quinta-feira, 26 de março de 2009

NO ESCURINHO III:CADILLAC RECORDS(2008)

Você gosta de blues? E rhythm & blues? E rock? Se sua resposta foi positiva a apenas um destes itens, este é o filme que você estava esperando. Simplesmente porque narra a trajetória da Chess Records, gravadora responsável pela divulgação maciça do blues e rhythm & blues nos longínquos anos '50 e grande parte dos '60. A Chess foi para o blues o mesmo que a Motown para a soul music. Pela tela desfilam, muito bem caracterizados e interpretados, personagens lendários como Muddy Waters (Jeffrey Wright), Little Walter (Columbus Short), Willie Dixon (Cedric The Entertainer), Chuck Berry (Mos Def), Etta James (Beyoncé Knowles) e Leonard Chess (Adrien Brody). E tudo regado com os maiores clássicos da história desta emblemática gravadora, re-interpretados de forma magistral. Inúmeras cenas, sempre com uma reconstituição de época irrepreensível, ficarão eternamente na memória de quem o assistir. Vou citar apenas duas destas para não estragar algumas surpresas: Willie Dixon com seu contrabaixo ensinando a 'levada' e a harmonia de 'Hoochie Coochie Man' a um desconfiado Muddy Waters e a gravação de 'At Last' por Etta James. Nesta última, sobressai o -insistentemente mal aproveitado pela indústria musical- talento vocal de Beyoncé. Aliás, é notável o crescimento interpretativo desta deliciosa (afff...) diva pop, com excelentes e surpreendentes momentos em todo o filme.
Final de mês, o bolso já quase vazio e nada melhor que um bom filme no fim de semana, certo? Então, preparem a brenfa, a cerva estupidamente gelada, generosas quantidades de pipoca e divirtam-se. É 'di grátis'. Além de um excelente momento para mostrar à gallerinha que acha que o rock surgiu com Slipknot e Nightwish que o blues é o verdadeiro pai da criança.

Vídeo(AVI)



Legendas(PT/BR)


quinta-feira, 19 de março de 2009

BLOOD OF THE SUN

A texana de Fort Worth Blood Of The Sun me foi aplicada por um de meus mais novos amigos de infância, Maddy Lee, em um de nossos eventos brenfoetílicomusicais no QG do G&B. Já aos primeiros acordes recheados de um peso quase stoner e um irresistível -e igualmente pesado- Hammond B3 muito bem 'levado' de 'Hell On Its Knees', me obriguei a parar tudo e prestar atenção. Foi então que resolvi pesquisar e descobri o quão pouco existe de informações pela rede sobre a banda. Mas o pouco que consegui dividirei com vocês.
A banda nasceu em 2002 das cinzas das ilustres desconhecidas (ao menos para mim) Archie Bunker -de onde emergiram Dave Gryder (piano/órgão/sinths) e Henry Vasquez (bateria/vocais)- e Las Cruces, que cedeu o gogó de Mark Zammaron; a eles juntaram-se os guitarristas Rich Christopher e Jay Benfield e o baixista Miguel Veliz, todos da cena local. Após arrebanharem uma considerável legião de fãs com suas performances carregadas de adrelina, conseguiram um contrato com uma gravadora independente e, já em 2004, desovaram seu primeiro e auto-intitulado trabalho, rapidamente conseguindo excelentes críticas com sua mistura do bom e velho hardão setentista, boas doses de southern e a já citada pegada stoner.
Infelizmente, e não me perguntem o motivo, inúmeras mudanças na formação ocorreram; a mais sentida, sem dúvida, foi a saída do bem acima da média Zammaron. Segue-se um hiato de 3 longos anos até a chegada de 'In Blood We Rock', um trabalho recheado de boas composições, em grande parte instrumentais devido à ausência de um frontman. A saída foi convencer o trovejante baterista Vasquez a assumir, com um resultado sofrível (mas de forma louvável), os vocais, o que prejudicou bastante o saldo final do disco.
Como esperado, ocorrem novas mudanças na formação e que, desta vez, surtiriam efeito. A principal aquisição, sem dúvida, foi a do legendário Derek St. Holmes para os vocais; os demais -Mike Doty e Eric Schmidt (guitarras) e Roger Yma (baixo)-, além de bons músicos, conseguiram trazer de volta o espírito de seu primeiro trabalho para o excelente 'Death Ride', lançado em 2008. E ainda acrescentaram o que de melhor havia em seu predecessor: alguns bons temas instrumentais. Sinceramente, custo a acreditar que St. Holmes se mantenha por muito mais tempo na banda mas, se conseguirem estabilizar esta formação, antevejo um belo e sangrento futuro para todos.







PS: antes que alguém que já conheça a banda estranhe esta capa para 'Death Ride', parece-me que sentiram-se (ou foram) obrigados a alterar a anterior devido à enorme semelhança com a do último disco da Avenged Sevenfold.


segunda-feira, 16 de março de 2009

BLACK BONZO

Há um bom tempo conheci a sueca Black Bonzo -Magnus Lindgren (vocais), Joachim Carlson (guitarras), Patrick Leandersson (baixo), Nicklas Ahlund (Hammond/Piano/Mellotron/Sinths) e Mike Israel (bateria/percussão)- por vias totalmente tortas e, assim que a excelente primeira faixa -'Lady Of The Light'- de seu cd de estréia, 'Black Bonzo'(2004), começou a pipocar pelos falantes tomei um tremendo susto: tudo levava a crer que o link pertencia a algum disco do Uriah Heep que eu desconhecesse por completo! Aquele fraseado de Mellotron e o Hammond à Hensley não deixavam dúvidas; no entanto, terminada a introdução, a (boa) voz de Lindgren esclareceu os fatos. Como são as coisas, não? Logo eu, um paladino fomentador da idéia de que uma banda/artista só poderá almejar escrever seu nome no Grande Livro do Rock'n'Roll quando obtiver uma identidade própria -e isto passa necessariamente pelo fato de que sua música seja reconhecida aos primeiros acordes-, não consegui tirar o disco, do que a princípio me parecia uma Heep cover, do player. O danado é bom de ponta a ponta, até porque percebe-se que a claramente assumida, e muito bem resolvida, identificação da Black Bonzo com a banda de Hensley, Byron, Box & Co., praticamente, resume-se aos excelentes teclados de Ahlund. No mais, liquidificam influências de todo o hard/prog setentista, de Deep Purple a Queen. E o melhor: as composições são excelentes e desempenhadas com a competência comum aos suecos, principalmente quando levamos em conta a sua facilidade em emular sonoridades vintage.
Em 2007, soltam mais um petardo, 'Sound Of The Apokalypse', trazendo Anthon Johansson no baixo. Ainda está tudo lá, do Hammond ao Mellotron, mas uma providencial entrada da banda no século XXI -e uma consequente maior variedade de influências- vestiu as composições com arranjos de uma saudável liberdade, livrando-a de amarras e um possível cheiro de naftalina.
Não faço a menor idéia se um dia escreverão seu nome naquele Grande Livro -afinal, é para pouquíssimos- que citei lá em cima mas, ao menos, já conseguiram me deixar curioso com relação ao próximo lançamento que, por sinal, já está demorando demais.






quinta-feira, 12 de março de 2009

COLUNA ANTI-SOCIAL XI

Estavam com saudades, né? Nãããão? Magoou!
Mas, na verdade, o que interessa mesmo é que o evento brenfoetílicomusical ocorrido neste último domingo, 08.03, Dia Internacional da Mulher, miraculosamente lembrado por este escriba e devidamente brindado, foi um grande sucesso. Aproveitando o forte calor do verão e o atraso na chegada das, já tão cantadas em prosa, verso e novelas do Manoel Carlos, 'águas de março', nos reunimos uma vez mais na Sede Náutica do Seres Da Noite para um churrasco em que, apesar das sentidas ausências daqueles 'furões' de sempre e cujos nomes nem mesmo me darei ao trabalho de citar (sorry, periferia), tudo correu a contento, da perfeita seleção das carnes à cerveja estupidamente gelada. Isto sem levarmos em conta a paradisíaca paisagem praieira da Joatinga e sua fauna feminina local, já tão elogiada por aqui em outras ocasiões.

A nata dos bloggers musicais em tradicional
pose 'olhar de paisagem'.


A grande novidade do evento ficou por conta da importação -ao custo de alguns milhões de kuanzas- direto de Saint Joseph of the Fields, de José Renato, eleito pelo Guia Uma Roda (é a crise!) o melhor mestre-churrasqueiro daquela aprazível região mais ao norte de São Paulo e ilustre colaborador do SDN nas horas vagas, que, acompanhado de sua simpaticíssima Primeira-Dama, aportou no dia anterior via SEDEX 10 -como funcionário dos Correios, deve ter conseguido um belo desconto- em nossa Cidade Maravilhosa.

O grande mestre-churrasqueiro com a mão nas linguiças.

Ciceroneados pelo CEO do SDN, logo em sua chegada seguiram em um tour pela orla desta inigualável cidade e puderam constatar in loco a hospitalidade e o espírito de solidariedade do povo carioca, perfeitamente exemplificada por uma situação testemunhada pelo próprio visitante -que nos narrou o ocorrido com lágrimas emocionadas a escorrer-lhe pela face- de uma boa ação praticada por alguns homens ao acolherem rapidamente em seu automóvel uma idosa que, à saída de um terminal de Banco 24H e ainda colocando sua rasa pensão cuidadosamente na bolsa, aparentava dificuldades de locomoção. Bonito isso, não? O ponto negativo foi o fato de o (ir)responsável por ciceroneá-los estar tão bêbado que um passeio que deveria limitar-se à orla carioca, só terminou em Magé, não sem antes uma série de visitas involuntárias a algumas das favelas menos amistosas da cidade e levando-os a só retornar de madrugada.

Nossas elegantééééésimas homenageadas do dia representando
todas as mulheres do mundo.


A destacar, também, a sempre agradabilíssima presença do carajaense mais ilustre do Brasil e CEO d'O Pântano Elétrico, meu irmãoSinho Maddy Lee, que conseguiu -apesar de ocupadíssimo (tá...sei...) e morar no c* do Judas!- arrumar um buraco (ooops!) em sua agenda para nos visitar e presentear com sua simpatia e um belo exemplar de cannabis venenus carajaensis devidamente sorvido no evento.

Duas crianças sentindo-se como pinto no lixo.

Na verdade, foram vários os momentos marcantes e recheados de muito humor, como de costume em nossos eventos brenfoetílicomusicais, mas a alegria contagiante de meu 'headbanger-para sempre mirim', e seu amigo agregado à trupe, diante daquele momento de integração com a natureza, definitivamente, não tem preço. E ainda demonstrou ser um atento observador da fauna nativa, notadamente os espécimes fêmeas. A cada 'Pai, olha aquela gostosa jogando 'altinho'!' ou 'Putz, pai, ó que peitão show o daquela morena!', meus olhos embaçavam de emoção. Meu garoooooto!
Infelizmente, o tempo foi curto para colocar em dia a agradável prosa pois churrasqueiro e senhora precisavam se dirigir ao Centro de Triagem dos Correios mais próximo para serem embalados e despachados. Bem, ao menos a volta -aproveitando as kuanzas recebidas- foi bem mais confortável pois puderam adquirir, ao invés do desconfortável envelope plástico da ida, uma embalagem de papelão recheada de plástico bolha com o qual poderiam se divertir estourando bolinhas pelas quase 5 horas da viagem de volta.

De leve!

sexta-feira, 6 de março de 2009

TITO & TARANTULA (Repost e Atualização)

Já tinha perdido as esperanças de um novo lançamento destes malucos até que um anônimo benfeitor, além de me alertar que os links para seus primeiros discos haviam expirados, me deixou um link para esse novo trabalho. Como é costume da casa, subi um novo link a partir daquele. O chato é que nem sei a quem agradecer; portanto, se alguém quiser reivindicar o mérito, fique á vontade.
Mas, voltando ao novo disco, como de costume, Tito Larriva & Co. fizeram um ótimo trabalho, agora com Caroline 'Lucy La Loca' Rippy no baixo, sempre recheado de divertidas referências e ainda apresentando aquela bela pegada hard.




*************************************


Originalmente postado em 16.07.2007


Não sei quanto a vocês, mas eu sou fascinado por texmex e, sendo assim, dessa vez estou disponibilizando a banda mais sinistra e hardcore no gênero, TITO & TARANTULA, que ganhou uma (certa) notoriedade quando participou do divertidíssimo trash movie produzido por Quentin Tarantino e dirigido por seu pupilo Robert Rodriguez, 'From Dusk Till Dawn'(no Brasil, 'Um Drink No Inferno'), como a banda residente daquele pardieiro de beira-de-estrada recheado de vampiros e monstrengos diversos, além de ter participado de sua trilha sonora. E foi exatamente no escuro do cinema que conheci esses gringos e me decidi por conseguir o que pudesse sobre eles. Triste ilusão pois os caras, curiosamente, não tinham nenhum cd lançado mas tão somente algumas faixas soltas na trilha de 'Desperado', do mesmo Rodriguez, e essas de 'From Dusk Till Dawn'. Agora, que tal saber mais sobre esses porras-loucas aí de cima?
Não haveria os tarântulas sem Tito Larriva, mexicano criado em El Paso, Texas, que desde cedo estudou música -primeiro o violino e a flauta- e fez parte de várias bandas punk da região, além de ser um requisitado trilheiro, até chegar à sua primeira banda de expressão, Cruzados, onde mesclou sua latinidade com o blues rock, chegando a gravar dois álbuns entre 85 e 88.
Com a dissolução da Cruzados, Tito dedicou-se às trilhas sonoras e retomou uma antiaga paixão: a interpretação. Em 92 conhece o excelente guitarrista Peter Atanasoff e juntos começam a promover jams em bares de L.A. até que, em 95, já como Tito & Tarantula, chegam a um line-up fixo que consiste ainda de Jennifer Condos(baixo), Lyn Bertles(violino, flauta, harmonica, mandolin e vocal) e Nick Vincent(bateria e percussão). Por essa época Larriva é convidado por seu amigo de longa data, Robert Rodriguez, a assumir um papel em 'Desperado' e, de quebra, consegue emplacar 3 faixas na trilha sonora. No ano seguinte a parceria continua com o já citado 'From Dusk Till Dawn' no qual a banda, despretensiosamente reduzida a um trio com Tito, Atanasoff e o baterista Johnny 'Vatos' Hernandez, recrutado às pressas, faz uma performance marcante que muda por completo a sorte de Larriva & cia pois filme e trilha, com 2 das 3 músicas executadas em tela, tornam-se um grande sucesso.
Estava claro que o próximo passo deveria ser a gravação de um álbum e, assim, em 97 lançam 'Tarantism' que contém 4 músicas constantes nos dois filmes e mais 6 inéditas. O sucesso de público e crítica deu à banda a oportunidade de excursionar durante todo aquele ano e parte do seguinte divulgando o álbum. No entanto, o casal Vincent e Bertles, à espera de um segundo filho, decide deixar a banda. O substituto natural para as baquetas foi 'Vatos' enquanto Petra Haden assumiu a vaga de Bertles. E foi com essa formação que lançaram 'Hungry Sally & Other Killer Lullabies'. Após o lançamento, Andrea Figueroa assume o posto de Petra.
Ainda com essa formação iniciam as gravações de um novo álbum quando sofrem mais duas baixas: Jennifer Condos resolve abandonar o barco e é seguida por Figueroa. Para o baixo é convocado Dominic Davalos mas o resultado é um álbum, provocativamente nomeado 'Little Bitch'(2000), considerado confuso e recheado de experimentações.
Mas Larriva é persistente e, tendo a banda um público cativo, encontra rápidamente novos membros: Marcus Praed assume o piano -uma novidade na formação, Io Perry para o baixo e, surpreendentemente, adiciona uma terceira guitarra a ser executada por Steven Hufstetter, velho companheiro de Tito na Cruzados.
Assim, em 2002, lançam 'Andalucia' abandonando o experimentalismo de seu predecessor e retomando a mesma pegada de seus dois primeiros trabalhos, mas as constantes trocas na formação abalaram profundamente o equilíbrio da banda e, infelizmente, tudo leva a crer que encerraram suas atividades após a repentina e não esclarecida saída de Peter Atanasoff, peça fundamental no som da banda.



domingo, 1 de março de 2009

BLOOD, SWEAT & TEARS

Depois de muita brenfa, praia & cerveja que tal uma dose cavalar de Blood, Sweat & Tears? É hora de baixar a bola e essa banda seminal do jazz-rock -prima-irmã de Chicago, Ides Of March, Blues Explosion, Three Dog Night, The Blues Project, Electric Flag, CCS, e outras que despontaram a partir de finais dos 60- é perfeita para aqueles momentos mais relax e em que, geralmente, nossas necessidades recaem sobre um som mais sofisticado.
Inicialmente, tudo parecia ser mais um dos projetos do inquieto Al Kooper: fundir o vigor do rock, do r&b e do pop com o modelo estrutural das big bands, incluindo seus espaços para longos improvisos e metais furiosos. E ao longo de seus mais de 40 anos e inúmeras formações, a B,S&T contou com nomes do quilate de Randy Brecker, Jim Fielder, Steve Katz, Gary Foote, Fred Lipsius, Jerry LaCroix, Larry Willis, Joe Henderson, Jaco Pastorious, Steve Khan, Mike Stern, Don Alias, Mic Gillette e Bobby Colomby, entre muitos outros, para essa tarefa. A grande maioria ainda em início de carreira. Seu primeiro álbum, 'Child Is Father To The Man', apesar da sofisticação, tornou-se uma surpresa de vendas com sucessos como 'I Can't Quit Her' e 'I Love You More Than You'll Ever Know' -ambos da lavra de Kooper- e covers personalíssimos para faixas como 'Without Her' e 'Just One Smile'. Então o que levou Kooper a abandonar tão audacioso e bem sucedido projeto? Ocorre que, mesmo reconhecendo seu enorme talento, os demais componentes desejavam apenas mantê-lo como compositor e tecladista e consideravam imprescindível a adição de um vocalista; obviamente, a ideia não foi muito bem absorvida.
Mas o tempo era precioso pois, como já disse, não estavam sós neste novo som visto que várias bandas -cada qual com suas particularidades- pipocavam simultaneamente neste cenário que, de início surgido espontaneamente, incrível e rapidamente foi alçado à categoria de filão mercadológico.
A saída materializou-se no canadense David Clayton-Thomas, tão talentoso, carismático e hábil compositor quanto Kooper, mas a voz...quanta diferença! E ainda trouxe a reboque o clássico 'Spinning Wheel' (ainda guardo com carinho este compacto simples da CBS), já um pequeno sucesso local quando da gravação por sua banda anterior, para o excelente auto-intitulado disco de 70. E ainda apresentam uma versão inspiradíssima para 'God Bless The Child'. Ainda este ano, lançariam o apressado '3', excessivamente recheado de (ótimas, em sua maioria) covers, deixando dúvidas sobre a capacidade autoral da banda mas contando com mais uma boa composição de Thomas, 'Lucretia McEvil'. Mas 1971 é o ano de '4' que, ao contrário, é formado quase que exclusivamente por composições de membros da banda, juntos ou em separado, e mais uma vez outro tema de Thomas chega aos charts, desta vez é 'Go Down Gamblin'. O resultado não podia ser outro e Thomas parte em carreira solo, tendo como substituto Jerry Fisher pelos 3 bons discos voltados para uma sonoridade mais funky que se seguiram.
Após uma discreta, mas recheada de bons discos, carreira solo -lembro-me muito bem de sua passagem vencedora pelo FIC de 72 com a bem bacana e recheada de referências southern 'Nobody Calls Me Prophet'-, Thomas retorna em ótima forma em 75 para a gravação de 'New City'. O último disco oficial -'Nuclear Blues'- data de 80 mas em 91 é lançado o magistral ao vivo 'Live & Improvised', onde a potência da banda em seu auge -o registro data de 75, ano da turnée de retorno de Thomas- fica plenamente evidente.
Continuaram a reunir-se esporadicamente mas, em 2008, comemoraram seus 40 anos com apenas Steve Katz da formação original em seu line-up fixo.


























Valeu, Celsão!!!





















*****************************


LIVE




CD 1


CD 2