segunda-feira, 30 de agosto de 2010

FAISKA

Nascido José Eduardo Fernandes Borges55 anos, Faiska é um patrimônio do rock nacional e um dos mais bem sucedidos músicos de estúdio. No seu instrumento, talvez o mais requisitado e bem remunerado,  seja atuando com meio mundo da MPB, ministrando concorridíssimos workshops, criando e gravando alguns daqueles jingles mais 'chiclete' ou com seu trabalho em personal classes para a IG&T
E tudo começou nos bailes da vida ainda no início dos 70. Chamando a atenção pelo seu estilo calcado em mestres como Blackmore, Hendrix, Beck e Winter, Faiska logo começa a dividir palco e estúdio com medalhões da época e é convocado a integrar o Joelho De Porco a convite de seu baixista, o saudoso Tico Terpins -proprietário de um dos mais importantes estúdios de Sampa-, onde conheceu Zé Rodrix, que passou a escalá-lo constantemente para a gravação de jingles e spots publicitários. Transitando com facilidade por vários gêneros mas sempre deixando sua 'pegada' roquenrou aflorar em cada um destes trabalhos, logo apaixonou-se pelas possibilidades da música instrumental e, entre um e outro trampo (há algum tempo é side man de Fábio Jr.), lançou 3 discos -'Nevoeiro' (1990), 'Stratosfera' (1994) e 'Bend' (2003)- onde, além de demonstrar toda sua precisão e limpeza de execução no instrumento e dar vazão à sua capacidade autoral, detona em todos os gêneros possíveis, do fusion ao country. É verdade que essa versatilidade tende a deixar seus trabalhos (ao menos os 2 que conheço e disponibilizados por aqui) com uma certa cara de workshows ou áudio-aulas, mas é inegável o prazer que suas audições transmitem aos tímpanos de todos os que gostam de uma guitarra tocada com maestria. E suponho que este seja o caso de todos aqui, certo?

G&B Remaster

G&B Remaster
Valeu pelo link, Valladão!!!

Alguém tem o artwork?

PS: baixem logo estes discos pois apurei que sua empresária -ignorante da capacidade de divulgação que temos- é rápida em deletar links e não sei, mesmo com todas as precauções, o quanto os mesmos ficarão ativos.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

CRISTIANO PINHO

Fui apresentado a este guitarrista cearense há pouco mais de 1 ano pelo parceiro Nino (CEO do  saudoso e já citado por aqui Cordas, Bandas & Metais) que me enviou um link para seu cd 'Pessoa' (97). Confesso que, a despeito do excelente trabalho e da demonstração de uma tremenda veia autoral -em que já predominava a influência de suas raizes nordestinas que viria a ser a tônica de todo seu trabalho- o estilo ainda muito contido, influenciadíssimo pelos grandes mestres do jazz e ainda sem uma assinatura própria, não me pegou na veia mas, após algum tempo, temas como 'Amolando Faca' e 'Oasis'  passaram a me assombrar. Passados 13 anos e já um músico requisitado por diversos medalhões (mantém também uma parceria com Fagner que remonta já dessa época) da MPB e da música instrumental tupiniquim, sua pegada encorpou, sua escrita amadureceu assustadoramente e o resultado foi o extraordinário 'Cortejo', recém-lançado e também enviado a mim pelo mesmo Nino. Aqui, além de utilizar-se de timbres mais pesados e cheios daqueles graves matadores que só um humbucking (principalmente em se tratando de uma Gibson Les Paul...aaaffff) pode oferecer, Cristiano nos instiga em uníssonos e mais uma penca de surpreendentes vozes com rabecas, violas diversas e outros instrumentos em composições estupendas e ainda mais recheadas de calangada eletrificada que em seu primeiro trabalho. Impossível destacar um tema em particular tamanha a excelência do material. Seria como se -detesto fazer isso, mas como muitos preferem referências mais ilustrativas...- Jeff Beck (digo, Deus!) voltasse seus ouvidos para o nosso querido nordeste em seu estado mais bruto e impregnado de influência moura e resolvesse apropriar-se da riqueza musical daquela bela região como com os orientalismos (derivativos mas sempre belíssimos) presentes em seus últimos trabalhos. No entanto, para nossa sorte, coube a Cristiano Pinho o mérito de nos proporcionar esta pororoca entre 2 universos tão diferentes e provar que têm tudo a ver. Ou será a ouvir?


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

FIREBIRD (Atualização)

Esse lançamento -bem, não exatamente visto que sequer chegou ao mercado ainda- furou descaradamente a longa fila de postagens programadas aqui no G&B. E não poderia ser de outra maneira já que a Firebird está entre as prediletas recentes da casa e um novo disco era ansiosamente aguardado por mim. Confesso que ainda não o degustei com a devida atenção, até porque lutei muito tempo para conseguir passar de 'Soul Savior' e 'Ruined' -degustadas diversas e extasiadas vezes- e, em uma zapeada básica, acabei travando na deliciosamente rainbowiana 'Arabesque'. Neste instante, desisti de insistir e optei por guardá-lo para uma audição mais acurada e enfumaçada neste fim de semana. Mas, de uma coisa tenho certeza: o restante do material pode até ser uma merda -o que duvido muitíssimobagaraiàbeça!- mas só por estas 3 faixas, 'Double Diamond' merece -a despeito da sonoridade, a princípio, ter me passado a impressão de enxuta demais- a recomendação como item obrigatório em qualquer hd, i-treco ou cdteca que se preze.
Sei que alguns blogs já o disponibilizaram, mas o diferencial aqui é que este link está em acachapante 320k e com a capa (apenas frente) em excelente resolução. Por falar nisso, se alguém encontrar o artwork por aí, não se acanhe em me enviar.
Façam a festa espantando o frio com o fogo desse enfumaçado pássaro!


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Originalmente publicado em 31.05.2010

Respondam sinceramente: se alguém lhes dissesse que Bill Steer, guitarrista de bandas do nível de Carcass e Napalm Death, expoentes máximos do pior que o metal oitentista produziu, formou uma banda devotada a explorar o melhor do rock setentista, vocês levariam essa afirmação a sério ou achariam tratar-se de uma piada de extremo mau gosto? Pois eu, mesmo que um tanto relutante, acreditei, baixei seu último trabalho e não me arrependi, muito pelo contrário. Até porque, segundo apurei, o mancebo esforçou-se tremendamente por reaprender a tocar guitarra -começando por largar um daqueles ignóbeis modelos nipônicos por  uma tão bela quanto rara Les Paul Studio- e, não satisfeito, ainda descobriu que há séculos os "primitivos" desenvolveram um instrumento de sonoridade belíssima e com a incrível vantagem de caber no bolso da camisa  -harmônica ou gaita, como preferirem- e resolveu, também, aprender os seus segredos. Quanto à guitarra, é notável a evolução conseguida no instrumento; já com relação à harmônica, digamos que ainda existe um longo caminho a ser percorrido, mas nada que desmereça seu esforço. E, de quebra, o carcamano ex-grindcoremaníaco ainda descobriu uma música feita por uns negões que costumavam colher algodão mais ao sul dos esteites e ficou fascinado. Daí para Hendrix, Yardbirds, Cream, Mountain, Sabbath, Blue Cheer, Led Zeppelin, Stones, Free, Humble Pie, etc e o firme intuito de renascer  -talvez daí o nome da banda, uma clara alusão à Fênix- sob a sombra de uma música mais instigante percorreu-se um longo caminho -até mesmo devido às constantes alterações no line-up- em direção a uma sonoridade vintage mas sem saudosismos, exalando um frescor impressionante. Como se um mundo de maravilhas lhe fosse repentinamente descortinado.
Por conta disso, seu pai deve ter começado a perceber que alguns itens de sua coleção de LPs estavam desaparecendo como que por encanto. Calma, papai Steer! Foi por uma boa causa! Finalmente, sentirás orgulho de seu pimpolho.

RS
MU

RS
MU

RS
MU


RS
MU


RS
MU




PS: agradecimentos enfumaçados ao Jotabê pela dica.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

AVENGED SEVENFOLD (a.k.a. A7X) / Repost & Re-Atualização

Todos os comentários elogiosos que poderia tecer a esta banda já os fiz nos textos abaixo. Isto posto, limitar-me-ei (mesóclises são de péssimo gosto e por isso divertidas) aos fatos que cercam este novo trabalho e a um breve comentário crítico. Como muitos devem saber, este é seu primeiro disco de inéditas após o falecimento, por uma overdose acidental causada pela combinação de  remédios controlados utilizados devido a uma doença crônica e álcool, de The Rev, um dos mais notáveis bateristas de sua geração, em dezembro de 2009. Mesmo já com alguns temas em fase de pré-produção, o aborto do projeto tornou-se inevitável. Afinal, além do luto natural pela perda de um grande amigo de infância e parceiro de projeto de vida, quem poderia substituir um músico tão talentoso e emblemático da banda? Enquanto compunham novas canções, nomes surgiam e eram descartados. Isso até que Mike Portnoy, grande admirador do trabalho da banda e influência inconteste de The Rev, oferecesse seus préstimos para tão dolorosa empreitada. O resultado tanto agradou a todos que Portnoy -o cara é incansável!- terminou por oferecer-se para todo o tour de divulgação do álbum.
E assim surgiram 'Nightmare' e mais 10 faixas onde percebe-se claramente o quão traumática foi a perda de James Owen Sullivan, o mais velho da banda, no auge de seus 28 anos e com tanto ainda a contribuir para a música. Dividindo-se em petardos heavy com a marca registrada da banda e baladas melancólicas, quase soturnas mas não menos pesadas, em que expõem todas as suas feridas. Mesmo em seus momentos mais acelerados, um inconformismo com o imponderável fica latente, como em 'God Hates Us'. 
Um belo disco, espelho de um doloroso momento, mas talvez não o mais indicado aos neófitos no universo da A7X. Se você interessou-se pelo que leu e deseja conhecer a banda, sugiro começar com o white album e 'City Of Evil'. Depois de fisgado, siga o roteiro e baixe o resto. Afinal, tá tudo aqui e..di grátis!

PS: antes de baixar, assistam a esse divertido vídeo de 'Nightmare', primeira faixa de trabalho e já um grande hit no Boteco G&B, com Jonah, baterista de apenas 5 anos de idade e um dos candidatos ao posto de The Rev em um futuro não tão próximo.



O Disco

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Originalmente publicado em 22/05/2009

Se já os considerava -com a System Of A Down- um dos expoentes do heavy atual, depois de assistir o dvd 'Live At The LBC'(2008), e com a sentida -por mim, ao menos- pausa(?) da banda de Tankian, Malakian, Odadjian & Dolmayan, pode-se afirmar que a Avenged Sevenfold está dominando a cena. É uma verdadeira pancada o som desses moleques, todos instrumentistas irrepreensíveis e muitíssimo à vontade no palco. É claro que, por conter apenas 12 músicas em pouco mais de 80 minutos, muita coisa boa ficou de fora -por mim, poderiam tocar o 'City Of Evil' e o white album na íntegra- mas toda a concepção do show é perfeita e o som está com a pressão que o gênero merece. E antes que alguns 'tios' apareçam e, apenas mirando o visual de alguns integrantes, venham com o papo de que 'é tudo emo', devo lembrá-los que nossos pais, mesmo que utilizando outros termos menos publicáveis, nos diziam o mesmo a respeito de Alice Cooper, Marc Bolan, The Sweet, Kiss e Slade, só para citar alguns, todos ícones de nossa geração. Nossos pais perderam o bonde da história. Desejas o mesmo destino para você? Ah, e o que dizer das bandas de hair metal dos '80 que gastavam mais dinheiro com laquê, camisas de seda e calças de couro dois números abaixo que com palhetas e encordoamentos? Mas neste caso o som...uhn...digamos que algumas até tenham se saído bem.
O que a A7X faz, e este show deixa bem claro, é um rock cada vez mais arraigado no metal de boa cepa, ora extremamente acelerado, até mais
hardcore, ora mais cadenciado, ora com influências prog, mas sempre heavy e contando até com os clássicos fraseados de guitarras terçando vozes. É o oposto da anarquia, mas de desdobramentos extremamente bem calculados, da SOAD.
Completando o pacote, 'Diamonds In The Rough'(2008), uma compilação encartada no dvd e constituída de excelentes b-sides, outtakes e covers -'Walk' (Pantera) e 'Flash Of The Blade' (Iron Maiden)- registrados ao longo dos 10 anos de vida da banda. Agora, é esperar pelo ábum de inéditas prometido para ainda este ano.
Mas me digam se
Zacky não está os cornos de Pete Townshend nos '60, fase mod.




DVD
By Ultimate Warez
CD



E fechando a tampa, um tributo bem divertido e gostoso de ouvir que encontrei lá no Post-Hardcore N' Such




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Originalmente publicado em 08.05.2008.


Neste dia, às 21:24 h e há exatos 13 anos, minha vida mudaria por completo. Naquele momento me senti a pessoa mais importante do mundo, um semideus, senhor de todas as certezas. É que nascia, devidamente documentado por mim em VHS e fotos, a coisa mais preciosa de toda a minha existência: Rodrigo, um tesouro ao qual não se pode mensurar valor.
E esse post é totalmente dedicado ao meu 'headbanger-já não tão mirim' pois trata-se de uma de suas bandas prediletas e, como quase todas, devidamente aplicada por mim.
Sorte dele ter um pai roquenrou e sorte muito maior ainda a minha de ter como melhor amigo meu próprio filho.

Meu cracão de bola...


TE AMO PRACARALHOABEÇAPUTAQUEOPARIUPORRA!!!!





A Avenged Sevenfold -o nome faz alusão à passagem bíblica do Genesis referente a Caim e Abel- é uma excelente banda heavy natural da Califórnia que iniciou suas atividades em 99 quando os desajustados e ainda adolescentes Matthew Sanders (a.k.a. M. Shadows/vocais, guitarra, teclados) e Zackary Baker (a.k.a. Zacky Vengeance/guitarra, piano, vocais) decidiram formatar um novo trabalho a partir de suas experiências em bandas hardcore da região. Convocam, então, Matt Wendt (baixo) e o monstro das baquetas James Sullivan (a.k.a. The Rev) e passam a se apresentar constantemente no circuito de Huntington Beach, onde arrebanham um séquito impressionante devido às performances explosivas, excelentes composições e ao virtuosismo de seus músicos em um gênero pouco afeito a isso, apesar de muitos discordarem: o metalcore. Geralmente, os músicos deste estilo acreditam que tocam muito quando, na verdade, apenas disputam para determinar quem toca mais rápido. Ao vivo, costumam se embaralhar e atropelar tudo que lhes aparece à frente, em especial a própria música que estão executando. Bem, mas isso é papo pra muito gelol e bolinho de bacalhau.
Gravada a primeira demo, logo foram contratados por uma pequena gravadora independente e, já com Justin Sane (provavelmente, também um codinome) no baixo, lançaram 'Sounding The Seventh Trumpet' em 2001, causando um tremendo alvoroço e arrebanhando prêmios diversos de banda revelação. Mas todos sentiam que algo estava faltando. É quando conhecem Brian Haner, Jr. (a.k.a. Synyster Gates/guitarras, piano, vocais) com apenas 18 anos de idade como os demais e já um fantástico músico do estilo shredder -desde os 13 colecionando títulos na categoria-, impressionando-os de tal maneira que regravam 'To End The Rapture' -primeira faixa de 'Sounding...'- e relançam o álbum com esta nova versão. Vocês devem estar estranhando o fato de estar falando tão bem de um guitarrista de um estilo onde raramente vejo qualidades mas, rendo-me, a verdade é que o cara é 'O' cara pois não usa a velocidade para desperdiçar notas. Seus solos são fluidos, pertinentes e extremamente bem encaixados no contexto dos arranjos. Será influência de seu pai, também guitarrista e que, inclusive, participa de várias faixas em todos os discos da banda?
Chega o ano de 2003 e com ele mais uma mudança, desta vez com Jonathan Seward (a.k.a. Johnny Christ) para o baixo. É apenas mais uma alteração visando novas alternativas para seu som, já menos core e cada vez mais metal. E, assim, lançam 'Waking The Fallen', menos acelerado e com um requinte inédito no gênero, apesar de ainda manter os urros de Shadows em algumas faixas. Resultado: críticas fantásticas, até mesmo da (hoje) mainstream Rolling Stone, e eleito um dos melhores álbuns de metalcore de todos os tempos.
A esta altura, meus caros amigos do G&B devem estar pensando que enlouqueci, correto? Nada disso! Tudo isto foi só para contextualizá-los e demonstrar a evolução de uma excelente banda formada ainda na adolescência por já talentosos músicos em um estilo do qual não sou adepto, diga-se de passagem, mas que tornou-se imprescindível para dar-lhes um diferencial em relação às demais bandas heavy. Outro ponto fundamental são as excelentes letras de Shadows, sempre oscilando entre temas históricos, bíblicos e de cunho social e político. Mas sempre com muito humor.
Passam-se mais dois anos e lançam o seu pulo do gato: 'City Of Evil', primeiro trabalho por uma major. Neste álbum, finalmente, formatam sua sonoridade com a ajuda do excelente produtor Mudrock, que já havia promovido algumas mudanças em 'Waking The Fallen'. Agora, livres por completo dos vocais guturais, a A7X -abreviação criada por Zacky- demonstra todo seu virtuosismo e abre um leque enorme de influências indo do heavy clássico de Judas Priest e Iron Maiden ao prog, perfeitamente representadas por excelentes e grandiosos arranjos de orquestra, belos fraseados de violão (sempre a cargo de papai Brian Haner, Sr.) e um uso maior de teclados, mas sempre com muita propriedade. Tudo isso sem abandonar completamente a urgência do hardcore californiano. Um petardo perfeito em todos os sentidos e que ainda conseguiu a proeza de transformar o riff de 'Beast And The Harlot' em um chiclete só possível de extrair da mente de quem o escuta através de lobotomia. E o que dizer do hit 'Bat Country'?
Achavam que não conseguiriam fazer nada melhor? Completo engano! Em 2006 trancam-se em estúdio novamente com Mudrock, agora co-produzindo com a banda, e lançam em 2007 um novo trabalho simplesmente denominado 'Avenged Sevenfold', como que a indicar um marco zero na carreira da banda. É verdade que as sementes dessa dessa bela obra já vinham sendo plantadas desde 'Waking The Fallen' e potencializadas em 'City Of Evil', mas não se poderia prever um resultado tão genial. Ouso afirmar, até mesmo em alusão à cor da capa, que este é o seu 'White Album'. Se não acreditam, atraquem-se a faixas como 'Critical Acclaim', 'Gunslinger' (uma clássica introdução bluesy acústica executada com bottleneck desembocando em pauleira pura), 'Unbound' (com um inesperado vocal infantil), 'Lost', 'Dear God' (belíssima!) e aquela que tornou-se seu tour de force: a teatral e multifacetada 'A Little Piece Of Heaven', 8:00 min de um já clássico do rock com arranjos de orquestra, sopros e coro a cargo de ninguém menos que Steve Bartek, arranjador de todos os trabalhos de Danny Elfmann, seu companheiro de Oingo-Boingo e um dos maiores trilheiros da atualidade. Aliás, o disco como um todo já pode ser categorizado como um clássico contemporâneo.
Não temo afirmar que, apesar de ter sido um ano fraquíssimo em termos de qualidade nos lançamentos, meu voto como melhor álbum de 2007 vai para este 'Avenged Sevenfold'. Gostei tanto que acabei adquirindo-o original.
Sinceramente, contra o A7X só posso apontar o visual de alguns integrantes, um tanto quanto...sei lá como definir. Deixo isso a cargo de vocês pois a mim pouco importa.
O que será que estão aprontando para um futuro que, espero, esteja bem próximo?


PLAY IT TOO LOUD!!!!













quinta-feira, 12 de agosto de 2010

CRÁSSICOS IX:ARMAGEDDON (Repost)

Atendendo ao pedido do parceiro Silvestre Lira, e também porque fui dos primeiros a disponibilizar esse clássico cult dos seventies, um disco que não pode faltar em nenhuma estante roquenrou.

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Originalmente postado em 31.03.2007

Bom, gallera, depois deste post espero redimir-me com vocês, pobres inocentes, do 'RARIDADES by Sarah Celeste' que, por ingenuidade e pureza de sentimentos, disponibilizei atendendo as súplicas de ser humano com caráter tão duvidoso quanto o Sr. Miguel. Espero, sinceramente, que me perdoem pois fui induzido por este vil elemento a um erro e, com isso, arranhei irremediavelmente a credibilidade do G&B. Sinceramente...
Do Armageddon, banda formada por Keith Relf (vocais, harmônica), Martin Pugh (guitarras), Louis Cennamo (baixo) e Bobby Caldwell (bateria, percussão e vocal) não vou falar nada visto não haver o que acrescentar pois o que sei, com certeza, é o mesmo que já foi publicado em dezenas de wikis por aí.
No entanto, quando adquiri em 75 este Lp, confesso que foi pela capa pois na edição nacional não havia informação nenhuma sobre os componentes da banda mas, sacumé, adolescente com dinheiro na mão implorando pra ser gasto, uma bolacha com uma capa bacana e...acertei na mosca mais uma vez!
Quando escutei 'Buzzard', com aquela guitarra cheia de fuzz (me parece um Big Muff) e wah-wah, quase caí duro! Que pancada! Que banda! E que álbum!
Pena que só lançaram esse. Talvez tenha sido melhor assim.
Também não vou falar porra nenhuma sobre o curriculum dos caras após a dissolução do Armageddon pelos mesmos motivos já expostos acima.
Se você já conhece e ainda não o tem em cd, BAIXE JÁ!
Se você não conhece, mas sabe quem são essas figuras -Keith Relf, em especial, é uma lenda- que formaram o Armageddon, BAIXE JÁ!
Se você não conhece a banda nem faz a menor idéia de quem são seus componentes, faça um favor a si mesmo e não perca este belo e barulhento capítulo da história do rock, BAIXE JÁ!

Estou perdoado?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

GIANTS-GIANTS (1978) / G&B Remasters

Estou me despedindo deste belo exemplar em vinil de rock/funk/jazz/latin fusion devido a uma proposta irrecusável (para nossos padrões) por parte de um colecionador gringo que, certamente, conseguirá revendê-lo no exterior por, no mínimo, 5 vezes o que pagou. Provavelmente, poucos de vocês conhecem este trabalho e, só para sacanear o tal gringo, vou desvalorizar um pouquinho o 'passe' desse bolachão publicando sua versão G&B Remaster for all com artwork completo. Mas, afinal de contas, do que se trata esse disco?
Em 78, Greg Errico, um dos mais renomados bateristas/percussionistas da época, recebeu um convite da Columbia germânica para gravar um disco destinado exclusivamente àquele mercado. Muito querido por meio mundo musical, convidou alguns  destes amigos para ajudá-lo na empreitada -que deve ter contribuido para engordar a conta bancária de Errico- e, assim, uma verdadeira tropa de elite musical trancou-se nos estúdios da Columbia em Frisco e em poucos dias registraram 7 faixas recheadas de swing e muito improviso. Mas quem seriam estes amigos? Nomes totalmente obscuros como Carlos Santana, Herbie Hancock, Greg Rollie, Lee Oskar, Neal Schon, Wendy Haas e muitos mais. Além de quase todo o line-up de uma tal Santana Band.
Acho que agora ficou claro o porquê deste projeto chamar-se 'Giants'. Ou não?