Mostrando postagens com marcador Jump. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jump. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

JUMP-JUMP (1971)

Normalmente, capas estampando botas com salto plataforma jamais me criariam curiosidade sobre seu conteúdo. Não que não goste de glam/glitter setentista ou dos funkões invocados do mesmo período, mas a explicitação de elemento tão icônico do vestuário daqueles anos purpurinados sempre me cheira a apelação, exploração de gêneros tão populares quanto fáceis de soarem galhofentos. No entanto, após algumas resenhas extremamente favoráveis, resolvi arriscar o download e que bela surpresa para meus tímpanos. Sim, pois, na verdade, o que temos aqui é um hard prog exemplarmente bem construído, executado com precisão de ourives e produzido com um rigor raramente encontrado em discos da época, muito devido ao trabalho do experiente Fred Catero e à escolha por um dos melhores estúdios da época. Aliás, já em uma rápida passada de olhos por sua ficha técnica percebe-se o esmêro na escolha dos profissionais envolvidos, quase um who's who da época.
Formada durante uma noite de esbórnia em LA por Dennis Tracy (vocais/guitarras), Scott Thurston (vocais/teclados),  Mark Spiwak (baixo/vocais) e Don Gorman (bateria/vocais), cairam nas graças de Bill Siddons, empresário da The Doors em pleno gozo de merecidas férias, que logo fechou contrato com uma subsidiária da Chess, valendo-se apenas do potencial de seus integrantes. A partir de então, correram apenas 3 semanas no lendário estúdio de Wally Heider, período gasto em toda a estruturação, composição, arranjos, ensaios, gravação e finalização. E tudo isto para algumas parcas apresentações depois, a mais importante para mais de 5000 cabeças em San Bernardino, CA, tudo escorrer pelo ralo, como de hábito devido às tais diferenças musicais irreconciliáveis. Ao menos nos deixaram este belo trabalho recheado de grandes riffs, inspirado trabalho de Hammond e fortes e precisos desempenhos vocais, antes que o multiinstrumentista Thurston viesse a tornar-se um requisitado session man e, a partir da década de 90, integrante full time da The Heartbreakers de Tom Petty e seus companheiros seguissem caminhos diversos, alguns mesmo abandonado a carreira.
Candidato seríssimo a mais uma categoria de premiação criada pelo meu, o seu, o nosso G&B: Prêmio Apertado Mas Só Acendido Agora 2011, dedicado à melhor velhíssima novidade descoberta no período.