sexta-feira, 31 de março de 2017

NÓÓÓSSINHOOORA...


MARION COTILLARD









segunda-feira, 27 de março de 2017

TASHA TAYLOR

Nem sempre filhos de peixe costumam apresentar guelras...mas não é este o caso de Tasha Taylor, filha caçula do ícone da soul music à moda Stax, Johnnie Taylor. E papai Johnnie, que já nos havia brindado com o talento de seu filho -já falecido- mais velho Floyd, se vivo fosse, certamente, estaria bastante orgulhoso dos passos de sua princesinha. Típica representante de uma geração multimídia, Tasha, desde muito cedo, assumiu o que ela costuma chamar de 'negócio de família': levar as bandeiras do soul, r&b e blues adiante. E, para tanto, decidiu por começar a compor já aos 14 anos e usar todos os meios possúveis para divulgar seus trabalhos. Desta feita, logo mostrou-se uma prolífica e inspirada compositora. E estes primeiros passos autorais acabaram por ser reunidos -entre alguns poucos covers- no álbum 'Revival', de 2008, em meio a trabalhos como atriz e gigs com os Blues Brothers de Ayckroyd & Belushi e quem mais recrutasse seus serviços, em estúdios e palcos. 
Mas um divisor de águas aconteceria em 2010, com o lançamento de 'Taylormade'. Puxado pela belíssima 'Queen' e por uma encantadora versão para 'Who's Making Love', um dos grandes sucessos de seu papi, logo catapultou a talentosa e multifacetada filha de um lendário soul man a bola da vez do r&b, muito além de sua Dallas natal. E sendo responsável até mesmo por uma concorrida agenda europeia.
O céu parecia ser o limite e, sempre em voo de brigadeiro, Tasha seguiu focada em aproveitar todas as chances possíveis sem, necessariamente, reduzir suas expectativas de qualidade. Afinal, havia um sobrenome pelo qual zelar. E, desta forma, agora pela Ruf Rec. e contando com o auxílio luxuosíssimo da nata dos estúdios e palcos -capitaneados por Nathan Watts- e alguns convidados mais que especiais, como Samantha Fish, Keb' Mo e Tommy Castro, lança, em 2016, o belo e amadurecido 'Honey For The Biscuit'. E convites não faltam para a incansável e talentosa caçulinha de uma família forjada para a música e, em paralelo à tour de lançamento, segue também na estrada com a versão 2016 para a Blues Caravan, ao lado das também talentosíssimas Layla Zoe e Ina Forsman.










segunda-feira, 20 de março de 2017

DANIELLE NICOLE-WOLF DEN (G&B Custom Edition / 2015)


Após a arriscada decisão de largar a banda familiar Trampled Under Foot no auge de sua exposição midiática, com o lançamento do aclamado 'Badlands', Danielle Schnebelen, agora assinando Danielle Nicole, não encontra obstáculos para seguir em carreira solo. O prestígio, individual e de sua antiga banda, por toda a região é inconteste. E as premiações -a mais recente, a indução da TUF ao Kansas City Music Hall Of Fame- e 6 álbuns lançados são as provas mais eloquentes deste feito.
Com o auxílio luxuoso de nomes como o do lendário guitarrista e produtor Anders Osborne, do prestigiado baterista Stanton Moore (Galactic) e de seu fiel escudeiro desde a época de TUF, o tecladista Mike “Shinetop Jr.” Sedovic, Danielle lança um EP aperitivo auto-intitulado. Fartamente incensado pela crítica, era o sinal de que 'Wolf Den', o álbum, seria muito bem recebido. Agora com doses extras de groove, mas mantendo sua grande paixão, o blues, no comando, Danielle Nicole sente-se com mais liberdade em explorar novos caminhos. Mas o principal continua intacto: a paixão pela música. A mesma paixão que fez com que seu pai não tivesse dúvidas dos caminhos que aquela menina, com tenros 12 anos, tomaria ao ouvi-la interpretar o clássico de Koko Taylor, 'Never Trust A Man', em sua estreia nos palcos.






segunda-feira, 13 de março de 2017

TRAMPLED UNDER FOOT


E seguindo a toada do mês dedicado ao talento feminino, vamos à texana de Kansas City, KC para os íntimos, Trampled Under Foot, assim batizada em tributo ao clássico zeppeliniano. Nem por isso a, no momento em um hiato, banda formada pelos irmãos Schnebelen -Danielle (vocais/baixo), Nick (guitarras/violões/vocais) e Kris (bateria/percussão)- guardam qualquer semelhança com os Fant 4. Orientados implacavelmente pelo blues e o soul, o resultado é um blues rock cheio de groove e magistralmente executado por todos os integrantes, com destaque absoluto e merecido para Danielle, como seria esperado, não só uma expressiva vocalista, como também uma baixista inspirada (vencedora do Blues Music Award de 2008) e performer contagiante.

De família musical -papai Bob Schnebelen é um respeitado músico da cena blues-, desde muito pequenos já frequentavam estúdios e, incentivados pelo pai, já em finais dos 90, tocavam profissionalmente em bandas de algum renome, tais como Killing Floor, Buddahead, Fresh Brew, etc. Em 2000 passaram a se apresentar já como Trampled Under Foot e o sucesso de suas incendiárias apresentações, aliadas ao excelente material autoral, foi imediato. 
Após uma série de demos, reunidas em 'Rough Cuts', de 2004, os convites não pararam de surgir. Já com prestígio sedimentado, lançam 'White Trash' de forma independente já no ano seguinte. Com vaga garantida em alguns dos mais conceituados festivais da região, lançam 'The Philadelphia Sessions' por um pequeno selo regional em 2007. E o sucesso só aumenta, agora com apresentações em prestigiados talk shows.
E 2008 lhes trouxe, além do já citado título de Danielle, o prêmio de melhor banda de blues do prestigioso International Blues Challenge e a oportunidade do lançamento de 'May I Be Excused'. Trabalho não era problema para a banda, mas o preço parecia estar sendo muito alto após tantos anos juntos na estrada e na vida. A solução passava por um período de descanso e um álbum ao vivo veio bem a calhar com 'Live at Notodden Blues Festival', de 2010, enquanto incumbiam-se, da forma o mais relaxada possível, da criação de material para um novo álbum, o primeiro contando com uma produção mais caprichada. E 2011 recebe 'Wrong Side Of The Blues' de braços abertos, agora com a crueza da sonoridade da banda soando gorda, robusta, como sempre devesse ter sido.
Neste instante, já abriam para medalhões e, até mesmo, surgiam como headliners em festivais. Com isso, chamaram a atenção da lendária Telarc, por onde lançaram seu melhor -e, aparatentemente, derradeiro- trabalho, 'Badlands', em 2013. Inexplicavelmente, no ano seguinte, Kris abandona as baquetas, sendo substituido por Jan Faircloth. Em seguida, acrescentam em definitivo os teclados de um antigo colaborador Mike "Shinetop" Sedovic. E com esta formação seguem em turnê com George Thorogood. Mas, tão logo o tour chega ao fim, Danielle, agora assumindo o Nicole de batismo, resolve seguir em carreira solo, determinando o fim da banda, se não em definitivo, ao menos como a conhecemos.