sexta-feira, 29 de julho de 2011

BENSON & FARRELL(1976) - G&B Remasters - Re-re-postagem

Há alguns fins-de-semana, instigado por um pedido de re-re-postagem, bateu uma saudade danada deste disco e desandei a ouvi-lo. E enquanto relembrava as melodias e harmonias de guitarra de jóias como 'Flute Song', 'Beyond The Ozone' e 'Rolling Home', decidi render-me ao apelo e levantei um novo link que, certamente, será o último. Até porque já foi lançado em CD, muito embora ainda prefira esta minha restauração. Por isso, aproveitem, se não...chorou, Bebel!!!

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Texto editado do original de 16/08/2006

Esta raridade, que faço questão de disponibilizar para os amigos, foi ripada de meu vinil e restaurado/remasterizado no Soundforge -não há um estalo sequer em todo o cd!!! Ele faz parte de uma fase da minha vida de guitarrista em que resolvi abrir meus horizontes musicais através da música instrumental, em especial o jazz. E não há como negar a influência de George Benson na guitarra jazz, para o bem ou para o mal. Este disco em especial, em dupla com o flautista Joe Farrell, marcou-me demais pois é de uma simplicidade arrebatadora e as composições são deliciosas. Os mais puristas costumam definir, depreciativamente, este gênero como smooth jazz (jazz fácil, suave). Este gênero foi forjado e difundido , principalmente, pelo selo americano CTI e, basicamente, resume-se a utilizar o groove do r&b com a harmonização e a capacidade de improvisação do jazz. Só para situar, Hubert Laws, Flora & Airto Moreira, Eumir Deodato, Chick Corea, Joe Tropea, Joe Henderson, Grover Washington Jr., etc lançaram excelentes trabalhos por esta gravadora. Os puristas torciam o nariz mas, se hoje a música instrumental em geral e o jazz em particular encontraram um pequeno espaço na música pop -afinal, o que seria o acid jazz senão uma sua variação estilística?-, muito se deve a este gênero. Quero deixar bem claro que não estamos falando de muzak (conhecida como 'música de elevador', de consultório, etcéteraetal), este, sim, um gênero menor e que tem em suas fileiras 'expoentes' como Kenny G, André Rieu, Ivanildo do Sax e outros ainda menos votados.
Perfeito em uma noite chuvosa, frente a uma lareira e beijando um doce pescocinho.
A capa, inclusa no arquivo, foi escaneada do Lp e customizada por mim em forma de uma embalagem simulando a original, que chamo de bolachinha. Aconselho imprimir em bureau gráfico a laser em papel couchè gramatura 240. Basta seguir a dobradura das abas e você terá um produto diferenciado em sua cdteca.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

JOSS STONE-LP 1 (2011)

A esta altura, o novo trabalho da melhor cantora negra da atualidade, desta vez sob a tão almejada -após uma longa e amplamente divulgada briga com a EMI- liberdade artística, viabilizada pela criação de seu próprio selo, Stone'd Rec., já estará rolando nos melhores e piores sites dedicados à música. E se isto confere plenos direitos à ousadia, nem sempre se traduz em um trabalho de qualidade à toda prova. E é mais ou menos o que ocorreu com este 'LP 1', a começar pelo equívoco na escolha de seu parceiro autoral e co-produtor em todas as faixas, o cracaço mas inadequado para este serviço Dave Stewart -o cérebro por trás da extinta Eurythmics e responsável por imprimir um tratamento com mais punch ao trabalho- e, talvez, agravado pelo pouco tempo de sua gestação, exatos 6 dias de clausura em um estúdio de Nashville. Mas, acalmem-se, é claro que existem excelentes momentos, acho mesmo que são maioria. Mas estes são justamente aqueles em que reconhecemos efetivamente a assinatura de Joss Stone, como na belíssima 'Drive All Night', a soft 'Picnic For Two' (em bom dueto com seu parceiro e produtor), 'Karma' (um groove arrasador, apesar de um tanto superproduzida), 'Landlord' (o toque bluesy e rústico que o álbum necessitava), a intimista 'Take Good Care' mas, principalmente, pela viciante 'Somehow', acertadamente escolhida como faixa de trabalho e candidata a hit instantâneo, em que tudo funcionou à perfeição. No entanto, a mão um tanto pesada de Mr. Stewart fez-se presente demais por todo o disco -e por este ângulo os tais escassos 6 dias o tenham, de certa forma, salvado de sucumbir sob camadas e mais camadas de overdubs- e bobagens do nível de 'Boat Yard', 'Newborn' (ok, é catártica para a lourinha, mas é beeemmm  chatinha) e 'Last One To Know' tenham ocupado espaço desnecessário no track-list por soarem como paródias de Kelly Clarkson ou Ashley Tisdale e boas composições como 'Don't Start Lying To Me Now' e 'Crying Myself  To Sleep' tenham recebido tratamento mais apropriado a um trabalho de sua antiga banda em parceria com a diva Annie Lennox, com suas tonitruantes sonoridades de bateria e teclados de timbres oitentistas.
Mas no meio deste fogo cruzado, típico de um trabalho de transição, Mrs. Stone provou que não tem medo de errar -afinal, este é um risco que só os artistas com atitude ousam correr- e ainda acerta a mão em uma faixa totalmente stoneana (aqui, no sentido mais jagger-richards) e que cairia muito bem no repertório de seu ídolo Melissa Etheridge, a divertida 'Cutting The Breeze', que encerra o álbum e única fora de sua zona de conforto da qual extraiu-se um bom resultado.
Pesando todos os prós e contras, 'Colour Me Free', seu predescessor e um dos pivôs da crise com sua gravadora anterior,  cumpriu melhor o difícil papel de romper com toda a estrutura que teimava transformá-la em mais uma pop star medíocre mas 'LP 1', a despeito de seus erros, nos mantém a certeza de que Joss Stone já escreveu, com sua voz, timbre, sensualidade e senso de divisão apuradíssimo, seu nome no panteão das grandes estrelas do gênero.
E ela ainda continua me devendo um disco de blues.





Antológico!

sábado, 23 de julho de 2011

AMY WINEHOUSE

segunda-feira, 18 de julho de 2011

ROSE HILL DRIVE / Re-postagem e Atualização


Recentemente, o parceiro Dagon disponibilizou em seu Hard & Heavy a curtíssima discografia da extinta Roadstar e, de imediato, veio-me à lembrança uma banda que conheci à mesma época, início de 2007, e cuja postagem inicial -logo aí abaixo- há muito já merecia uma bela turbinada, até porque um novo trabalho já estava em vias de sair do forno. Mas as similaridades entre aquela e a Rose Hill Drive param na coincidência temporal pois, enquanto a Roadstar investiu no hard tradicional para construir seu estilo, e o fez muito bem, a RHD acrescentava cada vez maiores doses de psicodelia e garage fuzz à sua sonoridade. 
Mas vamos ao que interessa: nesta atualização acrescentei, além da re-postagem de seu primeiro trabalho auto-intitulado de 2006, 'Moon Is The New Earth', de 2008; 'Rock Out!', compilação customizada de covers executadas ao vivo; um amontoado de raridades e b-sides e a tão aguardada pancada nos tímpanos , 'Intruder'. Além, é claro, seu novíssimo trabalho, e ainda por ser lançado oficialmente, 'Americana', que ainda não ouvi mas já gostei, a despeito de apresentar uma das capas mais ridículas da história deste nosso querido roquenrou, aniversariante recente mas, a despeito da idade, ainda cheio de disposição, assim como este escriba, nascido no mesmo ano. Acho até que somos gêmeos por afinidade.
Portanto, só me resta reiterar a recomendação feita na postagem original: ouçam no talo e fazendo muuuuuuuiiiiita fumaça!!!




Rarities & Demos & B-Sides & Outtakes

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Originalmente postado em 11.04.2007

A Rose Hill Drive, uma certeira indicação do parceiro Findini (tá vendo como sua presença é imprescindível?) e endossada por outro parceiro, Sérgio, é uma banda da mesma linhagem de Wolfmother, Jet, The Black Crowes e Gov't Mule. Com esta última criaram um grande vínculo e costumam, inclusive, dividir palcos, além de conjugarem do mesmo hábito de promover concorridíssimos New Year's Happenings  em que costumam, no caso da Rose Hill Drive, tocar álbuns clássicos do rock na íntegra. E convenhamos que uma banda com o aval de Warren Haynes & Co., no mínimo, merece uma conferida.
A RHD foi formada em Boulder, Colorado, pelos irmãos Jake (vocal, baixo) e Daniel Sproul (guitarra, vocal) e Nathan Barnes (bateria) com o firme propósito de criar um som com os dois pés fincados naquele hardão quase stoner setentista, mas sempre sem perder de vista o vínculo com a contemporaneidade. Se você é daqueles que, como eu, ama uma guitarra nervosa ferindo as cordas com  tamanha violência a ponto de sentir nas entranhas cada palhetada a despejar riffs matadores e cheios de um espesso sangue negro que só aos bons é permitido, um vocal na melhor linhagem hard/power blues e cheio de paixão, baixão inquieto e bateria trovejando toda a ira de Zeus, essa é 'A' banda. Adicione à receita petardos como 'Showdown', 'Cool Cody', 'Raise Your Hands', 'Man On Fire', etc e você tem um álbum que beira a perfeição.
A este 1º álbum acrescentei, como bônus, o excelente cover para 'Shakin' All Over'(Johnny Kidd & The Pirates) gravado para a OST do game 'Stubb's The Zombie'. Nota-se claramente que, em todo o álbum, predominou o esquema alive in the studio, adicionando-se apenas alguns (poucos, muito poucos) providenciais overdubs. O álbum é cru até a medula, como todo grande álbum de hard/stoner rock deve ser.
Além deste, lançaram um ep que contém uma música inédita, 'Intruder', e o ao vivo 'Live At The Fox Theater'. Se algum dos 'sócios' da casa pescar qualquer link para estes registros, a produção agradeceria imensamente o envio.
Esse é pra ouvir no talo e fazendo muuuuuuiiiita fumaça.


Intruder 
(Single)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

CULPEPER'S ORCHARD

Como um desde sempre contumaz admirador da música produzida na Escandinávia, encontro-me sempre caçando novíssimas e velhíssimas novidades daquele agrupamento de países, muitos já postados por aqui. E dentre as tais velhíssimas novidades -ao menos eu só os descobri há uns 3 anos, apesar de já quarentona-, uma das mais gratas, sem sombra de dúvidas, está a dinamarquesa Culpeper's Orchard. Formada na Kopenhagem de1970 pelo inglês Cy Nicklin nos vocais, guitarras e criação, Niels Henriksen nas guitarras, pianos, harpsichord e vocais, Michael Friis por conta de baixo, flautas, órgão, percussão e vocais e Rodger Barker  ocupando-se das baquetas, promoveram uma das mais bem sucedidas fusões de folk, psych e prog que já tive o prazer de escutar em mais de meio século digerindo música por osmose. Mas quando cito folk, neste caso específico refiro-me ao norte-americano, de ícones supremos como C,S,N&Y e Simon & Garfunkel, dos quais Nicklin parece ser admirador confesso.
E foi de maneira urgente mas muito bem estruturada que, com apenas alguns meses de formação, lançaram seu auto-intitulado primeiro trabalho, uma pequena obra-prima de pouco mais de 42min., um desafio técnico para os padrões da época, que, já em sua abertura com 'Banjocul', deixava pairar um enigma sobre a proposta do disco, em muito agravado pela pancada que se seguiria com 'Mountain Music Pt.1'. E o disco segue combinando paradigmas, o que em momento algum o deixa monótono ou derivativo, resultando em uma música única e a certeza de estarmos diante de uma banda extremamente talentosa liderada por um autor inspirado e de criatividade aparentemente infinita. E como todo grande disco, fecha com uma música, 'Mountain Music Pt.2', que, garanto, não desgrudará de seus neurônios por um bom tempo. Um trabalho que conseguiu a proeza de ser único como só os álbuns clássicos almejam ser.  


Com o sucesso -mesmo que apenas regional e em pequena parte da Europa- de público e crítica, partem para a gravação de seu sucessor, apropriadamente denominado 'Second Sight', já no ano seguinte e com Ken Gudman no lugar de Barker. Aqui, ainda com sua criatividade à toda, Cy Nicklin direciona seu foco para o lado mais folk, e mais um belíssimo trabalho vem à tona. Desde a abertura com 'Julia', não há como ficar imune a seus temas e à já esperada excelência de arranjos e harmonias vocais. E petardos como 'Classified Ads', 'Mind Pollution/Weather Report' e 'Raving' aliados à delicadeza de 'Autmn Of It All', esta uma das poucas da pena de Michael Friis, não me deixam mentir. Este relançamento remasterizado ainda contém preciosidades em forma de bônus, que só viriam a constar em seu trabalho seguinte, em versões ao vivo matadoras, apesar da baixa qualidade dos registros. Imperdível!


Infelizmente, Henriksen e Gudman não aprovaram o direcionamento cada vez mais tendendo para o folk que as composições de Nicklin sugeriam, e resolveram partir para novos caminhos -sendo substituídos por Niels Vangkilde e Niels Tuxen para as 6 cordas e steel guitar respectivamente e o inglês Tom McEwan nas baquetas- ainda durante a pré-produção de 'Going For A Song', trabalho que ainda não tive o prazer de ouvir mas que, tenho certeza, alguns de nossos inúmeros parceiros conseguirão um link ativo para nos presentear, se possível com o artwork. Afinal, estou já há tempo demais adiando esta postagem na esperança de disponibilizar a discog completa da banda. Após este canto do cisne, uma versão mutilada da banda abreviou o nome para Culpeper e seguiu na ativa por algum tempo, porém sem o mesmo sucesso e status.

Valeu, valeu, valeu, spacey broDin Maddy Lee!!!

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VIDEO
 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

BLIND MELON-CLIMBING THE CLOUDS (1996)

Este é mais um dos belos achados da banca de saldos daquela lojinha já tão recomendada por aqui. E por um precinho sempre especial. Segundo Claudinho, proprietário e amigo de longa data, este -e o  excelente primeirão da Cry Of Love, que arrematei na mesma ocasião, 3 semanas atrás- fazia parte do acervo de um brasileiro que morreu escalando uma destas montanhas, tipo Himalaia ou K2, mais recentemente. Bem, verdade ou não, tenho certeza de 2 coisas: 1.o cabra tinha bom gosto e 2.muito pouco tempo para ouvir seus cds. Sim, porque ambos estavam ainda lacrados, assim como vários outros do lote.
Mas porque esse disco é tão especial? A começar por tratar-se do último, quiçá o único, registro de Shannon Hoon ao vivo antes de sua morte em 21 de outubro de 1995. Provavelmente, tendo em vista que este show data de 03 daquele mês, tenha mesmo sido sua última apresentação. Lançado de forma não oficial em diversos países da Europa -meu exemplar é do país que nos presenteou com Silvia Saint, entre tantas outras delícias-, este espetáculo no Commodore Ballroom de Vancouver é um painel perfeito da energia e competência desta excelente e subestimada banda de Lafayette em seu ápice. Tinham um belo futuro, afinal estavam apenas com 2 excelentes discos de estúdio lançados, quando uma overdose os privou do talento de Hoon
De brinde, foram generosamente acrescentadas a esta edição tcheca 2 faixas registradas em setembro do mesmo ano para o 'BBC Studios' e 2 em novembro de 1993 no VARA Studios, Holanda. Portanto, sobram motivos para que vocês baixem e ouçam no talo este cd, ainda por cima com artwork completaço em 600dpi.
Se gostou e deseja conhecer mais sobre a Blind Melon, dê uma voada por aqui.