segunda-feira, 22 de maio de 2017

ELECTRIC SWAN / Atualização


E, após um longo período, Lucio 'Swan' Calegari retorna com sua Electric Swan. E não sem mais algumas alterações na formação -um tanto radicais, é verdade- com a entrada de Vincenzo Ferrari e Alessandro Fantasia em substituição a Enrico Garilli e Marco Barbieri, respectivamente, e a saída em definitivo, e sem substituto, do fantástico Paolo 'Apollo' Negri. É claro que a ausência do Hammond B3 de 'Apollo' é profundamente sentida -apenas 2 faixas contém discretas intervenções deste instrumento- mas a nova formação, ainda mais ancorada na potente voz de Monica Sardella e nos ganchudos riffs criados por Calegari, faz muito bonito neste 'Windblown', da abertura com a incendiária 'Cry Your Eyes Out' ao fechamento com a delicada instrumental acústica que dá nome ao álbum.

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Atualizado e republicado em 25.11.2013.

E a tão aguardada sequência de seu autointitulado promissor disco de estreia veio à tona. E não se trata de uma mera continuação daquele disco de 2009, recheado de belas ideias mas com algumas inconsistências nos vocais. Procurando corrigir esta pequena deficiência - que, diga-se de passagem, não chegava a comprometer substancialmente o resultado final -, incorporaram a jopliniana Monica Sardella (também agora vocalista da Wicked Minds, em substituição ao excelente JC Cinell, berço da Electric Swan) ao line-up. Operaram também uma pequena mexida na cozinha, sem alterações relevantes no tempero, com a entrada de Marco Barbieri nos tambores e pratos. De resto, 'Swirl In Gravity' mantém a pegada heavy psicodélica já largamente dissecada no debut, com os riffs precisos e gordos de Lucio Calegari e um dos melhores (senão o melhor!) pilotos de B3 da atualidade, Paolo 'Apollo' Negri. No entanto, soam demasiado exageradas algumas das performances da talentosa e bela vocalista, sem falar no desinspirado e desnecessário cover para 'Move Over'.
Mas para um despretensioso spin off da cultuada, e ora um tanto adormecida, heavy prog Wicked Minds, pode-se dizer que a sonoridade retrô deste cisne eletrificado tem já um belo futuro garantido.





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Originalmente publicado em 01.10.2009.

Ufa! Esse foi difícil de conseguir. Não por ser alguma novidade na rede, nada disso. Este é apenas o exemplo perfeito da preguiça que assola a blogosfera musical. Não se ofendam queridos companheiros de labuta e fumaça, mas é a mais pura verdade.
Minha saga em busca de um link vivo para este disco começou há quase 6 meses, quando descobri uma banda italiana de hard prog chamada Wicked Minds, já na época figurinha fácil nos melhores (e nos nem tanto assim) blogs, e, ao seguir aquele roteiro básico de pesquisa, descobri que seu ótimo guitarrista, Lucio Calegari, havia lançado um excelente projeto com altas doses de psicodelia e o mesmo alto teor vintage de sua banda de fé em fins de 2008 chamado Electric Swan. Imediatamente, comecei a correr atrás deste material e a oferta era farta de...links mortos. E tudo por quê? Porque eram todos o mesmo link! Como ninguém havia tido a civilidade de subir um novo link, em plena era do compartilhamento e altíssima velocidade de conexão, um disco com apenas alguns meses de idade adquiriu status de raridade. E uma vez mais fui salvo pelos torrents, o que, convenhamos!, é uma vergonha pois, afinal de contas, deveríamos estar nos ajudando e não apenas, como reza o jargão blogger, sendo 'chupins'. Amigos blogueiros, esse é o motivo pelo qual insisto tanto no lema: 'baixou, ouviu, gostou, quer disponibilizar? SUBA UM NOVO LINK!'. É tão simples...e não dói nada.
Agora deixando o esporro de lado, vamos a essa pedrada nas orêia. Como afirmei, Electric Swan é um projeto paralelo de Calegari todo (genialmente) produzido na base da camaradagem e contando, entre outros, com uma bela ajuda de seus companheiros na Wicked Minds, o tecladista e exímio piloto de B3 Paolo Negri e o baixista Enrico Garilli. Entre temas próprios -alguns teriam sido escritos para sua banda de origem mas nunca gravados- e covers matadoras para 'Teaser' (Tommy Bolin) e 'Creeping Death' (Metallica), Calegari & Friends dão uma verdadeira aula de como liquidificar propostas musicais tão diversas e chegar a um resultado tão uniforme e com tamanha identidade.
Vale cada minuto gasto em seu download.



segunda-feira, 15 de maio de 2017

NÓÓÓSSINHOOORA...


HAILEE STEINFELD









segunda-feira, 1 de maio de 2017

MOTHER SUPERIOR

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Há muito tempo penso em fazer uma postagem dedicada a este power trio angeleno, preferido de 9 entre 10 produtores e músicos, incluindo aí nomes tão díspares quanto Daniel Lanois, Meat Loaf, Henry Rollins, Pearl Aday, Tony Visconti, Emmylou Harris, George Clinton, Iggy Pop, Mike Patton, Alice Cooper, Wayne Kramer, Josh Homme e, até mesmo, o saudoso Lemmy Kilminster. Seja para rápidos trabalhos (ou mesmo álbuns inteiros, como prefere Lanois) em estúdio ou como banda de apoio (Rollins é um cliente frequente), a Mother Superior é garantia de qualidade e rapidez na execução. No entanto, a iminência de que Jim Wilson (vocais/guitarras), Marcus Blake (baixo) e Matt Tecu (bateria/em substituição a Jason Mackenroth a partir de 2005) lançassem um novo trabalho, que acabou por não se confirmar, provocava um novo adiamento.
Formada em 93 e logo tornando-se -seja pela qualidade dos músicos, pelos riffs e ganchos pegajosos ou pela alta octanagem em palco- bola da vez nos clubs da região, a Mother Superior alcançou um prestígio no mercado do qual poucas bandas mostraram-se capazes. E mesmo com agenda lotada, dividindo estúdios e palcos com uma agenda própria e trabalhos free lance, conseguiram lançar uma penca de álbuns solo independentes até cair nas graças de Henry Rollins, que produziu 'Deep'(98) e ainda valeu-se de seus serviços em um álbum solo, e Wayne Kramer, responsável pelo vigor mais punk de 'Sin'(2002) e 'Thirteen Violets'(2004).
Em 2005, 'Moanin', estreia de Tecu nas baquetas, trouxe mais holofotes à banda e seguiram excursionando e lançando ábuns até 2008, com 'Grande', compilação de inéditas, faixas ao vivo e outtakes. Lamentavelmente, tudo indica que a Mother Superior encerrou suas atividades. Mas deixou um legado de responsa.