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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

CRÁSSICOS XVIII: PARIS (G&B Remasters) / Repostagem



Originalmente publicado em 17.11.2008.



Tudo bem, eu sei que o nome é ruim, que os caras não são nada fotogênicos e as capas dos álbuns não ajudam em nada. Mas, na verdade, o que interessa é o som, certo? E, neste particular, a qualidade desta banda é inegável. Na verdade, podemos considerá-los um supergrupo já que todos os seus integrantes são oriundos de bandas 'de responsa'.
Em 1975, logo após 5 bons, porém subestimados, discos com a Fleetwood Mac em sua chamada 'fase de transição' -Mick Fleetwood afirmou que sem sua capacidade autoral, qualidade como instrumentista completo e determinação, a banda teria sucumbido-, Bob Welch sentia-se pronto para vôos mais altos e, entre seus desejos, estava o de liderar sua própria banda com os músicos mais capazes de viabilizar todo o seu potencial criativo. Encontrou, então, em Glenn Cornick -baixo, ex-Jethro Tull e Wild Turkey- e sua parede de amps (no mínimo, seis) e Thom Mooney, o filho do trovão e ex-Nazz, nas baquetas o combustível ideal para o audacioso projeto de um power trio. Voilá! E assim fez-se Paris!
Já no ano seguinte lançam seu primeiro e autointitulado álbum recheado de um hard rock de altíssimo nível, seja pela qualidade das ganchudas composições recheadas de riffs certeiros -a grande maioria de Welch, mais complexas que o de costume no gênero e com alguma influência zepelliniana- ou pela qualidade na execução dos excelentes arranjos em uma produção azeitada. Já na abertura mandam uma estocada nos tímpanos, 'Religion', que dá as boas-vindas de maneira perfeita para outros destaques como 'Starcage', 'Black Book', 'Beautiful Youth' e 'Red Rain'. Inexplicavelmente, o disco não aconteceu, apesar das críticas positivas de algumas das mais conceituadas publicações da época.
Ansiosos por um bom resultado, poucos meses depois lançam 'Big Towne, 2061' que, apesar de uma certa pisada no freio e do 'roubo' de mais um baterista de Todd Rundgren -Hunt Sales (ex-Runt)-, é outra porrada nos cornos. Desta vez abrem com uma pancada -'Blue Robin'- recheada de groove e um hit em potencial (seu único defeito é ser curta demais) e durante todo o disco novas e estupendas surpresas -a faixa-título entre elas- se sucedem até culminar com 'Janie' (se não me falha a memória, uma das poucas compostas por toda a banda), um trabalho beirando o prog, que está entre minhas prediletas desde então. E acredito que de qualquer proghead que a ouça.
Mais uma vez, as coisas não sairam conforme esperado e, mesmo com Welch já tendo composto material para um terceiro álbum, resolvem pela separação. Posteriormente, grande parte deste material viria a ser aproveitado no bom, porém bem mais pop, 'French Kiss'(77), primeiro álbum e também maior sucesso de sua carreira solo que, justiça seja feita, foi um enorme desastre, chegando até mesmo a enveredar pela disco music.
Sou grande admirador destes dois trabalhos e os conheci na época de seus lançamentos. Sempre estiveram entre as minhas prioridades desde que comecei com este maldito vício de downloadear mp3, mas só há uns 3 anos os consegui através do jurássico Winmix -levei quase 1 ano para baixar todas as faixas, é mole?- e, apesar de oriundos de matriz digital, vieram com bitrates completamente diferentes, o que lhes deixava com uma total falta de unidade no volume e equalização de frequências, tornando a 'remasterização' uma obra de muita paciência, mais até que a dispendida para a restauração de muitos álbuns de vinil que já passaram por minhas mãos. Não faço a menor ideia se estes discos ainda são raridade na rede, mas uma coisa garanto: quem baixar sem a menor idéia dos anos de seus lançamentos, periga concluir estar escutando a 'melhor banda sueca de hard rock da atualidade'. Meu predileto? Talvez seja o primeirão por conter mais peso e uma muito bem produzida crueza. Mas a qualidade autoral, sofisticação e equilíbrio de 'Big Towne, 2061' também são um forte atrativo, além de conter as já citadas 'Janie' e 'Blue Robin', duas de suas melhores canções. Na dúvida, não abro mão dos dois.
E acho que vocês deveriam fazer o mesmo.



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

CRÁSSICOS G&B: REDBONE-MESSAGE FROM A DRUM (1972)/Repostagem

Mais uma postagem resgatada dos primórdios do G&B. Desta vez, a obra prima da Redbone, 'Message From A Drum', escolhida à época para representar o 'marco zero' da coluna 'Crássicos G&B'

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Originalmente publicado em 20.02.2007


Antes de mais nada, um pouquinho de wiki: redbone é um termo pejorativo da área de New Orleans para designar mestiços quando a raça indígena é um dos ingredientes da miscigenação. E a Redbone, fruto direto desta mistura, surgiu em 68, em LA, através dos irmãos Pat (baixo/vocais) e Lolly Vegas (guitarra/vocais) -originalmente Vasquez. A eles, juntaram-se Tony Bellamy (guitarra/teclados/vocal) e Pete DePoe (bateria/percussão/vocal). Com essa formação lançaram a maior parte de seus álbuns, sendo 'Message From A Drum' o mais aclamado, uma verdadeira salada rítmica de r&b, soul, funky, latin, rock, jazz, fusion e...tambores de fortes temperos indígenas. Impossível não se emocionar com a faixa-título dando as boas vindas, com seus tambores em marcação indígena e uma linda letra, a um trabalho tão especial. A primeira sensação é de uma marcha nômade de sioux ou lakotas em meio a um inóspito oeste que desemboca em 'Niji Trance', fazendo desta uma das mais antológicas dobradinhas musicais que conheço. Mas a bolachinha desce redonda da primeira à última faixa, puxado pelo seu grande sucesso, e talvez muitos aqui o reconheçam, a antológica 'The Witch Queen Of New Orleans'.
Posteriormente, em 'Wovoka', tiveram seu maior hit, 'Come And Get Your Love', presente em metade das comédias românticas que você assistiu nos últimos 20 anos, mas nenhum outro trabalho da banda se compara a esta mensagem de um tambor. É quase um álbum conceitual. E ainda conta com um trabalho de guitarra fantástico de Lolly Vegas, além do groove tribal de DePoe, um achado determinante para a sonoridade da Redbone. E a capa é um caso à parte, né não? Difícil imaginar que eu tinha apenas 13 anos de idade quando adquiri este álbum. Em uma breve comparação com a música consumida hoje por adolescentes temos o retrato da destruição cultural determinada por anos de descaso.
Consta que, recentemente, uma banda anunciou-se como Redbone para uma série de shows pela área dos mal encarados da foto logo abaixo e quase foi linchada. Também, que cara de pau...ou cara pálida...sei lá!






segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

CRÁSSICOS XXV: EDWIN STARR-WAR & PEACE (1970) / G&B Remasters

Aproveitando do momento funky pelo qual estou passando - que resultou, inclusive, na postagem do novo single de Mr. Screaming Eagle Of Soul, Charles Bradley -, retorno, após longo e tenebroso período, com a seção dedicada a meus clássicos pessoais. Agora com o melhor trabalho de um cantor de voz poderosa e pouco conhecido das massas, apesar do retumbante sucesso de sua versão para um dos maiores clássicos anti-belicistas, 'War', brilhantemente escrita por Barrett Strong, do time de compositores da Motown, e Norman Whitfield, o papa do psych soul/funk e o mais inspirado dos produtores/compositores da black music em todos os tempos, para os The Temptations, mas que encontrou sua versão definitiva na voz deste, já veterano à época, filho de Nashville sediado na meca do r&b, Detroit.  
Vindo de alguns pequenos sucessos em uma gravadora nanica, a RicTic, Edwin Starr (nascido Charles Edwin Hatcher, em 1942) foi dos poucos artistas daquela modesta casa a sobreviver quando do seu encampamento pela poderosa Motown em 1968. Seu prestígio na nova casa lhe permitiu gravar 3 inexpressivos discos até que o single de 'War', antes pouco percebida no excelente álbum 'Psychedelic Shack', dos Temptations, tomasse de assalto as rádios com seu libelo anti-guerra do Vietnam, principal bandeira dos inconformados jovens norte-americanos à época. Incluída no álbum 'War & Peace', lançado em seguida, 'War' ajudou a alavancar as vendagens mas mostrou-se insuficiente para fazer com que outras pérolas - casos de, ao menos, 'Running Back And Forth', 'All Around The World', 'Time', 'Adios Señorita' e 'She Should Have Been Done' - distribuídas pelos sulcos daquele 12" também encontrassem seu lugar ao sol. Ou será que o brilhantismo da interpretação de Starr para 'War' foi, na verdade, responsável por ofuscar o excelente material de 'War & Peace'?
Lamentavelmente, o dono desta poderosa voz faleceu em 2003, na Inglaterra, país que adotou 30 anos antes e onde tornou-se uma espécie de ícone do northern soul que os ingleses tanto apreciam.



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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

CRÁSSICOS XXII: HOME / Re-postagem


Mais uma re-postagem, também de uma das mais acessadas páginas desse imenso boteco chamado G&B.

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Originalmente publicado em 22.01.11

Hoje, aos 22 dias da segunda década de um século que sequer engatinha ainda, completo 52 verões e, como é costume por aqui, quem ganha presente é a gAllera. E para turbinar este dia, o pacote virá travestido de 22ª edição dos Crássicos G&B e dedicado a uma banda com a qual tenho uma história bem interessante, quase tanto quanto sua própria história e a evolução (ou será mutação?) de sua sonoridade.
Há uns 6 ou 7 anos, em um daqueles (nem sempre) divertidos almoços de família, meu irmão caçula me fez a seguinte pergunta: "Júnior (é assim que sou conhecido em família), se lembra de um disco de uma daquelas bandas que eu dizia que deveriam erguer um monumento em praça pública em sua honra porque só você comprou seus discos, chamado 'The Alchemist'?"*. E eu: "Claro...é a Home. Por quê?". E a resposta veio na lata: ", você descola tanta coisa difícil pela internet, já conseguiu esse? Se sim, grava pra mim.". O pedido de um irmão caçula é quase sempre prioridade mas, neste caso específico, passou a sê-lo para mim também porque este trabalho de 1973 desta excelente banda londrina sempre esteve entre meus favoritos no prog. Mas em uma época de bandas não tão largas assim e sistemas de download hoje jurássicos, foi uma tremenda dificuldade conseguí-lo; mas após algumas semanas esbarrei em um excelente rip recheado de scans e pude presentear meu irmãozinho com uma versão em mini-LP de seu objeto de desejo e ainda matar a saudade de um trabalho primoroso de uma banda recheada de craques em seus instrumentos. A começar pela soberba dupla de guitarras formada por Mick Stubbs, que ainda se incumbia dos excelentes vocais, e Laurie Wisefield -sim, aquela fera de fraseados certeiros, estupendos arpeggios e surpreendentes harmonias que posteriormente viria a substituir Ted Turner na Wishbone Ash-,  passar pelos teclados sinfônicos de Jimmy Anderson e desembocar na cozinha comandada por Mick Cook e Cliff Williams -aqui, mostrando um pouco mais do que em seu emprego posterior na banda dos irmãos Young. Mas este talento pouco valeria se não houvesse material com a mesma qualidade a ser trabalhado e, por este ângulo, 'The Alchemist'  -um álbum conceitual baseado na novela 'Dawn Of Magic' de Louis Pauwels- é um manancial de belas composições perfeitamente emolduradas por arranjos em muito beneficiados pela diversidade de formação de seus integrantes, levando alguns a classificá-lo exageradamente como country prog.
Bem, neste ponto deveria estar finda a resenha mas agora vem a segunda parte de minha história com esta banda. É que, há alguns meses, comecei a tropeçar em links para um álbum chamado 'Pause For A Hoarse Horse'(1971) de uma banda de mesmo nome (bem, Home não é exatamente um nome assim tão original, certo?) mas frequentemente classificada como country rock com pitadas de psicodelia e blues. É claro que, a princípio, pensei tratar-se de outra banda, mas bastou uma googada rápida para descobrir que aquela obscura banda que julguei ser apenas mais uma das inúmeras de um só disco tão comuns nos seventies era a mesma que, antes, já havia lançado 2 discos de estúdio -o já citado 'Pause For...' e um auto-intitulado em 72- e, recentemente, havia despejado um 'Live BBC Sessions' com parte do material gravado quando do lançamento de seu segundo álbum e ainda uma versão alive de 'The Alchemist' na íntegra.
De primeira, comecei a audição daquele desconhecido, para mim, debut e -incrível!!!- a cada faixa mais me encantava aquela sonoridade tão distante e, a um só tempo, tão próxima de como os conheci 2 discos adiante. Não...em nenhum momento 'Pause For A Hoarse Horse' passou-me a sensação de ser apenas o primeiro passo de uma banda em busca de uma identidade; longe disso, apesar de não ser um álbum conceitual, esta estreia me deixou uma sensação de maturidade e unidade difíceis de serem reconhecidas em um primeiro trabalho. Na verdade, em uma segunda orelhada consegui perceber que todos os elementos básicos que apreciava naquele trabalho responsável por me introduzir à banda -as intrincadas tramas de guitarra e as quase sublimes harmonizações vocais, só para citar algumas- já se faziam presentes 2 anos antes. Mas as diferenças é que fazem deste primeirão um novo velho 'crássico' para mim, a começar por uma presença infinitamente maior das guitarras -aqui bem mais cheias do já alardeado tempero country- e a predominância do formato canção em arranjos tão concisos quanto complexos. Em pouco tempo, músicas como 'Tramp', 'How Would It Feel', 'In My Time', 'Mother' e a estupenda faixa-título não desgrudarão de seus neurônios.
Em 1972 desovam um álbum auto-intitulado que, agora sim, pode-se dizer que julgá-lo como pouco inspirado -apesar de excelentes momentos em 'Dreamer', 'Rise Up' e a suite 'My Lady Of The Birds'- ou classificá-lo como típico trabalho de transição, não seria incorreto. Mas, ainda assim, um disco que desce bem redondinho.
Lançaram ainda 'Live BBC Sessions', impressionando pela competência da banda em reproduzir com perfeição seus trabalhos fora da zona de conforto proporcionada pelos estúdios, com seus integrantes demonstrando total domínio na execução de seus instrumentos.
E pensar que conheci 3/4 dos trabalhos da Home com um hiato de, aproximadamente, 37 anos. E tudo graças à grande rede.
Santa Internet, Batman!!!






* Algumas das bandas a que meu irmão se referia, todas ainda no berço: Queen, Be-Bop DeLuxe, Esperanto, Dire Straits, Bad Company, Gentle Giant, Kool & The Gang, Earth Wind & Fire, Supertramp e mais algumas dezenas neste mesmo nível. Das duas, uma: ou sou um visionário ou meu irmão nunca entendeu nada de música. Aposto na segunda hipótese.

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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

CRÁSSICOS XX: ROSS / G&B Remasters / Re-postagem

Mais uma re-postagem atendendo a pedidos, desta vez de um dos mais assíduos visitantes e parceiro de primeira hora do G&B, o mineirim rubro-negro Marcelo Marliére. Mas, diga-se de passagem, poucas re-postagens são tão merecidas quanto a destes trabalhos liderados por Alan Ross.

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Originalmente publicado em 01.09.2009

Estes 2 discos seriam objeto de postagem na próxima edição do Crássicos G&B; no entanto, como a edição de #20, comemorativa dos 3 anos deste espaço brenfoetílicomusical, foi arbitrariamente detonada pelo blogger (não deixaram nem um bilhete carinhoso de despedida ou mesmo dignaram-se a um telefonema no dia seguinte, chuifff...), resolvi antecipar esses petardos para que o niver do meu, do seu, do nosso G&B não ficasse sem um merecido registro.
A maneira como conheci essa banda foi bem interessante. Entre 73 e 76 -acho que já disse isso aqui- tive uma nano-equipe de som que atuava de forma semi-amadora fazendo festas para amigos e amigos dos amigos ao mesmo tempo em que era pau para toda obra da equipe de som que carrapetava nas matinées de domingo do Fluminense, o legendário ... Sorvetão Dançante! O nome do baile era meio frutinha mas a pista bombava com o melhor do party rock, funk (de verdade!), r&b, world beat (embora ainda não se chamasse assim) e do bom pop da época. A partir de um determinado momento, passei a ter meus 15 min. (talvez nem isso) de fama junto às pick-ups e, certo dia, após meu curtíssimo, quase imperceptível set, um rapaz gorducho -já o conhecia de vista- veio me parabenizar e começamos a trocar ideias sobre música e fiquei chapado com a quantidade de bandas que ele não só conhecia como afirmava ter discos de todas elas. No dia seguinte, após a aula, fui para sua casa...bem, aqui cabe um parêntesis...na verdade, uma verdadeira mansão na Rua Paissandu/RJ. Ávida e vorazmente, comecei a vasculhar sua vasta coleção, ao mesmo tempo em que lutava contra um imenso sentimento de inferioridade que subitamente se abatia sobre mim, e, dentre vários itens maravilhosos, um destacou-se. O motivo foi o de sempre quando não conheço um disco e (quase) invariavelmente se mostra infalível: um belo trabalho gráfico, até hoje uma das capas mais belas -e também assustadoras- que conheço. O nome do disco? Ross. Simples assim.
No momento em que, após introdução com um crescendo climático, soaram os primeiros acordes do riff recheado de wah de 'Alright By Me', percebi que não conseguiria deixar de ouvir aquele disco, imported e ainda lacrado, na íntegra. Ainda chegamos a ouvir mais um outro disco enquanto sua mãe nos entupia de lanche para aplacar a nossa adolescente larica, mas somente conseguíamos falar sobre aquele disco. À saída, a grande surpresa: Caique -este era seu apelido- me entrega aquele bolachão de bela capa surrealista de presente. Foi o começo de uma boa porém curta amizade pois apenas alguns meses depois toda a família mudou-se para Sampa.
Agora vamos ao pouco que, devido à minha memória já batendo pino e à grande rede, sei sobre essa banda inglesa: em 73, após gravar o estelar e excelente 'Whistle Rhymes', o maior baixista de todos os tempos em todo o universo e todas as dimensões paralelas, cruzadas e convergentes, John Entwistle, resolveu simplificar pois queria excursionar e era inviável fazê-lo com uma banda com medalhões como Peter Frampton, Rod Coombes, Keith Moon e Jimmy McCulloch. A solução encontrada para o sucessor, 'Rigor Mortis Sets In', foi trabalhar com músicos mais acessíveis e dispostos a encarar a estrada apenas pelo simples prazer de estar ao lado de um dos maiores ídolos do rock. E é neste instante que surgem Alan Ross, um excelente jovem guitarrista, compositor inspirado e bom vocalista oriundo de bandas obscuras e o tecladista e também vocalista Bob Jackson. Ao término da turnê de divulgação e banda desfeita, Alan e Jackson já nutriam uma grande amizade, a ponto de vários dos temas compostos por Alan já terem se tornado íntimos de Bob. Então, porque não aproveitar a súbita notoriedade profissional adquirida durante todo o ano de 73 e parte de 74 e colocar aquele trabalho para decolar? E assim fizeram: com a adesão de Steve Emery (baixo/vocais) e Tony Fernandez (bateria/percussão) e, algumas demos depois, asseguram um contrato com a RSO. Infelizmente, apesar da qualidade do material -recheado de um pesado groove pouco explorado à época e magistralmente produzido por Robert Stigwood, o big boss em pessoa- e terem aberto vários shows para o astro da gravadora, Eric Clapton, o disco passou incrivelmente desapercebido.

Inconformados com tamanha indiferença, mas contando com a incrível inspiração do prolífico Alan e ainda totalmente apoiados pelo patrão Stigwood, que uma vez mais encarou a produção e ainda bancou os arranjos de cordas de Jack Nitzsche, partem para o registro de um 2º trabalho, desta feita um álbum conceitual tendo por base um clássico conto de Edgar Allan Poe, e, já em 74, 'The Pit & The Pendulum', um belo exercício de diversidade estilística que, com menores teores de groove, um peso mais bem dosado e até pinceladas de jazz/prog rock, em nada deixa a dever ao petardo de estreia, chega às prateleiras. Em muitos aspectos é mesmo superior.

E, uma vez mais, o descaso recai sobre o excelente trabalho da banda e o esfacelamento torna-se apenas questão de tempo. O golpe de misericórdia foi o convite a Jackson para integrar a Badfinger, onde, por sinal, desenvolveu um belo trabalho. Quanto a Alan Ross, após alguns discos solo também fragorosamente ignorados, diz-se ter se refugiado com a esposa em um santuário equestre em uma cidadezinha no interior da Inglaterra. Pois é, a sorte não sorri para todos mas, ao menos, alguns podem orgulhar-se de ter deixado um belo legado. E acho que Alan Ross é um destes.








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segunda-feira, 18 de março de 2013

CRÁSSICOS XXIV: DAMNATION (OF ADAM BLESSING)

Pode uma banda com a qual você manteve uma certa intimidade ainda lhe surpreender? Sim, pode, e isto me aconteceu há alguns anos quando resolvi, ainda maravilhado com as possibilidades que a internet se me descortinava a cada minuto e passava por aquela fase de repor digitalmente os itens de minha coleção de LPs, que definhava a passos largos conforme os lotes de 100 a 200 itens iam esvaziando as estantes, obrigando-me a um trabalho de reengenharia para que os buracos não interferissem na decoração, quando decidi procurar por um disco que há muito já não fazia parte de minha coleção devido a uma oferta irrecusável muitos anos antes. Seu nome? 'The Second Damnation'. A banda? Simplesmente Damnation. No entanto, me revoltava o fato de que ninguém nos diversos fóruns que visitava conhecesse banda e disco e os mecanismos de busca não ajudavam muito, fazendo com que só obtivesse informações anos depois, ao deparar-me com uma página do site de um colecionador de nome Alex Gitlin e descobrir que a banda que havia produzido um dos melhores álbuns que já tive o prazer de ouvir chamava-se na verdade Damnation Of Adam Blessing e que lançara ainda 3 outros excelentes trabalhos ao longo de sua curta mas prestigiosa trajetória. E assim minha admiração pela banda só aumentava a cada faixa destes trabalhos que tanto tempo levei para descobrir.
Surgida em 1968 da fusão de duas cultuadas bandas de Cleveland, Ohio, este combo possui uma história um tanto tumultuada, envolvendo até mesmo um crime mal solucionado, e as constantes indefinições acerca do nome são o resultado de relações conflituosas e um gerenciamento equivocado da carreira. A despeito disto, Bill Constable (aka Adam Blessing/vocais), Jim Quinn (guitarras/vocais), Bob Kalamasz (guitarras/vocais), Ray Benich (baixo) e Bill Schwarck (bateria) construiram uma bela e singular, apesar de curta, carreira, quando chegaram a excursionar com Faces, Janis Joplin, MC5, Grand Funk Railroad, Traffic, Alice Cooper e Eric Clapton e só perdiam em popularidade na região para seus conterrâneos da James Gang e Raspberries. De um início garage psych da estreia, chegaram ao ápice já em seu álbum seguinte, 'The Second Damnation', um espetacular repertório de riffs que ajudaria a parir quase uma década depois o que ficaria conhecida como NWOBHM; daí, um enorme salto para a descoberta de uma insuspeitada veia acústica emoldurada por belos arranjos de cordas no lindíssimo 'Which Is The Justice, Whitch Is The Thief' (agora com um novo titular nas baquetas, Ken Constable, irmão de Bill) e uma tentativa de retorno ao hard rock clássico daquele segundo álbum com 'Glory' (na verdade este seria um 3º nome para a banda), seu último suspiro antes da debandada em finais de 1973.
Foram seis anos de carreira e 4 belos registros de estúdio. O bastante para dar uma aura cult toda especial à banda, levando-os em 2000 a um breve retorno para 2700 fãs em comemoração ao 5º aniversário da Cleveland's Rock'n'Roll Hall Of Fame, da qual são membros.




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BACK TO THE RIVER

NO WAY

DRIVER

FINGERS ON A WINDMILL

EASY COME EASY GO

SOMETIMES I FEEL LIKE...

COOKBOOK (LIVE 2000)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

CRÁSSICOS G&B XXIII: SAVAGE GRACE

Comumente associada ao prog rock, embora nunca enfileirada pelos progheads como um autêntico representante de tão seleto grupo estilístico, a Savage Grace, na verdade, equilibrou-se com perfeição em um bambo tripé sustentado por hard rock, power pop e prog. Formada em fins dos 60 por experimentados músicos com formação jazzística -Ron Koss (guitarras/vocais), John Seanor (teclados) e Larry Zack (bateria/percussão) formavam o trio The Scarlet Letter, já com 2 LPs no currículo- e muito requisitados em sessões de soul/r&b de Motor City, decidiram aproveitar o excelente momento musical recheado de fusões de gêneros do período para redirecionar todas suas influências na formatação de uma sonoridade que os distinguisse no cenário. Com a adição do vocalista e baixista Al Jacquez, a Savage Grace estava completa e no caminho certo para alcançar este objetivo.
Meticulosos e perfeccionistas, apenas após 3 meses de exaustivos -e muito criativos- ensaios, aventuraram-se pelo circuito do meio-oeste, chamando a atenção de público e crítica e levando-os a dividir o palco com os já congraçadíssimos The Moody Blues, Small Faces, Procol Harum e Three Dog Night, entre tantos outros. Chegaram mesmo a ser headliners em um festival que contava com Yes, Soft Machine e Alice  Cooper em seu cast, sem ao menos um contrato de gravação. Mas tudo indicava que o tão aguardado primeiro álbum seria apenas questão de tempo, e começou a ser viabilizado após uma incendiária apresentação de abertura para a Creedence Clearwater Revival, através da prestigiosa Reprise Rec., cujos executivos ficaram extremamente impressionados com o talento, musicalidade e criatividade do quarteto. Assim, o ano de 1970 testemunharia o lançamento de um surpreendente LP de capa estampando apenas foto e nome da banda, recheado de excelentes ideias e ganchos, a um só tempo pop, pesado, sofisticado e intrincado. Muitas vezes, tudo ao mesmo tempo agora. E soberbamente produzido e executado. Um trabalho ainda soando atual, dificultando muito apontar destaques,  e com mais uma (de tantas) excelente versão para 'All Along The Watchtower'.
Agora cheios de confiança -chegaram a abrir para Jimi Hendrix!- devido à excelente recepção por parte da crítica, mudam-se para Los Angeles com o firme propósito de acrescentar mais peso ao seu vasto cardápio sonoro e por estúdios que possam captar esta nova proposta de maneira a não adulterar a essência da banda. E foi em nome desta busca pela perfeição que um disco inteiro chegou a ser descartado. A julgar pelo resultado final das novas sessões, que em 1971 transformar-se-iam no album '2', não poderiam ter tomado decisão mais acertada. Mais um trabalho impecável, impregnado de uma aura hard/heavy perfeitamente dosada sem necessariamente abrir mão de todos os inúmeros acertos da estreia, algo só ouvido nos grandes clássicos da época.
Infelizmente, mesmo com excelentes resenhas e o prestígio em alta, as vendas mostravam-se ainda um tanto desanimadoras e a Savage Grace opta por encerrar as atividades. No entanto, a aura cult em torno da banda cresceu ao longo do tempo, levando Koss e Jacquez, em 1990, a recrutar novos músicos para uma reunião da qual viria à tona '3', posteriormente batizado 'One Night In America', e uma turnê. Após o falecimento de Koss em 2004, Jacquez manteve-se na estrada como único remanescente da formação original.
Estes 2 discos me acompanham desde moleque, guardados com muito carinho em um canto muito especial do coração, até porque desapareceram misteriosamente de minha coleção no início dos 80. Sorte minha, e agora de vocês também, que a internet e o tão covardemente combatido compartilhamento surgiram para socorrer-nos em situações como esta. Sirvam-se, portanto, desta fina iguaria.


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domingo, 4 de março de 2012

CRÁSSICOS IV:RONNIE MONTROSE-OPEN FIRE(1978) / Repostagem

Originalmente publicado em 11.11.2006

 



Ronnie Montrose é um extraordinário guitarrista nascido no Colorado que, antes de seguir seu próprio caminho, em grupo ou solo, foi um dos mais requisitados session men dos anos 70. Tocou com, entre outros, Herbie Hancock e Van Morrison (no excelente 'Tupelo Honey') mas somente ganhou cacife para vôos mais altos quando foi chamado para integrar a The Edgar Winter Group em 72, com a qual gravou o álbum 'They Only Come Out At Night', que contém o petardo 'Frankenstein', meu rock instrumental prediletaço. Já em 73 resolveu montar sua própria banda, Montrose, revelando para o mundo Sammy Hagar, recém-saído da puberdade à época e hoje um dos mais conhecidos vocalistas de hard rock- os outros integrantes eram Bill Church (baixo) e o estupendo Denny Carmassi (bateria).
'Open Fire' é seu primeiro solo e, na minha modesta opinião, um dos melhores trabalhos de guitarra rock instrumental. Seu trabalho, bem como de todos os músicos que participaram, entre eles Edgar Winter, é e-x-c-e-p-c-i-o-n-a-l!!! Grandes arranjos para grandes composições -incluindo um standard da música popular americana, 'Town Without Pitty', aqui transformada em um jazzy-blues com fartas doses de metais em brasa- e a dose exata de virtuosismo. Devo ter levado mais de 6 meses -e muita paciência de meus pais, irmãos e vizinhos- para conseguir executar na minha Finch Les Paul Model, pouco depois substituída pela legendária Les Paul DeLuxe '59 que me acompanharia por belos 16 anos, todo o álbum.
Acompanhei o desenrolar de sua carreira e, a despeito da Gamma ser uma excelente banda, só mais um de seus álbuns solo me chamou a atenção: 'The Speed Of Sound'(88), que alguns consideram seu melhor trabalho. No entanto, apesar de excelente, mantenho meu voto em 'Open Fire' por ser mais orgânico e com uma sonoridade ainda extremamente atual e o mesmo não se pode afirmar sobre aquele, pois os anos 80 foram cruéis com nossos tímpanos (aqueles timbres de bateria e as tecladeiras em excesso...ninguém merece!!!).
Aproveitem mais este presente do G&B.


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

CRÁSSICOS IX:ARMAGEDDON (Repost)

Atendendo ao pedido do parceiro Silvestre Lira, e também porque fui dos primeiros a disponibilizar esse clássico cult dos seventies, um disco que não pode faltar em nenhuma estante roquenrou.

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Originalmente postado em 31.03.2007

Bom, gallera, depois deste post espero redimir-me com vocês, pobres inocentes, do 'RARIDADES by Sarah Celeste' que, por ingenuidade e pureza de sentimentos, disponibilizei atendendo as súplicas de ser humano com caráter tão duvidoso quanto o Sr. Miguel. Espero, sinceramente, que me perdoem pois fui induzido por este vil elemento a um erro e, com isso, arranhei irremediavelmente a credibilidade do G&B. Sinceramente...
Do Armageddon, banda formada por Keith Relf (vocais, harmônica), Martin Pugh (guitarras), Louis Cennamo (baixo) e Bobby Caldwell (bateria, percussão e vocal) não vou falar nada visto não haver o que acrescentar pois o que sei, com certeza, é o mesmo que já foi publicado em dezenas de wikis por aí.
No entanto, quando adquiri em 75 este Lp, confesso que foi pela capa pois na edição nacional não havia informação nenhuma sobre os componentes da banda mas, sacumé, adolescente com dinheiro na mão implorando pra ser gasto, uma bolacha com uma capa bacana e...acertei na mosca mais uma vez!
Quando escutei 'Buzzard', com aquela guitarra cheia de fuzz (me parece um Big Muff) e wah-wah, quase caí duro! Que pancada! Que banda! E que álbum!
Pena que só lançaram esse. Talvez tenha sido melhor assim.
Também não vou falar porra nenhuma sobre o curriculum dos caras após a dissolução do Armageddon pelos mesmos motivos já expostos acima.
Se você já conhece e ainda não o tem em cd, BAIXE JÁ!
Se você não conhece, mas sabe quem são essas figuras -Keith Relf, em especial, é uma lenda- que formaram o Armageddon, BAIXE JÁ!
Se você não conhece a banda nem faz a menor idéia de quem são seus componentes, faça um favor a si mesmo e não perca este belo e barulhento capítulo da história do rock, BAIXE JÁ!

Estou perdoado?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

CRÁSSICOS XXI:STRETCH-ELASTIQUE(1975)

Antes de mais nada devo esclarecer que, apesar de conhecer a Stretch desde o nascedouro através do single 'Why Did You Do It?', um hit pessoal quando carrapetava como MonoStéreo em festas para amigos e amigos dos amigos dos amigos, e há até bem pouco tempo ser orgulhoso possuidor de seus 2 primeiros Lps, nada - mas n-a-d-a, meeeessmo!!! - sabia de seu passado, presente e, menos ainda, futuro há até uns 3-4 anos quando, despreocupadamente comecei a buscar por estes trabalhos pela rede e me deparei com informações que só me deixavam cada vez mais curioso a respeito não só da banda como de cada um de seus integrantes.
E um destes integrantes em especial decobri ser, de certa forma, objeto de culto: Elmer Gantry (aka Dave Terry). Não chegaria a tanto, apesar de considerá-lo compositor inspiradíssimo e dono de um gogó marcante, mas entendo perfeitamente os motivos de tanto respeito. E tudo começou quando Terry, que utilizava o codinome Elmer Gantry em homenagem ao anti-herói criado por Sinclair Lewis, forma, ainda em meados dos 60's, a também cultuadíssima Velvet Opera, um supergrupo que revelou ainda John Ford e Richard Hudson, e, apesar do sucesso, resolve pedir o chapéu (a propósito, sua indumentária recorria-se deste item acrescido de uma capa, também em alusão a seu personagem predileto) e, após alguns singles solo e projetos avulsos, monta, com o prodígio revelado na Curved Air Kirby Gregory (guitarras/teclados/vocais), John Wilkinson (teclados), Steve Emery (baixo/vocais) e Jim Russell (bateria/percussão), a Stretch com forte ajuda do empresário da Fleetwood Mac, o 'tubarão' Clifford Davis. E se, até aqui, a história desta banda apresenta-se como  a de tantas outras, também neste instante toma rumos inesperados graças a um lamentável episódio envolvendo justamente o citado predador e sua voracidade por dinheiro. Em 74, com sua banda mais rentável estourando em todo o mundo porém exaustos e gozando de merecidas férias, Davis resolve fazer uns trocados extras e agenda alguns shows de menor repercussão em cidades mais afastadas e os anuncia como -talvez valendo-se da semelhança física de Terry com Bob Welch, mas esquecendo de convidar uma mulher para emular Christine McVie- ...Fleetwood Mac!!! Desnecessário dizer que todo este imbroglio não acabou nada bem, com processos e mais processos a enriquecer uma legião de advogados.
Como parte do acordo conseguem um contrato para a gravação de 'Why Did You Do It?', um desabafo a respeito daquele lamentável episódio, e a boa repercussão garantiu-lhes a gravação do magistral 'Elastique' em seguida. O convincente sucesso de público e crítica garantiu-lhes turnês como suporte de algumas das grandes bandas da época e até mesmo como headliners.
Incansáveis, já no ano seguinte, agora um quarteto após a saída de Wilkinson e com Jeff Rich cuidando das baquetas, lançam mais um inspirado petardo, 'You Can't Beat Your Brain For Entertainment', de sucesso modesto se comparado ao seu antecessor mas ainda mantendo-os com muito respeito profissional e sempre em turnês. Segue-se 'Lifeblood', já com a banda em processo de desgaste, devido às tais 'diferenças musicais' e suspeitas de desvio de verbas apesar de centenas de shows lotados,  e por isso o mix de outtakes e material novo, além de um honesto cover de 'Rock'N'Roll Hoochie Coo', que surpreende pela qualidade apesar de tudo.
Às vésperas do início das gravações de mais um disco, Terry/Gantry e Rich resolvem picar a mula, este último em busca da segurança da Status Quo. A saída foi Kirby, um fantástico músico, assumir as rédeas e com a ajuda de Nicko McBrain (sim, aquele mesmo que posteriormente veio a servir nas fileiras da 'Donzela de Ferro') nos tambores finalizar, recheado daquelas tais boas intenções de que o inferno está lotado, o confuso 'Forget The Past' em 78.
Essa é mais uma daquelas bandas que tinham tudo para tornarem-se grandes -afinal, neste caso, tinha entre seus maiores admiradores o influente crítico Chris Welch- mas acabaram derrotadas pelo péssimo gerenciamento da carreira.
E já antevendo que a gAllera, cheia de larica e após servir-se do prato principal, não se daria por satisfeita, decidi postar a discog completa de uma das finas iguarias de um cardápio que poucos conheceram no momento de seu surgimento. Eu fui um dos agraciados com esta sorte mas nunca é tarde para sabores cujas descobertas valem muito a pena.



(G&B Remasters)



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Forget The Past
(G&B Remasters)  
(nunca encontrei a capa deste Lp e, se alguém 
souber onde conseguir,  é só rolar a bagana)