Mais uma indicação de meu spacey brodim e assessor de música estranha para gente esquisita, a londrina Haken é uma belíssima surpresa no progressive rock. Inicialmente um projeto de Rick Henshall (tecladista/guitarrista da prog metal To-Mera) e dois de seus velhos amigos de escola, Ross Jennings (vocal) e Matt Marshall (guitarra), foi ganhando ares de prioridade já com a adição do tecladista Peter Jones, do baterista Raymond Hearne e de seu companheiro de To-Mera e guitarrista de origem, Thom MacLean, para o baixo. Com esta formação, lançam uma demo, 'Enter The 5th Dimension' (2008), apenas alguns meses após sua fundação e seus shows em pequenos clubs começam a sedimentar um bom público cativo.
Com as saídas de Jones e Marshall ainda em 2008 para seguirem outras carreiras, Diego Trejeida e Charlie Griffiths assumiram suas posições já com as difíceis tarefas de emendar um tour com a King's X e iniciar as sessões de 'Aquarius', seu primeiro álbum, em inícios de 2010. A excelente repercussão provocada por seu mix de old school symphonic prog com uma pegada mais pesada, muito próxima do prog metal (alguns críticos costumam mesmo classificá-los assim mas eu discordo) de bandas como Opeth, levou-os aos melhores festivais europeus e a aproveitar uma boa e prolífica fase criativa para a gravação do ainda mais surpreendente 'Visions' já no ano seguinte. As efusivas críticas - algumas classificando-o como a obra definitiva do progressivo em 2011 - aumentavam à mesma proporção que as turnês e a admiração entusiasmada de progheads.
O que já era ótimo não poderia ficar melhor? Claro que sim! E a confirmação veio em finais de 2013, com o lançamento de 'The Mountain', considerado por muitos - entre estes, Jordan Rudess e Mike Portnoy - uma pequena obra-prima do progressivo contemporâneo. Plenamente justificadas todas as loas auferidas a este trabalho, com pérolas que já nasceram clássicas, casos de 'Pareidolia' e minha prediletaça 'Cockroach King', agora com as influências inteligentemente liquidificadas e expandidas ad infinitum, com a incorporação saudável de elementos indie de bandas como dredg, Muse e Radiohead e inevitáveis citações estilísticas ao grande nome do prog na atualidade, Steven Wilson e seu Porcupine Tree. Definitivamente, um daqueles trabalhos dignos de cabeceira de uma banda, tudo leva a crer, ainda com muito a apresentar. Lamentavelmente, MacLean resolveu pedir o boné às vésperas do início da turnê de lançamento e não tem substituto anunciado até o momento.
Ainda assim, e pelo fato de que este é um ano que se promete grande para o gênero, a Haken é uma excelente aposta, quase uma barbada.
O que já era ótimo não poderia ficar melhor? Claro que sim! E a confirmação veio em finais de 2013, com o lançamento de 'The Mountain', considerado por muitos - entre estes, Jordan Rudess e Mike Portnoy - uma pequena obra-prima do progressivo contemporâneo. Plenamente justificadas todas as loas auferidas a este trabalho, com pérolas que já nasceram clássicas, casos de 'Pareidolia' e minha prediletaça 'Cockroach King', agora com as influências inteligentemente liquidificadas e expandidas ad infinitum, com a incorporação saudável de elementos indie de bandas como dredg, Muse e Radiohead e inevitáveis citações estilísticas ao grande nome do prog na atualidade, Steven Wilson e seu Porcupine Tree. Definitivamente, um daqueles trabalhos dignos de cabeceira de uma banda, tudo leva a crer, ainda com muito a apresentar. Lamentavelmente, MacLean resolveu pedir o boné às vésperas do início da turnê de lançamento e não tem substituto anunciado até o momento.
Ainda assim, e pelo fato de que este é um ano que se promete grande para o gênero, a Haken é uma excelente aposta, quase uma barbada.
*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*
VIDEOS



