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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

I DRIVE-I DRIVE (1972)

Esta banda nascida em Manchester, UK, e criada em Hamburgo no palco do Star Club -aquele mesmo que ajudou a catapultar a carreira de uma certa bandinha garageira e inexpressiva de Liverpool-, está entre aquelas que sofreram com o boom criativo do período mais prolífico da música no século que passou.
Formada ainda em 1966 por Geff Harrison -posteriormente, vocalista das cult Twenty Sixty Six e King Ping Meh-, a I Drive foi dos inúmeros produtos de origem inglesa a estabelecer-se em solo germânico em busca dos cachês acima da média europeia proporcionados pelos clubs ao sul do país e como trampolim para o restante do Velho Continente. E foi com Richard "Cheese" Hampson nas guitarras, John Barry Smith nos teclados, Leslie Graham no baixo e Dave Bailey na bateria e percussão que conseguiram um contrato para a gravação do single 'Classic Rigby Parts I & II' (uma interessante e ousada brincadeira mesclando música erudita e 'Eleanor Rigby') em 1969, sempre vendido durante as apresentações. O relativo sucesso desta pequena amostra das possibilidades da banda, os credenciou  a voos maiores e demos eram registradas vorazmente entre as inúmeras e cansativas apresentações, agora com boa quantidade de seguidores e já em Munique, para onde seguiram pelas mãos de um produtor que afirmava ter trabalhado com aquela bandinha de Liverpool já citada um pouco acima. E foi no meio deste ambiente favorável que Harrison resolve seguir carreira solo, sendo quase que imediatamente substituido por Bernd "Nando" Tischer, vocalista experiente da cena local.
Com esta formação, iniciam os trabalhos de gravação do que viria a se tornar seu único trabalho. Impregnado de uma aura hard/heavy prog já muito popular à época via bandas como Deep Purple, Led Zeppelin e Uriah Heep, 'I Drive', o álbum, é recheado de excelentes momentos -seja nos pesos de 'Down, Down, Down', 'Before The Devil' e 'Looking Out My Window' ou no lirismo de 'Christine' e 'Be The One' ou ainda na grandiosidade de 'Brave New World'- e não sem méritos tornou-se rapidamente objeto de desejo de colecionadores. Infelizmente, a baixa receptividade ao álbum, desencadeado pelo baixo investimento em promoção e a mutilação do conteúdo pelos executivos da Metronome Rec. (conta-se que uma versão de 'Before The Devil' com a Filarmônica de Munique mas o acetato foi apagado), acabou por decretar o fim precoce da banda.
Aqui, neste primoroso lançamento duplo da Second Battle Rec., além do álbum regular, uma seleção de demos (das mais de 30, segundo a banda, que fizeram parte daquelas sessões em 1971) e o lançamento, pela primeira vez em qualquer outro formato que não aquele single promocional, da divertida 'Classic Rigby Parts I & II' em todos os seus 6:09 min..


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