ora etérea, ora furiosa, ora as duas ao mesmo tempo agora. Parece loucura? E é! Mas que deliciosa loucura. Composições ganchudas, as já citadas harmonias vocais, os timbres e fraseados pegajosos e arranjos -inclusive para cordas- de uma beleza ímpar, como se fora uma Electric Light Orchestra heavy metal.
Neste pouco tempo de estrada lançaram singles, EPs e um mini-CD de forma independente, 'The Cautionary Tales For The Brave'(2005), até sua contratação pela Sony/BMG e o lançamento deste 'The Dark Third'. O tragicômico é que, logo após seu lançamento, a banda foi dispensada sob a alegação de baixa vendagem. É neste instante que surge Steven Wilson & Cia (leia-se Porcupine Tree), que os convida a abrir seus shows por um bom período e transformando-os rapidamente em objeto de culto -e em vertiginosa ascenção. A parceria está tão sedimentada que seu próximo álbum já está em fase de pré-produção e, ao que pareçe, deve ser lançado pelo selo No-Man de Steven Wilson.
São potenciais candidatos a tornarem-se, a exemplo do próprio Porcupine Tree, The Mars Volta e Muse, estrelas desse renascimento pop do progressivo.
Aqui, postei a edição especial do álbum 'The Dark Third' somente lançada em 2007 por incluir, em um cd bônus, o já citado mini-cd na íntegra acrescentado da excelente 'Victorious Cupid', faixa só disponibilizada em seu site oficial.
É, Aninha, como pupila estás se saindo muito bem. Em pouco tempo poderás superar o mestre.

CD 1 The Dark Third (2006) -Repost


CD 2 The Cautionary Tales For The Brave (2005)
+ Bonus
-Repost