JAMIE CLAYTON
sábado, 30 de junho de 2018
segunda-feira, 18 de junho de 2018
GOODBYE JUNE-MAGIC VALLEY (2017)
E o talento dos primos Landon, Tyler e Brandon confirma-se, com sobras, com o lançamento de 'Magic Valley', segundo álbum de sua banda. Durante um longo período aproveitando-se de um inesperado sucesso proporcionado pela bela estreia com 'Nor The Wild Music Flow', de 6 anos atrás e responsável por guiá-los ao redor do planeta com seu blues rock contemporâneo, lançaram apenas um EP, 'Danger In The Morning', em 2016. Mas a espera valeu muitíssimo a pena...a maturação de 'Magic Valley' passa a impressão de a banda ter seguido seu curso natural, sem obrigatoriedade de apresentar algo diverso de suas influências já apontadas anteriormente. A destacar, um certo aumento na octanagem das composições e no peso das guitarras, mesmo em algumas das canções de estruturas mais singelas. E a abertura com as explosivas 'Bamboozler' e 'Oh No' já deixam bem clara esta proposta. Em seguida, o new country de 'Daisy', uma das favoritas de suas apresentações desde 2014, com belos e precisos falsetes de Landon, baixa a bola para a linda 'Darlin'' que, por sua vez, escancara a porteira para a aerosmitheana 'Good Side' e o massacre sonoro de 'Charge Up The Power'...e assim segue a saudável gangorra sonora deste petardo, irrepreensível até o fim, com a joia 'Fear Of Jesus'.
A versão de 'Magic Valley' disponibilizada aqui é a do Spotify, que conta com 'Liberty Mother' como bonus track, e ainda 2 faixas do EP 'Danger In The Morning', que ficaram de fora deste lançamento.
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Goodbye June
segunda-feira, 11 de junho de 2018
FIVE ALARM FUNK / Repostagem & Atualização
Originalmente publicado em 08.10.2012.
Antes de discorrer sobre a banda objeto desta postagem, devo agradecer a meu spacey broDim Maddy Lee por aplicá-la em meus combalidos neurônios (apenas 2 e operando em turnos) em sua última passagem pelos trópicos. Fiquei tão encantado com o que saia de meus falantes calejados por 25 anos de roquenrou que imediatamente reivindiquei exclusividade na postagem. Não sem muito protestar, meu querido amigo concordou e, após compromisso firmado e lavrado em cartório, eis que disponibilizo aos quase 2.000 parceiros que diariamente passeiam pelo meu, o seu, o nosso G&B a mais prazerosa mistura de funk, jazz, prog, latin, reggae, hard e heavy que já tive o prazer de ouvir: Five Alarm Funk (aka FAF).
Formado em Vancouver, CA, este mega-combo liderado pelo baterista e percussionista Tayo Branston e completada pelo excelente guitarrista Gabe Boothroyd, Oliver Gibson na outra guitarra, um naipe de metais em brasa formado por Nimish Parekh no trombone, Dameian Walsh no sax tenor e Kent Wallace no trompete, um set percussivo composto por Justin Kennedy, Tom Towers e Carl Julig de derreter assoalho e o groove animalesco do baixo de Neil Towers, propôe-se a fazer uma música fundamentalmente instrumental tomando por base o bom e velho funk gerado por matrizes do porte de The JB's, Tower Of Power, War, Mandrill, Earth, Wind & Fire, Kool & The Gang, Sly & The Family Stone, Parliament/Funkadelic, Ohio Players e quetais em performances absolutamente insanas. Mas isto não significa que atenham-se exclusivamente ao gênero imortalizado pela genialidade de James Brown. Na verdade, como explicitado no primeiro parágrafo, soam mais como se todas estas bandas estivessem em uma bela jam com Iron Maiden e Dream Theater. Alguns belos exemplos seriam 'Rock In/Rock Out', 'Voodoo Hairdoo', 'Zenith Escalator', 'Brother Egypt', 'Titan', 'Pyramid' e minha prediletaça 'The Iron Pegasus'. Todas brilhantemente executadas por músicos acima de qualquer suspeita.
Afaste os móveis da sala. O baile vai começar e não tem hora para acabar!!!
Adicionado em 10.06.2018.
Adicionado em 10.06.2018.
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Five Alarm Funk
segunda-feira, 4 de junho de 2018
FORMERLY FAT HARRY

O country rock é um gênero que sempre me atraiu. Não à toa, minha primeira banda predileta foi a lendária Creedence Clearwater Revival. Bons exemplos não faltam e, dentre estas, a um tanto mais lisérgica Country Joe & The Fish figura entre as mais icônicas. E foi a partir de um de seus ex-integrantes, o baixista Bruce Barthow, exilado à época em Londres, que formou-se o embrião da Formerly Fat Harry. Com outros 2 exilados da cena folk da Costa Oeste, Gary Peterson (vocais/teclados/guitarras) e Phil Greenberg (vocais/guitarras), e o britânico Laurie Allen (bateria/percussão), fechou-se a formação.
Com a proposta de unir o folk/americana ao rock e ao jazz, logo tomaram de assalto a cena underground londrina e chamaram a atenção de uma das maiores agências europeias, responsável, entre outros, pelo gerenciamento da carreira da Pink Floyd, que, logo arrumou-lhes um contrato com a decadente Black Hill Rec., por onde lançaram, em 1971, seu primeiro e único trabalho, auto-intitulado. E foi com apresentações bombásticas no Hyde Park, Bath Festival e em clubs como Marquee, que o lendário John Peel, um grande admirador da banda seminal de Barthow, tomou conhecimento da existência da Formerly Fat Harry e decidiu, de certa forma, apadrinhá-los.
Lamentavelmente, apesar de seu esforço e do prestígio alcançado pela banda no meio, considerada mesmo uma espécie de agrupamento de 'músicos dos músicos', a péssima situação financeira da gravadora -e sua bancarrota, em seguida- não lhe permitiu voos mais altos. Há poucos anos, foram descobertas diversas gravações de estúdio e ao vivo, incluindo a lendária instrumental com que costumavam encerrar suas apresentações, 'Mariachi Riff', datadas do período de 69 a 72, quando cederam às pressões e resolveram separar-se, todas reunidas na compilação 'Goodbye For Good', de 2007.
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Formerly Fat Harry
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