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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

PRÊMIOS G&B 2012


A cada ano a enfumaçada cerimônia de entrega dos prestigiosos e disputados a 'tapas' Prêmios G&B está sendo agendada para mais tarde. Claro que muito disto se deve à falta de tempo deste que vos escrevinha e também único responsável pela outorgação de tão cobiçada láurea, mas grande parte posso jogar na conta do enorme volume de lançamentos nestes tempos youtúbicos e soundcloudicos, quando basta gravar, abrir uma conta no site de vídeos que dominou o mundo e na nuvem de fumaça sonora do momento e esperar a sorte bater à sua porta e, quem sabe, chegar aos seus 15 segundos (sim, Wharol foi muito generoso) de fama. A coisa é tão grave que, já com 2013 cheio de lançamentos, ainda continuo com uma boa quantidade de CDs/DVDs de 2012 aguardando na fila. Mas o tempo urge e, dentre o que consegui ouvir do que foi lançado no prolífico -mas nem por isso notável qualitativamente- ano que passou, os itens a seguir foram os que mais proporcionaram a meus tímpanos momentos indescritíveis de prazer, exceção feita ao indesejável Prêmio Palhoça, tradicionalmente outorgado ao pior lançamento do período. Curioso destacar que, em comum com a enorme maioria dos agraciados, está o formato power trio. Será uma tendência?

Mas vamos a eles!


PRÊMIO RABO DE RAPOSA

StoneRider-Fountains Left To Wake

Este foi um álbum que demorou um tanto para ser assimilado mas à medida que o estranhamento na digestão dissipava-se, também transformava-se em um vício. Passei a escutá-lo na íntegra ou em partes todos os dias mas, insatisfeito com as versões que eram constantemente disponibilizadas na rede, continuava no encalço de um arquivo com uma sonoridade mais gorda. Sem sucesso, decidi promover alguns ajustes através do SF 10 na melhor versão que encontrei e é esta que disponibilizo por aqui.
Mas vamos ao que interessa: o porquê da escolha de 'Fountains Left To Wake', segundo trabalho desta banda de Atlanta, para lançamento do ano. A verdade é que conheço a StoneRider desde o lançamento de seu primeiro trabalho, 'Three Legs Of Trouble' de 2008, quando ainda um quarteto formado por Matt Tanner nos vocais e guitarras, Neil Warren nas guitarras, Champ Champagne no baixo e vocais e Jason Krutzky na bateria e percussão. Com a excelente repercussão da estreia, recheada de um hard rock clássico com tempero southern, furioso e competentíssimo, os shows se avolumaram e chegaram a abrir para nomes como Robin Trower e Uriah Heep, sempre com enorme sucesso de público e crítica. 
Seduzido pelo rock e a psicodelia de fins dos 60 e início dos 70, Tanner começou a voltar sua veia criativa a forjar pérolas impregnadas de patchouli, provocando a saída de Champagne, que não concordava com o novo rumo da banda. Na impossibilidade de conseguirem um novo baixista a tempo de cumprir o restante da extensa agenda, Warren foi improvisado e posteriormente efetivado nas 4 cordas. E a StoneRider transformou-se em trio, agora com todos os seus integrantes imbuidos do desejo de recriar as sonoridades quentes e soltas de um dos períodos mais férteis do rock, e 'Fountains Left To Wake' começou a ser moldado.
Concebido como um caleidoscópio do rock, 'Fountains...' em muito se assemelha em conceito, roteiro e sonoridade a um dos grandes clássicos do gênero, 'Exile On Main St.', dos mestres The Rolling Stones. Mas as comparações acabam aí pois o que menos se encontra por todo o álbum são menções estilísticas ao clássico quinteto liderado pela dupla Jagger-Richards. No entanto, ecos de Faces, Humble Pie, Free, Kinks e outros fortes representantes do período e pitadas de west coast psych estão fartamente distribuidos, mas sempre alimentados pela forte personalidade das composições de Tanner e mantendo a indelével veia southern/country comum a todos os integrantes, por todos os 16 petardos que fazem parte do track list do álbum. E de forma magistralmente despojada, completamente registrado ao vivo no estúdio e valendo-se de econômico uso de overdubs, criaram uma pequena jóia contemporânea do roquenrou


De brinde, anexei também o link para seu álbum de estreia, até mesmo para que os que porventura nada conheçam da banda, possam não só deliciar-se com 2 belos exemplares do gênero musical mais popular do mundo como também fazer uma comparação dos diferentes estilos explorados pela banda.


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 Langfinger-Slow Rivers  
(G&B Custom Edition)

Mas não havia como deixar de premiar 'Slow Rivers' (até porque um disco que consegue detonar meus wooferes, torna-se automaticamente sério candidato), novo trabalho da sueca Langfinger, banda que já havia conquistado meus coração e mente há 2 anos, quando de seu surgimento ainda adolescentes com 'Skygrounds', chegando a ganhar o Prêmio Semente 2010. Nitidamente mais maduro, este novo trabalho é a mais perfeita mistura de passado, presente e futuro do rock. Amálgama perfeito de alt e hard rock em 13 faixas (no original, apenas 9), a Langfinger e seu 'Slow Rivers' tem forte cheiro de sucesso comercial e de crítica, o que elevaria a Suécia a um novo patamar no cenário rock, para além do círculo restrito de admiradores do rock nórdico, no qual me incluo. Da psicodélica abertura instrumental com 'Them Tales' à estupenda faixa-título, uma das 4 estranhamente ausentes da edição original e incluidas nesta versão customizada, os ainda moleques Victor Crusner, Kalle Lilja e Jesper Pihl mostram um dos bons caminhos para o futuro do rock. Pegue uma carona sem receio você também. E se gostar e quiser  mais da banda, dê uma esticada até aqui e conheça também seu primeiro trabalho.


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PRÊMIO SEMENTE

Não por acaso esta categoria ocupa posição tão destacada entre os Prêmios G&B. Afinal, é daqui que, contando também com alguma sorte, talvez presenciemos o nascimento de uma grande banda ou compositor ou músico ou, glória suprema!, tudo em uma só embalagem. Mas isto somente o tempo dirá. Aqui, na verdade, só aponto os caminhos que mais me fizeram ter esperanças em um futuro promissor frente a um cenário um tanto caótico pois ainda tentando entender como trabalhar as novas mídias e, assim, novos talentos se lançam a uma velocidade estonteante, como diria o poeta. Afinal, hoje qualquer quarto é um home studio em potencial com trocentos canais à disposição para overdubs variados com o 'taxímetro' congelado ao mesmo tempo em que os banheiros -já saturados de tantos números 1, 2 e...3 de seus moradores- voltam a ter o destaque de outrora nas gravações de vozes e guitarras recheadas de reverb. E mais ou menos desta forma são despejados digitalmente e/ou fisicamente dezenas de milhares de novos produtos, e grande parte de maneira totalmente independente. Mas o surgimento de pequenos selos, geralmente seguindo a cartilha da segmentação de seu conteúdo e geridos por sangue novo, já vislumbrando um belo horizonte, tem feito a festa de audiófilos sedentos de curiosidade. E foi exatamente daí que surgiram as principais promessas sonoras para um futuro muito breve, até porque todos foram também fortes candidatos ao prêmio principal. A começar pelo clima tanto mais sombrio quanto à beira da genialidade da Walking Papers para, em seguida, embriagar-se pelo abusado garage blues da John The Conqueror e quedar exausto frente ao classudo deep soul/funk da fantástica Hannah Williams & The Tastemakers, esta última uma certeira indicação de Findini, um dos mais assíduos e antigos  frequentadores da casa.
Querem saber mais e conhecerem os motivos de terem sido escolhidos? É só dar um rolê por...


Walking Papers-Walking Papers


John The Conqueror-John The Conqueror


Hannah Williams & The Tastemakers-A Hill Of Feathers


e
aqui

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PRÊMIO APERTADO MAS SÓ ACENDIDO AGORA

Kingston Wall

Esta banda finlandesa de psych/prog me foi aplicada na carótida por meu spacey junkie brodim Maddy Lee e transformou-se em amor à primeira orelhada. Considerada uma lenda em seu país e extremamente conceituada no gênero, a Kingston Wall foi dirigida por um gênio de nome Petri Walli, que conciliou como poucos as diversas influências que flutuavam caoticamente por sua mente para transformar o som de sua banda em algo único e marcante em pouco mais de 6 anos de vida e 3 álbuns oficiais, antes do suicídio de seu líder. Interessou-se e deseja saber mais, faça uma viagem interdimensional ao Plano Z e ore de joelhos em milhões de sementes de cannabis a seu Comandante-em-Chefe pela repostagem de sua discografia. Valerá muito a pena.


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PRÊMIO DA LATA

Outra categoria de enorme carga de responsabilidade, já que funciona como que a destacar material que correu por fora, muitas vezes e/ou por muito tempo à dianteira ou mesmo revezando-se nas primeiras posições do grid, vindo a perder por pentelhésimos de segundos. Dentre estas, uma das prediletaças desde muito tempo da casa, a Rival Sons de Jay Buchannan e seu magnífico 'Head Down', já vencedora em categorias diferentes em duas edições anteriores.
As novidades ficam por conta de duas bandas em situações muito diversas. De um lado, o power trio Mount Carmel confirmando ser uma aposta segura no blues rock por cortesia de belas influências de Free e Ten Years After em seu 'Real Women'. E por outro, uma banda que chamou a atenção na cena doom/hard/heavy desde seu surgimento com um álbum homônimo em 2004 mas que nunca me entusiasmou, sempre me soando um tanto amador, apesar das inegáveis qualidades de seu líder Magnus Pelander. Por ser uma voz destoante dos rasgados elogios da enorme maioria de resenhas abordando seus de fracos a medianos trabalhos iniciais, cheguei a temer sofrer uma espécie de bullying virtual. Mas o tempo provou que eu estava certo e, finalmente, após um belo pé na bunda de toda a banda - resultando em um hiato de 5 anos-, Pelander e seus novos companheiros de banda cunharam o melhor disco doom/metal que ouvi em 2012. Com produção impecável, 'Legend' é exatamente o que seu título alardeia a qualquer headbanger que se preze.


 Mount Carmel-Real Women


 Rival Sons-Head Down


Witchcraft-Legend


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PRÊMIO PALHOÇA

Radio Moscow-3 & 3 Quarters
Muitos certamente estranharão a presença da cultuada Radio Moscow, já vencedora em categoria muito mais honrosa no passado, mas na falta de um trabalho que eu tenha considerado realmente desabonador, um mico abissal, decidi-me por este desnecessário resgate do que a gravadora afirma ser uma espécie de lost album da banda. Mas não se trata de nada disso. Na verdade, '3 & 3 Quarters' nada mais é que um retalho de gravações feitas por Parker Griggs solitário em seu porão/estúdio em 2003, quando ainda um garoto curioso procurando por sua identidade musical, que só terá serventia para fãs mais ardorosos, seja pela baixa qualidade dos registros ou pela ingenuidade das composições. Mas se, ainda assim, você desejar conferir o material (e sinceramente recomendo que o faça), é só clicar aqui.

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PERSONALIDADES ENFUMAÇADAS

Desta vez esta premiação de caráter variado, podendo servir para destacar qualquer personagem ou iniciativa profundamente ligada à música como também para reconhecimentos por conjunto da obra ou até mesmo para homenagens póstumas. Coincidentemente, o tema deste ano acabou caindo em reuniões ou retornos. Assim sendo, como desconsiderar a importância do tardio lançamento em CD/DVD/BluRay do registro da reunião da Led Zeppelin em 10 de Outubro de 2007 para apenas 18.000 privilegiadas cabeças? Um registro emocionado e emocionante -pouquíssimo maquiado, apesar do temor de muitos fãs, entre os quais eu- por demonstrar que estes sexagenários, acrescidos de um legítimo herdeiro das baquetas da banda, ainda têm muito a oferecer. Esbanjando o indubitável talento e uma desenvoltura própria de garotos em início de carreira, Plant-Page-Jones-Bonham são ainda a salvação do rock. Aconselho a todos que adquiram este registro histórico no original mas sei que nem todos terão recursos; portanto, segue um link para o DVD.

  Led Zeppelin-Celebration Day  
(CD+DVD+BluRay)

Mas outra banda, embora sem um pedigree do porte de uma Led Zeppelin mas com seguidores ardorosos, resolveu retornar após longos 7 anos de separação. E assim, transbordando uma adrenalina que só a alegria do reencontro pode causar, a The Tea Party lançou um dos melhores discos ao vivo que ouvi nos últimos 10 anos, pelo menos. Registrado durante a Australian Reformation Tour 2012, Jeff Martin, Stuart Chatwood e Jeff Burrows demonstram uma coesão rara para tanto tempo de separação. Se desejarem conferir, basta uma passada para um chá gelado por aqui.

The Tea Party-Live From Australia
(CD+DVD+BluRay) 


E, claro, a saudade de Eddie e sua gang não poderia ficar de fora. Mesmo sem lançar um álbum brilhante, fizeram o mais difícil e sinal de bons agouros para os próximos anos: não deixaram dúvidas, com 'A Different Kind Of Truth', de que estávamos diante de um autêntico Van Halen. E isso é o bastante para colocá-los entre os destaques do ano. Duvidam? Então dêem uma passada por aqui e confiram.

Van Halen-A Different Kind Of Truth




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

VAN HALEN-A DIFFERENT KIND OF TRUTH (2012)

Neste exato momento, meu blogroll, carinhosa e muito sugestivamente apelidado 'Catrancos Na Pressão', já deve estar entulhado de postagens dessa bolachinha. E não sem razão. Afinal, estamos falando do retorno de uma das grandes bandas de hard rock em todos os tempos. E, ao contrário da Guns & Roses e seu 'Chinese Democracy', o fez em grande estilo. Ok, 'A Different Kind Of Truth' muito provavelmente não figurará entre seus grandes clássicos -apesar de, seguramente, poder afirmar, mesmo ainda em início de ano, ser um dos grandes, quiçá 'O', lançamentos do ano no gênero- mas só o fato de retomar o estilo sacana abandonado durante o período Hagar -caaaaalma, também curto bastante esta fase!- já seria um grande alento. Melhor ainda quando constatamos que os receios quanto à forma vocal de Diamond David eram absolutamente infundadas pois o cara está cantando muuuuiiiito. Sequer percebi alterações de tom, recurso normalmente necessário quando do desgaste das cordas vocais provocadas pelo tempo. Outro ponto positivo é que os caras não tiraram os pés do acelerador, com alguns temas fazendo de 0 a 100km em apenas 5 segundos, vide minha prediletaça 'As Is'. 
Outro grande temor para quem acompanha a carreira deste monstro da guitarra chamado Eddie Van Halen, era com relação à artrite -o grande algoz dos guitarristas e tantos outros instrumentistas de cordas- que o acomete já há algum tempo. Esqueçam, o maluco está tocando como nunca e seus riffs continuam fantásticos e com aquela assinatura inconfundível. O mesmo pode ser dito de seu irmão Alex, quebrando tudo e fazendo-nos matar as saudades de sua inigualável sonoridade de caixa e do uso perfeito dos pratos, além das 'viradas' de características únicas, quase sempre partindo de uma (apenas) aparente falta de sincronia e finalizando com uma precisão absurda. 
E então chegamos ao primogênito Wolfgang, a grande incógnita desta equação, visto que coube ao jovem músico de apenas 21 anos a ingrata tarefa de substituir o boa praça e excelente baixista Michael Anthony. A verdade é que o gorduchinho manda muito bem nas 4 cordas, em nada ficando a dever ao seu predecessor. No entanto, os backing vocals de Anthony fazem, sim, muita falta, uma característica que, talvez, muitos fãs da banda sequer imaginassem ser tão relevante. Bem, mas este é um problema com o qual teremos que aprender a conviver, até porque Eddie e Wolfgang ao menos não comprometem nesse fundamento. 
Difícil apontar destaques, além da já citada 'As Is', já que, a partir de 'Tattoo' -com a qual, a princípio, impliquei, e hoje estou prestes a considerar uma visita a um hipnotizador a fim de extirpá-la de meu único neurônio-, seguida da já velha conhecida, mas ligeiramente modificada em relação à versão original, 'She's The Woman' precedendo um breve interlúdio mais oitentista com 'You And Your Blues', fica impossível retirar a bolachinha do play. Não há uma balada sequer entre todas as 13 faixas! Teclados? Quase nada! E o preciosismo na retomada das propostas da banda em sua  fase clássica trouxe de volta elementos há muito ausentes em trabalhos da banda, como a bluesy 'Stay Frosty', com sua linda introdução acústica preparando-se para encharcar-se de peso em seguida e ainda brindar-nos com o melhor desempenho de Roth. E um disco que pode dar-se ao luxo de finalizar com um petardo de pegada quase southern do porte de 'Beats Workin', também já conhecida de outros verões, não tem como ser ruim. E 'A Different Kind Of Truth' tem ainda o grande mérito de não deixar dúvidas quanto a estarmos diante de um autêntico Van Halen. E em ótima forma. 
É certo que comparações com a Chickenfoot ocorrerão e, sendo assim, não posso deixar de dar minha opinião por aqui. E a minha conclusão é que não há como comparar, seria como chutar cachorro morto.
Meu original já está reservado mas, enquanto isso...

Sejam muito bem-vindos de volta aos braços de seus milhões de admiradores,  
David, Eddie, Alex e, agora, Wolfgang.






domingo, 22 de janeiro de 2012

VAN HALEN - ZERO (1977 Gene Simmon's Demos)

Aos que estão encontrando dificuldades com o host Jumbofiles, apesar dos mais de 250 downs até o momento, adicionei um mirror do Sendspace.


A esta altura, todos já devem saber que um novo álbum, 'A Different Kind Of Truth', desta que é uma das melhores bandas de hard rock de todos os tempos está na boca do forno. Confesso minha ansiedade por vários motivos, de dúvidas sobre os desempenhos de David Lee Roth (retornando aos microfones após longos 26 anos) e Wolfgang Van Halen (filho do big boss Eddie em substituição ao boa praça e deveras subestimado baixista Michael Anthony) à qualidade do repertório. E tal sentimento é plenamente justificado devido ao carinho que nutro pela banda, que carreguei no colo e cujo álbum de estreia -entre os melhores de todos os tempos- me deixou absolutamente fascinado, seja pela qualidade do ganchudo repertório mas, sobretudo, pela sonoridade absolutamente inédita e as novas técnicas escancaradas pela performance absolutamente fantástica de seu ainda jovem guitarrista, Eddie Van Halen. Finalmente, após muitos anos, o instrumento voltaria a ter um marco zero, um guitarrista que mudaria toda a abordagem do instrumento a partir daquele ano de 1978, para o bem ou para o mal. Sim, pois a partir de então, tappings e hammer-ons, recursos utilizados com extrema propriedade no flamenco e transpostos mesmo que de maneira tímida para a guitarra elétrica por Harvey Mandell uns 10 anos antes, e a incrível velocidade de Eddie aliada a uma sonoridade crunch inédita criaram seguidores instantaneamente e, tal como Gremlins, espalharam-se por todos os gêneros, do hard mais farofa ao heavy, ao prog e, até mesmo, ao pop -o solo do próprio Eddie em 'Beat It', de Michael Jackson, deveria ser considerado Patrimônio da Humanidade, uma das 7 Maravilhas do Mundo Contemporâneo, ou qualquer outro equivalente. Aliás, o mesmo para a hoje banalizada mas ainda e sempre surpreendente 'Eruption'.
Bem, deixemos de divagações e vamos ao que interessa: esta postagem -as famosas demos produzidas pelo linguarudo mais ilustre do planeta- serve apenas como contagem regressiva para o tão aguardado novo trabalho da banda, até porque traz uma faixa -'She's The Woman'- só agora aproveitada, após alguns ajustes em letra e arranjo. E que venha a diferente verdade!

JUMBOFiles

Sendspace

OBS: diante do caos instalado com o fechamento do Megaupload e o consequente congestionamento em diversos outros hospedeiros como Multiupload, Filesonic, MediaFire, FileServe, etc, estou utilizando este álbum como cobaia para o JumboFiles enquanto aguardo novidades que me ajudem a decidir o caminho a ser tomado.