quarta-feira, 28 de março de 2007

RARIDADES by Sarah Celeste

Grande nação berlotense, acho que todos já sabem que não é da política do G&B publicar links que não sejam hospedados por mim, até por uma questão de segurança quanto ao conteúdo. No entanto, nosso parceiro Miguel (a.k.a. Sarah Celeste), o conheci pessoalmente e realmente é um grande conhecedor de rock, me enviou este link com raridades de seu acervo pessoal de bandas como Be-Bop Deluxe, Klaatu (ao vivo!), Purple Image, Black Merda, Gentle Giant, Mammoth, Flower Travellin' Band, The Amboy Dukes, etc e me garantiu que a gallera iria ficar ensandecida com o conteúdo.
Confesso que ainda não baixei para conferir o conteúdo mas, diante da descrição, não vou deixar passar em branco e acho que vocês também não.
Comentem bastante pois Miguelito é muito sensível e carente, foi abandonado pela mãe em uma lata de lixo no Méier ainda com o cordão umbilical dependurado. Levado para a Fundação para a Infância e Adolescência, foi adotado por uma família cujo pai o seviciou desde os 6 meses de idade. Na infância, caiu na vida e, como tantos outros, tornou-se um garoto-problema (mais problema do que garoto, diga-se de passagem). O pior é que não tinha talento para porra nenhuma: tentou fazer malabares em sinais de trânsito mas, como se enrolava todo, não recebia os trocados e acabava tendo que almoçar e jantar as bolas de tênis carecas que ele usava. Até hoje, segundo o próprio, tem pesadelos com o 'Penn' -anos de terapia foram necessários para descobrir que este era o nome do fabricante das bolas, tamanho era seu bloqueio.
Mas, um certo dia, uma alma bondosa resolveu ajudar-lhe. Para sua sorte, D. Carrola, uma jovem -85 anos- viúva pensionista de um funcionário do alto escalão da Petrobrás, apareceu em sua vida e lhe deu o que comer, o que vestir e educação (bom, neste ítem há controvérsias). Em contrapartida, ele só teria que fazer sexo 2 vezes por dia com aquela bondosa senhora. Pouco, convenhamos, face ao que lhe era oferecido. E assim sua pré-adolescência recheou-se de felicidade e ele rezava todas as noites, mesmo enfastiado de tanto sexo jurássico, por todas as graças alcançadas.
Mas nem tudo foram flores na vida de Miguel.
Durante a adolescência conhece a mulher que iria mudar completamente o rumo tranquilo que sua vida tinha tomado. Seu nome? Katharina Porraloka, vulgo 'cachorra loura'. Quando se conheceram, Miguel teve consciência, enfim, do que era o verdadeiro amor. Passeavam de pedalinho todos os dias na Lagoa Rodrigo de Freitas, assistiram e se emocionaram inúmeras vezes com Tony Manero em 'Saturday Night Fever', as idas à sua discotheque predileta -Papagay- eram recheadas de plena felicidade, lamê e glamour. Mesmo quando iam ao Pagode da Guararapes, uma luz mágica se instalava em seus semblantes.
Mas nem tudo foram flores na vida de Miguel.
D. Carrola, sentindo-se ameaçada, começou a impor restrições àquele maravilhoso e idílico romance, gerando revolta na 'cachorra loura' que, óbviamente, trama um plano diabólico para afastá-la em definitivo de suas vidas. Bem, o resto vocês já devem ter adivinhado: assassinato, prisão -como era 'dimenor' ficou apenas 4 meses sob observação, manchetes nos jornais, etc e tal. Foi quando Miguel resolveu-se pela repulsa ao sexo oposto e, pouco a pouco, transformou-se em Celeste, o transexual mais feio que já surgiu, um tribufú de dar medo.
Mas nem tudo foram flores na vida de Miguel.
Ele precisava de algo que lhe devolvesse a auto-estima de sua juventude ao lado de D. Carrola. Ah, que erro havia sido torturar, assassinar, fatiar, temperar e assar na brasa aquela senhora tão bondosa. Foi quando ele descobriu o judaísmo, converteu-se e passou a ser conhecido por Sarah Celeste.
Seu maior passo para a redenção foi largar o vício de Pepsi! Hoje, ele toma qualquer tubaína.
Hoje, realizado(a), Miguel, fazendo jus a sua nova religião, não gasta mais um tostão sequer em cds originais. Pra quê? A grande rede existe pra isso!
Por isso, gallera, agora que são sabedores desta triste e miserável estória, em consideração a ser humano tão sofrido e batalhador, baixem o link de compilação elaborada com tanto carinho e comentem, comentem muuuuiiiiiito. Vamos manifestar nosso apoio a uma alma em um duro processo de renascimento para a vida.
Quer ajudar mais e não sabe como? Procure a filial da ONG G&B de sua cidade e faça uma doação. De R$ 1.000,00 a R$ 1.000.000,00, uma delas será sua opção. Estenda (e abra) sua mão.

Pronto, Miguel, agora vê se para de me encher o saco pra postar esse link!


terça-feira, 20 de março de 2007

APERTADO & PILADO by G&B VIII: MOTHER'S FINEST


O MOTHER'S FINEST é uma banda criada, ainda no início dos seventies, pelos vocalistas Joyce Kennedy e Glenn Murdock, reconhecidos talentos emergentes de Atlanta, Georgia. Completam a formação Jerry 'Wizzard' Seay (baixo), Gary Moore (guitarra -NÃO!, não é 'aquele' mas também é totalmente excelente demais), Mike Keck (teclados) e Barry Borden (bateria). Desde seu início, o objetivo da banda foi fazer a fusão perfeita do funky/soul com o hard/heavy. E conseguiram! Contando com uma cozinha poderosíssima - com destaque para Wizzard -, os riffs matadores de Moore (o único 'alemão' da turma) e os vocais impregnados de soul de Kennedy e Murdock, conseguiram chamar atenção de público e mídia já em seu primeiro álbum, auto-intitulado, de 76. Parte disso deve-se à polêmica, e recheada de ironia, 'Niggiz Can't Sing Rock'n'Roll'. Diz-se, até, que um reverendo negro tentou proibí-los de tocá-la em público.
Já no ano seguinte lançam seu álbum de maior sucesso comercial, 'Another Mother Further', que continha os hits 'Baby Love', 'Piece Of The Rock' e, principalmente, o cover porrada para 'Mickey's Monkey', todo arranjado tomando por base 'Custard Pie' (do inigualável, insubstituível, irrepreensível, insuperável e quantos mais exultantes adjetivos quiserem adicionar, Led Zeppelin). Antes de ser um plágio, notando as semelhanças entre o clássico soul de Smokey Robinson e o igualmente clássico hard do Led Zeppelin, o MOTHER'S FINEST apenas desejou fazer uma homenagem à banda que sempre foi referência para todos os seus membros. Durante toda aquela década o MOTHER'S FINEST manteve-se fiel à sua proposta inicial. No entanto, já em baixa em início dos '80, redirecionaram sua sonoridade para um r&b mais tradicional, não conseguindo mais despertar o interesse do público americano mas mantendo-se em muita evidência e sempre com espetáculos sold out na Europa, principalmente na Alemanha, onde são cultuados até hoje.
À época do surgimento do Living Colour, Vernon Reid declarou-se fã incondicional da banda e que sua sonoridade influenciou diretamente a proposta musical do LV.
Continuam em atividade constante mas, segundo apurei, seu último trabalho -datado de 2003- está mais direcionado para o hip-hop.
O que estou disponibilizando aqui é uma compilação dupla, com o já reconhecido altíssimo padrão G&B de qualidade (acho que estou sendo mimado demais por vocês...), cobrindo todos os períodos da banda até seu penúltimo álbum, o pesadaço e totalmente excelente 'Black Radios Won't Play This Record'(92).



sábado, 10 de março de 2007

ARC ANGELS & LITTLE VILLAGE Repost

Texto editado do original de 08/08/2006

Este é o tipíco 'supergrupo'. Senão, vejamos: Charlie Sexton(vocal/guitarra), Doyle Bramhall II(vocal/guitarra), Tommy Shannon(baixo/back vocal) & Chris Layton(bateria/back vocal). Os dois últimos dispensam qualquer apresentação. É blues/rock da melhor qualidade. O som é uma porrada só e, pelo que me consta, este é o único registro desta superbanda.

Play it LOUD!!!

ARC ANGELS




Texto editado do original de 02/09/2006


Olhem só o time da foto acima!!! Nesse, só joga craque. Citarei somente os nomes aqui pois, se for colocar o currículo destas feras, acabarei escrevendo uns 10 capítulos da história do rock. São eles: Ry Cooder, John Hiatt, Nick Lowe e Jim Keltner. Ouçam com prazer porque, nessa seleção, ninguém fica ajeitando o meião com a bola rolando.

LITTLE VILLAGE

quinta-feira, 8 de março de 2007

DENNIS COFFEY & The Detroit Guitar Band

Esse maluco aí com pinta de Frank Zappa de Wall Street é, simplesmente, um dos maiores ícones e o principal idealizador da guitarra funky tal como a conhecemos até os dias de hoje. Alguns estudiosos defendem a tese de que a Motown jamais deveria lançar qualquer coletânea (e existem várias) denominada 'Motown's Greatest Hits' mas, sim, 'Dennis Coffey's Greatest Hits'. Exageros a parte, vamos ao que interessa.
Dennis Coffey, natural de Detroit, berço e túmulo da Motown, iniciou sua carreira como músico de estúdio ainda em finais dos anos '50 com apenas 15 anos(!!!) e, já no início dos '60, liderou os The Royaltones, banda de apoio de Del Shannon. Contratado por aquela gravadora, passou a fazer parte dos Funk Brothers, lendária banda de estúdio que gravou quase todas as bases dos maiores sucessos do selo de motor city. Foi por essa época que Coffey introduziu o wah-wah na soul music e no funk, este último ainda engatinhando. Em 1968 lançou, de forma obscura, seu primeiro álbum, 'Hair and Thangs'.
Sua fama como guitarrista, compositor, arranjador e produtor despertou o interesse da Sussex Rec., que ofereceu-lhe a oportunidade da gravação de seu segundo álbum solo. Naquele momento, nasceu a Dennis Coffey & The Detroit Guitar Band e o álbum 'Evolution'(70), um marco no funky instrumental e de onde saiu o hit 'Scorpio'. Neste álbum, todo gravado direto, ao vivo no estúdio, quase sem overdubs, Coffey pôs em prática o conceito de transpor, na medida do possível, o naipe de metais, e seus fraseados característicos, para a guitarra. Para tanto faziam ainda parte da banda outros dois guitarristas, entre eles o excelente discípulo Ray Monette (Rare Earth, uma das bandas prediletas da casa) que, juntos emulavam um naipe de metais -uma guitarra fazia o timbre de soprano, outra o tenor e uma terceira o barítono. O resultado é fantástico, a despeito de os estúdios da época não estarem preparados para tanta ousadia.
Em seguida o sucesso -e minha música predileta- 'Taurus' do álbum 'Goin' For Myself'. Continuou, e continua até hoje, gravando álbuns solo e trabalhando como session man, sendo requisitadíssimo, até mesmo, por cantores(?!) de hip-hop. E ainda lidera um prestigiado combo de jazz.
Querem uma pequena amostra de algumas pérolas do soul e do funky em que sua guitarra e seu gênio criativo estão presentes? Então, vamos lá: 'Somebody's Been Sleepin In My Bed'(100 Proof), 'Hang In Ther Baby'(Johnny Bristol), 'Devil's Gun'(C.J. & Company), 'Give Me Just A Little More Time' e 'Pay To The Piper'(Chairman Of The Board), 'In The Rain' -a maestria de um antológico wah-wah utilizado em uma soul ballad- e 'What You See Is What You Get'(The Dramatics), 'Still Waters Run Deep'(The Four Tops), 'That's The Way Love Is' e 'I Want You'(Marvin Gaye), 'Body Heat'(Quincy Jones), 'I f I Were You Woman'(Gladys Knight & THe Pips), 'I Wanna Testify'(Parliament) e 'Funkadelic' -ééééé!!! essa foi surpresa, né?- (Funkadelic), 'Band Of Gold'(Freda Payne), 'It's A Shame'(The Spinners) -um dos fraseados mais lindos de guitarra que conheço, 'SOS(Stop Her On Sight)' e 'War' (Edwin Star), 'These Eyes' e 'What Does It Takes'(Jr. Walker & The All Stars), quase tudo que foi gravado pelos The Temptations em sua fase psicodélica, etc, etc, etc... Ufa! Estas são as que eu conheço.
Basta dizer que o 'produtor dos produtores' do r&b, Norman Whitfield, não abria mão de seus serviços, principalmente de sua 'assinatura' no cry-baby.
O que estou dividindo com vocês é uma coletânea, pescada na rede, dos seus três primeiros álbuns com a DGB -os dois já citados e 'Electric Coffey'(72)- pela Sussex. Sei que é muito pouco -é só o que disponho- pois um dos meus sonhos de consumo é obter toda a sua discografia. Se alguém souber de algum link...
É, simplesmente, I-N-D-I-S-P-E-N-S-Á-V-E-L!

sábado, 3 de março de 2007

VAMOS SALVAR O MIGUEL!!!

É com o coração apertado que me utilizo deste espaço virtual para implorar à esta ainda pequena, porém seleta e cooperativa, nação berlotense ajuda URGENTE URGENTÍSSIMA ao nosso querido parceiro MIGUEL (a.k.a, QARTHADASHT).
Em um momento de distração -sei lá...talvez admirando uma gata maravilhosa- nosso amigo esqueceu alguns pertences em um assento do metrô. O cartão de crédito, seu celular onde estavam armazenadas as fotos com a amante no motel, o talão de vale-refeição, o beck pro fim-de-semana, a camisa oficial do Glorioso 'zero bala', as chaves e os documentos do seu New Civic, o talonário de cheque especial, os R$ 3.000,00 que havia acabado de sacar e outros ítens de ainda menor importância nada significam se comparados ao cd, ORIGINAL!!!, do "ROCKIN' EVERY NIGHT-LIVE IN JAPAN" do Gary Moore.
O indivíduo está inconsolável. Já escreveu seu bilhete suicida, renovou seu testamento e afirmou que seu último ato será afixar um colete recheado de C4 ao corpo e explodir a residência presidencial com toda a família Ignácio da Silva dentro. Tudo bem, sei que muitos de nós, inclusive eu, não consideram esta uma idéia de todo má; contudo, não é justo que tal sacrifício seja feito por uma pessoa tão querida como nosso 'cumpanhêro' MIGUEL.
Vamos, então, em nome de uma vida em risco e com muito de bom ainda a oferecer, fazer o impossível para encontrar um link ainda ativo, em qualquer formato, para este cd.

Abracem esta causa!

VAMOS SALVAR O MIGUEL!!!!
Recompensa:
1 Repost a escolher
(ao primeiro que enviar o link)

BANDA ZIL(1987) Repost

Texto editado do original de 26/08/06

Este disco está entre alguns dos mais raros ítens da MPB vocal/instrumental. E, como tantos outros, por puro descaso da WEA Brasil. Originalmente em Lp, em 1992 foi lançada pela Polygram Intl. uma edição em CD, até mesmo com faixa-bônus ( "Zarabatana" ), somente na Europa, Japão e EUA. Depois, fazem um estardalhaço contra o compartilhamento de música via grande rede. Viva o genérico pois, só assim, podemos compartilhar ítens raros como este, vítima do desinteresse das gravadoras em lançar (e relançar) música de qualidade. Bom, o problema é delas pois o G&B e muitos outros -somos uma grande irmandade- estamos por aí tentando corrigir os erros de conduta da indústria musical nacional.
Bom, mas vamos ao que interessa. A ZIL (ou Banda ZIL) foi formada em 1986 no saudoso JAZZMANIA/RJ por Zé Renato & Claudio Nucci(ex-Boca Livre, violões/vocais), Zé Nogueira(sax soprano/backing), Ricardo Silveira(guitarras), Marcos Ariel(teclados), João Batista(baixo) e Jurim Moreira(bateria/percussão). Sacou o time? Em 1987, lançaram este único disco e atuaram até 1991 em apresentações esporádicas no circuito de jazz nacional e internacional.
Bem, curtam bastante esta pequena raridade, aqui na versão em CD com a faixa-bônus.


ZIL

quinta-feira, 1 de março de 2007

TRILHAS & CARREIRAS II:McVICAR(1980)

Parece-me inegável que Roger Daltrey conduziu com extremo desleixo sua carreira solo e que, como ator, é um excelente cantor. No entanto, aqui o cara acertou em cheio nas duas frentes. Sim, porque McVICAR é um bom filme baseado na vida de John McVicar, notório ladrão de bancos inglês, que, ao se ver livre tenta zerar sua vida mas encontra inúmeros obstáculos, dando a impressão de que tudo conspira contra seu objetivo.
E, como se não bastasse, sua atuação é até convincente.
Por outro lado, Daltrey produziu aqui, junto com 'Under A Raging Moon' e 'Daltrey', seu melhor disco solo. Se você não sabia onde encontrar a linda balada 'Without Your Love', por exemplo, ela agora está a um clique do seu mouse. Mas o álbum não se resume a esta música pois o restante da trilha é recheado de hard rocks da melhor qualidade, inclusive com a participação de Pete Townshend, e de alguns temas instrumentais matadores.
É uma excelente trilha roquenrou.