sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

THE MARS VOLTA-THE BEDLAM IN GOLIATH (2007)


Acho que pela ilustração da capa muitos já sacaram que se trata do último álbum da banda prog -talvez o mais correto seja punk prog, por mais paradoxal que possa parecer- mais instigante da atualidade. Ontem, em um dos poucos momentos de bobeirinha em meu escritório, fiquei sabendo que haviam acabado de desovar um novo trabalho e resolvi correr atrás. Para minha surpresa encontrei os poucos links existentes detonados. Imediatamente, liguei para a Primeira-Dama do G&B, e Vice-Presidente Executiva da S.E.F.O.D.I. (Secretaria Especial de Fomento, Orientação e Desenvolvimento em Informática), em busca de socorro e ela teve a brilhante iniciativa de procurá-lo em arquivos torrent e agora é todo de vocês, rápido como se furta. Ah, e com a capa completa!
Aproveitem.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

DICA DE SHOW-MOJO SOCIETY

Para uma melhor visualização clique na imagem

Queridos amigos e amigas, é um excelente
show. Programaço pra fechar uma semana de ralação. Vale muuuuiiiiito a pena!
Se ainda não conhecem a banda, o CD em questão está postado aqui no
G&B e, até este momento, foi baixado 246 vezes.
Confiram!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

THE MOODY BLUES

Esse post é dedicado com muito carinho à Beth, Primeira-Dama do Seres Da Noite, fã de carteirinha de The Moody Blues.
Beijos!





Estou protelando este post há um bom tempo pois, sinceramente, não sei o que dizer a respeito desta banda, que já não seja por demais conhecido. Bem, vou tentar acrescentar algo.
Tomei ciência da existência do The Moody Blues, acredito que como quase todos de minha geração, através de 'Nights In White Satin' de 'Days Of Future Passed'(67), seu primeiro álbum com a formação e estilo que os tornaram famosos -Justin Hayward (vocais/guitarra), John Lodge (vocais/baixo), Mike Pinder (teclados/mellotron/chamberlin/vocais), Ray Thomas (flautas/percussão/vocais) e Graeme Edge (bateria/percussão). Desde sempre dormi com um radinho de pilha escondido debaixo do travesseiro escutando as AMs da época, Tamoyo e Mundial. E foi numa dessas preparações para me entregar aos delírios de Morfeu que escutei este verdadeiro hino, uma balada completamente diferente de tudo que havia escutado antes, com um singular arranjo de cordas sinfônico e com uma estrutura vocal incomum para uma banda de rock. Um tema mezzo bluesy, mezzo erudito e ao mesmo tempo ingênuo e que, mesmo sem saber nada de inglês em meus 8 aninhos, parecia me guiar com segurança aos meus sonhos. Ninguém podia adivinhar que com aquela canção, e o disco a que ela pertencia, estava surgindo a primeira banda prog rock da história, mesmo este termo ainda não tendo sido cunhado à época.
O disco é um verdadeiro marco no rock pois, além de conceitual já que descrevia de maneira singela a rotina de um homem comum, foi o primeiro a utilizar de forma ostensiva dos serviços de uma sinfônica, a The London Festival Orchestra, e com um resultado impressionante -seja musicalmente, seja na qualidade perfeita da gravação. Aliás, o apuro na engenharia de som em todos os trabalhos da banda é um caso a parte e o produtor Tony Clarke desempenhou um papel fundamental nesta área. Desnecessário dizer que 'Nights In White Satin' usurpou todos os primeiros lugares dos hit parades em todo o mundo, um verdadeiro fenômeno. Um caso raro de perfeito casamento entre prestígio e popularidade.
E como manter sucesso tão estrondoso? A opção escolhida pela banda foi ousar cada vez mais. E assim sucederam-se álbuns, na sua grande maioria conceituais, cada vez mais rebuscados e com temas os mais diversos. Experimentações várias, uso de diversos e -muitas vezes- exóticos instrumentos sempre tocados pelos próprios membros, a já citada excelência da engenharia sonora e a liberdade criativa proporcionada pela abertura de um selo próprio -Threshold- ajudaram a forjar o som, mais próximo da linguagem folk prog, dos Moodies, como são carinhosamente chamados. É i-m-p-o-s-s-í-v-e-l não reconhecer a banda já em seus primeiros acordes.
Entre 67 e 72 -a chamada golden age- foi a banda prog recordista de vendagens e sempre mantendo o prestígio em alta. É muito difícil, para não dizer impossível, determinar o melhor álbum desta primeira fase. No meu caso, tenho uma predileção por 'Every Good Boy Deserves Favour'(71), simplesmente por conter uma sequência matadora logo na abertura com 'Procession'/'The Story In Your Eyes', uma verdadeira aula de história da música em que são utilizados -segundo conta a lenda?- mais de 30 instrumentos musicais.
Após a turnê de 'Seventh Sojourn'(72), resolvem fazer um hiato por tempo indeterminado com o objetivo de tocar suas carreiras-solo e durante este período lançaram uma dúzia de álbuns, a grande maioria de Hayward e Lodge (os compositores mais prolíficos da banda), e todos de enorme aceitação.
Este hiato termina em 77 quando anunciam o seu retorno aos estúdios, apesar do desrespeito de sua antiga gravadora que lança um álbum gravado em 69 -'Caught Live + 5'- extremamente mal mixado e contendo 5 sobras de estúdio para atender à demanda de um público ávido por um novo trabalho. Mesmo assim, retornam com o apenas bom 'Octave'(78), demonstrando uma aparente tendência a canções mais curtas e desvinculadas de conceito, mas com qualidade suficiente para saciar a saudade dos fãs. No entanto, Pinder recusa-se a excursionar sendo substituído por nosso velho conhecido Patrick Moraz. O que parecia improvável -a substituição de um membro tão importante já que, além de fundador, seu mellotron e, posteriormente, o chamberlin (instrumentos que ajudou a desenvolver e foi principal endorser) eram marca registrada da banda- mostrou-se perfeitamente viável e, em 81, lançam a obra-prima desta sua segunda fase: 'Long Distance Voyager', um trabalho notável da primeira à última faixa e digno de qualquer outro álbum de sua fase áurea, além de trazer de volta -mesmo que parcialmete- a proposta de obra conceitual. O resultado foi um novo boom da banda. Um detalhe curioso é que as músicas de trabalho deste álbum não emplacaram por aqui mas, sim, 'Talking Out Of Turns'. E fomos muito felizes nesta escolha pois é, realmente, uma das melhores -se não a melhor- faixa.
A partir de então passam a lançar discos com regularidade, todos muito bons, mas com uma certa atmosfera burocrática e, durante esse percurso, perderam Moraz e Thomas. Hoje, reduzidos a um trio, continuam a lançar discos -o último de estúdio é o fraquinho 'December'(2003), um indefectível disco natalino- e a excursionar acompanhados de músicos contratados e, eventualmente, por uma sinfônica.
Antes que me questionem porque não coloquei nenhuma daquelas inúmeras compilações que abordam a formação inicial da banda, esclareço que foi propositalmente visto o estilo ser completamente diferente, já que voltado para o r&b e, além disso, é muito fácil pescar boiando pela rede.
Atraquem-se a estes links pois The Moody Blues é fundamental!

SELECTED LIVE RECORDS



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

BLACK MERDA


Já não me lembro quem me indicou como, também, de onde baixei esse cd que compila os dois únicos álbuns dessa banda que de interessante não tem somente o nome.
O certo é que a Black Merda (o 'merda', segundo ouvi dizer, refere-se à pronúncia black dos ghettos de Detroit para murder, nada tendo, portanto, em comum com...bem, não vou entrar em detalhes), formada por Charles Hawkins (vocais/guitarras/violões/piano), Anthony Hawkins (guitarras/violões), VC L. Veasey (baixo/violões), Tyrone Hite (bateria-disco 1) e Bob Crowder (bateria-disco 2), é apontada como primeira banda de rock formada exclusivamente por negros. Antes disso, sem Charles e sob vários outros nomes, atuavam como suporte para vários astros da Motown e de outro grande selo ligado ao soul/funky, Brunswick.
A mudança, assim como para quase tudo que se fez em música a partir de então, ocorreu quando do surgimento de um negão gente fina que tocava uma guitarrinha meia-bomba, um tal de Jimi Hendrix. Conhecem? Não? Bem, eu já ouvi falar assim por alto. Certo dia, os caras pararam em frente a uma loja de discos que ostentava um cartaz com a capa de 'Are You Experienced?' e dando a entender tratar-se de uma banda de rock. Os negões pensaram: 'O quê? Um negão com cabelo black power e tudo tocando rock? É ruim, hein!?' Mesmo assim, juntaram os trocados que haviam destinado ao hot-dog e resolveram comprar o LP pois, pelo menos, poderiam acender um beck e teriam diversão garantida- 'Imagina! Negão tocando rock! Vai ser hilário!'. Na larica depois dariam um jeito. O resultado é que, durante dias, o LP não saiu da carrapeta. Estavam viciados. Cada detalhe da performance de Hendrix e banda era estudado em seus mínimos detalhes. A princípio, tinham idéia de se aterem à mesma formação de power-trio utilizado pelo Experience mas, é claro, logo concluiram que este era um formato para pouquíssmos privilegiados. E é neste instante que entra Charles 'Hawk' Hawkins pois, além de bom compositor, tinha um gogó muito próximo ao daquele gigante da Strato branca que tanto os impressionara. E assim nascia o Black Merda.
Ralaram por mais de 2 anos até que conseguissem lançar seu álbum homônimo, um misto de tudo que rolava no rock à época -do psych ao hard- com um intenso groove black e...muito, mas muito mesmo, Hendrix. Tudo ao mesmo tempo agora.
É óbvio que não venderam poooorra nenhuma mas insistiram e, após a troca no comando das baquetas (já repararam que bateristas são como técnicos de futebol? O time tá perdendo? Troca o técnico!), ainda fizeram mais uma tentativa com 'Long Burn The Fire'(72) e....continuaram não vendendo bulhufas.
A bem da verdade, se não fosse a grande rede, a Black Merda e várias outras bandas -já disse isso antes- estariam na...é, aí mesmo. E algumas, realmente, mereciam continuar por ali. Com o relançamento de sua curta obra em cd, houve uma redescoberta da banda como a oitava maravilha da indústria musical -tanto que os caras voltaram à ativa e estão fazendo shows à beça- mas não é nada disso. É apenas um som muito do bacana, delicioso de curtir, com letras engajadas do tipo powertotheblackpeople e que merecia, sim, ser lançado em formato digital. Nem que, simplesmente, pela curiosidade de ser a primeira banda de rock formada por negros.
Não se esqueçam de que há bem pouco tempo esse título pertencia ao magistral Living Colour, surgido apenas nos anos 80.


Bom, como notei que a gallera se amarra numa merda, que tal soltar uns peidos? Aqui, vocês poderão escolher o seu predileto. Mas peidar de maneira correta exige uma técnica apurada. Portanto, cuidado para não fazerem merda!!!


Uma substanciosa contribuição de Miguelito, El Gran Merda Furón!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Dica de Show - Tributo a LYNYRD SKYNYRD


Aê, Gallera, diversão garantida ao preço de duas geladas.
É mole ou quer mais?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

BO BICE


Ao pensar em montar um post sobre esse excelente cantor/compositor deparei-me com um desafio enorme: como fazer com que se interessem por um ex-calouro de programa de TV? Sim, porque Bo Bice participou da 4ª edição do American Idol.
Cheguei à conclusão que o melhor seria expor o que despertou meu interesse pelo seu trabalho e esperar que isso seja suficiente. Então, vamos lá: a Primeira-Dama do G&B costuma assistir com assiduidade o programa American Idol desde sua 2ª edição; eu, no entanto, nunca fui muito afeito a esse tipo de formato e assistia uma e outra etapa enquanto devorava um de meus tradicionais sandubas noturnos ou, quando, porventura, estando no meu home-studio (vizinho à nossa suite), escutava uma interpretação que julgava interessante -no anterior, isso ocorreu em muito menor escala somente com Fantasia Barino, uma negona com uma voz incrível mas com muitos poréns. Ocorre que, já no primeiro dia da 4ª edição, estava trabalhando no computador -localizado no já citado home-studio- quando uma interpretação de 'Drift Away' chegou-me aos ouvidos de uma maneira que imediatamente me fez parar tudo e correr para conferir quem estava cantando de forma tão convincente, e com um estupendo timbre entre um Gregg Allman e um David Clayton-Thomas, aquele clássico de Dobie Gray. Encontrei minha Primeira-Dama com o queixo no chão, até hoje não sei se somente pela interpretação ou se por outros motivos de conotações, digamos assim, extra-musicais. E foi aí que comecei a acompanhar esta edição do AI e, paralelamente, a pesquisar sobre o moço na grande rede. E, a cada etapa, as belas performances se sucediam, principalmente quando lhe era dado o direito de escolha do repertório. Assim o moço perfilou, prestem atenção no track list!, 'Whipping Post', 'Spinning Wheel', 'Remedy', 'Corner Of The Sky', 'Free Bird', 'Vehicle' (aclamadíssima, tanto que tornou-se parte de seu primeiro single), 'In A Dream' (um a capella que levantou o auditório) e, após 20 semanas, o gran finale com 'Sweet Home Alabama' acompanhado de seus ídolos Lynyrd Skynyrd. Já lá pelo meio não torcia mais para que vencesse pois temia que seu enorme potencial fosse domado pela indústria musical, neste caso específico Mr. Clive 'Dracula' Davies, o que ocasionaria a morte de um grande talento. E Bo, de fato, não venceu -ficou em 2º lugar- mas sua popularidade a esta altura era tão absurda que o 'tubarão' resolveu abocanhá-lo assim mesmo. Resultado: um primeiro disco, 'The Real Thing', se não de todo ruim devido a suas impecáveis interpretações, recheado de baladas entre uns poucos rocks (nenhum de sua própria lavra) e com uma produção extremamente pasteurizada. Vendeu bem? Sim, vendeu muuuuiiiiito bem -em torno 2,5 milhões de cópias só nos EUA- e rendeu-lhe uma situação financeira confortabilíssima devido aos mais de 150 shows sold out anuais.
No entanto, Bo Bice não estava nada satisfeito com esta situação.
Vamos agora à segunda parte e, para isso, voltaremos um pouquinho no tempo. Como disse, em paralelo, pesquisava sobre o cara pois, para mim estava claro, um talento desses não poderia ter surgido do nada. E foi aí que descobri que Bo já ralava há quase dez anos e, com antigos companheiros -Kris Bell e Heath Clark (guitarras), John Cooper (baixo), Shane Sexton (bateria) e Thomas Lee (teclados)- já havia gravado um cd, 'Recipe For Flavor', em 2000 e que é puro southern rock. O nome da banda? Sugarmoney. Como nada acontecia, e Bo já com 28 anos e casado, decidiu candidatar-se a uma vaga no American Idol mas prometeu a todos que se tudo desse certo toda a banda seria beneficiada. Bem, o resto vocês já sabem.
Mas o que eles, ingenuamente, não previam é que a gravadora impediria que fossem utilizados como sua banda de apoio e este foi mais um dos motivos de descontentamento, desencadeando uma série de atritos com Clive Davies e culminando em seríssimos problemas de saúde que quase levaram nosso herói à morte. Essa terrível experiência e o nascimento de seu filho com certeza lhe abriram novas perspectivas fazendo com que resolvesse comprar definitivamente a briga com o todo poderoso, após uma longa batalha judicial, conseguindo que seu contrato fosse rescindido e, assim, tivesse meios de fundar seu próprio selo -Sugarmoney- para lançar seu segundo álbum de maneira independente e da forma com que sempre sonhara: cercado de seus companheiros de banda e com convidados mais que especiais que acreditassem em seu trabalho. Entre estes últimos, A.J. Croce (filho de Jim Croce, com quem escreveu várias músicas), Steve Gorman (bateria-Black Crowes), Glenn Worf (baixo-Mark Knopfler/Bob Seger) e as lendas Chuck Leavell (teclados) e Waddy Wachtel (guitarra/lap steel e muito mais). E assim nasceu 'See The Light'(2007), um discaço de rock tipicamente americano da primeira à última faixa -mas focado no southern, sua grande paixão- para o qual foram compostas mais de 30 músicas e com o aproveitamento de 10, sendo minha predileta 'Whiskey, Women & Time' (uma das duas da fornada antiga do Sugarmoney -a outra é 'Sinner In A Sin'), mais de 6 minutos de puro southern rock da melhor estirpe. Outra grande pedida é 'Witness' com um belo trabalho raivoso de wah-wah. E o que dizer do tom creedenciano de 'This Train'? Tem até uma 'festa de arromba' southern: 'Take The Country Outta Me'. Bem, vamos parar por aqui.
Além destes dois cds, disponibilizei um link com o b-side 'Vehicle' (acachapante cover do Ides Of March) com participação especialíssima de Ritchie Sambora e outro com todas as suas participações no American Idol. Infelizmente, nunca me deparei com o álbum do Sugarmoney mas quem sabe uma alma caridosa não nos faz este favor?


-'See The Light' Bonus Tracks-

Um beijãosão pra Márcia, a maior fã de Bo Bice que conheço, por me enviar esse material

domingo, 10 de fevereiro de 2008

RARE EARTH-DREAMS/ANSWERS(1968)

Gallera, esse post, além da óbvia função de disponibilizar a raridade maior de uma banda que está entre minhas prediletas, tem por objetivo maior ajudar o Vinícius (Toissoblog) em uma encrenca que ele se meteu em uma comunidade zeppeliniana.
Pelo que entendi, ele afirmou que o Led Zeppelin recebeu influências de bandas diversas e, entre estas, estaria o Rare Earth, especificamente de seu primeiro disco, 'Dreams/Answers', lançado pela Verve em 1968. Ocorre que fã xiita de Led Zeppelin, apesar do notório excelente gosto musical, costuma ser extremamente virulento em suas posições e nosso amigo já entrou em colapso pois recebe constantes ameaças criptografadas em inocentes anúncios de jornais, em seu emprego já foi rebaixado de cargo 3 vezes -agora é 'operador de mopi', anda sentindo sabores estranhos no outrora delicioso hot-dog da barraquinha da esquina, Austin Powers foi contratado a peso de ouro para capturá-lo morto ou esquartejado, o Louro José mandou violentos avisos em forma de mensagem subliminar em várias de suas aparições televisivas, entre outras formas de retaliação. E, para finalizar, sua família já ameaça largá-lo à própria sorte já que Vinícius entregou-se às drogas pesadas. É, agora torce pelo framengo, filiou-se ao PT, só ouve Sorriso Maroto, Banda Eva, Calcinha Preta, Papas Na Língua, Calypso, MC Créééuuu, Latino, comprou vários móveis da Casas Bahia, etc. Domingo passado, segundo relato de um informante anônimo, foi reconhecido assistindo, através de uma vitrine do Ponto Frio, a trinca Faustão-Fantástico-BBB8. Overdose na certa!
Sendo assim, o G&B, já definido por alguns como 'serviço de utilidade pública', resolveu fechar a questão de maneira pacífica. Sugiro que baixem o álbum, um rip de vinil de qualidade nota 8,219+, tirem suas próprias conclusões e deixe-nos conhecê-las pelos comentários. Quem sabe, assim, consigamos salvá-lo da aniquilação através de um abaixo-assinado ou, se for o desejo da maioria, mandá-lo de vez para o paredão. Afinal, aqui, vocês decidem! Acho que já ouvi isso em algum lugar...
Além disso, neste álbum encontrarão a primeira versão que fizeram para 'Get Ready' e seus primeiros singles, 'Stop/Where Did Our Love Go' e a excelente 'King Of A Rainy Country'.
Peço desculpas pela demora, Vinícius. Sinceramente, espero que minha ajuda não tenha chegado tarde demais e ainda estejas gozando de plena saúde física e mental.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

COLUNA ANTI-SOCIAL VII

G&B e Ser Da Noite com suas adoráveis primeiras-damas

Beth, Ser Da Noite, Eu e Rodrigo (a.k.a. Headbanger-Mirim)

O simpático Hélio já na área

Rodrigo como o diabo gosta!

Sábado, 02 de Fevereiro de 2008, Sede Náutica do Seres Da Noite, Joatinga/RJ.
Mais um daqueles dias inesquecíveis. Bem, ao menos o que me lembro dele.
Chegamos, eu e família, por volta de 10:30 da manhã e, após nos instalarmos, iniciamos, acompanhados do sempre solícito anfitrião, nossa descida rumo à praia.
Após arrumarmos nosso farnel -cadeiras, barracas, toalhas, etc- desfrutamos das delícias de um sol castigante em contraste com um mar calmo e de água límpida e na temperatura certa.
E, para completar, ainda conhecemos uma figuraça gente finíssima, Fred, que nos brindou com uma bagana do veneno. Para quem estava parado há quase um mês...UAAAAUU!!!
Após aproximadamente 2 horas daquela vidinha maomeno regada a cerveja estupidamente gelada servida por Nonô & senhora, muito papo, uns tchibuns acompanhados de umas tentativas frustradas de pegar umas ondas de peito (ou jacaré, se preferirem) e alguns biscoitinhos globo, levantamos acampamento para nos dedicar à preparação da segunda parte da esbórnia: o churrasco. Desta vez, já calejados, tudo saiu a contento -nem mesmo esqueci a linguiça toscanella- com doses maciças de cerveja geladíssima, picanha, fraldinha, coxas de frango e os já tradicionais molho a campanha, farofa e salada de batatas. E, lógico, o roquenrou rolando solto do ITreco.
Em determinado momento, alguns simpáticos locais juntaram-se a nós trazendo ainda mais carne e cerveja. E tome de chegar gente! Resultado: em pouquíssimo tempo estávamos todos envolvidos em abobrinhas animadíssimas que pareciam não ter fim e como se nos conhecêssemos desde sempre. Era tanta gente que, realmente, fica difícil lembrar o nome de todos(as) os(as) presentes: Duda, um excelente contador de causos que, infelizmente, está ausente destas fotos pois no momento em que foram tiradas ele encontrava-se assistindo o jogo daquele time ridículo cujo nome prefiro omitir; Natália, sua adorável namorada, que teve de aguentar um lobby maciço dos presentes para que se decidisse por morar naquele paraíso; Hélio e patroa (desculpa, meu anjo, esqueci seu nome!), um espetáculo de casal, amabilíssimos e extremamente inteligentes; a saltitante Priscilla, toda purpurinada, vinda de um bloco carnavalesco em Santa Tereza; e mais uma penca de princesas das quais, como já afirmei antes, não há como lembrar de todos os nomes.
A festa estava tão perfeita que nosso sempre amável anfitrião decidiu radicalizar e colocar na roda sua famosa cachaça special reserve. Bem, a partir daí tudo é lenda e só sei que fomos dormir por volta de...sei lá que horas! A verdade é que se a chuva não tivesse começado a mostrar suas caras, talvez tivéssemos varado a noite. Afinal, nada que uma boa dose de soro não cure.
Só tenho a agradecer uma vez mais à delicadeza dos anfitriões Ser da Noite e Beth (é assim mesmo?) e à gallera que se juntou a nós pois é muito raro uma integração tão rápida e agradável entre pessoas que, até àquele instante, pouco ou nada se conheciam.

À Demande!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

KT TUNSTALL-DRASTIC FANTASTIC(2007)

Calma, não se assustem com essa capa glitter! É o mesmo pitéuzinho made in scotland com seu delicioso e bem urdido folk. Também tomei um choque com essa imagem já com medo que tivesse se bandeado para um estilo meio Kelly Clarkson. Fiquei tão intrigado que comecei a questionar o porque de uma capa tão fora de contexto em relação a seu conteúdo e concluí que a idéia era justamente fazer uma crítica ácida e bem-humorada às cantoras que, logo após um excelente trabalho, deixam-se seduzir pelo mercado e passam a fazer um pop rasteiro e a posar de gostosas.
É bem verdade que, a uma primeira audição, não se encontra nenhuma canção que te pegue de jeito como em seus trabalhos anteriores -já postados por aqui- mas a bolachinha cresce bastante nas audições seguintes. Uma das músicas de trabalho, 'Little Favours', é uma regravação -na realidade, uma total desconstrução de tão diferente da original- de uma das pérolas perdidas em seu primeiro e independente álbum -'Tracks In July'- assim como a belíssima 'Paper Aeroplane'. Destaco ainda 'Hold On', típica obra tunstalliana, o toque de contemporaneidade de 'Funnyman' e 'White Bird' com sua mágica levada lounge.
Não tenham receio. Ainda é a talentosa KT Tunstall que nos surpreendeu há alguns anos com 'Eye To The Telescope'.