domingo, 29 de julho de 2007

WISHBONE ASH-HOT ASH LIVE(1981)


Voltando à naftalina, nada como ceder este modesto espaço à banda que disseminou as 'twin guitars'. O que Andy Powell -seja com seu primeiro parceiro Ted Turner, com sua mais longeva alma gêmea Laurie Wisefield ou com todos os demais privilegiados guitarristas que o escudaram- trouxe de contribuição para as seis cordas é inestimável. Fraseados de uma limpeza de execução ímpar terçados como a que parecer muito fácil pegar uma palheta, um pau com seis cordas de aço e um 'microfone' metido a besta e sair tocando/duelando com seu alter-ego.
E nada como conferir isso ALIVE!
E só não é melhor porque tem menos de 50 minutos de duração e um show do Wishbone Ash não termina com menos de 2 horas.
Acho que fiz alguns parceiros um pouco mais felizes hoje.






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sexta-feira, 27 de julho de 2007

VELVET REVOLVER-LIBERTAD(2007)


Acho que dessa banda não preciso falar nada, né não? É o último álbum dos caras e está tão bom quanto o primeiro. Não me surpreenderia que alguns o achassem até melhor. Quase levei meus vizinhos de escritório à loucura.
Roquenrou até a medula!
Esse post foi pra tirar um pouco do cheiro de naftalina.




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quarta-feira, 25 de julho de 2007

BEGGARS OPERA-PATHFINDER(1972)


A Escócia foi sempre um generoso manancial de excelentes bandas e músicos, principalmente no gênero blues/hard. O Beggars Opera, fugindo a esta tendência, decidiu-se pelo prog com uma grande influência de psych e, capitaneado por Martin Griffith(vocal) e Alan Park(Hammond B3/piano), contou ainda com Ricky Gardiner(guitarras/vocal), Gordon Sellar(baixo/vocal) e Ray Wilson(bateria). Posteriormente, Virginia Scott juntou-se à tropa pilotando teclados. O primeiro trabalho, influenciado por bandas da linha Collosseum, foi 'Act One'(70) recheado de referências eruditas e que obteve uma excelente resposta por parte do público prog. Neste mesmo ano lançam o single 'Sarabande', que torna-se um dos clássicos da banda, fornecendo suporte ao lançamento de 'Waters Of Change', para muitos seu melhor trabalho.
A esta altura o respeito no fechado meio prog havia sido consolidado e, já no ano seguinte, lançam este 'Pathfinder'. A despeito de seu antecessor ser um grande álbum, tenho uma enorme predileção por este, em parte pela excelente qualidade das composições, outro tanto pelos arranjos concisos e de gosto a qualquer prova e também pelo estupendo cover do clássico 'McArthur Park', imortalizado por Richard Harris e já inúmeras vezes 'assassinado' -até mesmo por Donna Summer. Mas o principal motivo talvez seja o de não parecerem prepotentes demonstrando um potencial pop antes somente insinuado.
Lançaram com esta formação mais um álbum, o irregular 'Get Your Dog Off Me'(73), quando uma debandada generalizada é deflagrada sobrando apenas Sellar e Scott, que ainda conseguem lançar mais dois trabalhos com este nome até seu fim definitivo.

PATHFINDER



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segunda-feira, 23 de julho de 2007

PATA DE ELEFANTE(2004)



Dando sequência à contagem regressiva para o primeiro aniversário do meu, do seu, do nosso Gravetos & Berlotas, continuo tentando mandar bem agora com este excelente power trio instrumental gaúcho que finalmente aporta por aqui após muito tempo insistindo com o energúmeno, degenerado, pustulento, excremento, e outros adjetivos menos pronunciáveis, do Miguel -ou Sarah Celeste, como queiram- para me enviar este primeiro e único, espero que por pouco tempo, trabalho dos caras. Gostaram e desejam saber mais a respeito destes talentosos músicos brazucas, visite-os no Pata de Elefante.

Pata De Elefante(2004)



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sábado, 21 de julho de 2007

CHRISTIE(1970) - G&B Remasters


Com esse post inicio a contagem regressiva para a comemoração do aniversário deste espaço 'etilbrenfofutebolcinesexymusical'. Serão 10 posts sendo o auge um post monstro de uma banda que, acredito, todos adoramos.
Escolhi para abrir o álbum Christie, da banda de mesmo nome, por ser flashback geral e extremamente raro -estou há, pelo menos, 5 anos procurando esse disco e só o encontrei em rip de vinil em que apliquei um processo de restauração. Quem nunca ouviu 'Yellow River' e saiu cantarolando e dançando que atire a primeira pedra.
A banda Christie leva esse nome devido ao fato de o cantor, baixista e compositor Jeff Christie ser seu fundador e líder. Em 69, depois de compor uma penca de hits para diversos artistas bretãos, Jeff convoca Vic Elmes (guitarra) e Mike Blakely (bateria) para formar uma banda de power pop com forte influência do country. Assim, é lançado este primeiro trabalho puxado por 'Yellow River', um hit mundial instantâneo, e que vendendo acima de todas as expectativas os catapulta ao estrelato. O álbum, recheado de soft rocks e uma ou outra faixa de maiores teores, emplacou ainda 'San Bernardino'. Após o lançamento, Blakely é substituído por Paul Fenton. Em 71 lançam 'For All Mankind', outro excelente trabalho -em muitos aspectos superior a seu predescessor, além de ligeiramente mais pesado- mas sem conseguir sustentar o enorme sucesso conseguido por aquele apesar do relativo retorno obtido com a faixa 'Jo Jo's Band'. Houve mais uma tentativa com 'Iron Horse'(72) e alguns singles em 74, mas a banda já respirava por aparelhos e o fim era inevitável.
Devido ao sucesso que 'Yellow River' faz até hoje, Jeff Christie vive, nababescamente aliás, de seus royalties e de jingles publicitários. Periódicamente, acontece uma convenção de fãs onde a banda se reune para uma apresentação.
E estamos falando de, praticamente, uma 'one hit band'.
Bom, mais uma 'bolacha' em vinil que poderá descansar em paz. R.I.P..




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terça-feira, 10 de julho de 2007

TRILHAS & CARREIRAS V:LOCAL HERO(1983)


Esse filme, além de uma excelente comédia, tem uma trilha sonora espetacular de Mark Knopfler. Aliás, o tema principal tornou-se muito conhecido e figurinha fácil nos concertos do Dire Straits. Antes, uma breve sinopse: o personagem principal é um daqueles característicos e odiados yuppies típicos dos anos 80, funcionário de uma gigante do petróleo, que é enviado pelo excêntrico presidente da empresa (vivido por Burt Lancaster) para adquirir toda uma pequena aldeia de pescadores da Escócia com a finalidade de ali instalar uma refinaria. A princípio o personagem age como um típico 'tubarão' prestes a engolir sua presa sem dificuldades mas, conforme seu tempo de permanência aumenta, conflitos éticos começam a tomar conta de sua personalidade e, juntando-se a isso a admiração pela beleza daquele pequeno vilarejo, seus simples habitantes e a paixão que começa a surgir por uma bela pesquisadora marinha local, sua ânsia começa a arrefecer. E mais não conto desse belo e divertido libelo preservacionista.

Toda a trama é pontuada pelos excelentes temas criados por Knopfler que se utiliza de todo seu arsenal de melodista e músico excepcional, além de instrumentos musicais típicos escoceses. Essa não foi a primeira trilha de Mark Knopfler mas com certeza foi o estopim para que enveredasse definitivamente pelo gênero tornando-se um trilheiro requisitadíssimo até hoje.


LOCAL HERO

quarta-feira, 4 de julho de 2007

THE J. GEILS BAND


"Rock é diversão, é esbórnia!". Este bem poderia ser o lema da The J. Geils Band, banda americana de blues rock com forte influência de r&b e natural de Massachusetts, criada em 1967 por J. Geils (guitarra/vocal), Danny Klein (baixo/vocal), Richard 'Magic Dick' Selwitz (harmonica/trompete/saxes/vocal), Peter Wolf (vocais), Seth Justman (teclados/vocal) e Stephen Jo Bladd (bateria) . Durante três anos fizeram todo o circuito de bares de Boston e arredores -apesar de considerarem Detroit como seu segundo lar, devido ao enorme fã-clube conquistado nesta cidade- até serem contratados pela Atlantic. Em 70 lançam seu primeiro álbum, 'The J. Geils Band', que consegue emplacar alguns sucessos de pequeno porte, fortalecendo a base de fãs da banda e justificando o lançamento, já em 71, de 'The Morning After'. Sua popularidade crescia geométricamente a cada álbum lançado -'Full House'(72), 'Bloodshot'(73), 'Ladies Invited'(73), 'Nightmares...'(74), etc, muito devido a performances arrebatadoras, quase messiânicas, levando Gregg Allman (The Allman Brothers Band) a declarar estar a The J. Geils Band entre suas bandas prediletas e, seguramente, era a melhor banda de Boston.
A carreira seguia firme e com total reconhecimento de público e mídia mas sem um 'estouro' própriamente dito até 1981, ano em que fazem pequenos ajustes em sua sonoridade e lançam 'Freeze-Frame', uma pequena jóia do party rock apregoado pela banda desde seu nascedouro. Neste álbum, praticamente todas as faixas tornaram-se hit, notadamente as contagiantes 'Centerfold', 'Rage In The Cage' e a faixa-título. Alguns fãs torceram o nariz para essa nova fase mas, na verdade, era a mesma boa e velha The J. Geils Band -e músicas como 'River Blindness', 'Flamethrower' e 'Piss On The Wall' confirmam isso. Resultado: zilhões de álbuns vendidos em todo o mundo.
Mas o que parecia ser o começo de uma era de ouro para a banda na verdade mostrou-se o começo do fim. Em 82, 'Showtime!', seu terceiro álbum ao vivo -e, como os demais, gravado em Detroit- inesperadamente torna-se o canto do cisne para esta verdadeira instituição americana quando Peter Wolf, no ano seguinte, anuncia sua saída. Ainda tentam uma ressurreição com 'You're Gettin' Even While I'm Gettin' Odd'(84) com Seth Justman assumindo o microfone, mas a magia já havia se perdido.
Aqui, disponibilizei toda a discografia da banda em cd, com excessão de 'You're Gettin' Even...', que está em um excelente rip de vinil, já que, me parece, nunca foi lançado no formato digital. Além disso, subi um arquivo com vários outtakes, raridades, b-sides, etc e outro com todas as capas, incluindo as de singles diversos.
Façam como a The J. Geils Band. Enjoy Yourself! It's Only Rock'N'Roll!


The J. Geils Band


The Morning After


Full House


Bloodshot


Ladies Invited


Nightmares...


Hotline


Blow Your Face Out


Monkey Island


Sanctuary


Love Stinks


Freeze-Frame


Showtime!


You're Gettin Even While I'm Gettin' Odd


Singles, B-Sides & Rarities

Capas

Este post teve uma importante cota de 'patrocínio' por parte de Fernando 'OnePlusOne' Torres e Ser Da Noite que disponibilizaram os três primeiros álbuns da banda lá no Seres Da Noite, de onde dei uma 'garfada' e subi novos links. Sorry, periferia.
Valeu, parceiros, sem vocês ia ficar difícil terminar esta discografia.


domingo, 1 de julho de 2007

Dica de Filme: BIG NOTHING(2006)



Gallera, aí vai uma excelente sugestão de filme com uma direção nervosa e uma edição vertiginosa mas, antes de mais nada, com um enredo extremamente inteligente, cheio de humor, diálogos afiadíssimos, elenco estupendo -destacando Simon Pegg- e uma trilha sonora matadora. Este filme foi uma grande descoberta da Primeira-Dama do G&B e foi assistido por toda a família em uma de nossas tradicionais 'Sessão Pipoca'. Espero que aproveitem. Agora, vamos a uma pequena sinopse:
Charlie é um ex-professor que se vê forçado a aceitar um cargo de telefonista de call center, mas é demitido em seu primeiro dia. Preocupado por ser incapaz de manter sua filha Emily e sua esposa Penelope, é contatado por Gus que lhe apresenta um plano aparentemente perfeito para ganhar algum dinheiro: chantagear o Reverendo Smalls, que freqüentemente aparece nos dados da companhia como visitante de sites pornográficos ilegais. Charlie normalmente cauteloso fica tentado a participar do plano pois, assim, finalmente poderá contornar as coisas para sua família. Para completar, junta-se aos dois a ex de Gus, Josie McBroom . A coisa toda começa a dar errado quando Reverendo Smalls morre, graças a este trio, e isso será só o começo de seus problemas.

Apenas uma pequena observação: o hospedeiro é o You-Love.Net e ele demora alguns segundos para armar. Por isso, tenham um pouco de paciência. Após o contador terminar, vocês poderão verificar que o arquivo está dividido em seis partes (.rar). Sendo assim, podem optar por baixar de um a três links por vez.