segunda-feira, 28 de novembro de 2016

THE ANSWER-SOLAS (Deluxe Edition/2016)

Apoio sempre a busca de bandas e músicos por mudanças em sua sonoridade, principalmente quando o objetivo é o crescimento artístico, o acúmulo de influências ou apenas um providencial pé na bunda da inércia criativa. E já há algum tempo clamo por isso na The Answer, uma banda pela qual nutro muito carinho mas que vem apresentando uma flagrante estagnação. Ou, pior, uma certa 'enfarofada' a partir de 'Revival', a despeito de algumas melhoras sentidas em 'Raise A Little Hell', de 2015. Não que alguns de seus discos menos inspirados possam ser exatamente taxados de ruins mas, apenas, um tantinho aquém de suas potencialidades.
Certamente, Cormac Neeson e Paul Mahon não se mantiveram insensíveis a isso e resolveram operar drásticas alterações na sonoridade da banda. E o viés utilizado por seus maiores responsáveis criativos foi seu próprio país de origem, talvez até impulsionados pela jamais escondida admiração pelos Fant 4*, admiradores confessos do folk celta. E assim, iniciaram a gestação de 'Solas', seu sexto álbum de estúdio, com fortes influências celtas - 'solas' significa 'luz' em gaélico.
E, apesar do resultado desigual, pode-se afirmar que conseguiram sacudir o marasmo que, em muitos momentos, impregnou seus trabalhos mais recentes. E se a abertura com a faixa-título pode causar algum espanto a uma primeira audição, tal sentimento esvai-se enquanto o player avança e as nuances acústicas vão-se avolumando sem, surpreendentemente, invocar influências de Page & Plant, preferindo as bandas clássicas do folk rock setentista britânico, como Lindisfarne e Steeleye Span, acrescentando alguns decibéis e distorções a mais ao formato. E as belíssimas 'Thief Of Light' e 'Being Begotten', além de 'Battle Cry' e 'In This Land', são bons exemplares disso. Mas também tem muito hard rock do bom, mas sempre impregnados dessa aura irlandesa, e até influências do indie rock, como a já mencionada faixa-título, 'Beautiful World' e 'Untrue Color', esta última extremamente pegajosa e provável hit. E nesta Deluxe Edition, algumas surpresas, com destaque para um cover pesado para 'Money', aquela mesma composta e gravada por uma banda inglesa que tocou em Pompeia.
Em resumo, se 'Solas' não é um álbum perfeito, ao menos mostra audácia em sua proposta. E isto sempre deve ser louvado...





* Como costumo me referir à maior banda de todos os tempos passados, presentes e futuros: Led Zeppelin.


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

HANNAH WILLIAMS (& THE AFFIRMATIONS)-LATE NIGHTS & HEARTBREAK (2016)

Poucos segundos álbuns, daqueles folcloricamente taxados pelo mercado fonográfico como determinantes para o sucesso ou fracasso da carreira de um artista ou banda, foram tão aguardados por mim como este de Hannah Williams. E, a julgar por 'Late Nights & Heartbreak', sendo lançado hoje e em primeiríssima mão por aqui, não tenho dúvidas de que seu nome, finalmente, se espalhará muito além do circuito r&b europeu, onde já carrega uma aura cult.
Da ousadia, até mesmo acrescentando cordas ao arranjo, do cover cheio de groove para 'Dazed And Confused', imortalizada na versão dos Fant 4*, aos quase 9 minutos de puro psychedelic soul à moda da Stax de 'Still In My Head', muitas vertentes da negritude musical, daquelas que fazem o coração de qualquer ser humano com um mínimo de sangue em suas veias pulsar mais forte, se fazem presentes em altíssimo nível. Sempre executadas à perfeição por seus novos cúmplices, The Affirmations -James Graham (Hammond B3/Wurlitzer e único remanescente da The Tastemakers), Adam Holgate (guitarras), Adam Newton (baixo), Jai Widdowson-Jones (bateria), Nicholas Malcolm (trumpete), Liam Treasure (trombone), John Pratt (sax barítono) e  Victoria Klewin e Hannah Nicholson (backing vocals)-, experientes músicos vinculados a combos do porte de Snarky Puppy e The Heavy, e magnificamente produzidas por Malcolm Catto, líder da The Heliocentrics.
Se, de fato, a máxima citada logo na abertura deste textículo estiver correta, Hannah Williams confirma ter uma belíssima carreira pela frente.
Gostou e quer mais? É só dar um rasante por aqui.






*Como costumo referir-me à Led Zeppelin.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

THE DT's / Atualização


Inclusão do single 'Dirty Jack/Restless', de 2015, já contando com o retorno de Matt Zielfelder nas 4 cordas e prenunciando um novo álbum com produção do parceiro Jack Endino.
Divirtam-se!

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Republicado e atualizado em 04.11.2013.

Atendendo a pedidos, segue a re-postagem da discografia da The DT's, ainda que sem novíssimas novidades em lançamentos mas, ao menos, com o link para o single de 'God Damn World', mesmo que incompleto pois sem seu b-side, uma versão para 'High On The Horse', da Grand Funk Railroad
Portanto, continua valendo o apelo por um link para esta única faixa e assim fecharmos a discografia desta excelente banda de rock'n'soul.

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Originalmente publicado em 29.08.2011.

A The DT's, abreviação para 'delirium tremens', é fruto de 2 experimentados e conceituados talentos da cena musical de Bellingham, EUA, a cantora/compositora Diana Young-Blanchard e Dave Crider, guitarrista/compositor/produtor, apaixonados por garage rock, blues e soul music. E foi do mix destes gêneros que moldaram sua sonoridade com o auxílio de Johnny Sangster nas 4 cordas e de um velho amigo, Phil Carter, esmurrando tambores e pratos. E a esta música crua, visceral e impregnada de sangue negro em cada poro podemos chamar rock'n'soul.
Cada disco que lançaram até o momento é uma incansável sucessão de hits em potencial e convites irresistíveis ao prazer gerados pelo fantástico gogó de Diana e os riffs poderosos de Dave, sempre secundados por uma cozinha, agora com Matt ZielfelderMike Vanbuskirk no baixo e nas baquetas, respectivamente, tão segura quanto criativa.  
Após o lançamento de seu primeiro e criticamente bem conceituado CD em 2004, chamaram a atenção do lendário Jack Endino, que se prontificou a produzir seu próximo trabalho mas as agendas não coincidiam e decidem-se, já com Scott Greene no baixo, por investir em 'Nice'n'Ruff!: Hard Soul Hits! Vol. 1', de 2006, uma arrasadora compilação de covers para clássicos, alguns bastante obscuros, do rock e r&b.
Mas esta parceria se concretizaria no CD seguinte, 'Filthy Habits', de 2007, um trabalho mais maduro mas nem por isso sem o vigor que permeia toda sua ainda pequena obra. Em 2008 estreiam nova formação com 'Live+Hot+Nasty', um testemunho preciso do poder desta banda no palco. Segue-se, então, um grande período dedicado a turnês, esporádicos lançamentos de singles (curiosamente, com seus b-sides dedicados a covers de Grand Funk Railroad, uma obsessão de Crider) e, ao que consta, em 2011 devem trazer à luz um novo trabalho. 
Em julho estiveram em tour pela América do Sul e tocaram em Sampa, Brasília (Porões do Rock) e Goiânia (Goiânia Noise). Tivessem aparecido aqui pelo Hell de Janeiro, certamente, eu estaria  no gargarejo sacolejando meu combalido esqueleto e esmerilhando minha air guitar




SINGLES




LIVE




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