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domingo, 7 de agosto de 2016

AHA!...UHU!...Ô G&B EU VOU COMER SEU...BOLO!!!

O meu, o seu, o nosso G&B está comemorando 10 invernos. E desta vez dividindo as atenções do país com os Jogos Olímpicos Rio 2016 -mas fontes fidedignas apontam uma ligeira vantagem para este simpático blog brenfoetílicomusical.
E para abrir as comemorações, nada mais justo que a repostagem dos links para a discog de uma das bandas emblemáticas do rock, Grand Funk Railroad, de enorme sucesso quando publicada à época de nosso primeiro aniversário, como prato principal das comemorações.  
Sem mais, faço minhas todas as minhas palavras abaixo. 

E VAMO FAZÊ FUMAÇA!!!

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Originalmente publicado em 07.08.2007.



Caramba!, parece que foi ontem que decidi, espelhando-me no Lágrima Psicodélica, criar esse espaço de compartilhamento de música e cultura em geral. No entanto, um ano já se passou e continuo despendendo uma grande parcela do meu tempo para disponibilizar, em doses mais ou menos homeopáticas, meu acervo de mais de 8000 ítens continuamente em expansão.
Quando aquele garoto de 7 ou 8 anos que dormia com o radinho de pilha escondido embaixo do travesseiro sintonizado na 860Mhz-Rádio Mundial, onde rolava o programa do lendário Big Boy, absorvendo por osmose -na verdade, quase que uma lobotomia- aquele universo musical fantástico dos finais dos anos 60 imaginaria que, hoje, passados mais de 40 anos, estaria fazendo, mal comparando é claro, o mesmo com outras pessoas ávidas, como aquela criança, por descobrir coisas novas, recuperar discos perdidos em um baú de memórias afetivas e, o principal, trocar experiências sobre um assunto verdadeiramente inesgotável? Ainda fico extasiado com o fato de sermos milhões a fazer isso!
É muito gratificante poder deixar a porta de minha casa aberta a todos e obter um retorno tão significativo de pessoas as quais, em sua esmagadora maioria, não conheço e que tornam-se cúmplices na saborosa subversão de disseminar cultura e conhecimento. Bem, é verdade que algumas passamos a conhecer a fundo, mesmo que não físicamente, porque a música e a cultura de uma maneira geral possuem um surpreendente poder aglutinador.
Gallera, gostaria de agradecer pracaralhoabeça a força que me têm dado pois sem vocês não teria a menor graça. Não vou citar nomes pois o avançado da idade poderia fazer com que esquecesse alguém e odeio ferir suscetibilidades mas, de coração, TODOS são a força motriz do GRAVETOS & BERLOTAS e, assim, esse aniversário também é de vocês. Então é chegada a hora de desembrulhar os presentes e...


VAMU FAZÊ MUITA FUMAÇA!!!!


GRAND FUNK RAILROAD



Acho que com este post vou fazer a felicidade de muitos por aqui. Sim, porque há muito tempo vem sendo solicitada uma discog completa desta que se autointitula uma banda americana por excelência. E, de fato, é merecedora esta reverência por grandes serviços prestados até porque, em sua formação clássica ou na fase 'turbinada' com Craig Frost, manteve uma incrível estabilidade, em popularidade e qualidade, no hard rock estadunidense. Isto posto, nada mais justo que, humildemente, dar-me a honra de ter a Grand Funk Railroad como postagem de aniversário deste modesto espaço brenfoetílicomusical carinhosamente batizado Gravetos & Berlotas.
E agora, um pouco da trajetória desta verdadeira instituição do rock norteamericano. Afinal, they're an american band.
A Grand Funk Railroad surgiu em 69 das cinzas de Terry Knight & The Pack quando Mark Farner (vocais/guitarra) e Don Brewer (bateria/vocais) juntam-se a Mel Schacher (baixo) e, inspirados no nome de uma conhecida ferrovia e tendo seu antigo parceiro Terry Knight como agente e produtor, apresentam-se no Atlanta Pop Festival, obtendo uma intensa acolhida e já praticamente assegurando o título de banda com o maior volume de som do rock. O estouro foi tão incisivo que 'On Time', seu primeiro álbum, vendeu mais que qualquer outra estreia de uma banda americana até aquela época. Quando 'Grand Funk', ou 'Red Album', foi lançado quase que simultaneamente àquele, a banda tornou-se um verdadeiro fenômeno de vendas fazendo com que batessem o recorde de velocidade de lotação do Shea Stadium, antes pertencente a uma outra banda, de menor porte é verdade...acho que seu nome era The Beatles, ou algo assim. Bom, só para que tenham uma ideia, em apenas seus 5 primeiros anos de vida lançaram 8, é isso mesmo!, O-I-T-O álbuns. E todos venderam pra....é isso.
Os terceiro e quarto trabalhos, 'Closer To Home'(70) e 'Survival'(71), cumpriram a ingrata tarefa de manter a popularidade da banda em alta preparando o pulo do gato para 'E Pluribus Funk'(71), também conhecido como 'disco da moeda', uma virada no som com petardos mais impregnados ainda de r&b. Não há uma só faixa ruim em quaisquer das faces desta moeda. Desnecessário dizer que vendeu como pretzels em noites mornas de verão. Neste instante, como nem tudo são flores em nenhuma carreira, tem início um dolorido embate financeiro e jurídico com Knight, envolvendo até mesmo os direitos de marca.
O próximo passo da GFR seria assumir as rédeas da produção de seu próximo álbum e assim nasce -ou seria renasce?- 'Phoenix'(72), um subestimado e delicioso álbum com uma espetacular faixa de abertura instrumental servindo de abre-alas à efetivação de um antigo colaborador, Craig Frost, nos teclados -principalmente, no Hammond B3. Como se não bastasse, tem uma das capas mais lindas e emblemáticas que conheço.
Bem, a partir daqui todos devem estar pensando: 'Mermão, não tem mais pra onde os caras crescerem. Agora, deve começar a decadência'. É, normalmente seria assim, se não tivessem convocado Todd Rundgren para produzir um daqueles grandes momentos do rock: 'We're An American Band'(73). Totalmente recheado de clássicos, e puxado pela faixa-título, tem também uma das piores -e por isso mesmo também uma das mais emblemáticas- capas que conheço.
A esta altura, Mark, Don, Mel & Frost já possuiam até jato próprio. Para 'Shinin' On'(74) mantém a parceria com Rundgren -pra que mexer em time que tá ganhando?- e invadem as rádios com o cover de 'The Loco-motion', que acabou por tornar-se mais conhecido que o original de meados dos sixties. Mas e a faixa-título? Que pancada! Que riff! Que groove! Que aula de produção!
Mais uma vez -afinal, poucos aguentam o gênio de Todd Rundgren- resolvem dar uma virada no som e convocam o experiente mas burocrático Jimmy Ienner para trabalhar 'All The Girls In The World, Beware!'(75) que apenas mantem o pique de exposição da banda com mais um cover de sucesso, desta vez 'Some Kind Of Wonderful', o ao vivo 'Caught In The Act'(75) -um excelente registro de uma banda em seu apogeu- e o que deveria ser o canto do cisne, 'Born To Die'(76).
O que adiou o epitáfio foi o fato de que, após insistentes convites por anos, Frank Zappa finalmente manifestou interesse em produzir um álbum para a banda. E assim, dessa inusitada parceria, surge 'Good Singin', Good Playin''(76), um excelente álbum em que Zappa conserva a essência da banda, guardando uma certa distância e evitando até mesmo seus próprios maneirismos -apesar de, claramente, perceber-se alguns efeitos trangessores do mestre aqui e ali.
E esse foi o fim da Grand Funk Railroad, ou apenas Grand Funk, em sua fase clássica. E teria sido uma das mais dignas despedidas, pois ainda vendiam muito e seus shows mantinham-se totalmente sold-out, se não tivessem resolvido retornar com um line-up totalmente desfigurado em 81 em um álbum com o sugestivo, e infeliz, título de 'Grand Funk Lives!' e ainda persistido com 'What's Funk?', de 83.
A partir daí, Craig e Don vão para a Silver Bullet Band de Bob Seger, Mel não faço a menor ideia e Mark tornou-se artista de Cristo!!!!
Claro que essa lambança não poderia ficar assim por muito tempo e, em 1996, todos se reencontraram para uma série de concertos que culminariam com o lançamento do ao vivo 'Bosnia' demonstrando em definitivo que os caras não perderam a mão. É pau dentro de uma banda puramente americana, com toda a certeza!





































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segunda-feira, 13 de agosto de 2007

ENTERRO DOS OSSOS

Gallera, a festa foi show de bola e espero que tenham gostado dos posts escolhidos. Como de costume, vamos partir pro enterro dos ossos. E em grande estilo: 3 boots do Grand Funk Railroad bem distintos entre si. O 1º captura a banda em sua fase embrionária com faixas somente de seus 4 primeiros álbuns, o 2º registra Mark Farner & Co. no auge de sua popularidade e, por último, um registro da formação que participou dos álbuns 'Grand Funk Lives!' e 'What's Funk?'.
Essas raridades são um presentaço de Miguelito, ou Sarah Celeste, o traveco judeu, que após alguns pitis devido a sua notória falta de intimidade com o universo digital -para ele(a) isso era onde as autoridades estocavam as impressões digitais utilizadas em carteiras de identidade- e que lhe causou uma baixa considerável nos cílios (postiços, é verdade), arrancados sempre violentamente, finalmente conseguiu hospedar e enviar-me estes links. O estresse foi tão forte que o '190' foi acionado duas vezes face as suas tentativas de suicídio por inalação de gás de isqueiro. Imaginem a minha dificuldade em explicar que 'hospedar', em linguagem digital, não é se registrar em algum motel pulguento e passar a noite 'pagando um b.....e' em um cliente qualquer!
Mas a sua generosidade foi mais forte que a incapacidade de lidar com a 'Grande Rede'. Aliás, esse foi outro termo complicado de esclarecer: a certa altura, como a dificuldade em me enviar esses arquivos estava beirando o ridículo, questionei se ele(a) estava conectado(a) à grande rede e, após um longo e tenebroso silêncio ao telefone, retornou dizendo que havia ido ao armário buscar uma rede maior pois a que ele(a) estava utilizando era muito pequena e mal cabia seu esbelto corpanzil muito bem distribuído em modestos 183 quilos! Foi difícil sim mas, acredito, tudo deu certo. Curtam mais esses presentes!

What's Funk Live! 82
Part 1 Part 2