segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

WOLFMOTHER-VICTORIOUS (DeLuxe Edition / 2016)


Desde seu surgimento, 10 anos atrás, Andrew Stockdale e (a cada vez mais) sua Wolfmother causaram polêmica, uns a taxando de revisionista e derivativa, outros como a salvação do rock. O tempo provou que ambas as correntes estavam corretas...e erradas. As influências da banda sempre foram muito claras, da santíssima trindade do hard/heavy -Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple- ao glam de T. Rex e Sweet, com pitadas certeiras de power pop, psicodelia e trocentas outras bandas setentistas proto punk, sendo MC5 e Blue Cheer as mais notáveis. Uma caótica salada de estilos, cujo mix é muito bem conduzido por Stockdale, uma máquina de riffs atordoantes e refrões ganchudos. 
É bem verdade que seu álbum anterior, 'New Crown', serviu para reforçar a tese de seus detratores, mas é insuficiente para abalar os sucessos de seus 2 primeiros álbuns, 'Wolfmother' e 'Cosmic Egg', mesmo que longe de serem considerados redentores do rock. Até porque o rock salva, não precisa ser salvo.
E 'Victorious', com suas 12 curtas faixas, chegou como uma afirmação da diversidade de gêneros musicais abraçados pela banda. Mas para dar unidade a tudo isto, além dos timbres fuzzy das guitarras e o já emblemático mix de Plant e Ozzy do gogó de seu frontman, recrutou-se para a produção o requisitadíssimo Brendan O'Brien. E o resultado agradará (ou desagradará) gregos e troianos. Há, realmente, de tudo um pouco misturado aos hard/heavy com pedigree da banda. E tudo muito bem produzido, com O'Brien ocupando-se de domar sem descaracterizar o estilo que fez a banda chegar ao status que detem hoje no mercado. Destacaria, no entanto, a faixa-título, um hardão com todos os cacoetes da banda, 'Baroness', o exemplar perfeito do mais pop a que a Wolfmother poderia chegar, a beleza quase folk de 'Pretty Peggy', a virulência de 'Eye Of The Beholder' e a lisergia de 'Gypsy Caravan'. É o tipo de álbum que crescerá muito a cada audição.




segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

LAYLA ZOE-BREAKING FREE (2016)


E saiu do forno o novo álbum de estúdio de Layla Zoe e sua super banda, a mesma que gravou o magnífico 'Live At Spirit Of 66'. E, uma vez mais, Jan Laacks (também parceiro e produtor em todas as faixas), Gregor Sonnenberg e Hardy Fischötter fizeram toda a diferença. E ainda contaram com o bottleneck do fantástico Sonny Landreth em 'Wild One' funcionando muito bem como a cereja do bolo.
E o resultado é quase irrepreensível, da abertura com a empolgante 'Backstage Girl' à linda balada 'He Loves Me', Layla & cia acertam a mão em excelentes composições, arranjos enxutos e potentes e interpretações inspiradas, com destaque para 'Highway Of Tears', pungente blues com mais de 11 minutos de emoções transbordando. O único senão ficou por conta da interpretação equivocada para 'Wild Horses', aquela mesma imortalizada pelos Rolling Stones.
Para quem curtiu, aqui tem mais da joia rubra do Canadá.