Papai Noel
chapadão tarda mas não falha!!!
E, através de seu bong mágico, o bom velhinho sacana trouxe de presente pra geral o recém-apertado 'Once More Unto The Bridge'.
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Republicado em 09.10.2017.
Contabilizando já 8 anos de roquenrou e muito suor em palcos da Costa Oeste, a Dirty Sweet arrebanhou um invejável e fiel séquito -principalmente em sua San Diego natal-, saudoso por chacoalhar esqueletos ao som de um hard rock sem frescuras e executado em alto e bom som. E foi esse público que proporcionou a Ryan Koontz (vocais), Nate Beale (guitarras/vocais), Mark Murino (guitarras), Shaun Cornell (baixo) e Chris Mendez (bateria) ganhar o prêmio de melhor espetáculo de rock outorgado pela San Diego Academy Of Music e lançar seu primeiro trabalho. Totalmente gravado no Blue Roof, ainda em fase de construção e de propriedade de Cornell, em apenas 2 1/2 semanas de trabalho ininterrupto no verão de 2006, '...Of Monarchs And Beggars', lançado no ano seguinte, é um registro perfeito da virilidade e sensualidade da música da Dirty Sweet, como só os norte-americanos sabem fazer. E conseguiram chamar a atenção da mídia com faixas de alta octanagem como 'Baby Come Home', 'Come Again', 'Goldensole', 'Born To Bleed', 'Long Line Down' e a deliciosa 'Isabel', sempre com referências claras ao classic rock setentista mas acrescentando elementos contemporâneos para combater o revival oitentista de bandas como The Killers e Franz Ferdinand que já se apresentavam fortes à época. Saudados pela NME como uma banda merecedora de muita atenção, extensas turnês não tardaram a acontecer, ajudando a expandir território. E novos admiradores não tardaram a ser agregados. Uma bela estreia, sem dúvidas, mas ainda insuficiente para carimbar o passaporte para um futuro de sucesso.
E a perda de um de seus alicerces, Shaun Cornell, para dedicar-se ao seu estúdio, poderia ter colocado em queda livre uma ascensão conseguida à base de muito suor e talento. Surpreendentemente, a entrada de Christian Schinelli surtiu um efeito renovador e o resultado foi o fantástico 'American Spiritual', um dos álbuns que mais incomodou a Year Long Disaster e seu 'Black Magic: All Mysteries Revealed' na disputa pelo Prêmio Rabo de Raposa 2010, recheado de um até o momento insuspeito espírito garage/power pop e letras muito acima da média, sempre procurando fugir ao padrão sex, drugs, rock'n'roll & more sex predominante em seu antecessor. Do tapa nas orelhas de 'Rest, Sniper, Rest' à belíssima estética roots da faixa-título, nada é desperdiçado. Mesmo quando investem em baladas, podemos alinhá-las entre os melhores exemplares do gênero, como a deliciosamente grudenta 'An Empty Road'; em contrapartida ainda nos brindam com pancadas perfeitas do nível de 'Kill Or Be Killed' e 'Please Beware'. Ah...o cliente deseja algo mais pop? Pois estará muito bem servido com a quase radiofônica 'You've Been Warned' e a contagiantemente ácida (e de surpreendente concepção) 'Star-Spangled Glamour'. Mas nenhuma das excelentes faixas deste estupendo trabalho pode ser comparada às morriconianas 'Marionette' e 'Crimson Cavalry', imbatíveis em todos os quesitos e com a vantagem de funcionarem como partes distintas de uma só canção.
Sem dúvidas, vale a pena seguir o conselho da NME - e, por que não?, do G&B - e ficar de olho na Dirty Sweet.
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