Estava sentindo falta de umas pancadas sérias nos tímpanos aqui por esta birosca brenfoetílicomusical e resolvi liberar os links para este barulhento power trio inglês, recheado de excelentes referências do período setentista, do heavy à psicodelia, ao mesmo tempo em que incorpora aquele jeitão stoner/doom gerado por amplificadores Orange no talo e sempre tão bem-vindo aos nossos tímpanos. E estamos falando de uma banda prestes a completar 10 anos de estrada, desde que 3 amigos -Jim Dickinson (vocais/guitarras), Isa Bruni (baixo) e Aaron O'Sullivan (bateria)- despretensiosamente decidissem por abraçar a causa do heavy rock. Com esta formação, a Stubb correu os clubs londrinos e gravou um EP demo em mono, 'The Dropout Sessions'(2007), causando um certo barulho sem muito retorno e gerando a dissolução desta primeira formação.
Em 2009 o jogo começaria a mudar com a adesão da cozinha da conceituada Trippy Wicked, Peter Holland (baixo) e Chris West (bateria). Após correr a Europa abrindo para Firebird, Mos Generator, Sungrazer, Stone Axe, dentre outros, era chegada a hora do lançamento de um álbum de estreia. E em 2010 lançam um muito bem recebido e autointitulado trabalho, com produção e mixagem do parceiro de estrada Tony 'Dallas' Reed, líder das respeitadíssimas Mos Generator e Stone Axe (esta, muito em breve por aqui), domando na medida certa a podreira da sonoridade da banda e, desta forma, mantendo intacta a essência de sua proposta. A resposta foi imediata, com convites para concertos e festivais, alguns como headliners, pipocando de todos os lados.
Agora, era apenas uma questão de manter a identificação com seu público e convocá-los a levar o nome Stubb para o topo da cadeia. E nada melhor que um single para manter a chama acesa; e 'Under The Spell'/'Bullets Rain', lançado em 2013, cumpriu muito bem esta função. Tanto que terminou por criar uma expectativa elevada para o próximo trabalho.
E 'Cry Of The Ocean' não poderia ter se saído melhor. Agora com Tom Fyfe nas baquetas, o nível dos temas elevou-se bastante, a começar pela faixa-título, uma suíte beirando o sludge, mas surpreendentemente palatável. A sequência com o doomy blues (se é que posso tomar a liberdade de chamá-lo assim) 'Heavy Blue Sky' empolga ainda mais. Mas os bons momentos sucedem-se sem sossego, até porque são apenas 7 faixas cuidadosamente pinçadas e trabalhadas, incluindo até mesmo um belo tema acústico, 'Heartbreaker'.
Acho que de uma banda promissora como tantas outras há alguns anos, a Stubb pode já, perfeitamente, sonhar com voos maiores.
*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*



