segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

THE TUBES


A princípio, pensei em disponibilizar apenas o primeiro álbum da The Tubes em uma das próximas edições da coluna Crássicos G&B, não só devido ao impacto que esta pequena jóia causou (acho que só nosso sempre atrasado país não acompanhou) mas, principalmente, porque toda a concepção musical e ideológica da banda me causou um tremendo fascínio à época. No entanto, apesar de ser daquelas bandas das quais costuma-se amar ou odiar, corajosamente decidi que valeria a pena disponibilizar sua discografia clássica para que se lhes formasse, tanto o quanto possível, um painel completo de sua importância, escandalizando o mundo com performances cenicamente bombásticas aliadas a uma musicalidade extremamente sofisticada, com isso conquistando admiradores tão díspares quanto Al Kooper, Iggy Pop, Todd Rundgren, David Bowie e Frank Zappa e influenciando de Motley Crue, em sua estética rocky horror, a Oingo Boingo, aqui através da diversidade musical e postura cênica.
Criada na Frisco dos longínquos '69 da fusão de duas bandas irmãs por Fee Waybill nos vocais, fake guitars e purpurinas, Re Styles nos backings e eventuais solos, o fodástico Bill 'Sputnick' Spooner e seu fiel escudeiro Roger Steen nas guitarras e vocais, Vince Welnick boogeando ao piano, Michael Cotten se responsabilizando por magníficos timbres e fraseados de synths de ultíssima geração, Rick Anderson estraçalhando nas 4 cordas e o simplesmente estupendo Prairie Prince nas baquetas, The Tubes em pouco tempo amealhou um séquito considerável com sua ousadia de unir diversos gêneros musicais em prol de expressar da forma mais incisiva possível toda sua crítica ao consumismo desenfreado, ao puritanismo da classe média, aos excessos do show business, ao domínio exercido pela indústria televisiva, etcéteraetal. Em pouco tempo, tornaram-se o alvo predileto da ira de pais escandalizados com tamanho escárnio e desprezo pelo american way of life e sua pacata e medíocre vidinha suburbana. Apesar do impacto que já causavam no início dos seventies, apenas em '75 conseguem lançar seu álbum de estréia. Produzido por ninguém menos que o midas Al Kooper, em pouco tempo músicas como 'What Do You Want From Life?', 'Mondo Bondage', 'Boy Crazy' e o hino 'White Punks On Dope', além da versão definitiva para o clássico mariacchi 'Malagueña Salerosa', tomam de assalto corações e mentes de adolescentes ávidos por uma revolução completa de valores e dando o start em uma escalada de apresentações sold out recheadas de teatralidade burlesca, frequentemente taxada de pornográfica, e sempre agregando à sua formação base uma trupe de performers com o propósito de oferecer à audiência o melhor de sua expressividade artística. Era o fenômeno The Tubes chegando para infernizar os não tão doces lares americanos. 
Em 1976 lançam 'Young And Rich' que, mesmo menos ousado musicalmente, ainda mantinha a inquietação e a determinação de cutucar feridas e chocar o establishment e produziu ao menos um hit, o idílico doo wop 'Don't  Touch Me There', em um já clássico dueto com Re Styles, ainda hoje um dos pontos altos de suas apresentações. Dispostos a continuar causando impacto, resolvem construir um trabalho temático. Inicialmente concebido como um álbum duplo, 'Now' sofreu com um tumultuado processo de produção e acabou por ser lançado mutilado e, apesar da participação de Captain Beefheart na coletiva 'Cathy's Clone' e da demonstração de admiração da banda por seu trabalho manifestada no excelente cover para 'My Head Is My Only House Unless It Rains', o álbum falhou em sua tentativa de causar impacto crítico e público. As sessões contaram ainda com a participação do velho amigo 'Mingo' Lewis na bateria e percussão e, curiosamente, o autor da obra-prima instrumental 'God/Bird/Change'.
E foi procurando relaxar daquelas estressantes sessões, que agendaram uma disputadíssima apresentação no Hammersmith Odeon e seu oportuno registro na íntegra resultou em uma das grandes, ao menos em minha modestíssima opinião, 'bolachas' alive de todos os tempos: 'What Do You Want From LIVE'. Poucos são os álbuns que conseguiram registrar com tamanha maestria toda a ambientação de uma performance tão incendiária, fazendo com que nos sintamos de frente para aquele lendário palco de tão generosa boca de cena.
But the times they are-a-chagin'! Uma nova década se aproximava e um novo e hedonista momento que, se a princípio parecia à feição de Fee Waybill & Cia. -talvez a primeira banda com todos os ingredientes visuais para estourar naquela nova estética dominada pelos videoclipes-, veio a tornar-se seu grande algoz, a exemplo do que ocorreria com 99.99% das bandas oriundas das décadas anteriores, fazendo com que seus antigos admiradores fugissem de seus trabalhos produzidos a partir de então.
Mas antes que tudo descesse ralo (ou será tubo?) abaixo, desovam em '79 o conceitual 'Remote Control', um digno epitáfio baseado na novela 'Being There' (aqui, 'O Videota' ou, como ficou conhecida  sua versão cinematográfica, 'Muito Além do Jardim'), produzido por Todd Rundgren e hoje considerado por muitos um autêntico clássico e precursor de toda uma tendência que nortearia a década seguinte. Particularmente, não curto este disco mas só a audição da épica 'Telecide' já vale o download.
Como um ato sintomático de uma mudança de ciclo, e também porque deviam um último álbum para a A&M que rejeitara o auto-produzido 'Suffer For Sound', lançam 'T.R.A.S.H. (Tubes Rarities and Smash Hits)' em '81 antes de decepcionar nos anos seguintes com trabalhos medíocres recheados de chorosas baladas, infames AORs e estética new wave que, curiosamente, lhes trouxe a tão almejada -mas a que preço!- popularidade radiofônica. É claro que alguns ecos da genialidade e inquietação de outrora são encontrados de forma pontual e suas apresentações, sempre privilegiando seus grandes clássicos, ainda arrebatam fiéis seguidores sedentos por seus happenings mas a verdade é que a piada -ou a sua falta- esgotou-se. Mas enquanto conseguiram sustentar-se do alto de seus saltos plataforma, foram grandes como poucos.






Artwork

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VIDEO








segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

PRÊMIOS G&B 2010

E chegou o momento tão aguardado por todos os parceiros (ou por ninguém, sei lá) da entrega dos Prêmios G&B àqueles que mais se destacaram na música no ano que recentemente se foi. E, uma vez mais, foi muito difícil me decidir, entre os inúmeros laçamentos de 2010, aqueles que mais fizeram a minha cabeça: do soul/funky de Cee-Lo Green ('Lady Killers'), Sharon Jones & The Dap-Kings ('I Learned The Hard Way'),  Sade ('Soldier Of Love'), Alicia Keys ('The Element Of Freedom') e Macy Gray ('The Sellout') ao pop/blues/hard/heavy/psych/prog de Black Mountain ('Wilderness Heart'), The Union (s/t), Hogjaw ('Ironwood'), o primeirão da Kill It Kid e a confirmação da Arcade Fire com seu 'The Suburbs', Elton John & Leon Russell ('The Union'), Hill Country Revue ('Zebra Ranch'), Black Rebel Motorcycle Club ('Beat The Devil's Tatoo'), Kula Shaker ('Pilgrims Progress'), The Reign Of Kindo ('This Is What Happens'), Lucifer Was ('The Crown of Creation'), Mangrove ('A Distant Dream Of Tomorrow'), Dirty Sweet ('American Spiritual'), Crystal Caravan ('Against The Rising Tide'), Slash ('Slash's Rock 'n' Fuckin' Roll'), Joe Bonamassa ('Black Rock'), Robert Plant ('Band Of Joy'), Black Country Communion ('Black Country'), Gandhi's Gunn ('Thirtyeahs'), Mindflow ('365'), The Brew ('A Million Dead Stars'), Monster Magnet ('Mastermind'),  Hypnos 69 ('Legacy'),  Karma To Burn ('Appalachian Incantation'), Firebird ('Double Diamond') e Avenged Sevenfold ('Nightmare'), apenas para citar algumas das excelentes  bolachinhas lançadas no período, tivemos petardos para todos os gostos, duvidosos ou não.
Portanto, todos os escohidos aqui devem-se única e exclusivamente a um crivo absolutamente pessoal. É claro que a participação de todos com opiniões, sugestões e otras cositas más foram fundamentais mas...o G&B está muito longe de poder ser considerado uma democracia, pô! Resumindo: li todos os argumentos e...caguei solenemente para todos! Sacanagens à parte, o que quero dizer é que, não havendo uma eleição formal, todos os debates e embates que rolaram pelos comentários certamente influiram em minhas conjeturas mas, ao fim das contas, a batida do martelo coube a mim, egrégio CEO do G&B.
Isto posto, the winners are...

PRÊMIO RABO DE RAPOSA

Year Long Disaster - 'Black Magic: All Mysteries Revealed'

Alguns podem ter até considerado este exxcelente exemplar de rock na veia uma barbada  em muito devido aos meus (e de muitos parceiros) entusiasmados comentários. No entanto, garanto que teve adversários à altura e sua vitória deu-se no photochart. Se você ainda não conferiu e ficou curioso, é só dar uma chegada aqui e chapar com a pancada do roquenrou engajado e sem frescuras dessa banda. E olha que tem pedigree! Ainda assim, acredito que esta perfeita amostra de que o rock ainda pode ser o bastião de muitas gerações é só um aperitivo do que ainda está por vir através de sua fusão com a unanimidade Karma To Burn. Mas isto é papo para depois.

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PRÊMIO SEMENTE

Langfinger- Skygrounds

Este, e (quase) todos os demais premiados aqui, foi dos que brigaram impávida e corajosamente até o último milésimo de segundo pelo prêmio máximo. Confesso até que foi o que mais tempo permaneceu na pole position. A excelência do repertório, a produção de uma crueza impecável, o vigor demonstrado em cada interpretação...tudo isso me fêz revezá-lo constantemente com o seu maior adversário. Ao final, resolvi o embate de maneira diplomática: criei o quesito 'antiguidade é posto', desclassificando-a em favor da Year Long Disaster e seus 2 trabalhos a mais na bagagem, e o Prêmio Semente para trazer os holofotes para o sangue novo e nesta seara não existiram adversários à altura da Langfinger e seu 'Skygrounds'. Além de termos mais uma banda instigando a curiosidade quanto ao seu futuro aos que se permitirem experimentá-la. Onde? Aqui, ó!

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PRÊMIO DA LATA

Sully Erna - 'Avalon'

Sobre este discaço, não escondi meu entusiasmo desde a primeira vez que o ouvi, por uma indicação de meu spacey broDim Maddy Lee quando de sua última entrada em nossa atmosfera. Não há como deixar de premiar um trabalho notadamente feito com carinho extremado por alguém do qual não esperava nem um milésimo da qualidade apresentada neste 'Avalon', primeiro trabalho solo de Sully Erna, antes apenas um vocalista pouco além de mediano da bem abaixo da média Godsmack. Para quem curte climas épicos e étnicos bem dosados e fantasticamente executados, é um prato cheio.
Sendo assim, uma vez mais valendo-me da prerrogativa de comandante-em-chefe da Nação G&B, criei este Prêmio Da Lata para funcionar como uma 'menção honrosa'. E foi imbuído deste mesmo espírito 'castro-chavista' que decidi-me  por dividir este prêmio com a...

The Soulbreaker Company - 'Itaca'

...que se, a princípio, me causou uma certa estranheza devido a algumas alterações de rumo na sonoridade que me fez tomado de paixão por esta e-s-p-e-t-a-c-u-l-a-r banda basca, aos poucos fui sendo conquistado por tamanha versatilidade e inusitado de sua sonoridade. Ao final, já agradecia por tanta diversidade, o que deixa a The Soulbreaker Co. em um patamar único no universo hard prog. Ademais, 'Itaca' é a confirmação de Jonny Moreno como um dos grandes gogós da atualiadade.

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 PRÊMIO PALHOÇA

Alter Bridge - 'III'

Sei que quase causei um AVC no meu parceiraço Dagon (vulgo Nikiti Guy ou Arariboia Man) ao aventar a possibilidade de outorgar este indesejável prêmio ao 'Return To Zero', de outra banda que gosto bastante, a Spiritual Beggars. Mas o que me fez optar por este ambicioso e fraquíssimo 3º trabalho de estúdio da Alter Bridge foi, simplesmente, um só: ele é inescutável! De tão chato, jamais consegui sorvê-lo de uma tacada só. Acho que apenas de 3 em 3 faixas e ao custo de muito sacrifício. 
Por sua vez, da bolachinha de sua rival ainda consegui salvar da guilhotina umas 3 ou 4 faixas; assim mesmo, considero imperdoável a traição dos suecos ao alterar de maneira tão radical sua sonoridade, fazendo-os soar quase que como um pastiche de Bon Jovi.
Por dúvida das vias, evitem consumir estas drogas que já vieram malhadas antes de nascer.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

COLUNA ANTI-SOCIAL XIV

Mr. Berlotas (sent.), A Múmia (em pé), Arariboia Man (sent.), 
Mr. Crepe Man (em pé) e Morcegão.

E uma vez mais o Hell de Janeiro tremeu nas bases! Talvez antecipando o que ocorreria alguns dias depois deste memorável 03 de fevereiro com aquele time de bibas do Fluzinho diante do meu Glorioso Fogão. E não era para menos. Afinal, naquela pequena mesa estava uma vez mais reunido o créme de la créme dos bloggers musicais -além deste que vos mal traça estas linhas, Edson (Led Zeppelin - aka Mr. Berlotas), César (Seres da Noite/Collective Collection - Rolling Stones - aka Morcegão), Marcelo 'Dagon' (Hard & Heavy - Black Sabbath - aka Arariboia Man ou Mr. Nikiti Guy), Ayres Jr. (Fuxuca Marimbondo - Deep Purple - aka Mr. Crepe Man) e, at last but not at least, Carlos Maia (Beatles - aka A Múmia).  É claro que naquela minúscula mesa estavam faltando algumas 'figuras' como Miguelito El Gran San Bernardo e meu spacey broDim Maddy Lee, mas sabemos que estavam presentes de coração.
Desde o início, percebia-se que a noite prometia. O chopp geladaço da Adega do Timão e o (nem tão constante, mas sempre bem ranqueados) desfile de 'aviões' não me deixam mentir. A cada rodada de chopp, os mais diversos assuntos do universo masculino pululavam  mas a grande surpresa da noite foi o presentaço que ganhei d'A Múmia, uma graphic novel desenhada e roteirizada pelo craque Hervé denominada 'O Pequeno Livro dos Beatles'. Confesso que mal pude conter a emoção. Será que já está no forno 'O Pequeno Livro do Led Zeppelin'?

Em determinado momento, Mr. Crepe Man saca sorrateiramente de sua carteira o que faltava: UMA BAGANA!!!  Rápido como se furta, deixamos os demais e seguimos em frente para apreciar aquele ingrediente fundamental em qualquer evento brenfoetílicomusical (ou 'Evento do B.E.M.', como habilmente nosso embalsamado paceiraço passou a denominá-lo) e, ao retornarmos, o ritmo acelerou ainda mais e dá-lhe caipirinha, sorvidas a rodo por Arariboia Man e, sempre ele, A Múúúmia, que neste momento já divagava e jurava perceber profundas influências dos Fab 4 no megahit 'Rebolation'; Dagon já me vuduzava por minha resenha negativa para 'Return To Zero' da Spiritual Beggars; Ayres viajava nas filmagens que fazia daquela esbórnia; Morcegão tentava colocar seu i-treco para funcionar através de uma minúscula caixa de Pandora e eu já confessava ter assistido todos os episódios de 'Glee'.
E dá-lhe pastel pra matar a larica. E chopp. E abobrinhas impublicáveis. E caipirinha. E mais chopp. E mais pastel. Mais caipirinha. E mais abobrinhas impublicáveis. E mais chopp...
E assim seguimos até...até...hã...sei lá que horas eram mas, tendo sido expulsos do local, cedo certamente não era. Sei que só deu tempo de chegar ao QG do G&B, tomar um bom banho gelado -afinal, foi mais um dia típico de Rio 40º- e...desmaiar!
Muitos mais ainda virão! Fiquem ligados.
Os cães ladram e a caravana passa...apertando um!

À demande!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

TOBRUK-AD LIB (1972)

Mas, afinal das contas, "quem" era a Tobruk, tão tardiamente incensada por colecionadores? Para dizer a verdade, apesar de à época saber tratar-se de uma banda brazuca apenas devido à tradição do selo Cashbox neste tipo de material, os pseudônimos utilizados por seus integrantes  -Brian Anderson (vocais/guitarra/slide), Key Wilson (teclados), Lois Gee Brahmann (guitarras/efeitos),  Ronnie Wells (baixo/vocais) e Billy Rogers (bateria/percussão)- não deixavam pistas sobre isso. Para confundir ainda mais, foram produzidos de forma impecável -principalmente se levarmos em consideração os ainda indigentes recursos do período no país- por Cecil B. Anderson, provavelmente mais um pseudônimo. Ou seja, mesmo tendo-os conhecido ainda no berço, nada sabia e continuo nada sabendo sobre a banda. Tudo bem, não conseguiram muita projeção junto a crítica e público, mas abriram caminho para a Light Reflections, a banda seguinte de Anderson que, ainda em '72, lançaria 2  LPs a reboque do grande sucesso do single 'Tell me Once Again'. No entanto, apesar desta associação, são propostas absolutamente diversas; na Tobruk e seu 'Ad Lib'  respira-se o mais puro psych 'à brasileira' com pinceladas prog, com destaque absoluto para a excelência do material próprio, todo por conta de Anderson, e a precisão com que são executados seus arranjos. Mais uma daquelas bandas à época taxadas como de 3º escalão -em muito devido ao preconceito dos progheads brazucas por bandas nacionais expressando-se em inglês- que venceu o desafio de resistência ao tempo. E isso é para poucos.
É uma daquelas pequenas e das mais obscuras jóias do roquenrou brazillis e seu original em vinil custa uma pequena fortuna no mercado internacional. Ah, se eu soubesse disso antes...