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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

PRÊMIO PALHOÇA 2009

Em uma data como esta muitos irão encarar este tão aguardado disco como um tremendo presente de grego; outros, se tiverem um mínimo de saco para ler estas tão mal traçadas linhas, vão me caçar para esquartejamento em praça pública com transmissão ao vivo para todo o globo terrestre e com recorde de visualizações no iutubiu. Relaxem, não se trata de nada disso pois 25 de dezembro é apenas mais um outro dia para mim. Para ser mais exato, o considero o ápice do período mais chato do ano. Sendo assim, não façam deste disco um presente mas, tão somente, o que ele realmente significa para mim: o infeliz resultado da comunhão de 2 grandes talentos contemporâneos -Josh Homme e Dave Grohl- com um dos maiores ícones de todos os tempos na música, John Paul Jones. Alguns até acharão que estou sendo exigente demais, e talvez até tenham razão, mas não dá para analisar de outra forma um trabalho que quanto mais ouço, menos gosto. Poucos discos neste meio século de música me causaram tamanha sensação de desconforto e desperdício de talentos. E não só porque levei muita fé nesta equação mas também porque o disco é mesmo ruim bagarai! Execução displicente, apesar de correta, e sonoridade embolada são apenas alguns dos 'atributos' deste autêntico 'mico'; contudo, o principal pecado deste disco reside no que, julgava eu, seria o maior trunfo do projeto: as (desinspiradas) composições. Sim, afinal Homme e Grohl são autores de mão cheíssima, grandes criadores de riffs e refrões grudentos mas...porra, onde foi parar toda aquela verve autoral??? Sejamos sinceros: a única faixa realmente audível é a totalmente zeppeliniana 'Reptiles'. Ok, 'New Fang' tem uma promissora intro mas desemboca em...lugar algum. Mais uma? Aaahhhnnn...tudo bem, vá lá, 'No One Loves Me & Neither Do I' é bacaninha também. Mas se tivesse que apontar um acerto seria o fato de Josh Homme estar mandando muito bem no gogó. Isto posto, considero muito pouco para um projeto deste porte e que gerou tanta expectativa. Antes que digam que esta (a expectativa) pode ter influido no meu julgamento, posso categoricamente afirmar, apenas tomando por base a enorme quantidade de excelentes trabalhos lançados por bandas estreantes nos últimos 3 ou 4 anos, que esse disco continuaria com o mesmo status para mim.
Bom, chega de bater em cachorro morto. Na verdade, ao contrário do fracasso que profetizei e confirmou-se para o projeto Queen + Paul Rodgers, ainda acho que podem reverter este patético quadro e adicionar um guitarrista para acrescentar novos elementos e encarregar-se de solos -voto em Marcus Deml- seria uma boa providência, só para começar. Some-se a isso seus principais compositores com, ao menos, 50% de suas capacidades criativas, e teremos, muito provavelmente, um belo álbum.
Enquanto isso não acontece, contentem-se com o prestigiadíssimo Prêmio Palhoça do ano.