Como um desde sempre contumaz admirador da música produzida na Escandinávia, encontro-me sempre caçando novíssimas e velhíssimas novidades daquele agrupamento de países, muitos já postados por aqui. E dentre as tais velhíssimas novidades -ao menos eu só os descobri há uns 3 anos, apesar de já quarentona-, uma das mais gratas, sem sombra de dúvidas, está a dinamarquesa Culpeper's Orchard. Formada na Kopenhagem de1970 pelo inglês Cy Nicklin nos vocais, guitarras e criação, Niels Henriksen nas guitarras, pianos, harpsichord e vocais, Michael Friis por conta de baixo, flautas, órgão, percussão e vocais e Rodger Barker ocupando-se das baquetas, promoveram uma das mais bem sucedidas fusões de folk, psych e prog que já tive o prazer de escutar em mais de meio século digerindo música por osmose. Mas quando cito folk, neste caso específico refiro-me ao norte-americano, de ícones supremos como C,S,N&Y e Simon & Garfunkel, dos quais Nicklin parece ser admirador confesso.
E foi de maneira urgente mas muito bem estruturada que, com apenas alguns meses de formação, lançaram seu auto-intitulado primeiro trabalho, uma pequena obra-prima de pouco mais de 42min., um desafio técnico para os padrões da época, que, já em sua abertura com 'Banjocul', deixava pairar um enigma sobre a proposta do disco, em muito agravado pela pancada que se seguiria com 'Mountain Music Pt.1'. E o disco segue combinando paradigmas, o que em momento algum o deixa monótono ou derivativo, resultando em uma música única e a certeza de estarmos diante de uma banda extremamente talentosa liderada por um autor inspirado e de criatividade aparentemente infinita. E como todo grande disco, fecha com uma música, 'Mountain Music Pt.2', que, garanto, não desgrudará de seus neurônios por um bom tempo. Um trabalho que conseguiu a proeza de ser único como só os álbuns clássicos almejam ser.
E foi de maneira urgente mas muito bem estruturada que, com apenas alguns meses de formação, lançaram seu auto-intitulado primeiro trabalho, uma pequena obra-prima de pouco mais de 42min., um desafio técnico para os padrões da época, que, já em sua abertura com 'Banjocul', deixava pairar um enigma sobre a proposta do disco, em muito agravado pela pancada que se seguiria com 'Mountain Music Pt.1'. E o disco segue combinando paradigmas, o que em momento algum o deixa monótono ou derivativo, resultando em uma música única e a certeza de estarmos diante de uma banda extremamente talentosa liderada por um autor inspirado e de criatividade aparentemente infinita. E como todo grande disco, fecha com uma música, 'Mountain Music Pt.2', que, garanto, não desgrudará de seus neurônios por um bom tempo. Um trabalho que conseguiu a proeza de ser único como só os álbuns clássicos almejam ser.
Com o sucesso -mesmo que apenas regional e em pequena parte da Europa- de público e crítica, partem para a gravação de seu sucessor, apropriadamente denominado 'Second Sight', já no ano seguinte e com Ken Gudman no lugar de Barker. Aqui, ainda com sua criatividade à toda, Cy Nicklin direciona seu foco para o lado mais folk, e mais um belíssimo trabalho vem à tona. Desde a abertura com 'Julia', não há como ficar imune a seus temas e à já esperada excelência de arranjos e harmonias vocais. E petardos como 'Classified Ads', 'Mind Pollution/Weather Report' e 'Raving' aliados à delicadeza de 'Autmn Of It All', esta uma das poucas da pena de Michael Friis, não me deixam mentir. Este relançamento remasterizado ainda contém preciosidades em forma de bônus, que só viriam a constar em seu trabalho seguinte, em versões ao vivo matadoras, apesar da baixa qualidade dos registros. Imperdível!
Infelizmente, Henriksen e Gudman não aprovaram o direcionamento cada vez mais tendendo para o folk que as composições de Nicklin sugeriam, e resolveram partir para novos caminhos -sendo substituídos por Niels Vangkilde e Niels Tuxen para as 6 cordas e steel guitar respectivamente e o inglês Tom McEwan nas baquetas- ainda durante a pré-produção de 'Going For A Song', trabalho que ainda não tive o prazer de ouvir mas que, tenho certeza, alguns de nossos inúmeros parceiros conseguirão um link ativo para nos presentear, se possível com o artwork. Afinal, estou já há tempo demais adiando esta postagem na esperança de disponibilizar a discog completa da banda. Após este canto do cisne, uma versão mutilada da banda abreviou o nome para Culpeper e seguiu na ativa por algum tempo, porém sem o mesmo sucesso e status.
Valeu, valeu, valeu, spacey broDin Maddy Lee!!!
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