segunda-feira, 28 de abril de 2014

SISTER SPARROW & THE DIRTY BIRDS / Atualização & Re-postagem

Um EP lançado em fins de 2013 antecipando um novo trabalho já em fase de pré-produção da banda capitaneada por um belo e afinado pardal e seus pássaros imundos, diretamente das montanhas de Nova York
Muita diversão e competência em doses absolutamente sem moderação!



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Originalmente publicado em 21.01.2013.

Imagine uma verdadeira usina de força cuja energia essencial provenha de um pequenino mais potentíssimo dínamo, capaz de gerar, armazenar e distribuir zilhões de kilowatts do mais puro soul/funk/r&b/blues/rock/reggae sem risco de apagões na pista, excetuando os eventuais colapsos na audiência devido à exaustão. Certamente você pensou em Arleigh Kincheloe (aka Sister Sparrow), frontwoman, compositora e líder inconteste da The Dirty Birds -combo formado por seu irmão e outro grande destaque, Jackson Kincheloe, na harmônica, seu primo Bram Kincheloe nas baquetas, Sasha Brown nas guitarras, o baixo cheio de hard groove de Aidan Carroll e um naipe de metais em brasa, JJ Byars no alto sax, Johnny Butler no barítono, Phil Rodriguez no trumpete e Ryan Snow no trombone e arranjos, capaz de ferver qualquer ambiente-, a última grande aposta para o cenário jam, arrancando elogios de uma galera do porte de Dr. John, Phish, The Neville Brothers, Grace Potter e, até mesmo, dos queridinhos indie Black Keys, dividindo palcos ou esquentando o público para todos; contam as más línguas que deixaram alguns headliners em maus lençóis. A última grande conquista da trupe foi abrir para Warren Haynes e sua Gov't Mule nas concorridas datas pré-pré-reveillon do Beacon Theater e ser convidada para uma uma apoteótica jam na já tradicional virada de ano capitaneada por Haynes no mesmo teatro, agora à bordo de uma van novinha adquirida através de doações de mais de 200 abnegados fãs que injetaram pouco mais de US$ 20,000 em uma conta disponibilizada pela banda no KickStarter.
Tudo começou muito cedo nas Catskill Mountains de NY, em uma familia que respirava  música acima de qualquer outra coisa. E foi em apresentações com a banda de seus pais -ela, cantora country e ele, baterista- desde tenros 9 anos de idade, que a vocação e personalidade musical de Arleigh, hoje com muito bem nutridos e distribuidos 23 aninhos, desenvolveram-se, transformando-a também em uma compulsiva e talentosíssima compositora já na adolescência. Impressionado com a qualidade do material composto por sua irmã, Jackson convocou seu primo Bram, já um respeitado session man na California, para a arregimentação de um time de músicos capaz de conferir toda a força pela qual aquelas composições urgentemente clamavam. E assim o ano de 2008 testemunhou o nascimento da The Dirty Birds.

Em pouquíssimo tempo, notícias das explosivas apresentações no Rockwood Music Hall, onde fixaram residência musical aos sábados, correram a região e o espaço tornou-se pequeno demais obrigando a banda a pegar a estrada com seu irresistível 'bailão da pesada'. Após 2 anos angariando seguidores por onde passassem, era chegada a hora de encarar o estúdio para a ingrata (mas salutar) tarefa de transpor para o CD toda a energia que eclodia quase que diariamente sem muito esforço no palco. A saída foi registrar todas as 12 faixas (de um repertório a esta altura já superior a 30) previamente escolhidas, em pouco mais de 24 horas. O resultado não poderia ser melhor pois 'Sister Sparrow & The Dirty Birds', o disco, é um fantástico exercício de diversidade a favor da unidade, em nenhum momento soando derivativo. Recheado de canções ganchudas e irreprensivelmente executadas, destacam-se a pureza soul de 'Freight Train' e 'My House', a bluesy 'Eddy', os contagiantes reggaes 'Vices' -inspirada na versão da Blondie para 'The Tide Is High'- e 'Boom Boom' e o sacolejo funky de 'Quicksand', 'Road Trip' e a impregnada de citações 'Who Are You?'.
E foi este último gênero o mote de seu trabalho seguinte, 'Pound Of Dirt', lançado na primeira metade do ano que passou. Agora gravado com mais calma, as preocupações com timbres e precisão são flagrantes. No entanto, ainda está lá a energia de suas performances em pérolas do nível de 'Make It Rain' e 'Another Ride', o riff gordo e cheio de groove de 'Dirt', o funky sincopado de 'Too Much', a delicadeza de 'Hollow Bones' e a única faixa um tanto estranha ao universo da SS&TDB, 'Horse To Water', um interessantíssimo caminho que poderá vir a ser explorado com mais profundidade nos próximos trabalhos.
Uma banda para ficar de ouvidos muito atentos pois não me espantaria que este belo e afinadíssimo pardal, muito em breve, ultrapassasse as fronteiras do ninho jam.


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VIDEOS

New!!!!



domingo, 20 de abril de 2014

CONFRARIA DOS BLOGS: SOM MUTANTE - O TERÇO: COMPACTOS SIMPLES DA DÉCADA DE 70



Infelizmente, esta é uma postagem cujo propósito é homenagear um companheiro blogueiro de longa data que nos deixou precocemente no último dia 14. Estou falando do Comandante-em-Chefe do Som Mutante, Dead Or Alive (ou, simplesmente, Dead ou DOA, como eu costumava chamá-lo), parceiro desde que ainda colaboradores do Lágrima Psicodélica nos idos de 2006, de onde logo saí para dedicar-me exclusivamente ao Gravetos & Berlotas e ele, apenas alguns anos depois, para levar suas inflamadas ideias e bom (e eclético como o meu) gosto musical a mentes menos obtusas.
Nesta semana fui informado pelo também colega blogueiro Javanês de seu falecimento e de uma pequena homenagem sendo arquitetada que consistia de escolher uma postagem do velho lobo - ele se familiarizava bastante com este espécime canino -, levá-la para seu próprio blog e, desta forma, manter vivo o espírito libertário do DOA antes do encerramento de seu blog.
Segue, assim, minha parcela de contribuição neste singelo tributo.
Valeu, DOA!!!

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O TERÇO: COMPACTOS SIMPLES DA DÉCADA DE 70
Publicado no Som Mutante em 15.03.2010


Para aqueles que não me conhecem ou conhecem pouco, gosto de presentear aos amigos que considero e olha são em número razoável, mas muito menos do que nomes mais famosos de blogs mais antigos por aí
A vida na alcatéia não tem sido fácil, mas seria muito mais difícil não fosse a cia que vcs me fazem por aqui e sempre me preocupo com essa perseguição desenfreada imaginando qdo será minha vez; eu sei, eu sei, não adianta sofrer antes da hora mas sou assim mesmo prq faço o que faço com amor e faço porque gosto e quero.
Aí só de imaginar um qqr simplesmente apertando um botão e deletando tudo que vc fez com tanto carinho e dificuldade comparo com um assalto ou um estupro, me perdoem a analogia nua e crua mas é isso mesmo.
O post de hj decidi fazer nesses dias que estou de molho por causa da pata machucada (na realidade vai muito bem obrigado, só não posso ficar com ela muito tempo pra baixo, o que torna quase inviável fazer o que faço e ainda postar alguma coisa), e pensando e fuçando achei um monte de coisas que seriam interessantes que não havia nem notado antes que as tinha.
Também já disse que nessa toca a organização impera não?


Tem disco em cima da caverna, em baixo das fogueiras, voando por cima de árvores, enfim tudo na mais perfeita desordem; e aí depois de tudo decidido e nada resolvido aquele desocupado do Alberto da Rock Fly me avisa que encontrou com um de seus parceiros essas jóias que pra mim são raras.
Compactos simples da década de 70 e um compacto duplo idem????????

Bom com isso tudo que estava devidamente organizado e preparado (mentira viu?) foi-se e aí subi os discos juntos num só pequeno pacote como veio com suas capinhas, sem capas e até com a imagem de um dos disquinhos que são de 70, 71, 72 e 77.
Queria pedir licença aos frequentadores mais assíduos e aos não tanto pra oferecer este post à aqueles que vem quietinhos na caverna a noite e deixam seus nomes como seguidores desse blog e não dizem nada, nem nada pedem, simplesmente aparecem e ficam alí mas se tornando um quadro importante desta alcatéia do qual tenho muito orgulho.
Então pra quem como eu gosta do som do Terço, vai ser uma delícia ouvir músicas que vcs nem imaginavam ser deles ou relembrá-las ou simplesmente saber que recebi, postei, dividi com vcs numa forma de dizer:
- Muito obrigado por aqui estarem e por aqui permanecerem, me fazem muito felizes e a cada novo seguidor, ou novo amigo comentando também me sinto satisfeito prq atingi o objetivo que aprendi com o mestre Manito e que cantávamos muito no "Snegs"
"A procura, a procura da essência, o barulho aterroriza a tranca lacra o beco, sinal da paranóia"
Não, ainda não encontrei a essência, mas sei assim estar no caminho.


Na história do grupo O Terço, que originou-se em 1968, estão três bandas da década de 60 - Joint Stock Co., Hot Dog e Os Libertos, por onde iniciaram o guitarrista Sérgio Hinds, o baixista César das Mercês e o baterista Vinícius Cantuária.
O grupo Os Libertos, então formado pelos três músicos citados acima, era uma atração que agitava as domingueiras do Rio de Janeiro. A banda ainda se chamaria Santíssima Trindade.
Em 1970, César das Mercês foi substituído por Jorge Amiden. O grupo passou então a se chamar O Terço.
O conjunto é originário do Rio de Janeiro, mas depois radicou-se em São Paulo.



Os vocais sempre foram privilegiados nas canções do grupo como por exemplo na música "Tributo ao Sorriso" que fez muito sucesso, inclusive entre o público não apreciador de rock.
Sobre o significado da palavra terço, é um "fracionário que corresponde a três" ou a "terça parte de alguma coisa", inclusive a do Rosário, conjunto de contas utilizado na liturgia Católica para computar um determinado número de orações (quinze Pais-Nossos e quinze Ave-Marias).


O nome O Terço caiu como uma luva pelo menos para essa primeira formação da banda, que era a de trio (guitarra-baixo-bateria). Sérgio Hinds, perguntado de onde foi tirado o nome do grupo disse: O Terço, como trio, é o símbolo do rosário representando união. Antes do primeiro LP lançaram um compacto com a música Velhas Histórias, com a qual ganharam o festival de Juiz de Fora.

Aquela era a época do Rock Rural e do Rock Progressivo, e O Terço seguiu estas sonoridades.

Discos:

O Terço 70 - Velhas Histórias / Tributo ao Sorriso
O Terço 71 - Visitante / Adormeceu / Doze Avisos / Mero ouvinte /Trecho da Ária Extraída da Suite em Ré Maior (BACH)
O Terço 72 - Ilusão de Ótica / Tempo e o Vento
O Terço 77 - Amigos / Barco de Pedra

Enjoy!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 4 de abril de 2014

NÓÓÓSSINHOOORA...


ADÈLE EXARCHOPOULOS

Une Étoile Est Née!!!