sexta-feira, 31 de agosto de 2012

VOCÊ SABE QUE O FIM DOS TEMPOS ESTÁ PRÓXIMO QUANDO...




Amigos, regozijai-vos!!!!
Já não estamos sós!!!!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

CATHEDRAL-THE BRIDGE (2007)

E a saga continua, longos 30 anos após o lançamento de 'Stained Glass Stories', com quase toda a formação original. O 'quase' fica por conta da entrada de David Doig na vaga de Rudy Perrone, hoje um renomado violonista new age vinculado ao selo Windham Hill, ícone do gênero. 
E o novo integrante não fez feio ao manter o elevadíssimo padrão impresso por seu predecessor naquele primeiro trabalho, o mesmo valendo para todos os demais integrantes, que procuraram ater-se, tanto quanto o possível, a estrutura daquele pequeno clássico cult -além de ainda valer-se dos bons e velhos teclados analógicos, incluindo aí o mellotron- ao mesmo tempo em que temperos mais contemporâneos eram cuidadosamente incorporados. Para tanto, foram necessários mais de 3 anos entre ensaios e gravações para que 'The Bridge' se mostrasse um digno sucessor de 'Stained Glass Stories'. Mas o esforço valeu muitíssimo a pena pois, apesar de ressentir-se da aura de surpresa causada na estreia, estão ainda aqui as longas e inspiradíssimas suites, agora com guitarras timbradas de forma a acresecentar uma muito bem equilibrada dose de século XXI à sonoridade da banda e violões arpejados com diferenciada maestria por Doig. Não à toa, um seu tema solo -'Kithara Interludium'- está entre os mehores momentos do disco em seus mais de 6 minutos de pura delicadeza e virtuosismo perfeitamente dosado.       
Confesso que desconhecia por completo o lançamento de um segundo trabalho da banda e só o soube por intermédio de meu spacey brodim Maddy Lee, que subiu um link para disponibilizá-lo em seu Plano Z. Por conta disso, excepcionalmente, o link abaixo teletransportará os interessados neste material diretamente ao espaço-porto daquele blog via intrincadas manobras de dobra espaço-tempo, quando então, certamente, serão muito bem recebidos. Apertem seus cintos e boa viagem.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

CATHEDRAL-STAINED GLASS STORIES (1978)


Não se pode dizer que 1978 foi um bom ano para os amantes (ou apenas simpatizantes, como eu) do prog rock. O punk havia tomado de assalto corações e mentes de uma nova geração um par de anos antes e, na necessidade de canalização de sua ira, escolheu como seu principal alvo o gênero que impregnara o roquenrou com fortes doses de sofisticação. Pregando o D.I.Y., o movimento tinha como objetivo promover o retorno do rock às suas origens, incluindo aí fortes doses de inconformismo, tão comuns a qualquer jovem e negligenciado pelo cenário um tanto mais erudito do prog. Por conta disso, muitas bandas já apontavam para direções mais pop e que viriam a desembocar, já no início dos '80, no neo prog.
Mas não a novaiorquina Cathedral, para cujos integrantes o que interessava era o symphonic prog de bandas inglesas do quilate de Genesis, Yes, King Crimson, Gentle Giant, Camel...a lista é longa. E foi na contramão que Paul Seal (vocais/percussão/bass pedal), Rudy Perrone (guitarras/violões/vocal), Tom Doncourt (teclados/glockenspiel/percussão/efeitos), Fred Callan (baixo/bass pedal/vocal) e Mercury Caronia IV (bateria/percussão) decidiram remar, devidamente assessorados e financiados por 'papa' Mercury Caronia III, que lhes conseguiu ainda um contrato com a nanica Delta Rec., que prensou apenas algumas centenas de cópias que logo tornaram-se sonhos de consumo de colecionadores. E não à toa pois seu único trabalho, 'Stained Glass Stories', foi um dos últimos grandes suspiros do rock progressivo como o conhecemos, cheio de longas peças/suites e transbordando criatividade. Um perfeito exemplar de como absorver influências em proveito de encontrar sua própria voz. E para que isto ocorra não basta apenas juntar uma penca de excelentes músicos, deve haver um diferencial. E este tem nome: Rudy Perrone. Responsável por tudo que necessitasse de cordas de aço ou nylon para ser executado -exceto baixo, magistralmente digitado por Fred Callan-, Perrone nos proporciona verdadeiras lições de como encontrar, demarcar e dominar seu espaço em arranjos extremamente complexos sem jamais soar desnecessário ou pedante.
Certamente, 'Stained Glass Stories' está entre aqueles discos que lamento profundamente não ter conhecido à época de seus lançamentos. E talvez vocês compartilhem desta mesma opinião. Mas, para isso, precisam baixar, ouvir e...comentar.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

CRÁSSICOS G&B XXIII: SAVAGE GRACE

Comumente associada ao prog rock, embora nunca enfileirada pelos progheads como um autêntico representante de tão seleto grupo estilístico, a Savage Grace, na verdade, equilibrou-se com perfeição em um bambo tripé sustentado por hard rock, power pop e prog. Formada em fins dos 60 por experimentados músicos com formação jazzística -Ron Koss (guitarras/vocais), John Seanor (teclados) e Larry Zack (bateria/percussão) formavam o trio The Scarlet Letter, já com 2 LPs no currículo- e muito requisitados em sessões de soul/r&b de Motor City, decidiram aproveitar o excelente momento musical recheado de fusões de gêneros do período para redirecionar todas suas influências na formatação de uma sonoridade que os distinguisse no cenário. Com a adição do vocalista e baixista Al Jacquez, a Savage Grace estava completa e no caminho certo para alcançar este objetivo.
Meticulosos e perfeccionistas, apenas após 3 meses de exaustivos -e muito criativos- ensaios, aventuraram-se pelo circuito do meio-oeste, chamando a atenção de público e crítica e levando-os a dividir o palco com os já congraçadíssimos The Moody Blues, Small Faces, Procol Harum e Three Dog Night, entre tantos outros. Chegaram mesmo a ser headliners em um festival que contava com Yes, Soft Machine e Alice  Cooper em seu cast, sem ao menos um contrato de gravação. Mas tudo indicava que o tão aguardado primeiro álbum seria apenas questão de tempo, e começou a ser viabilizado após uma incendiária apresentação de abertura para a Creedence Clearwater Revival, através da prestigiosa Reprise Rec., cujos executivos ficaram extremamente impressionados com o talento, musicalidade e criatividade do quarteto. Assim, o ano de 1970 testemunharia o lançamento de um surpreendente LP de capa estampando apenas foto e nome da banda, recheado de excelentes ideias e ganchos, a um só tempo pop, pesado, sofisticado e intrincado. Muitas vezes, tudo ao mesmo tempo agora. E soberbamente produzido e executado. Um trabalho ainda soando atual, dificultando muito apontar destaques,  e com mais uma (de tantas) excelente versão para 'All Along The Watchtower'.
Agora cheios de confiança -chegaram a abrir para Jimi Hendrix!- devido à excelente recepção por parte da crítica, mudam-se para Los Angeles com o firme propósito de acrescentar mais peso ao seu vasto cardápio sonoro e por estúdios que possam captar esta nova proposta de maneira a não adulterar a essência da banda. E foi em nome desta busca pela perfeição que um disco inteiro chegou a ser descartado. A julgar pelo resultado final das novas sessões, que em 1971 transformar-se-iam no album '2', não poderiam ter tomado decisão mais acertada. Mais um trabalho impecável, impregnado de uma aura hard/heavy perfeitamente dosada sem necessariamente abrir mão de todos os inúmeros acertos da estreia, algo só ouvido nos grandes clássicos da época.
Infelizmente, mesmo com excelentes resenhas e o prestígio em alta, as vendas mostravam-se ainda um tanto desanimadoras e a Savage Grace opta por encerrar as atividades. No entanto, a aura cult em torno da banda cresceu ao longo do tempo, levando Koss e Jacquez, em 1990, a recrutar novos músicos para uma reunião da qual viria à tona '3', posteriormente batizado 'One Night In America', e uma turnê. Após o falecimento de Koss em 2004, Jacquez manteve-se na estrada como único remanescente da formação original.
Estes 2 discos me acompanham desde moleque, guardados com muito carinho em um canto muito especial do coração, até porque desapareceram misteriosamente de minha coleção no início dos 80. Sorte minha, e agora de vocês também, que a internet e o tão covardemente combatido compartilhamento surgiram para socorrer-nos em situações como esta. Sirvam-se, portanto, desta fina iguaria.


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VIDEOS




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

SUNDAY-SUNDAY (1971) / Re-postagem


Originalmente publicado em 20.12.2010

Dando um tempo na audição de tantas novíssimas novidades, saquei essa bolachinha bem lá do fundo do baú ao remover as teias de aranha de minha estante dedicada ao prog. Até porque, no momento em que escrevo estas mal traçadas linhas, é domingo e aí...Sunday...domingo...sacaram? Ah, tá!
Esta pequena pérola do hard prog -e da qual jamais ouvi falar até me deparar há uns meses com um link perdido por aí (pode ter sido em um dos extintos blogs do Cris) e simpatizado com a bela ilustração da capa- desenvolvido por Davey Patterson (vocais/baixo), Jimmy Forest (teclados/vocais), John Barclay (guitarras/vocais) e Pete Gavin (bateria/percussão) me pegou em cheio já na acachapante abertura com 'Love Is Life'. No entanto, demonstrando versatilidade  e competência a toda prova, estes escoceses que geraram este seu filho único na Inglaterra mas só o distribuiram na Alemanha -onde até obtiveram algum reconhecimento-, dão sequência aos trabalhos com a magistral 'I Couldn't Face You', estruturada em duas partes bem distintas e contando com um show particular do gogó blue eyed soul de Patterson -por sinal, o cara esculacha por todo o disco. E assim, encharcado de blues e r&b, em composições ganchudas e impregnadas daquela gostosa necessidade de cada um dos envolvidos em produzir música da melhor qualidade, seguem petardos como a sentida 'Blues Song', a sinfônica 'Sad Man Reaching Utopia', a quase trafficquiana 'Fussin' And Fighting' e ainda uma 'Ain't It A Pitty' beirando o power pop.
Mais uma velhíssima novidade sem nenhum odor de naftalina para a gAllera do G&B.

E assim começo a semana com essa 'lembrancinha' e desejando a todos os inúmeros parceiros e parceiras Boas Festas Natalinas e que também não se deixem contaminar por este festival consumista que assola o país durante um período que deveria ser dedicado a fazer o bem, compartilhar e confraternizar. Eu procuro fazer isso o ano inteiro, não apenas em uma data. Mas se alguns preferem assim....que o façam direito!