quinta-feira, 30 de agosto de 2007

BÉLA FLECK & THE FLECKTONES-LEFT OF COOL(1998)



Béla Fleck é um banjonista (não se assustem, é isso mesmo!) novaiorquino de 49 anos que já colocou seus dotes no instrumento à disposição de meio mundo. De Dave Matthews a Joe Satriani e do bluegrass ao fusion, seu banjo virtuoso não reconhece limites. O cara grava desde 1978!
Este é o único álbum que tenho deste músico fantástico, aqui com seus Flecktones -Jeff Coffin (saxes), Victor Wooten (baixo-mooooonnnstro!) e Future Man (Synthaxe Drumitar/voz) e...é muuuuuiiiito bom. Música instrumental de primeira -apenas 3 têm vocais, a cargo de Dave Matthews e Amy Grant- e em estilos diversos. E não esperem encontrar aqui instrumentais sisudos onde cada um tenta provar que toca mais que o outro em detrimento das composições e arranjos. Os temas fluem soltos e de forma divertida fazendo com que não se queira tirar a bolachinha do player.
Tenho certeza que, a partir de agora, vocês ouvirão o banjo com outros ouvidos.


sábado, 25 de agosto de 2007

STORIES - STORIES (1972) & TRAVELING UNDERGROUND (1974)

Conforme combinado, by request, o restante da discog do Stories. Divirtam-se!!!







terça-feira, 21 de agosto de 2007

DIONNE FARRIS-WILD SEED, WILD FLOWER(1994)

No momento em que estava selecionando e hospedando material para a contagem regressiva de aniversário do G&B, pensei: 'Cara, tá faltando black nessa porra!'. Mas não queria disponibilizar nada dos mais triviais, dos medalhões do gênero. Com esse pensamento, hospedei o álbum do Purple Image e este 'Wild Seed, Wild Flower' dessa neguinha miúda, mas com um som de gigante, aí da capa. Decidi-me por postar o Purple Image mas é óbvio que não iria desperdiçar um link desse nível. Então, aqui está.
Dionne Farris é uma das remanescentes -e único membro a conjugar corretamente o verbo 'cantar'- da rap hippie Arrested Development que, após a dissolução da banda (ou será comunidade?), lançou este excelente petardo de r&b. O que? Você não conhece nem nunca ouviu falar? Acho que você pode estar enganado(a) pois a faixa 'I Know' tocou, e ainda toca, muito. Não vou nem cometer a covardia de dizer que um dos melhores covers de 'Blackbird' que já ouvi -é, aquela mesma daquele quarteto do qual nunca consigo lembrar o nome- está nesse álbum, além de conter um trabalho autoral extremamente maduro para seus 25 anos à época .
Infelizmente, apesar do talento, a sua figura estranha não a tornou suficientemente atraente para a indústria musical e Dionne Farris ficou restrita a apenas esse álbum e a faixas avulsas em algumas destas trilhas sonoras saco de gatos.
Parece que sua sorte pode estar mudando pois, segundo soube, ainda este ano deve sair do forno 'Sign Of Life' sob as asas de Matthew Knowles, pai da deliciosa (mas cantora ordinária) Beyoncé.
Pensando bem, pode ser que sua sorte não tenha mudado tanto assim.


quinta-feira, 16 de agosto de 2007

CRÁSSICOS XII:STORIES-ABOUT US(1973)



Gallera, não sei se alguém dentre vocês conhece essa banda. Se és um dos felizardos, como eu, que acompanhou o trabalho destes novaiorquinos da foto acima, sabe que 'o papo é reto', como costumamos dizer aqui no Rio; contudo, se você é um dos que não teve essa sorte, não se desespere, antes tarde do que nunca. Aliás, em tempos de informação a até 40Mb, esta é a frase que mais se ouve, já repararam? Muita coisa, graças a toda essa facilidade, está sendo 'redescoberta'. Algumas destas, superestimadas, é verdade, mas antes assim.
Mas este não é o caso dessa banda. Se não acreditam, esperem até escutar esse álbum.
Stories nasceu das mentes de Ian Lloyd (vocais/baixo) e Michael Brown (teclados), amigos de infância e excelentes músicos com sólida formação erudita -seus pais também eram amigos e renomados violinistas- que decidem criar uma banda para explorar todo esse apuro técnico ao máximo mas sem abrir mão da veia pop. Para tanto passam a contar com o auxílio mais que luxuoso dos excelentes Steve Love (guitarras) e Bryan Madey (bateria), disputadíssimos session men que compartilhavam das mesmas idéias.
Conseguem um bom contrato com um selo de médio porte e lançam seu primeiro -o bom mas excessivamente 'beatlesco'- álbum, 'Stories'(72), emplacando, mesmo que timidamente, o single 'I'm Comin' Home'. Este começo morno foi o suficiente para garantir o lançamento de um segundo trabalho, este 'About Us', já no ano seguinte. E o sucesso deu as caras! Só que de uma maneira um tanto torta pois 'Brother Louie', magistral cover do sucesso da Hot Chocolate, de apenas um ano antes, abafou o potencial do álbum. Sim, porque o restante do material, totalmente autoral, era completamente diverso da música de trabalho e, apesar de seu enorme sucesso, um impasse mercadológico foi criado: os rockers. presumindo que a banda se resumia ao estilo r&b apresentado naquele cover, não se arriscavam a ouvir o álbum; em contrapartida, os que adquiriam o álbum pensando encontrar mais material do gênero, se decepcionavam pois encontravam músicas com arranjos intrincados vestindo pérolas do power pop e prenunciando várias tendências. Das inúmeras referências beatle -comum a todas as bandas do gênero- e passando por hard e lampejos prog, à proto-Rush 'Please, Please', 'About Us' é um trabalho quase que visionário. E o desempenho dos músicos é um caso a parte. E o que dizer da voz de Ian Lloyd, aqui fantástica?
De bônus, uma versão remixada de 'Brother Louie', que conseguiu transformar o que já era ótimo em algo excepcional. Aliás, considero o cover melhor que o original. Só o trecho em pergunta/resposta de guitarra e orquestra já vale o download.
Ainda lançam uma terceira, e excelente também, bolacha como Ian Lloyd & Stories -'Travelling Underground'(73), já sem Brown e com Lloyd dedicando-se exclusivamente ao vocal e Kenny Aaronson (ex-Dust) assumindo o baixo, conseguindo emplacar o mega-hit 'Mammy Blue' (quem não conhece?) e 'If It Feels Good, Do It' antes de tomarem rumos diferentes: Michael Brown formou uma banda inexpressiva e em seguida retornou aos estúdios, Bryan Madey fez um excelente tranalho na Earl Slick Band, a Kenny Aaronson não falta trabalho já que é um baixista dos mais requisitados, do talentoso Steve Love não ouvi mais falar e Ian Lloyd, após alguns álbuns solo, chegou a trabalhar como backing no 'farofa' Foreigner e aí...bem, aí já é uma outra história.

Impossível deixar de agradecer ao Vicente do Acorde Final pela gentileza de repostar o álbum, apesar de incompleto, a meu pedido e ao parceirão Maddy Lee por me enviar, além do material que faltava, o primeirão dos caras.
Experimentem e, caso tenham interesse em completar a coleção, manifestem-se.




segunda-feira, 13 de agosto de 2007

ENTERRO DOS OSSOS

Gallera, a festa foi show de bola e espero que tenham gostado dos posts escolhidos. Como de costume, vamos partir pro enterro dos ossos. E em grande estilo: 3 boots do Grand Funk Railroad bem distintos entre si. O 1º captura a banda em sua fase embrionária com faixas somente de seus 4 primeiros álbuns, o 2º registra Mark Farner & Co. no auge de sua popularidade e, por último, um registro da formação que participou dos álbuns 'Grand Funk Lives!' e 'What's Funk?'.
Essas raridades são um presentaço de Miguelito, ou Sarah Celeste, o traveco judeu, que após alguns pitis devido a sua notória falta de intimidade com o universo digital -para ele(a) isso era onde as autoridades estocavam as impressões digitais utilizadas em carteiras de identidade- e que lhe causou uma baixa considerável nos cílios (postiços, é verdade), arrancados sempre violentamente, finalmente conseguiu hospedar e enviar-me estes links. O estresse foi tão forte que o '190' foi acionado duas vezes face as suas tentativas de suicídio por inalação de gás de isqueiro. Imaginem a minha dificuldade em explicar que 'hospedar', em linguagem digital, não é se registrar em algum motel pulguento e passar a noite 'pagando um b.....e' em um cliente qualquer!
Mas a sua generosidade foi mais forte que a incapacidade de lidar com a 'Grande Rede'. Aliás, esse foi outro termo complicado de esclarecer: a certa altura, como a dificuldade em me enviar esses arquivos estava beirando o ridículo, questionei se ele(a) estava conectado(a) à grande rede e, após um longo e tenebroso silêncio ao telefone, retornou dizendo que havia ido ao armário buscar uma rede maior pois a que ele(a) estava utilizando era muito pequena e mal cabia seu esbelto corpanzil muito bem distribuído em modestos 183 quilos! Foi difícil sim mas, acredito, tudo deu certo. Curtam mais esses presentes!

What's Funk Live! 82
Part 1 Part 2

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

PURPLE IMAGE


Bom, gallera, já estamos chegando ao ápice desta série de posts que prestou-se como contagem regressiva de aniversário do meu, do seu, do nosso Gravetos & Berlotas.
Sendo assim, estou disponibilizando uma excelente recomendação que recebi da minha parceirona Neide, também conhecida como 'Thomb Raider dos Links Perdidos', à época de uma sequência de posts funkeiros aqui no G&B. Mas o mais importante é que, pela primeira vez, disponibilizo o único álbum de uma banda sobre a qual não sei nada de porra nenhuma! Nem mesmo o ano de lançamento desta bolacha, mas chuto algo em torno de 70/71. A única coisa que consegui apurar é que Vinny Poncia, que posteriormente tornou-se parceiro daquele batera narigudo e feio de doer que tocava naquela banda...Ahn...não adianta!...sempre esqueço o nome, fez parte dessa troupe.
Para que vocês não fiquem no escuro descreveria o som como um mix de Hendrix, Sly Stone, Funkadelic e muita psicodelia, com tudo que o estilo pode oferecer -inclusive fuzz guitars. Mas o que mais impressiona é a atualidade de músicas como 'Living In The Ghetto' e 'What You Do To Me', que poderiam ser facilmente coverizadas por um Red Hot Chili Peppers e fazer muito bonito. E o que dizer dos mais de 15 minutos de pura psicodelia black de 'Marching To A Different Drummer'?
Vai um chazinho aê?

sábado, 4 de agosto de 2007

LIVING THINGS-AHEAD OF THE LIONS(2005)


Já sei que vou ser massacrado uma vez mais mas 'comprei esse disco naquela lojinha no centro do Rio', da qual tanto já falei, pela módica quantia de '5 merréu'. Juro! E comprei só pela psicodelia da capa. Meu raciocínio foi o mesmo de outros excelentes Lps e cds que adquiri nestes 40 anos como colecionador: algumas capas dizem tudo sobre um disco. E essa foi uma das (muitas) que não me decepcionaram quanto ao seu conteúdo. Talvez aí minha fixação em que todos meus cdrs tenham capa. Em resumo, mais um cd comprado no escuro e ainda descobri que uma das músicas que escutava com certa frequência no rádio do carro e tocando o maior zaralho, a stoneana 'Bom Bom Bom', fazia parte da bolachinha.
A Living Things (se fosse pelo nome nunca teria comprado o cd) é uma banda familiar, mas muito longe de ser 'família', pois é formada por três irmãos -Lillian Berlin(vocais/guitarra), Eve Berlin(baixo) e Bosh Berlin(bateria). Não estranhem os nomes femininos. São todos pseudônimos para Lawrence, Yves e Josh, respectivamente.
Com esta formação lançaram 3 EPs e este primeiro álbum 'Ahead Of The Lions' antes do reforço na guitarra de um amigo de longa data, Corey Becker. Foram apadrinhados pelo mago do grunge Steve Albini que acreditou, desde praticamente o início, no potencial do hard glam da banda e nos excepcionais vocais e letras do hiperativo e frequentemente polêmico Lillian. Aliás, as letras são um caso a parte pois recheadas de críticas políticas, sociais e comportamentais combinadas a uma forte influência beatnick e pitadas de existencialismo. E o som é uma sofisticada crueza com ecos de Stones, T. Rex, Faces e...punk. Esquisito? Que nada! O resultado é um som de alta octanagem mas estranhamente palatável.
O estouro da banda aconteceu quando 'Bom Bom Bom' foi escolhida pelo iTunes para ser oferecida para download gratuitamente e tornou-se tema oficial da engenhoca. Em 2006 estiveram no Brasil para uma apresentação rápida mas impactante no VMB que só assisti posteriormente pelo iutúbi.
Um novo álbum foi prometido para ainda este ano. Já está mais do que na hora.
É, realmente, uma agradável surpresa e, ainda bem, sem pretensões de tornar-se 'a melhor banda de todos os tempos da última semana'.





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quinta-feira, 2 de agosto de 2007

GOLDEN EARRING-MOONTAN(73)


A Golden Earring, além da curiosidade de ser holandesa, acredito ser a banda mais antiga do rock pois o início de suas atividades remontam a 1961. Fundada pelos amigos George Kooymans (guitarra/vocais) e Rinus Gerritsen (baixo/teclados/vocais) seu primeiro single, 'That Day', foi um enorme sucesso naquele país sendo batido somente por 'Michelle', daquela bandinha...como é mesmo o nome? Bem, isso não importa. A escalada de sucessos locais continuou nos anos seguintes até o lançamento do álbum 'Eight Miles High'(69), terceiro com Barry Hay nos vocais, cujo grande sucesso da faixa título, um cover com 19 minutos dos The Byrds, os levou a invadir os EUA e disputar espaço com bandas européias iniciantes como Led Zeppelin e Black Sabbath. Em 70, com a entrada de Cesar Zuiderwick na bateria, a banda completa seu núcleo clássico, intocável até os dias de hoje.
Os tours pelos EUA tornaram-se constantes e amealharam uma expressiva base de fãs até que, em 73, lançaram este 'Moontan' que tornou-se um marco em sua carreira devido ao enorme sucesso mundial da faixa 'Radar Love', até hoje emblemática para a banda. O prestígio da Golden Earring tornou-se invejavelmente estável emplacando até mesmo um novo grande sucesso com 'Twilight Zone', do álbum 'Cut' de 82.
São até hoje cultuados tanto na Europa -na Holanda, onde são deuses, já conquistaram mais de 30 Discos de Ouro- quanto nos EUA, onde já fizeram 25 tours, e lançam álbuns -32 no total- com uma regularidade incrível para uma banda de hard fora do eixo EUA-Inglaterra.


MOONTAN



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