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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

BUCCANEER-BUCCANEER(1979) / G&B Remasters / Re-postagem

Essa repostagem não havia como não acontecer, até porque este material ainda encontrava-se, inexplicavelmente, perdido em meus HDs. 
Para quem ainda não conhece, vale muitíssimo a pena. 
De uma época em que diversão não era, necessariamente, sinônimo de baixa qualidade.

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Originalmente publicado em 15.06.2009.

Este é um daqueles discos que poucos tomaram conhecimento - em terras tupiniquins, ao menos - à época em que foi lançado. E mesmo estes afortunados, como eu, também não podem afirmar tê-lo conhecido. Pode parecer que andei fumando mato vencido mas é a mais pura verdade: antes da internet, ninguém poderia afirmar, de fato, conhecer este trabalho e seus criadores. Lembro-me que um amigo me apresentou essa pérola, importado e com um encarte caprichado, e, sob a desculpa de gravar uma cópia em K7, acabei ficando com a guarda de tão valioso item por algo em torno de uma semana com mais de 30 dias. Tudo neste disco me encantava, da arte e do conceito pirata às ganchudas composições hard, sempre muito bem escoradas em um baixo matador, ataques de guitarra certeiros e uma bateria inquieta. Mas, ainda além, havia um forte mistério pairando sobre esta divertida hard rock opereta. Afinal, 'quem' era a banda Buccaneer? Sim, meus caros, esse era um mistério indecifrável naquelas épocas pre-web visto que o plasticamente rico encarte era totalmente omisso com relação à ficha técnica. Certa vez, totalmente chapados e já ouvindo o disco pela enésima vez, chegamos a fazer um banco de apostas pois acreditávamos que havia gente muito graúda por trás da banda. É claro que sobrou para todos os grandes da época, de Alice Cooper a Joe Walsh, passando por Toni Iommi, Jimmy Page e integrantes da Kiss, mas não chegamos a nenhuma conclusão.
É neste instante que retorno ao assunto internet pois, somente após 30 anos e com a ajuda deste poderoso e assustador veículo, a identidade dos sanguinários e charmosos piratas William Bonney, Lord Vendetta e Madjack pode, finalmente, ser revelada. São eles os 'célebres'...Jay Wilfong (sim, aquele mesmo da Primevil em seu único álbum, 'Smokin' Bats At Campton's', de 5 anos antes), Gary Dunn e Jerry DeRome!!! E, assim, toda aquela teoria conspiratória imaginada por mentes doentias e enfumaçadas foi por água abaixo, mas não a admiração por este delicioso petisco ao qual muitos atribuem o título de pequena joia perdida do proto-NWONAHM (putaqueoparéo! até para o heavy norte-americano inventaram uma sigla quilométrica!) mas que, na verdade, nada mais é que um divertido exemplar do nosso bom e velho rock'n'roll.
Pesquisando ainda um pouco mais, descobri que existe no meio-oeste americano um forte culto a este trabalho desde que foi apresentado pela primeira vez no Indianapolis Convention Center em 2 noites sold out de 1980. Consta, também, que em muitas universidades da região são organizadas convenções onde o disco é encenado na íntegra - incluindo banda ao vivo - e os fãs comparecem devidamente caracterizados por indumentária pirata. Mais nerd impossível, né? Mas ninguém precisa chegar a tanto, bastando apenas acionar o play e se esbaldar com um hardão de primeira e uma divertida historieta de capa-e-espada comum a qualquer filme de Errol Flynn  ou 'Piratas Do Caribe', o que melhor lhe aprouver. Afinal, foi assim comigo por tanto tempo.