Há longos 3 anos fiz minha última postagem na sessão 'Fora do Eixo', normalmente dedicada às expressões musicais contemporâneas (notadamente com base no rock e pop) fora da rota EUA/UK bem como de outros países já com larga tradição nos gêneros. Na ocasião, a escolhida foi a Ananga Ranga, interessantíssima banda portuguesa de prog/fusion. E, por coincidência, para o retorno desta sessão, novamente escolhi uma banda lusitana, me aplicada há alguns poucos anos por meu spacey brodim e emérito especialista em música estranha para gente esquisita, Maddy Lee. O surpreendente nome, baseado em um dos mais famosos episódios de The Charlie Brown and Peanuts Show, só não o é mais que o som que estes 6 malucos arrancam de suas gargantas e instrumentos diversos. De forte acento folk, mas nunca deixando-se limitar por este gênero, Afonso Cabral, Salvador Menezes, Luís Costa, David Santos, Tomás Franco de Sousa e João Gil tecem, desde 2009, um belo amálgama de influências, que vão de Nick Drake e Bon Iver a Fleet Foxes, sem deixar de fora Pink Floyd, Beach Boys, Radiohead e um toque de eletrônico minimalista, tão em evidência nesses dias.
Esta inusitada mistura faz da You Can't Win, Charlie Brown responsável por uma das mais agradáveis sensações musicais que senti nos últimos tempos. E seu último trabalho, 'Diffraction/Refraction', recém saído do forno, a credencia a voos mais altos, muito além do circuito britânico, onde já são muito queridos e frequentemente requisitados para apresentações em alguns dos mais prestigiosos festivais e clubs.
Esta inusitada mistura faz da You Can't Win, Charlie Brown responsável por uma das mais agradáveis sensações musicais que senti nos últimos tempos. E seu último trabalho, 'Diffraction/Refraction', recém saído do forno, a credencia a voos mais altos, muito além do circuito britânico, onde já são muito queridos e frequentemente requisitados para apresentações em alguns dos mais prestigiosos festivais e clubs.
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